{"id":39863,"date":"2016-04-01T08:00:07","date_gmt":"2016-04-01T11:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=39863"},"modified":"2016-03-31T20:14:36","modified_gmt":"2016-03-31T23:14:36","slug":"cientistas-revelam-estrutura-do-virus-da-zika-pela-primeira-vez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-revelam-estrutura-do-virus-da-zika-pela-primeira-vez\/","title":{"rendered":"Cientistas revelam estrutura do v\u00edrus da zika pela primeira vez"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/virus_zika.jpg\" rel=\"attachment wp-att-39864\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-39864\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/virus_zika-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/virus_zika-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/virus_zika.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pela primeira vez, cientistas conseguiram determinar a estrutura exata do v\u00edrus da zika. Muito parecida com a dos outros flaviv\u00edrus, como dengue, febre amarela ou Oeste do Nilo, a estrutura do v\u00edrus da zika apresenta diferen\u00e7as em uma regi\u00e3o espec\u00edfica, o que os cientistas acreditam poder explicar as peculiaridades na transmiss\u00e3o e manifesta\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O trabalho \u2013 feito por pesquisadores da Universidade Purdue e dos Institutos Nacionais de Sa\u00fade dos Estados Unidos (NIH) \u2013 foi publicado nesta quinta-feira (31) na revista \u201cScience\u201d e pode ter um impacto importante no desenvolvimento de tratamentos, vacina e diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica usada para se chegar a esse \u201cmapa\u201d do v\u00edrus da zika foi a microscopia crioeletr\u00f4nica, que conseguiu revelar a estrutura do v\u00edrus em uma resolu\u00e7\u00e3o quase at\u00f4mica. A t\u00e9cnica envolve a observa\u00e7\u00e3o de amostras por microscopia eletr\u00f4nica em temperaturas extremamente baixas, o que permitiu obter imagens com maior resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De modo geral, a estrutura revelada \u00e9 muito parecida com a de outros flaviv\u00edrus: um genoma de RNA envolto por uma membrana rica em lip\u00eddio dentro de uma estrutura de prote\u00edna em forma de icosaedro (figura tridimensional de 20 faces).<\/p>\n<p>A principal diferen\u00e7a identificada entre a estrutura do v\u00edrus da zika e outros flaviv\u00edrus foi em rela\u00e7\u00e3o a uma prote\u00edna-chave da superf\u00edcie. Para o pesquisador da Universidade Purdue Devika Sirohi, um dos autores do estudo, observar essa diferen\u00e7a pode levar ao entendimento de por que o zika parece ser capaz de invadir o sistema nervoso de um feto em desenvolvimento, levando \u00e0 microcefalia, diferentemente de outros flaviv\u00edurus.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\" Imagem feita com crioscopia eletr\u00f4nica do v\u00edrus da zika  (Foto: Universidade Purdue\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/Rhb_DVISkvhiasUxGKI1BBS0S-4=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/03\/31\/zika-estrutura1.jpg\" alt=\" Imagem feita com crioscopia eletr\u00f4nica do v\u00edrus da zika  (Foto: Universidade Purdue\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"620\" height=\"465\" \/><strong> Imagem feita com crioscopia eletr\u00f4nica do v\u00edrus da zika (Foto: Universidade Purdue\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/div>\n<p>\u201cN\u00e3o est\u00e1 claro como o v\u00edrus da zika tem acesso a essas c\u00e9lulas e as infecta, mas essas \u00e1reas de diferen\u00e7a estrutural podem estar envolvidas. Essas \u00e1reas peculiares podem ser cruciais e pedem mais investiga\u00e7\u00e3o\u201d, diz Sirohi.<\/p>\n<p>V\u00e1rios grupos de pesquisa j\u00e1 fizeram o sequenciamento completo do genoma do v\u00edrus da zika, mas a estrutura do v\u00edrus permanecia desconhecida. Identificar essa estrutura permite entender como extamente o v\u00edrus interage com as c\u00e9lulas humanas, quais prote\u00ednas na superf\u00edcie do v\u00edrus, por exemplo, permitem que ele se ligue \u00e1s nossas c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>A cepa do v\u00edrus usada no estudo foi isolada de um paciente que foi infectado no surto que acometeu a Polin\u00e9sia Francesa entre 2013 e 2014. Segundo os pesquisadores, existe uma grande similaridade entre os v\u00edrus que circularam nessa epidemia e os que t\u00eam sido identificados no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Potencial terap\u00eautico<\/strong><br \/>\nO pesquisador Richard Kuhn, um dos autores do estudo e diretor do Instituto Purdue para Inflama\u00e7\u00e3o, Imunologia e Doen\u00e7as Infecciosas, observa que determinar a estrutura do v\u00edrus promove um grande avan\u00e7o na compreens\u00e3o do v\u00edrus da zika, do qual se sabe pouco at\u00e9 o momento, e indica as \u00e1reas mais promissoras de pesquisa.<\/p>\n<p>\u201cA estrutura do v\u00edrus fornece um mapa que mostra regi\u00f5es potenciais do v\u00edrus que poderiam ser alvo de um tratamento terap\u00eautico, ser usadas para criar uma vacina efetiva ou para melhorar nossa habilidade para diagnosticar e distinguir a infec\u00e7\u00e3o por zika de outras por v\u00edrus parecidos\u201d, diz Kuhn.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez, cientistas conseguiram determinar a estrutura exata do v\u00edrus da zika. 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