{"id":40335,"date":"2016-04-09T10:45:39","date_gmt":"2016-04-09T13:45:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=40335"},"modified":"2016-04-09T10:46:30","modified_gmt":"2016-04-09T13:46:30","slug":"soro-antiveneno-de-abelha-comeca-a-ser-testado-em-humanos-este-mes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/soro-antiveneno-de-abelha-comeca-a-ser-testado-em-humanos-este-mes\/","title":{"rendered":"Soro antiveneno de abelha come\u00e7a a ser testado em humanos este m\u00eas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/abelhas.jpg\" rel=\"attachment wp-att-40336\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-40336\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/abelhas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/abelhas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/abelhas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu conseguiram autoriza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) para iniciar testes em humanos do que promete ser o primeiro soro antiveneno de abelhas do mundo. Nesta sexta-feira, dia 8, as equipes que ir\u00e3o ministrar o soro receberam treinamento para participar desta nova fase da pesquisa. Os testes ser\u00e3o feitos a partir da pr\u00f3xima semana, nas cidades de Botucatu (SP), Tubar\u00e3o (SC) e Uberaba (MG). Quem for picado perto dessas regi\u00f5es ser\u00e1 levado para um dos centros de pesquisa e, em casos indicados, receber\u00e1 o soro.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o \u00e9 resultado de cerca de 15 anos de pesquisa liderada pelo veterin\u00e1rio Rui Seabra Ferreira Jr., coordenador do Centro de Estudos e Animais Pe\u00e7onhentos (Cevap) da Unesp. O soro antiap\u00edlico \u2014 derivado de Apis mellifera, nome cient\u00edfico das abelhas \u2014 \u00e9 produzido em parceria com o Instituto Vital Brazil, em Niter\u00f3i.<\/p>\n<p>\u2014 Nesta fase de testes em humanos, vamos avaliar a seguran\u00e7a do produto, isto \u00e9, se ele n\u00e3o piora o estado dos pacientes. Devemos terminar essa etapa at\u00e9 o final do ano. Depois, vamos avaliar a efic\u00e1cia: se o medicamento faz aquilo que ele promete, e, neste caso, levaremos o soro a um n\u00famero maior de cidades, para obtermos um n\u00famero maior de pacientes, que podem chegar a 400. S\u00f3 depois disso o soro poder\u00e1 ser registrado pela Anvisa \u2014 explica Ferreira Jr.<\/p>\n<p>UMA PICADA PODE MATAR AL\u00c9RGICOS<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, cerca de 15 mil casos de picadas de abelhas s\u00e3o registradas por ano no Brasil, e mais de 40 mortes. Quando um adulto sofre mais de 200 picadas, ele recebe uma quantidade de veneno no corpo que \u00e9 suficiente para causar les\u00f5es no cora\u00e7\u00e3o, no f\u00edgado e nos rins. Mas mesmo uma quantidade menor de picadas j\u00e1 pode ser perigosa.<\/p>\n<p>\u2014 No caso de pessoas al\u00e9rgicas, uma picada pode ser suficiente para levar \u00e0 morte. Se a pessoa n\u00e3o tiver alergia mas tiver 45 kg, por exemplo, cerca de 50 picadas j\u00e1 podem trazer complica\u00e7\u00f5es. Depende muito de cada caso \u2014 conta o professor.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/19046315-df5-897\/FT1086A\/420\/abelhas-soro.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"384\" \/>Ampolas do soro ser\u00e3o administradas nas cidades de Botucatu (SP), Tubar\u00e3o (SC) e Uberaba (MG) &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o\/Unesp<\/p>\n<p>Em geral, o indicado nos testes \u00e9 que quem sofrer at\u00e9 cinco picadas \u2014 e n\u00e3o for al\u00e9rgico \u2014 n\u00e3o precisa de soro. Quem tiver entre cinco e 200 picadas, receber\u00e1 duas ampolas do soro; e entre 201 e 600, seis ampolas. J\u00e1 quem for picado mais de 600 vezes ser\u00e1 tratado com dez ampolas da subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O pesquisador da Unesp se mostra confiante de que o soro apresentar\u00e1 bons resultados e de que, depois de registrado pela Anvisa, possa ajudar tamb\u00e9m popula\u00e7\u00f5es de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>\u2014 O continente americano como um todo sofre com o problema das abelhas, inclusive das africanizadas. As \u00fanicas exce\u00e7\u00f5es s\u00e3o o Canad\u00e1, onde as abelhas n\u00e3o chegaram por conta do frio, e o Chile, que elas n\u00e3o conseguiram alcan\u00e7ar por causa da barreira feita pela Cordilheira dos Andes. Depois de aprovado, com certeza n\u00f3s poderemos exportar o soro para os demais pa\u00edses \u2014 acredita ele.<\/p>\n<p>TESTES CONTINUAM MESMO AP\u00d3S APROVA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Hoje, o tratamento para picada de abelhas \u00e9 feito com antial\u00e9rgicos e anti-inflamat\u00f3rios, sem qualquer rem\u00e9dio espec\u00edfico.<\/p>\n<p>De acordo com o veterin\u00e1rio, mesmo depois que o soro estiver dispon\u00edvel no mercado, os testes continuar\u00e3o. O objetivo ser\u00e1 verificar a efic\u00e1cia dele na popula\u00e7\u00e3o em geral, para checar se algumas pessoas reagem de forma diferente.<\/p>\n<p>\u2014 Quando o produto est\u00e1 no mercado, uma popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o controlada tem acesso a ele. Pessoas de todas as idades e etnias. Sabemos, por exemplo, que alguns medicamentos n\u00e3o funcionam muito bem em orientais ou em pessoas que t\u00eam determinada doen\u00e7a. Este tipo de aspecto s\u00f3 poder\u00e1 ser verificado com o produto no mercado, e, assim, poderemos ter melhores conclus\u00f5es de quais pessoas e em que situa\u00e7\u00f5es podem tirar mais benef\u00edcio do soro \u2014 afirma Ferreira Jr.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu conseguiram autoriza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":40336,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/abelhas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/abelhas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/abelhas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/abelhas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/abelhas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/abelhas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/abelhas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/abelhas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/abelhas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/abelhas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu conseguiram autoriza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40335"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40335"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40335\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40336"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40335"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40335"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40335"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}