{"id":40228,"date":"2016-04-07T09:11:56","date_gmt":"2016-04-07T12:11:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=40228"},"modified":"2016-04-07T09:11:56","modified_gmt":"2016-04-07T12:11:56","slug":"cientistas-escavam-cratera-formada-por-asteroide-que-dizimou-dinossauros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-escavam-cratera-formada-por-asteroide-que-dizimou-dinossauros\/","title":{"rendered":"Cientistas escavam cratera formada por asteroide que &#8220;dizimou dinossauros&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/meteoro.jpg\" rel=\"attachment wp-att-40230\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-40230\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/meteoro-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/meteoro-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/meteoro.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma expedi\u00e7\u00e3o deu a largada para explorar uma cratera no Golfo do M\u00e9xico que traz pistas sobre o fen\u00f4meno que dizimou os dinossauros.<\/p>\n<p>Com 100 km de comprimento e 30 km de largura, a cratera de Chicxulub se formou h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos, pela a\u00e7\u00e3o de um asteroide.<\/p>\n<p>Hoje, as principais partes dessa enorme cicatriz na superf\u00edcie da Terra est\u00e3o enterradas no fundo do mar, sob uma camada de 600 metros de sedimentos oce\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Os cientistas acreditam que acessar as rochas por meio de perfura\u00e7\u00f5es pode revelar mais informa\u00e7\u00f5es sobre a escala do impacto e a cat\u00e1strofe ambiental que se seguiu.<\/p>\n<p>O alvo preferencial do estudo s\u00e3o os chamados &#8220;an\u00e9is de pico&#8221;, forma\u00e7\u00f5es t\u00edpicas de grandes crateras de impacto, criadas pela eleva\u00e7\u00e3o do solo ap\u00f3s as colis\u00f5es.<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\"><span class=\"credito\">D Sandwell Scripps<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img loading=\"lazy\" class=\"pinit-img\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/d4\/2016\/04\/06\/no-modelo-que-exacerba-as-anomalias-da-gravidade-no-goilfo-do-mexico-a-seta-branca-indica-a-area-da-cratera-de-chicxulub---bbc-1459949637909_615x300.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"312\" \/><\/div>\n<\/div>\n<p><span class=\"legenda pg-color10\">No modelo que exacerba as anomalias da gravidade no Goilfo do M\u00e9xico, a seta branca indica a \u00e1rea da cratera de Chicxulub<\/span><\/div>\n<p>A Chicxulub \u00e9 a \u00fanica estrutura com an\u00e9is de pico intactos no planeta. As outras est\u00e3o localizadas em outros planetas ou se erodiram.<\/p>\n<p>Sondagens da \u00e1rea abaixo do leito do oceano mostram que o anel lembra uma cadeia de montanhas em forma de arco.<\/p>\n<h3>Em busca de pistas<\/h3>\n<p>&#8220;Queremos saber a origem das rochas que formaram esse anel de pico&#8221;, diz Joanna Morgan, do Imperial College de Londres, uma das coordenadoras do estudo.<\/p>\n<p>&#8220;Saber isso ajudar\u00e1 a entender como grandes crateras s\u00e3o formadas, e como \u00e9 importante poder estimar o total de energia no impacto, e o volume total de rochas que foi escavado e lan\u00e7ado na estratosfera para causar o dano ambiental.&#8221;<\/p>\n<p>O cataclisma registrado ao final do per\u00edodo Cret\u00e1ceo dizimou muitas esp\u00e9cies, n\u00e3o apenas os dinossauros. Todo o material lan\u00e7ado na atmosferta teria escurecido o ce\u00fa e congelado o planeta por meses.<\/p>\n<p>Mas mesmo tendo acabado com boa parte da vida no planeta, o epis\u00f3dio abriu oportunidades para as esp\u00e9cies que sobreviveram. Os pesquisadores querem saber se a regi\u00e3o do impacto se tornou uma esp\u00e9cie de ber\u00e7o de vida.<\/p>\n<p>Como o asteroide atingiu uma \u00e1rea que era um mar raso, \u00e9 prov\u00e1vel que a cratera criada tenha rapidamente se enchido de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Essa \u00e1gua pode ter se inflitrado pelas rochas quentes e fraturadas, liberando compostos qu\u00edmicos que poderiam ter sustentado microorganismos. Condi\u00e7\u00f5es semelhantes s\u00e3o observadas hoje ao longo da fossa que atravessa o centro do oceano Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que encontremos alguma forma ex\u00f3tica de vida nas rochas que iremos perfurar&#8221;, afirma Morgan. &#8220;\u00c9 algo muito interessante para o estudo da Chicxulub, mas tamb\u00e9m dos prim\u00f3rdios da terra e at\u00e9 de Marte. Em tempos remotos, a Terra pode ter tido muitos mais impactos dessa escala. E pensamos que a vida pode muito bem ter se originado nessas crateras de impacto.&#8221;<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\"><span class=\"credito\">Nasa<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img loading=\"lazy\" class=\"pinit-img\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/9f\/2016\/04\/06\/o-circulo-externo-linha-em-branco-na-imagem-da-cratera-fica-sob-a-peninsula-de-yucatan-mas-o-anel-de-pico-interno-ponto-vermelho-pode-ser-acessado-pelo-mar-1459949636222_615x300.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"312\" \/><\/div>\n<\/div>\n<p><span class=\"legenda pg-color10\">O c\u00edrculo externo (linha em branco na imagem) da cratera fica sob a pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n, mas o anel de pico interno (ponto vermelho) pode ser acessado pelo mar<\/span><\/div>\n<h3>Perfura\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p>A equipe est\u00e1 usando um &#8220;bote salva-vidas&#8221; chamado Myrtle como plataforma de perfura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora o equipamento comporte laborat\u00f3rios para realizar an\u00e1lises iniciais, o estudo principal dever\u00e1 ser feito ap\u00f3s envio de amostras para um centro de pesquisa na Alemanha.<\/p>\n<p>O equipamento ir\u00e1 se posicionar perto da costa na pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n, apoiando-se em seus tr\u00eas eixos para formar um ponto est\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para atingir as rochas do anel de pico, a sonda precisar\u00e1 atravessar espessas camadas de sedimentos de calc\u00e1rio no leito do Golfo do M\u00e9xico.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 menos interesse nos primeiros 650 metros antes da fronteira K-Pg (sigla em ingl\u00eas para Cret\u00e1ceo-Paleoceno), que s\u00e3o carbonatos&#8221;, afirma Dave Smith, do \u00f3rg\u00e3o brit\u00e2nico de pesquisa geol\u00f3gica.<\/p>\n<p>&#8220;Abriremos o buraco at\u00e9 500 metros, para depois preparar um tubo e iniciar a retirada. E vamos perfurar at\u00e9 a meta de profundidade, que \u00e9 1.500 metros.&#8221;<\/p>\n<p>Algumas das primeiras amostras retiradas na regi\u00e3o sugerem que a vida voltou rapidamente \u00e0 regi\u00e3o do impacto. Organismos marinhos teriam se restabelecido nesse \u00e1rea est\u00e9ril ao longo de milhares de anos.<\/p>\n<p>Tubula\u00e7\u00f5es profundas poder\u00e3o fazer contato com os dep\u00f3sitos de sedimentos gerados pelo tsunami que veio com o impacto do asteroide.<\/p>\n<p>As rochas do anel de pico est\u00e3o a uma profundidade m\u00ednima de 800 metros.<\/p>\n<h3>Metas<\/h3>\n<p>O time de pesquisadores fixou um prazo de dois meses para concluir os trabalhos.<\/p>\n<p>&#8220;Desenvolvemos uma estrat\u00e9gia de perfura\u00e7\u00e3o que nos d\u00e1 m\u00faltiplas chances de chegar a 1.500 metros, mas podemos fixar presos em qualquer fase, por diferentes motivos&#8221;, afirma Smith, que coordena as opera\u00e7\u00f5es na empreitada.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos a 30 km da costa, que nos permite reabastecer com facilidade. Tamb\u00e9m agendamos o projeto para ocorrer antes da temporada de furac\u00f5es na regi\u00e3o. Ent\u00e3o estamos come\u00e7ando agora e esperamos terminar antes de junho.&#8221;<\/p>\n<p>A equipe conta com pesquisadores dos Estados Unidos, M\u00e9xico, Jap\u00e3o, Austr\u00e1lia, Canad\u00e1 e China, al\u00e9m do Reino Unido e outros cinco pa\u00edses europeus.<\/p>\n<p>O projeto \u00e9 conduzido pelo Cons\u00f3rcio Europeu para Pesquisa em Perfura\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica (Ecord, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<div class=\"modalbumfotos modulos carregado\">\n<div class=\"conteudo\">\n<div id=\"albumHTML1\"><img loading=\"lazy\" id=\"fullImageSrc1\" class=\"fullImageSrc\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/2015\/05\/21\/21mai2015---ilustracao-do-dinossauro-anzu-wyliei-em-seu-ambiente-ha-66-milhoes-de-anos-de-idade-no-oeste-da-america-do-norte-e-divulgada-pelo-carnegie-museum-of-natural-history-cerca-de-18-mil-1432215224119_956x500.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"334\" border=\"0\" \/><\/p>\n<div id=\"boxFullImage1\" class=\"boxFullImage \">\n<div id=\"fullImage1\" class=\"carregado fullImage\">\n<div id=\"fullImageCenter1\" class=\"img-box\" align=\"center\">As fascinantes novas esp\u00e9cies de dinossauros descobertas recentemente<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"fotoLegendaBox1\" class=\"fotoLegendaBox\">\n<div id=\"fotoLegenda1\" class=\"fotoLegenda\">\n<div class=\"transparencia\">\n<div class=\"legendaTexto\">Ilustra\u00e7\u00e3o do dinossauro Anzu wyliei em seu ambiente h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos, no oeste da Am\u00e9rica do Norte. A imagem foi divulgada pelo Carnegie Museum of Natural History, em 21 de maio. Anzu wyliei, apelidado de &#8220;o frango do inferno&#8221;, est\u00e1 extinto. O dinossauro emplumado, cuja parte dos esqueletos foi desenterrada em Dakota, nos Estados Unidos, \u00e9 contempor\u00e2neo do Tiranossauro e do Tricer\u00e1topo <em>Imagem: Mark A. Klingler\/Reuters<\/em><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma expedi\u00e7\u00e3o deu a largada para explorar uma cratera no Golfo do M\u00e9xico que traz<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":40230,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/meteoro.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/meteoro-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/meteoro-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/meteoro.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/meteoro.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/meteoro.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/meteoro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/meteoro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/meteoro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/meteoro.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma expedi\u00e7\u00e3o deu a largada para explorar uma cratera no Golfo do M\u00e9xico que traz","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40228"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40228"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40228\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40230"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40228"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40228"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40228"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}