{"id":40244,"date":"2016-04-07T09:50:04","date_gmt":"2016-04-07T12:50:04","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=40244"},"modified":"2016-04-07T09:50:04","modified_gmt":"2016-04-07T12:50:04","slug":"apenas-9-dos-ecossistemas-costeiros-estao-bem-protegidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/apenas-9-dos-ecossistemas-costeiros-estao-bem-protegidos\/","title":{"rendered":"Apenas 9% dos ecossistemas costeiros est\u00e3o bem protegidos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/area_risco.jpg\" rel=\"attachment wp-att-40245\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-40245\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/area_risco-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/area_risco-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/area_risco.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No ano passado, quando as autoridades da \u00c1frica do Sul permitiram uma experi\u00eancia-piloto de pesca na \u00e1rea marinha protegida e mais antiga da \u00c1frica, Tsitsikamma, houve grande indigna\u00e7\u00e3o porque \u00e9 a maior do mundo, com 80 quil\u00f4metros de uma rochosa faixa costeira e abundante variedade de esp\u00e9cies em perigo. Al\u00e9m disso, atribui-se a essa \u00e1rea protegida a recupera\u00e7\u00e3o das superexploradas reservas pesqueiras do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o de Amigos de Tsitsikamma queixou-se de que n\u00e3o foi consultada, como deveria. Os cientistas marinhos sentem que a decis\u00e3o do Departamento de Assuntos Ambientais \u201cabrir\u00e1 o cora\u00e7\u00e3o\u201d de uma \u00e1rea protegida \u00e0 explora\u00e7\u00e3o. Os pescadores artesanais amea\u00e7ar\u00e3o a seguran\u00e7a dos turistas se n\u00e3o tiverem direitos de pesca garantidos, com a finalidade de que esse \u00f3rg\u00e3o destine cotas de pesca em algumas partes de Tsitsikamma.<\/p>\n<p>Em novembro de 2015, a ministra de Assuntos Ambientais, Edna Molewa, divulgou normas sobre as mudan\u00e7as na \u00c1rea Marinha Protegida de Tsitsikamma, como a que levanta a proibi\u00e7\u00e3o de pesca para quem reside no raio de oito quil\u00f4metros do lugar. A decis\u00e3o foi revogada em janeiro deste ano pela justi\u00e7a. Os protestos e a decis\u00e3o judicial destacaram a necessidade de realizar consultas adequadas sobre um assunto que frequentemente \u00e9 controvertido, como o \u00e9 o equil\u00edbrio.<\/p>\n<p>Mas as duas partes buscam uma solu\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel. Molewa publicou,no dia 9 de fevereiro no di\u00e1rio oficial, rascunhos de novas normas para declarar uma rede de 22 novas \u00e1reas marinhas protegidas. As \u00e1reas integram a Iniciativa Opera\u00e7\u00e3o Phakisa, um programa lan\u00e7ado em outubro de 2014 para maximizar o enorme potencial econ\u00f4mico dos oceanos, e ao mesmo tempo proteg\u00ea-los. Ficou muito dif\u00edcil conseguir um equil\u00edbrio entre as necessidades econ\u00f4micas e sociais.<\/p>\n<p>Molewa apontou que a iniciativa procura criar cerca de 70 mil quil\u00f4metros quadrados de \u00e1reas marinhas protegidas, aumentando para mais de 5% a superf\u00edcie sob prote\u00e7\u00e3o dentro da Zona Econ\u00f4mica Exclusiva da \u00c1frica do Sul. Menos de 0,5% dos ecossistemas oce\u00e2nicos est\u00e3o protegidos formalmente, em compara\u00e7\u00e3o com os 8% em terra firme, como o Parque Nacional Kruger e o Parque Nacional Montanha da Mesa, acrescentou.<\/p>\n<p>Segundo a ministra, \u201ca rede cobrir\u00e1 todo o espectro da biodiversidade, garantir\u00e1 a obten\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios dos oceanos e oferecer\u00e1 importantes \u00e1reas de refer\u00eancia para compreender e administrar a mudan\u00e7a em nossos oceanos\u201d.As novas \u00e1reas protegidas assegurar\u00e3o o cuidado de ecossistemas marinhos como arrecifes, mangues e terras \u00famidas costeiras, que ajudam a proteger as comunidades costeiras das tempestades mais fortes, do aumento do n\u00edvel do mar e de outros eventos clim\u00e1ticos extremos, destacou.<\/p>\n<p>\u201cMar adentro, as \u00e1reas protegidas resguardar\u00e3o ecossistemas vulner\u00e1veis e garantir\u00e3o zonas de cria\u00e7\u00e3o para v\u00e1rias esp\u00e9cies, contribuindo para manter a pesca e assegurando os benef\u00edcios de longo prazo, que s\u00e3o importantes para a alimenta\u00e7\u00e3o e a seguran\u00e7a trabalhista\u201d, explicou Molewa. As autoridades deram \u00e0 popula\u00e7\u00e3o 90 dias para comentar a proposta de \u00e1reas protegidas.<\/p>\n<p>Um informe do Instituto Nacional de Biodiversidade da \u00c1frica do Sul indica que 64 dos 136 ecossistemas marinhos e costeiros est\u00e3o amea\u00e7ados, ou cerca de 47%, e, al\u00e9m disso, 17% do total est\u00e3o, de fato, em grave perigo. Segundo o documento, 54 \u00e1reas, 40% do total, nem mesmo est\u00e3o representadas na rede de \u00e1reas protegidas. A maioria dos ecossistemas n\u00e3o protegidos est\u00e1 mar adentro. Isto significa que quase todas as \u00e1reas protegidas est\u00e3o a pouca dist\u00e2ncia da costa.<\/p>\n<p>Apenas 9% dos ecossistemas costeiros est\u00e3o bem protegidos. A maioria, na realidade, goza de um cuidado moderado, o que destaca o fato de muitas \u00e1reas marinhas protegidas n\u00e3o estarem bem cuidadas em rela\u00e7\u00e3o aos efeitos da pesca.\u201cN\u00e3o h\u00e1 muita consci\u00eancia sobre o papel que cumprem as \u00e1reas marinhas protegidas na conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, na gest\u00e3o da pesca, na adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica e na obten\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios socioecon\u00f4micos\u201d, destaca o informe.<\/p>\n<p>A pesca \u00e9 um motor de mudan\u00e7a crucial para os ecossistemas marinhos e costeiros. \u201cOs principais desafios s\u00e3o a superexplora\u00e7\u00e3o de recursos, a substancial captura acess\u00f3ria n\u00e3o administrada em alguns setores, a acidental mortalidade de aves marinhas, o dano ambiental, a preocupa\u00e7\u00e3o pela oferta alimentar para outras esp\u00e9cies e o impacto da pesca em outros ecossistemas\u201d, acrescenta o documento. A pesca ilegal continua pondo em risco a biodiversidade, a sustentabilidade dos recursos e o sustento dos pescadores habilitados.<\/p>\n<p>A diretora de programas ambientais do Fundo Mundial para a Natureza da \u00c1frica do Sul, Theresa Frantz, aprova a cria\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas marinhas protegidas porque s\u00e3o uma ferramenta importante para conservar as zonas de pesca. \u201cH\u00e1 uma raz\u00e3o para a prote\u00e7\u00e3o de cada \u00e1rea, pode ser que ali os peixes sejam \u00fanicos ou que o fundo marinho tenha caracter\u00edsticas \u00fanicas que n\u00e3o s\u00e3o encontradas em outro lugar, por isso \u00e9 necess\u00e1rio preservar a biodiversidade\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Ao mencionar o caso de Tsitsikamma, onde os pescadores podem sofrer o impacto da nova norma, Frantz pontuou que o assunto ficou delicado porque a \u00e1rea resultou ser \u00fatil para recuperar algumas reservas pesqueiras da \u00c1frica do Sul. A especialista recordou que, quando se declarou Tsitsikamma como \u00e1rea protegida,\u201cn\u00e3o houve um processo de consulta pr\u00e9vio, e sua publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial permitir\u00e1 a prote\u00e7\u00e3o p\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p>A \u00c1frica do Sul consome 312 milh\u00f5es de toneladas de produtos marinhos por ano, informou Samantha Petersen, respons\u00e1vel pelos programas de pesca do WWF desde seu in\u00edcio, em fevereiro de 2007. A ind\u00fastria pesqueira emprega centenas de pessoas, mas, na medida em que aumenta a popula\u00e7\u00e3o, a capacidade dos oceanos n\u00e3o pode mudar para atender a demanda de nossa sociedade, ressaltou Petersen \u00e0 IPS. \u201cUma vez que desapare\u00e7am as esp\u00e9cies especiais dos oceanos, n\u00e3o poderemos recri\u00e1-las\u201d, enfatizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano passado, quando as autoridades da \u00c1frica do Sul permitiram uma experi\u00eancia-piloto de pesca<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":40245,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/area_risco.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/area_risco-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/area_risco-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/area_risco.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/area_risco.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/area_risco.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/area_risco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/area_risco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/area_risco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/area_risco.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"No ano passado, quando as autoridades da \u00c1frica do Sul permitiram uma experi\u00eancia-piloto de pesca","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40244"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40244"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40244\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40245"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}