{"id":40046,"date":"2016-04-03T14:30:58","date_gmt":"2016-04-03T17:30:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=40046"},"modified":"2016-04-02T21:08:51","modified_gmt":"2016-04-03T00:08:51","slug":"dez-tentativas-de-acabar-com-o-aedes-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/dez-tentativas-de-acabar-com-o-aedes-no-brasil\/","title":{"rendered":"Saiba quais s\u00e3o as dez tentativas de acabar com o Aedes no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/drngue.jpg\" rel=\"attachment wp-att-40047\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-40047\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/drngue-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/drngue-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/drngue.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, \u00e9 extremamente adaptado aos ambientes urbanos. Ao longo dos s\u00e9culos, suas f\u00eameas aprenderam a colocar ovos apenas em ambientes artificiais que ret\u00eam \u00e1gua e a n\u00e3o colocar todos os ovos em um s\u00f3 lugar. Garantindo assim, que alguma por\u00e7\u00e3o sobreviva. Al\u00e9m disso, os ovos podem sobreviver por meses (mesmo sem \u00e1gua). Todas essas caracter\u00edsticas fazem com que as medidas atuais de combate ao mosquito &#8211; uso de larvicidas, inseticidas e adulticidas (fumac\u00ea) &#8211; n\u00e3o sejam suficientes para acabar com ele. Pensando nisso, pesquisadores do Brasil e no exterior est\u00e3o buscando alternativas para eliminar os criadouros que v\u00e3o desde o uso de radia\u00e7\u00e3o e mosquitos transg\u00eanicos at\u00e9 o desenvolvimento de biodetergentes.<\/p>\n<p>&#8220;Os esfor\u00e7os que temos hoje s\u00e3o insuficientes no combate ao Aedes. O fumac\u00ea, por exemplo, \u00e9 uma medida duvidosa. N\u00e3o sabemos se o mosquito \u00e9 resistente ou n\u00e3o ao inseticida borrifado nas casas, e depois da chuva os efeitos dele s\u00e3o nulos. \u00c9 uma medida que precisa ser aprimorada e analisada, para compreendermos a toxicidade em humanos&#8221;, explica Paulo Ribolla, entomologista especialista em Aedes aegypti da Unesp. Por isso, investir em iniciativas que visam combater o mosquito \u00e9 a melhor estrat\u00e9gia para lutar contra as doen\u00e7as transmitidas por ele. Al\u00e9m do governo, a popula\u00e7\u00e3o tem uma grande parte no papel de combate ao vetor, segundo o especialista. &#8220;A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das principais medidas que devem ser adotadas. As crian\u00e7as deveriam aprender na escola como evitar a cria\u00e7\u00e3o de focos do mosquito, e quais as doen\u00e7as que ele transmite&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><strong>Recorde de casos &#8211;<\/strong> Em 2015 o avan\u00e7o da dengue no Brasil foi recorde. Este ano, que mal come\u00e7ou, promete superar o anterior e n\u00e3o s\u00f3 no aumento exponencial no n\u00famero de casos de dengue, mas tamb\u00e9m de outras duas doen\u00e7as transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti: zika e chikungunya. De acordo com o \u00faltimo boletim do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o n\u00famero de casos de dengue este ano j\u00e1 \u00e9 52,3% maior do que o do mesmo per\u00edodo de 2015. Nas primeiras oito semanas do ano, foram registrados 396.582 casos prov\u00e1veis de dengue. No mesmo per\u00edodo de 2015, tinham sido 259.827 casos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 febre chikungunya, at\u00e9 a oitava semana epidemiol\u00f3gica o pa\u00eds registrou 3.748 casos, em 18 unidades da federa\u00e7\u00e3o, dos quais 284 tiveram confirma\u00e7\u00e3o com exames laboratoriais. Houve um aumento expressivo nas notifica\u00e7\u00f5es de casos suspeitos da doen\u00e7a em S\u00e3o Paulo (l\u00edder nos casos de dengue), no Rio de Janeiro e em Pernambuco. J\u00e1 o zika, que ao contr\u00e1rio das outras infec\u00e7\u00f5es o minist\u00e9rio n\u00e3o tem divulgado o n\u00famero total de casos de infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus no pa\u00eds. Mas, o \u00faltimo boletim, publicado na ter\u00e7a-feira (29) confirmou que o v\u00edrus j\u00e1 tem circula\u00e7\u00e3o aut\u00f3ctone em todos os estados do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Embora existam diversas linhas de pesquisa que buscam maneiras de combater essas tr\u00eas doen\u00e7as e, inclusive, uma vacina aprovada para dengue, o m\u00e9todo mais eficaz para acabar com elas &#8211; mas que tamb\u00e9m \u00e9 a principal dificuldade &#8211; \u00e9 eliminar o vetor. &#8220;Esse \u00e9 um mosquito oportunista, que vai encontrar maneiras de se reproduzir mesmo em ambientes dif\u00edceis&#8221;, explica a bi\u00f3loga Denise Valle, pesquisadora do Laborat\u00f3rio de Biologia Molecular de Flaviv\u00edrus do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Esse inseto astuto, que desenvolveu uma s\u00e9rie de mecanismos evolutivos para sobreviver, tem escapado de todas as t\u00e1ticas de preven\u00e7\u00e3o e controle da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Para Ribolla, as iniciativas que visam matar o Aedes s\u00e3o muito importantes nos momentos de crise como o que estamos vivendo. &#8220;No entanto, \u00e9 importante lembrar que elas s\u00e3o paliativas e que a a\u00e7\u00e3o primordial \u00e9 o controle dos criadouros com medidas educativas&#8221;, disse o entomologista.<\/p>\n<p>O site de VEJA elaborou uma lista com as principais iniciativas de combate ao mosquito Aedes:<\/p>\n<h4>As 10 tentativas de acabar com o Aedes no Brasil<\/h4>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2016\/03\/31\/1649\/pe6Cx\/alx_fotos-larvas_original.jpeg?1459453747\" alt=\"Biodetergente\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/p>\n<h3>Biodetergente<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> Pesquisadores da USP em Lorena realizaram um biodetergente a base do baga\u00e7o da cana-de-a\u00e7\u00facar capaz de desintegrar a larva do Aedes aegypt. De acordo com o doutor Silvio Silverio, que orientou o experimento, a cria\u00e7\u00e3o do biodetergente deve ser vista como uma estrat\u00e9gia para combater o alastramento do mosquito. De acordo com os especialistas, o produto se encontra em formato l\u00edquido, mas a pr\u00f3xima fase da pesquisa \u00e9 transform\u00e1-lo em um p\u00f3. \u201cCom 800 miligramas em 1 litro de \u00e1gua conseguimos matar 70% das larvas. Com 1000 miligramas, n\u00f3s obtivemos matamos todas as larvas. Isso \u00e9 menor que a quantidade de uma colher de caf\u00e9, por exemplo\u201d, explicou Paulo Franco Marcelino, doutorando em biotecnologia na Universidade de S\u00e3o Paulo. Segundo os pesquisadores o produto n\u00e3o agride o meio ambiente, tendo uma vantagem sobre produtos como inseticidas. O processo de deteriora\u00e7\u00e3o da larva, no entanto, demora cerca de 48 horas. \u201cA larva do aedes pode morrer tanto por deteriora\u00e7\u00e3o, quanto por asfixia, j\u00e1 que o biodetergente altera a tens\u00e3o superficial da \u00e1gua e, assim, a larva do mosquito n\u00e3o ter\u00e1 contato com o oxig\u00eanio\u201d, explicou Silverio. Durante a primeira fase da pesquisa, que tem colabora\u00e7\u00e3o do doutor Claudio Von Zuben, da Unesp de Rio Claro, os especialistas receberam apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa (Apesp). Agora, o pr\u00f3ximo passo, de acordo com eles, \u00e9 encontrar patroc\u00ednio provado para continuar os testes necess\u00e1rios para aprova\u00e7\u00e3o de comercializa\u00e7\u00e3o da Anvisa. \u201cPedimos patente no INPI e est\u00e1 em an\u00e1lise. Tamb\u00e9m estamos em contato com a Secretaria de Sa\u00fade para aumentar os testes. A proposta \u00e9 alargar a pesquisa e conseguir mais fomento para comercializarmos o produto\u201d, disse Silverio. <\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2016\/04\/01\/0932\/pe6Cx\/alx_denguetech-divulgacao_original.jpeg?1459513910\" alt=\"Larvicida BTI\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/p>\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Larvicida BTI<\/h3>\n<p>Um simples comprimido, do tamanho de um AAS infantil, tamb\u00e9m \u00e9 uma das estrat\u00e9gias de combate ao Aedes. Feito com a bact\u00e9ria BTI (Bacillus thuringiensis), que parasita e mata as larvas do Aedes aegypti, ele \u00e9 dissolvido na \u00e1gua em que os insetos se desenvolvem e funciona como um poderoso assassino: em dois dias, \u00e9 capaz de eliminar todos os bichos. Totalmente desenvolvido em laborat\u00f3rios brasileiros, o comprimido ficou durante 10 anos em per\u00edodo de testes e est\u00e1 dispon\u00edvel no mercado para uso dom\u00e9stico desde 11 de mar\u00e7o. A f\u00f3rmula dos comprimidos, concebida na Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), e produzida pela BR3, empresa do Centro de Inova\u00e7\u00e3o, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), tem a vantagem de conseguir driblar a resist\u00eancia do mosquito, um mecanismo muito importante de sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/09\/0115\/pe6Cx\/radiacao-bacteria-20110906-original.jpeg?1402459525\" alt=\"Radia\u00e7\u00e3o\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Radia\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>A estrat\u00e9gia, proposta pela Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica (AIEA), \u00e9 reverter a expans\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de mosquitos expondo os machos \u00e0 radia\u00e7\u00e3o nuclear, tornando-os inf\u00e9rteis. Uma vez de volta no meio ambiente, esses mosquitos n\u00e3o conseguiriam se reproduzir e a popula\u00e7\u00e3o geral teria queda. A SIT (sigla em ingl\u00eas para Sterile Insect Technology) j\u00e1 existe e consiste em colocar os vetores em contato com raios X ou Gama. A vantagem do sistema \u00e9 de que milhares de mosquitos seriam controlados, sem o uso de produtos t\u00f3xicos. Mas o grande obst\u00e1culo \u00e9 o volume de insetos que teriam de ser inicialmente esterilizados. Para que isso funcione, os esp\u00e9cimes modificados teriam de ser superiores ao n\u00famero de mosquitos machos em uma popula\u00e7\u00e3o aut\u00f3ctone em uma propor\u00e7\u00e3o de 10 a 20 vezes. Na pr\u00e1tica, milh\u00f5es de mosquitos teriam de ser expostos \u00e0 radia\u00e7\u00e3o. A pr\u00f3pria AIEA estima que o plano teria maiores chances de funcionar em pequenas cidades e n\u00e3o em metr\u00f3poles como o Rio. Ainda assim, os t\u00e9cnicos s\u00e3o otimistas. &#8220;Se o Brasil soltar um enorme n\u00famero de mosquitos machos nessas condi\u00e7\u00f5es, levaria poucos meses para reduzir a popula\u00e7\u00e3o. Mas isso teria de ser combinado com outros m\u00e9todos&#8221;, disse o vice-diretor da AIEA, Aldo Malavasi.<\/p>\n<p>Segundo Paulo Ribolla, entomologista especializado em Aedes aegypt da Unesp, a radia\u00e7\u00e3o no mosquito \u00e9 uma medida que ainda necessita de muitas pesquisas. &#8220;Para tornar o mosquito inf\u00e9rtil, \u00e9 preciso exp\u00f4-lo a uma quantidade muito grande de radia\u00e7\u00e3o e depois reinserir uma popula\u00e7\u00e3o maior de mosquitos do que a existente no local que se quer erradicar. Ou seja, em cidades muito grandes e populosas, essa medida \u00e9 impratic\u00e1vel simplesmente pela popula\u00e7\u00e3o de mosquitos j\u00e1 residentes no local\u201d, diz.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2016\/02\/02\/1542\/pe6Cx\/alx_mosquito-aedes-aegypti-20160202-0001_original.jpeg?1454434905\" alt=\"Mosquito transg\u00eanico\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Mosquito transg\u00eanico<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> Cientistas da empresa brit\u00e2nica Oxitec desenvolveram mosquitos transg\u00eanicos de Aedes aegypti. A tecnologia consiste em inserir um gene nos ovos de Aedes aegypti que torna os machos do mosquito est\u00e9reis e, portanto, seus filhos ser\u00e3o incapazes de se desenvolver. Funciona da seguinte forma: os machos transg\u00eanicos se desenvolvem at\u00e9 a fase adulta e s\u00e3o levados at\u00e9 um local com alta incid\u00eancia de doen\u00e7as transmitidas pelo Aedes, onde s\u00e3o liberados. Ali, procuram pelas f\u00eameas da regi\u00e3o e cruzam com elas. No entanto, seus filhos nunca chegar\u00e3o a ultrapassar a fase de larva e causar dano \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Desse modo, a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de mosquitos fica comprometida. A Comiss\u00e3o T\u00e9cnica Nacional de Biosseguran\u00e7a (CTNBio) aprovou testes em 2011. Desde ent\u00e3o os Aedes transg\u00eanicos foram testados em alguns munic\u00edpios do pa\u00eds com alto \u00edndice do mosquito e a solu\u00e7\u00e3o mostrou-se eficaz. Em 2014 a mesma comiss\u00e3o aprovou seu uso comercial, mas a falta de um parecer da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) trava a libera\u00e7\u00e3o do uso do mosquito em larga escala. <\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"image-caption\"><\/div>\n<div class=\"image-caption\"><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2016\/03\/31\/1916\/pe6Cx\/alx_aedes-aegypti-gutemberg_brito_-fiocruz-divulgacao_original.jpeg?1459462534\" alt=\"Bact\u00e9ria Wolbachia\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Bact\u00e9ria Wolbachia<\/h3>\n<p>Pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicou que uma bact\u00e9ria chamada Wolbachia, que existe naturalmente em mais de 60% dos insetos, \u00e9 capaz de reduzir a transmiss\u00e3o da dengue pelo Aedes aegypt ao ser inserida no mosquito. Essa bact\u00e9ria atua como uma esp\u00e9cie de vacina para o Aedes aegypti, impedindo que o v\u00edrus da dengue se multiplique no organismo do mosquito, que deixa, assim, de transmitir a doen\u00e7a. Os mosquitos modificados em laborat\u00f3rio foram liberados no Rio de Janeiro. O experimento j\u00e1 havia sido testado na Austr\u00e1lia, Vietn\u00e3 e Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>Os cientistas desenvolvem estudos em quatro bairros do pa\u00eds desde 2012: Tubiacanga (na Ilha do Governador), Urca e Vila Valqueire, no Rio de Janeiro, e Jurujuba, em Niter\u00f3i. A Wolbachia \u00e9 uma bact\u00e9ria intracelular, que s\u00f3 pode ser transmitida de m\u00e3e para filho, no processo de reprodu\u00e7\u00e3o dos mosquitos. \u00c9 maior que o canal salivar do mosquito, ou seja, n\u00e3o sai pela saliva, meio pelo qual o homem \u00e9 contaminado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2016\/03\/31\/1923\/pe6Cx\/alx_pinho-roxo-divulgacao-uespi_original.jpeg?1459462992\" alt=\"Ch\u00e1 de pinh\u00e3o roxo\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Ch\u00e1 de pinh\u00e3o roxo<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> Pesquisa realizada pela Universidade Estadual do Piau\u00ed revelou que o ch\u00e1 de pinh\u00e3o roxo, planta t\u00edpica da regi\u00e3o, pode ser eficiente no combate ao Aedes aegypt. A primeira fase do estudo comprovou que, em contato com a subst\u00e2ncia, os mosquitos em fase inicial morrem entre 48 e 72 horas, dependendo da concentra\u00e7\u00e3o do ch\u00e1 aplicado na \u00e1gua. A ideia do projeto \u00e9 encontrar medidas at\u00f3xicas de combate ao mosquito causador de dengue, chikungunya e zika. De acordo com os pesquisadores, o pinh\u00e3o roxo pode ser uma alternativa, j\u00e1 que tem o mesmo poder de eliminar as larvas do mosquito que o inseticida qu\u00edmico, mas as subst\u00e2ncias naturais s\u00e3o \u201camig\u00e1veis\u201d ao meio ambiente. Os pesquisadores acreditam que a pr\u00f3xima fase da pesquisa seja conclu\u00edda at\u00e9 agosto de 2016. <\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"image-caption\"><\/div>\n<div class=\"image-caption\"><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2016\/03\/31\/1918\/pe6Cx\/alx_bioinseticida_original.jpeg?1459462681\" alt=\"Bioinseticida feito de fungos amaz\u00f4nicos\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Bioinseticida feito de fungos amaz\u00f4nicos<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> Mais uma alternativa que n\u00e3o utiliza subst\u00e2ncias qu\u00edmicas \u00e9 um bioinseticida que \u00e9 produzido a partir de fungos encontrados em plantas e insetos da Amaz\u00f4nia. O estudo, realizado por pesquisadores da Ufam, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa), durou tr\u00eas anos e isolou mais de 100 linhagens f\u00fangicas de v\u00e1rios substratos da Amaz\u00f4nia. O bioinseticida pode ser borrifado diretamente em \u00e1gua destilada na forma de spray ou tamb\u00e9m em forma de extrato \u2013 m\u00e9todo que est\u00e1 em fase de pesquisa. A subst\u00e2ncia pode ser utilizada em vasos ou locais que acumulam \u00e1gua. O produto elimina a larva e ovos do mosquito em at\u00e9 24h. O projeto ainda depende da transfer\u00eancia de tecnologia para empresas interessadas em realizar a produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o, portando n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel no mercado, mas os pesquisadores garantem que o custeio do produto \u00e9 baixo por utilizar a biodiversidade da Amaz\u00f4nia. <\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"image-caption\"><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2016\/03\/31\/1921\/pe6Cx\/alx_cravo-aedes_original.jpeg?1459462866\" alt=\"\u00d3leos de or\u00e9gano e cravo\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>\u00d3leos de or\u00e9gano e cravo<\/h3>\n<p><span class=\"description\"><span class=\"description\"> Uma pesquisa da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica (PUC) de Minas Gerais e da Funda\u00e7\u00e3o Ezequiel Dias (Funed) atestou a efici\u00eancia do uso dos \u00f3leos de or\u00e9gano e de cravo para matar as larvas do mosquito Aedes aegypti. O pr\u00f3ximo passo do estudo ser\u00e1 desenvolver a f\u00f3rmula para um larvicida, que ser\u00e1 colocado \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o no mercado. Em contato com o criadouro, os \u00f3leos matam as larvas em at\u00e9 24 horas. A expectativa \u00e9 que at\u00e9 o meio do ano a formula\u00e7\u00e3o j\u00e1 esteja pronta para ser apresentada \u00e0 ind\u00fastria. O \u00f3leo \u00e9 extra\u00eddo com o uso de equipamentos espec\u00edficos e, por essa raz\u00e3o, n\u00e3o adianta inserir folhas de or\u00e9gano ou cravo nos vasos das plantas que n\u00e3o surtir\u00e1 efeito contra o mosquito.<\/span><\/span>Est\u00e1 sendo feito o estudo fitoqu\u00edmico para detalhar a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos \u00f3leos e, futuramente, est\u00e1 previsto o teste dessas subst\u00e2ncias no combate a outras fases da vida do mosquito. A partir desses testes, os pesquisadores v\u00e3o poder desenvolver um inseticida aerosol ou repelente. Os pesquisadores alertam, por\u00e9m, que esses produtos s\u00e3o apenas ferramentas auxiliares para combater o Aedes. &#8220;Eliminar os criadouros continua sendo o ponto chave&#8221;, reitera a especialista Alzira Batista Cec\u00edlio, que participou do estudo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2016\/03\/31\/1928\/pe6Cx\/alx_repelente_original.jpeg?1459463277\" alt=\"Repelente, spray aerossol e larvicida\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Repelente, spray aerossol e larvicida<\/h3>\n<p>Outros tr\u00eas produtos, criados por cientistas da Universidade Federal do Paran\u00e1, est\u00e3o sendo desenvolvidos para erradicar a propaga\u00e7\u00e3o do Aedes aegypt no Brasil com base em produtos naturais: um repelente para a pele, um spray aerossol para matar o mosquito adulto e um larvicida, que evita que as larvas virem mosquito. A pr\u00f3xima fase para o estudo \u00e9 retirar o cheiro forte da citronela no repelente \u00e0 base da subst\u00e2ncia, e desenvolver o larvicida de forma at\u00f3xica e \u201camig\u00e1vel\u201d ao meio ambiente. De acordo com os pesquisadores, ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o para comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2016\/03\/31\/1916\/pe6Cx\/alx_aplicativo-combate-zika-virus-03312016-01_original.jpeg?1459462585\" alt=\"Aplicativos\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/p>\n<p><strong>Aplicativos<\/strong><\/p>\n<p>Uma s\u00e9rie de<a href=\"https:\/\/play.google.com\/store\/apps\/similar?id=com.vsoft.aedesnamira&amp;hl=pt-br%20\" rel=\"\"> 24 aplicativos <\/a>que visam o combate ao Aedes aegypt est\u00e1 dispon\u00edvel para download pela Google Store &#8211; alguns deles tamb\u00e9m est\u00e3o dispon\u00edveis na Apple Store. Os aplicativos fornecem mapas e localiza\u00e7\u00f5es dos principais focos de propaga\u00e7\u00e3o do mosquito, al\u00e9m de canais de den\u00fancia a poss\u00edveis criadouros e listagens de medidas de combate.<\/p>\n<p>\u201cOs aplicativos com mapeamento e localiza\u00e7\u00e3o podem servir justamente para indicar qual o tamanho do local em que est\u00e1 tendo o surto e, a partir disso, elaborar um plano para erradicar, da forma mais adequada poss\u00edvel, a prolifera\u00e7\u00e3o das larvas\u201d, explicou Paulo Ribolla, entomologista especializado em Aedes aegypt da Unesp.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, \u00e9 extremamente adaptado aos ambientes<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":40047,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/drngue.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/drngue-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/drngue-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/drngue.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/drngue.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/drngue.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/drngue.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/drngue.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/drngue.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/drngue.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, \u00e9 extremamente adaptado aos ambientes","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40046"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40046"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40046\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40047"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40046"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40046"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40046"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}