{"id":39742,"date":"2016-03-30T08:22:54","date_gmt":"2016-03-30T11:22:54","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=39742"},"modified":"2016-03-30T08:28:32","modified_gmt":"2016-03-30T11:28:32","slug":"bufalos-selvagens-serao-abatidos-em-ro-para-diminuir-impacto-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/bufalos-selvagens-serao-abatidos-em-ro-para-diminuir-impacto-ambiental\/","title":{"rendered":"B\u00fafalos selvagens ser\u00e3o abatidos em RO para diminuir impacto ambiental"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/bufalo-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-39750\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-39750\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/bufalo-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/bufalo-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/bufalo-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um rebanho de cerca de 5.000 b\u00fafalos selvagens que vivem na regi\u00e3o do Vale do Guapor\u00e9, nos munic\u00edpios de S\u00e3o Francisco do Guapor\u00e9 e Alta Floresta do Oeste, em Rond\u00f4nia, come\u00e7ar\u00e1 a ser abatido, nos pr\u00f3ximos meses, e totalmente erradicado do Estado, em at\u00e9 cinco anos.<\/p>\n<p>A libera\u00e7\u00e3o do abate dos animais ocorreu com a publica\u00e7\u00e3o da Lei Estadual n\u00ba 3771, no Di\u00e1rio Oficial do Estado, no \u00faltimo dia 21, sancionada pelo governador Conf\u00facio Moura (PMDB).<\/p>\n<p>Segundo estudo da Sedam (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental), por viverem soltos de modo selvagem, os animais est\u00e3o causando degrada\u00e7\u00e3o ambiental na Reserva Biol\u00f3gica do Guapor\u00e9 e na Reserva Extrativista Pedras Negras, localizadas na regi\u00e3o do Vale do Guapor\u00e9. Os b\u00fafalos selvagens tamb\u00e9m p\u00f5em em risco a seguran\u00e7a e sa\u00fade dos moradores da regi\u00e3o por n\u00e3o haver controle de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>A lei cont\u00e9m 58 artigos, que resultaram de um estudo de impacto ambiental elaborado por representantes de 13 institui\u00e7\u00f5es. A sua aprova\u00e7\u00e3o ocorreu pela Assembleia Legislativa em substitui\u00e7\u00e3o ao Projeto de Lei Ordin\u00e1ria (PLO 53\/2015), que institu\u00eda o Regulamento de Medidas para a Erradica\u00e7\u00e3o de B\u00fafalos. As mudan\u00e7as no projeto ocorreram ap\u00f3s audi\u00eancia p\u00fablica, realizada em setembro de 2015, convocada pelo deputado Jesu\u00edno Boabaid (PMN).<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\">\n<p><span class=\"credito\">Sedam\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img loading=\"lazy\" class=\"pinit-img\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/c4\/2016\/03\/28\/reserva-ambiental-na-regiao-do-vale-do-guapore-em-rondonia-foi-invadida-por-bufalos-e-tem-area-devastada-pelos-animais-que-nao-tem-habitat-natural-no-brasil-1459193249086_615x300.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"312\" \/><\/div>\n<\/div>\n<p><span class=\"legenda pg-color10\">Reserva ambiental na regi\u00e3o do Vale do Guapor\u00e9, em Rond\u00f4nia, foi invadida por b\u00fafalos<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>Os b\u00fafalos n\u00e3o pertencem \u00e0 fauna brasileira. Os que vivem em Rond\u00f4nia foram trazidos da ilha de Maraj\u00f3 (PA), na d\u00e9cada de 50, por ideia do governo do Estado. Sessenta e seis animais foram levados para a Fazenda Experimental Pau D&#8217;\u00d3leo para um projeto de produ\u00e7\u00e3o de leite, derivados e carne de bubalinos, al\u00e9m tra\u00e7\u00e3o para trabalho. Tr\u00eas anos depois, o projeto fracassou e os b\u00fafalos foram abandonados.<\/p>\n<p>Segundo a Sedam, eles invadiram as \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental, se adaptaram facilmente ao clima e condi\u00e7\u00f5es da terra alagadi\u00e7a do local, se reproduziram e est\u00e3o vivendo livremente, sem predadores, no Vale do Guapor\u00e9.<\/p>\n<p>Um estudo feito pela Embrapa Pantanal, em 2005, calculou que existam cinco mil b\u00fafalos soltos nas unidades de conserva\u00e7\u00e3o do Vale do Guapor\u00e9.<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\">\n<p><span class=\"credito\">Sedam\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img loading=\"lazy\" class=\"pinit-img\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/57\/2016\/03\/28\/reserva-ambiental-na-regiao-do-vale-do-guapore-em-rondonia-foi-invadida-por-bufalos-e-tem-area-devastada-pelos-animais-que-nao-tem-habitat-natural-no-brasil-1459193292058_615x300.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"312\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h3>Desequil\u00edbrio e preocupa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>A bi\u00f3loga Anita Ho-Tong Thomaz, do\u00a0 Setor de Fauna da Sedam, explica que a presen\u00e7a dos b\u00fafalos na regi\u00e3o est\u00e1 causando desequil\u00edbrio ecol\u00f3gico porque os animais n\u00e3o est\u00e3o no seu habitat natural e n\u00e3o possuem predadores.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 desvio do leito dos rios e muitas \u00e1rvores t\u00eam sido derrubadas. Quando eles passam, o rastro de destrui\u00e7\u00e3o vai ficando&#8221;, diz a bi\u00f3loga, destacando que os b\u00fafalos amea\u00e7am mam\u00edferos e r\u00e9pteis, causam perda de nichos ecol\u00f3gicos das aves e prejudicam toda a fauna existente nas reservas. A Fazenda Pau d&#8217;\u00d3leo possui biomas conjugados existentes no Pantanal, Cerrado e Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Agora, com a san\u00e7\u00e3o da lei, a Sedam vai abrir licita\u00e7\u00e3o p\u00fablica para contratar empresa para realizar a remo\u00e7\u00e3o dos b\u00fafalos em at\u00e9 cinco anos. O custo est\u00e1 estimado entre R$ 5 a 6 milh\u00f5es. Todo o procedimento de captura, abate e transporte da carne para frigor\u00edficos ser\u00e1 feito por meio da empresa.<\/p>\n<p>O processo ser\u00e1 acompanhado pela Idaron (Ag\u00eancia de Defesa Agrossilvipastoril de Rond\u00f4nia) e pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento. A carne de b\u00fafalo ser\u00e1 comercializada ap\u00f3s rigorosa avalia\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;Os animais ser\u00e3o retirados de forma gradual at\u00e9 deixar a regi\u00e3o livre, para que, de fato, possa haver o desenvolvimento e a restaura\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es ambientais dentro daquelas \u00e1reas. Primeiramente, os animais ser\u00e3o colocados em quarentena, quando ser\u00e3o promovidas duas inspe\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas naqueles que foram capturados. O processo de abate \u00e9 similar ao dos bovinos&#8221;, explica o secret\u00e1rio-adjunto da Sedam, Francisco Sales.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico veterin\u00e1rio J\u00falio C\u00e9sar Rocha, da Coordena\u00e7\u00e3o de Desenvolvimento Agropecu\u00e1rio da Seagri (Secretaria de Estado da Agricultura), destaca preocupa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao abate e comercializa\u00e7\u00e3o da carne dos b\u00fafalos, pois, segundo ele, os bubalinos s\u00e3o suscet\u00edveis \u00e0 febre aftosa, o que poderia comprometer a cadeia econ\u00f4mica de carnes do Estado. Atualmente, Rond\u00f4nia possui um rebanho bovino de 12,7 milh\u00f5es de cabe\u00e7as, longe da febre aftosa.<\/p>\n<p>&#8220;Vivendo de maneira selvagem, eles n\u00e3o s\u00e3o animais que passam sistematicamente por vacina\u00e7\u00e3o. N\u00e3o s\u00e3o vacinados. Ent\u00e3o, mexer, manejar, nos suscita d\u00favidas. Uma delas, por exemplo, se s\u00e3o isentos dessa patologia. Tem de fazer diagn\u00f3stico de coleta de material e envio para laborat\u00f3rio, tem de fazer obrigatoriamente um monitoramento peri\u00f3dico dos animais coletados e circunvizinhos. E como n\u00e3o foram amansados, manejados, \u00e9 dif\u00edcil&#8221;, explicou J\u00falio Rocha.<\/p>\n<h3>Filhotes separados<\/h3>\n<p>A presidente da Associa\u00e7\u00e3o Protetora dos Animais Desamparados &#8211; Amigos de Patas, Clotildes Brito, critica a aprova\u00e7\u00e3o da lei e diz que os animais n\u00e3o podem ser sacrificados por um descontrole do Estado. Para Brito, o governo do Estado deveria ter agido anos antes, h\u00e1 pelo menos uma d\u00e9cada, quando o problema come\u00e7ou a ser estudado, para que o n\u00famero de b\u00fafalos selvagens n\u00e3o aumentasse tanto.<\/p>\n<p>&#8220;A pior sa\u00edda \u00e9 matar os b\u00fafalos, sou contra, mas como fugiu do controle o governo disse que s\u00f3 tinha essa alternativa. Pelo menos, pedimos que eles separem os filhotes do abate e fa\u00e7am doa\u00e7\u00f5es para fam\u00edlias ribeirinhas criarem. Eles podem ser amansados e domesticados quando est\u00e3o filhotes, podem ser usados na produ\u00e7\u00e3o de leite e queijo&#8221;, explica Brito.<\/p>\n<p>Brito participou da audi\u00eancia p\u00fablica em setembro do ano passado e afirmou que n\u00e3o foi avisada da vota\u00e7\u00e3o da Assembleia Legislativa e da san\u00e7\u00e3o da lei pelo governo do Estado. &#8220;Pelo que vi, a gente discutiu, argumentou, mas quem teve voz foi o Estado. Agora, quem nos garante que v\u00e3o separar os filhotes como pedimos?&#8221;, criticou. O plano de erradica\u00e7\u00e3o dos b\u00fafalos selvagens n\u00e3o prev\u00ea a separa\u00e7\u00e3o de filhotes e animais adultos.<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\">\n<p><span class=\"credito\">Sedam\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img loading=\"lazy\" class=\"pinit-img\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/1a\/2016\/03\/28\/areas-onde-bufalos-estao-soltos-possuem-praias-com-desovas-de-tartarugas-em-rondonia-1459193328561_615x300.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"312\" \/><\/div>\n<\/div>\n<p><span class=\"legenda pg-color10\">\u00c1reas onde b\u00fafalos est\u00e3o soltos possuem praias com desovas de tartarugas em Rond\u00f4nia<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um rebanho de cerca de 5.000 b\u00fafalos selvagens que vivem na regi\u00e3o do Vale do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":39750,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/bufalo-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/bufalo-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/bufalo-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/bufalo-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/bufalo-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/bufalo-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/bufalo-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/bufalo-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/bufalo-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/bufalo-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um rebanho de cerca de 5.000 b\u00fafalos selvagens que vivem na regi\u00e3o do Vale do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39742"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39742"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39742\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39750"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}