{"id":40389,"date":"2016-04-09T20:23:30","date_gmt":"2016-04-09T23:23:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=40389"},"modified":"2016-04-09T20:24:09","modified_gmt":"2016-04-09T23:24:09","slug":"brasil-e-russia-assinam-acordo-para-monitorar-lixo-espacial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasil-e-russia-assinam-acordo-para-monitorar-lixo-espacial\/","title":{"rendered":"Brasil e R\u00fassia assinam acordo para monitorar lixo espacial"},"content":{"rendered":"<header>\n<div class=\"node-info\"><strong>L\u00e9o Rodrigues &#8211; correspondente da Ag\u00eancia Brasil *<\/strong><\/div>\n<\/header>\n<div class=\"content\">\n<p>O Laborat\u00f3rio Nacional de Astrof\u00edsica recebeu, na \u00faltima quinta-feira (7), representantes da Ag\u00eancia Espacial Russa para assinatura de um acordo para monitoramento do lixo espacial. A parceria prev\u00ea a instala\u00e7\u00e3o de um telesc\u00f3pio no Observat\u00f3rio do Pico dos Dias, em Braz\u00f3polis (MG). Os russos ser\u00e3o respons\u00e1vel pelo investimento, estimado em R$10 milh\u00f5es. Em contrapartida, o Brasil oferecer\u00e1 estrutura para opera\u00e7\u00e3o do equipamento, al\u00e9m de arcar com os custos de energia, internet, etc.<\/p>\n<p>A parceria faz parte da segunda etapa de uma pesquisa desenvolvida pela R\u00fassia, que j\u00e1 tem em seu territ\u00f3rio um telesc\u00f3pio voltado para o mapeamento de lixo espacial. Havia, por\u00e9m, a necessidade de encontrar um parceiro do hemisf\u00e9rio sul. As negocia\u00e7\u00f5es com o Brasil avan\u00e7aram e foi facilitada pela boa rela\u00e7\u00e3o entre os dois governos, que j\u00e1 mantinham um acordo para utiliza\u00e7\u00e3o pac\u00edfica do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>O Observat\u00f3rio do Pico dos Dias, situado a cerca de 1,8 mil metros de altitude, tamb\u00e9m atraiu os russos. &#8220;O objetivo \u00e9 que os telesc\u00f3pios no Brasil e na R\u00fassia fiquem em uma posi\u00e7\u00e3o em que possam fazer imagens complementares. A nossa localiza\u00e7\u00e3o traz essa possibilidade, al\u00e9m de termos um c\u00e9u que favorece a observa\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Bruno Castilho, diretor do Laborat\u00f3rio Nacional de Astrof\u00edsica.<\/p>\n<figure class=\"teaser\"><img loading=\"lazy\" class=\"Image img__fid__61051 img__view_mode__teaser attr__format__teaser\" title=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_grande\/public\/telescopio_russo.jpeg?itok=eDFYf6v1\" alt=\"O Observat\u00f3rio do Pico dos Dias receber\u00e1 telesc\u00f3pio russo\" width=\"640\" height=\"428\" \/><figcaption>O Observat\u00f3rio do Pico dos Dias receber\u00e1 telesc\u00f3pio russo para monitorar lixo espacial<span class=\"author\">Divulga\u00e7\u00e3o\/Brasil.gov<\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Lan\u00e7amento de sat\u00e9lites<\/strong><br \/>\nConsiderar os percursos do lixo espacial \u00e9 de vital import\u00e2ncia para lan\u00e7ar sat\u00e9lites. &#8220;Segundo estimativas da Nasa, cerca de 50 mil restos de sat\u00e9lites e foguetes orbitam ao redor da Terra. \u00c9 um dado que considera apenas pe\u00e7as grandes, porque h\u00e1 tamb\u00e9m uma infinidade de lixos menores, que chegam a ser do tamanho de uma bola de t\u00eanis. O problema \u00e9 que tudo isso viaja a muitos quil\u00f4metros por hora e o impacto com um sat\u00e9lite pode ser destruidor, levando a um preju\u00edzo financeiro e temporal enorme para a ci\u00eancia&#8221;, diz Castilho.<\/p>\n<p>Atualmente, quando o Brasil vai colocar em \u00f3rbita um novo equipamento, \u00e9 necess\u00e1rio seguir recomenda\u00e7\u00f5es da Nasa. No entanto, a ag\u00eancia dos EUA n\u00e3o fornece informa\u00e7\u00f5es detalhadas. Com os dados que ser\u00e3o gerados atrav\u00e9s do acordo com a R\u00fassia, o pa\u00eds passar\u00e1 a deter um conhecimento que permitir\u00e1 escolher melhor \u00f3rbitas que n\u00e3o ofere\u00e7am riscos. Al\u00e9m disso, ser\u00e1 poss\u00edvel prever a possibilidade de algum lixo espacial cair em solo terrestre.<\/p>\n<p><strong>Pesquisa brasileira<\/strong><br \/>\nVinculado ao Minist\u00e9rio da Inova\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia, o Laborat\u00f3rio Nacional de Astrof\u00edsica \u00e9 uma unidade de pesquisa que opera desde 1985. Sediado em Itajub\u00e1 (MG), seu objetivo \u00e9 oferecer \u00e0 comunidade cient\u00edfica servi\u00e7os sofisticados para o desenvolvimento de estudos aprofundados. Entre suas estruturas est\u00e1 o Observat\u00f3rio do Pico dos Dias, que j\u00e1 tinha o maior telesc\u00f3pio funcionando at\u00e9 ent\u00e3o em solo brasileiro. Equipamento que ser\u00e1 superado pela tecnologia russa.<\/p>\n<p>Com 75 cm de abertura, o novo telesc\u00f3pio ter\u00e1 um campo de vis\u00e3o mais abrangente e ser\u00e1 capaz de mapear uma \u00e1rea maior que qualquer outro no Brasil. A previs\u00e3o \u00e9 que comece a operar em novembro, o que trar\u00e1 tamb\u00e9m um importante ganho para a ci\u00eancia nacional. As imagens geradas pelo equipamento, al\u00e9m de ajudar a mapear o lixo espacial, poder\u00e3o favorecer estudos sobre asteroides, cometas, estrelas, etc.<\/p>\n<p>Todos os dados e fotos ficar\u00e3o dispon\u00edveis para os pesquisadores brasileiros. Os interessados precisar\u00e3o apenas fazer uma requisi\u00e7\u00e3o ao Laborat\u00f3rio Nacional de Astrof\u00edsica. &#8220;Poderemos observar detalhes que antes n\u00e3o estavam ao nosso alcance&#8221;, disse Castilho.<\/p>\n<p><em>* Colaborou M\u00e1rcia Bueno, rep\u00f3rter da R\u00e1dio Inconfid\u00eancia de Belo Horizonte<\/em><\/p>\n<div class=\"node-info\">Edi\u00e7\u00e3o: <strong>F\u00e1bio Massalli<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"node-info\"><\/div>\n<div class=\"node-info\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00e9o Rodrigues &#8211; correspondente da Ag\u00eancia Brasil * O Laborat\u00f3rio Nacional de Astrof\u00edsica recebeu, na<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"L\u00e9o Rodrigues &#8211; correspondente da Ag\u00eancia Brasil * O Laborat\u00f3rio Nacional de Astrof\u00edsica recebeu, na","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40389"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40389"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40389\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}