{"id":39888,"date":"2016-04-01T14:00:13","date_gmt":"2016-04-01T17:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=39888"},"modified":"2016-04-01T09:19:03","modified_gmt":"2016-04-01T12:19:03","slug":"como-as-aves-vao-inspirar-os-avioes-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-as-aves-vao-inspirar-os-avioes-do-futuro\/","title":{"rendered":"Como as aves v\u00e3o inspirar solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para os avi\u00f5es do futuro"},"content":{"rendered":"<div data-template-placeholder=\"content-placeholder\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/aves.jpg\" rel=\"attachment wp-att-39889\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-39889\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/aves-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/aves-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/aves.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em 2015, 3,5 bilh\u00f5es de\u00a0passageiros\u00a0usaram <a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/avioes\"><strong>avi\u00f5es<\/strong><\/a> como meio de <a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/transportes\"><strong>transporte<\/strong><\/a>, segundo a International Air Transport Association (IATA).<\/p>\n<p>O n\u00famero dever\u00e1 dobrar at\u00e9 2034, quando o Brasil, que \u00e9 um dos pa\u00edses em que o setor tem crescido mais rapidamente, dever\u00e1 superar os 200 milh\u00f5es de passageiros por ano.<\/p>\n<p>\u201cO setor a\u00e9reo tem um impacto enorme na economia mundial e n\u00e3o h\u00e1 nada melhor para o transporte r\u00e1pido em dist\u00e2ncias longas do que avi\u00f5es, que oferecem um tipo de opera\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel e segura\u201d, disse Carlos Cesnik, professor de Engenharia Aeroespacial e diretor do Active Aeroelasticity and Structures Research Laboratory da University of Michigan (UM).<\/p>\n<p>Mas, da mesma forma que crescer\u00e1, o setor passar\u00e1 por muitas transforma\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos anos, de acordo com Cesnik e os demais palestrantes de um painel em que foram apresentadas alternativas tecnol\u00f3gicas para o futuro da avia\u00e7\u00e3o na Fapesp Week Michigan-Ohio, que ocorre at\u00e9 1\u00ba de abril nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O grupo do professor Daniel Inman no Departamento de Engenharia Aeroespacial da UM tem buscado alternativas para o desenvolvimento de aeronaves mais eficientes a partir do estudo de quem voa h\u00e1 mais tempo no mundo: as aves.<\/p>\n<p>Segundo Inman, a ideia de modificar asas de aeronaves \u00e9 muito antiga. Os pr\u00f3prios irm\u00e3os Wright usaram asas que mudavam de forma \u00e0 medida que eram puxadas por cabos. \u201cEles queriam aprender a voar e nada melhor do que se basear em aves\u201d, disse.<\/p>\n<p>Entretanto, por motivos de seguran\u00e7a \u2013 diminuir a turbul\u00eancia, por exemplo \u2013, as superf\u00edcies r\u00edgidas dominaram a avia\u00e7\u00e3o desde a populariza\u00e7\u00e3o do setor at\u00e9 os dias de hoje. E foi somente nos \u00faltimos anos que retornou o interesse pelo estudo de configura\u00e7\u00f5es com asas que mudam de forma durante o voo.<\/p>\n<p>\u201cEm nossa pesquisa, n\u00e3o queremos copiar o modo como as aves batem as asas, mas sim analisar caracter\u00edsticas na fisiologia desses animais que possam inspirar solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, particularmente em aplica\u00e7\u00f5es com materiais inteligentes\u201d, disse Inman.<\/p>\n<p>O grupo de Inman, do qual fazem parte engenheiros e especialistas em biologia animal \u2013 da UM, Stanford e University of California Los Angeles \u2013, teve este m\u00eas aprovado um aux\u00edlio \u00e0 pesquisa de US$ 6 milh\u00f5es do Escrit\u00f3rio de Pesquisa Cient\u00edfica da For\u00e7a A\u00e9rea dos Estados Unidos para produzir a an\u00e1lise mais detalhada do voo de aves j\u00e1 feita em um projeto de engenharia aeron\u00e1utica.<\/p>\n<p>\u201cEstudaremos os mais variados tipos de aves, com diferentes tamanhos, formas e velocidades\u201d, disse.<\/p>\n<p>Enquanto os avi\u00f5es atuais t\u00eam asas r\u00edgidas e usam partes conhecidas como\u00a0flaps,\u00a0slats\u00a0e\u00a0spoilers\u00a0para o controle, as aves utilizam as penas \u2013 isoladamente ou em conjunto \u2013 para criar superf\u00edcies que controlam o voo.<\/p>\n<p>E, detalhe importante: fazem isso sem desperd\u00edcio de energia. Esse \u00e9 o principal objetivo da pesquisa de Inman: levar a efici\u00eancia do voo de aves para o setor a\u00e9reo.<\/p>\n<p>Novas formas, novos materiais\u00a0No Brasil, o grupo de\u00a0Edson Cocchieri Botelho, professor na Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Guaratinguet\u00e1, tem estudado o uso de materiais pl\u00e1sticos altamente resistentes ao calor no setor aeron\u00e1utico.<\/p>\n<p>Conhecidos como materiais comp\u00f3sitos, por terem pelo menos dois componentes ou duas fases, esses materiais t\u00eam propriedades f\u00edsicas e qu\u00edmicas distintas.<\/p>\n<p>S\u00e3o materiais polim\u00e9ricos que se destacam por uma combina\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel de baixa massa espec\u00edfica e elevado desempenho mec\u00e2nico.<\/p>\n<p>\u201cA grande maioria dos comp\u00f3sitos polim\u00e9ricos avan\u00e7ados utilizados atualmente \u00e9 obtida a partir da impregna\u00e7\u00e3o do refor\u00e7o com resinas termorr\u00edgidas que, entretanto, apresentam problemas de tens\u00e3o em virtude do processamento e da natureza quebradi\u00e7a da resina\u201d, disse Botelho.<\/p>\n<p>\u201cOs pol\u00edmeros termopl\u00e1sticos refor\u00e7ados com fibras cont\u00ednuas v\u00eam se apresentando como importantes substitutos, quando comparados aos pol\u00edmeros termorr\u00edgidos convencionais, pois apresentam maiores valores de rigidez e resist\u00eancia ao impacto, temperatura de servi\u00e7o mais elevada e grande versatilidade na produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie\u201d, disse.<\/p>\n<p>Em uma pesquisa apoiada pela Fapesp, Botelho e equipe processaram comp\u00f3sitos termopl\u00e1sticos envolvendo diferentes graus de cristalinidade e avaliaram a influ\u00eancia dessa cristalinidade no desempenho mec\u00e2nico e t\u00e9rmico, envolvendo diferentes condi\u00e7\u00f5es ambientais.<\/p>\n<p>O projeto foi realizado em conjunto com o Departamento de Ci\u00eancia e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), com o Composites Institute de Kaiserslautern e com o Leibniz Institute of Polymer Research Dresden, ambos na Alemanha.<\/p>\n<p>\u201cTemos estudado materiais comp\u00f3sitos tanto estruturais quanto refor\u00e7ados com nanotubos de carbono, em pesquisas conjuntas com grupos nas universidades da Calif\u00f3rnia, Purdue, Case-Western e Washington, nos Estados Unidos\u201d, disse \u00e0\u00a0Ag\u00eancia Fapesp.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, como n\u00e3o poderia deixar de ser, est\u00e1 boa parte dos esfor\u00e7os brasileiros para o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas ao setor aeron\u00e1utico.<\/p>\n<p>Um exemplo foi apresentado na Fapesp Week por Jo\u00e3o Luiz Filgueiras de Azevedo, coordenador de um grupo no Instituto de Aeron\u00e1utica e Espa\u00e7o (IAE) do Departamento de Ci\u00eancia e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) que trabalha principalmente com fluidodin\u00e2mica computacional.<\/p>\n<p>Os pesquisadores fazem simula\u00e7\u00f5es em computador para analisar fatores como velocidade, turbul\u00eancia, press\u00e3o, temperaturas e diversos outros com importantes efeitos em aeronaves.<\/p>\n<p>As principais \u00e1reas de pesquisa est\u00e3o no desenvolvimento de sistemas computacionais e de modelagem e estudos de fatores como turbul\u00eancia, aeroac\u00fastica, elasticidade, intera\u00e7\u00e3o de estruturas fluidas, fluxos hipers\u00f4nicos e otimiza\u00e7\u00e3o aerodin\u00e2mica.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2015, 3,5 bilh\u00f5es de\u00a0passageiros\u00a0usaram avi\u00f5es como meio de transporte, segundo a International Air 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