{"id":40310,"date":"2016-04-08T10:30:51","date_gmt":"2016-04-08T13:30:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=40310"},"modified":"2016-04-07T19:21:02","modified_gmt":"2016-04-07T22:21:02","slug":"a-nova-jararaca-do-pedaco-vive-numa-ilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-nova-jararaca-do-pedaco-vive-numa-ilha\/","title":{"rendered":"A nova jararaca do peda\u00e7o vive numa ilha no litoral do Esp\u00edrito Santo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/jararaca.jpg\" rel=\"attachment wp-att-40311\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-40311\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/jararaca-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/jararaca-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/jararaca.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Acaba de ser descrita a mais nova esp\u00e9cie insular de jararaca do pa\u00eds. Descoberta na Ilha dos Franceses, litoral do Esp\u00edrito Santo, a esp\u00e9cie \u00e9 um pouco menor do que as parentes continentais, al\u00e9m de ter olhos e caudas relativamente maiores e uma cabe\u00e7a tamb\u00e9m menor. A descri\u00e7\u00e3o da <em>Bothrops sazimai<\/em> foi publicada na edi\u00e7\u00e3o de 4 de abril, da <a href=\"http:\/\/www.mapress.com\/j\/zt\/article\/view\/zootaxa.4097.4.4\">revista cient\u00edfica Zootaxa<\/a>.<\/p>\n<p>Os autores do estudo sugerem que ela seja classificada como \u201ccriticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o\u201d, por s\u00f3 ocorrer na ilha, que tem aproximadamente 15 hectares e fica a menos de 4 quil\u00f4metros do continente. Eles prop\u00f5em tamb\u00e9m que a ilha seja transformada em uma reserva, para proteger a serpente.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a quarta esp\u00e9cie de jararaca descrita em ilhas brasileiras. A primeira foi descoberta na d\u00e9cada de 1920, na Ilha da Queimada Grande, litoral paulista, a jararaca-ilhoa (<em>Bothrops insularis<\/em>). Essa serpente possui um veneno poderoso e que age rapidamente, uma adapta\u00e7\u00e3o aos h\u00e1bitos alimentares: aves que precisam ser abatidas antes que voem.<\/p>\n<p>\u201cPor muitos anos, a <em>Bothrops insularis<\/em> foi a esp\u00e9cie de jararaca mais emblem\u00e1tica, \u00a0talvez devido principalmente \u00e0 colora\u00e7\u00e3o diferenciada (amarelada) e aos h\u00e1bitos que ela \u00a0apresenta\u201d, conta o bi\u00f3logo Fausto Errito Barbo, autor principal do artigo que descreve a nova esp\u00e9cie e que, durante o p\u00f3s-doutorado no Museu de Zoologia da Universidade de S\u00e3o Paulo, investiga a morfologia de jararacas.<\/p>\n<p>A <em>B. sazimai<\/em>, que recebeu o nome em homenagem ao herpet\u00f3logo Ivan Sazima, provavelmente n\u00e3o tenha um veneno t\u00e3o potente quanto o da prima jararaca-ilhoa, j\u00e1 que se alimenta de outro tipo de animais. A serpente da Ilha dos Franceses atraca principalmente lacraias, lagartos e pequenos anuros, presas semelhantes \u00e0s de outra jararaca que vive em uma ilha: a <em>Bothrops alcatraz<\/em>, que leva o nome do local onde \u00e9 encontrada, a Ilha dos Alcatrazes.<\/p>\n<p>A jararaca da Ilha dos Alcatrazes havia despertado o interesse dos pesquisadores, pois ela tinha a colora\u00e7\u00e3o igual \u00e0 do continente, mas era bem menor, portanto bem diferente da jararaca-ilhoa. A quest\u00e3o era desvendar se todas as popula\u00e7\u00f5es isoladas em ilhas eram diferentes das continentais e as diferen\u00e7as entre as habitantes das ilhas e o que provocou estas mudan\u00e7as. \u201cDessa forma, uma investiga\u00e7\u00e3o mais minuciosa come\u00e7ou a ser feita nas cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas para estudar esses indiv\u00edduos provenientes de ilhas costeiras do estado de S\u00e3o Paulo\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Barbo conta que o impulso para a descoberta da nova esp\u00e9cie veio do entusiasmo de pesquisadores do Esp\u00edrito Santo, durante um congresso cient\u00edfico onde eram apresentados dados preliminares de duas outras esp\u00e9cies at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas. \u201cFizemos duas expedi\u00e7\u00f5es para l\u00e1, coletamos alguns exemplares e utilizamos outros j\u00e1 coletados por pesquisadores em meados dos anos 90\u201d, conta.<\/p>\n<p>Em 2012, Barbo participou da descri\u00e7\u00e3o de outra jararaca que vive ilhada, a <em>B. otavioi<\/em>, que vive na Ilha da Vit\u00f3ria, S\u00e3o Paulo. Ela foi descoberta a partir de exemplares de cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, que tinham n\u00famero diferente de escamas ventrais e subcaudais, al\u00e9m de um corpo mais robusto. E ele afirma: h\u00e1 sim a possibilidade de descri\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies em ilhas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acaba de ser descrita a mais nova esp\u00e9cie insular de jararaca do pa\u00eds. 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