{"id":39686,"date":"2016-03-29T07:00:45","date_gmt":"2016-03-29T10:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=39686"},"modified":"2016-03-28T20:51:03","modified_gmt":"2016-03-28T23:51:03","slug":"da-para-saber-se-havera-mais-peixes-ou-plastico-nos-oceanos-em-2050","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/da-para-saber-se-havera-mais-peixes-ou-plastico-nos-oceanos-em-2050\/","title":{"rendered":"D\u00e1 para saber se haver\u00e1 mais peixes ou pl\u00e1stico nos oceanos em 2050?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lixo_oceano.jpg\" rel=\"attachment wp-att-39687\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-39687\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lixo_oceano-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lixo_oceano-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lixo_oceano.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um preocupante relat\u00f3rio, calculando que em 2050 haver\u00e1 mais pl\u00e1stico do que peixes nos oceanos, foi divulgado recentemente pela Funda\u00e7\u00e3o Ellen MacArthur e o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial.<\/p>\n<p>Chamado The New Plastics Economy (&#8220;A Nova Economia do Pl\u00e1stico&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre), o relat\u00f3rio estimou que, no ritmo atual, os mares ter\u00e3o, em termos de peso, mais pl\u00e1stico do que peixes na metade deste s\u00e9culo.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio ganhou as manchetes de v\u00e1rios jornais, mas acabou sendo questionado e levantando a quest\u00e3o: como medir a quantidade de pl\u00e1stico e como contar os peixes?<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que o pr\u00f3prio relat\u00f3rio reconhece que \u00e9 dif\u00edcil fazer uma medi\u00e7\u00e3o precisa nos dois casos.<\/p>\n<p>No caso dos pl\u00e1sticos, o estudo faz refer\u00eancia a um levantamento publicado em 2015 por Jenna Jambeck, professora da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos. Ela tentou fazer um censo global da polui\u00e7\u00e3o por pl\u00e1sticos e estimar o quanto disso vai parar nos oceanos.<\/p>\n<p>O estudo de Jambeck analisa estimativas do total de lixo em todos os pa\u00edses que n\u00e3o s\u00e3o totalmente cercados por terra e, a partir disso, estima o quanto deste lixo pode ser pl\u00e1stico, o quanto \u00e9 reciclado e assim por diante.<\/p>\n<p>Mas para estimar o quanto deste pl\u00e1stico vai parar no mar, o estudo levou em conta apenas uma \u00e1rea &#8211; a Ba\u00eda de San Francisco (EUA).<\/p>\n<p>&#8220;Isso n\u00e3o representa o resto do planeta, ent\u00e3o voc\u00ea pode ver o potencial para grandes diverg\u00eancias neste c\u00e1lculo&#8221;, criticou o professor Callum Roberts, da Universidade de York, na Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p>O que a Funda\u00e7\u00e3o Ellen MacArthur fez foi pegar a pesquisa de Jambeck, que faz previs\u00f5es apenas at\u00e9 2025, e projetar essas estimativas at\u00e9 2050.<\/p>\n<p><strong>Impl\u00edcito<\/strong><br \/>\nSendo assim, quanto pl\u00e1stico teremos nos oceanos em 2050?<\/p>\n<p>Surpreendentemente, isso n\u00e3o \u00e9 especificado no relat\u00f3rio, mas este deixa impl\u00edcito que haveria um total de 750 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico nos oceanos na metade do s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 estimativa dos peixes, o relat\u00f3rio n\u00e3o estima um n\u00famero de toneladas esperadas de peixes nos mares em 2050 e n\u00e3o cita pesquisas sobre essas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No entanto, um diagrama no relat\u00f3rio prev\u00ea uma propor\u00e7\u00e3o pl\u00e1stico\/peixes de &#8220;maior do que 1:1&#8221; em peso em 2050.<\/p>\n<p>Questionada pela BBC a respeito de seus n\u00fameros, a Funda\u00e7\u00e3o Ellen MacArthur enviou um documento chamado Background To Key Statistics e tamb\u00e9m uma nova vers\u00e3o do relat\u00f3rio publicada em 29 de janeiro deste ano. Os dois documentos trazem novos dados (nenhum dos autores estava dispon\u00edvel para entrevistas).<\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o atualizou o n\u00famero de peixes no mar em 2050 para cerca de 899 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m aumentou a estimativa para a quantidade de pl\u00e1stico no oceano em 2050 para entre 850 milh\u00f5es e 950 milh\u00f5es de toneladas, ou cerca de 25% a mais do que originalmente previsto. Ent\u00e3o, apesar de haver uma quantidade um pouco maior de pl\u00e1stico no mar em 2050, segundo estes n\u00fameros, a propor\u00e7\u00e3o continua sendo de um para um.<\/p>\n<p>No entanto, eis o problema real: contar peixes \u00e9 algo complicado.<\/p>\n<p>Os novos c\u00e1lculos da funda\u00e7\u00e3o s\u00e3o baseados em um estudo de 2008 liderado por Simon Jennings, do Centro para Meio Ambiente, Pesca e Ci\u00eancia da Aquacultura do <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/gra-bretanha\">Reino Unido<\/a>. A equipe dele usou imagens de sat\u00e9lite para medir a extens\u00e3o de plantas microsc\u00f3picas conhecidas como fitopl\u00e2ncton em todos os oceanos do mundo.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Imagem de sat\u00e9lite mostrando quatro tipos diferentes de fitopl\u00e2ncton (Foto: BBC)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/8M2c2fR6eQn8uvlTXrgnaTfaaMg=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/03\/28\/160328140409__88250314_phytoplankton_spl976.jpg\" alt=\"Imagem de sat\u00e9lite mostrando quatro tipos diferentes de fitopl\u00e2ncton (Foto: BBC)\" width=\"638\" height=\"359\" \/><strong>Imagem de sat\u00e9lite mostrando quatro tipos diferentes de fitopl\u00e2ncton (Foto: BBC)<\/strong><\/div>\n<p>Pelo fato de os fitopl\u00e2nctons serem t\u00e3o abundantes, eles alteram a cor da superf\u00edcie do oceano em grandes \u00e1reas, e essas mudan\u00e7as podem ser vistas do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>E como quase toda a cadeia alimentar marinha \u00e9 dependente do fitopl\u00e2ncton, este dado por ser usado para estimar o total de toneladas de peixes vivendo nos mares. \u00c9 desse trabalho que vem o n\u00famero da Funda\u00e7\u00e3o Ellen MacArthur, de 899 milh\u00f5es de toneladas de peixes.<\/p>\n<p><strong>Revis\u00e3o<\/strong><br \/>\nNo entanto, em 2015, Simon Jennings reviu seu pr\u00f3prio estudo e chegou a uma conclus\u00e3o muito diferente. Ele disse \u00e0 BBC que agora ele acredita que o fitopl\u00e2ncton pode, potencialmente, sustentar quantidades muito maiores de vida marinha do que ele pensava anteriormente.<\/p>\n<p>O novo estudo n\u00e3o diferencia entre peixes e outros predadores marinhos, mas conclui que pode haver entre 2 bilh\u00f5es de toneladas e 10,4 bilh\u00f5es de toneladas de criaturas marinhas nos oceanos.<\/p>\n<p>&#8220;No momento n\u00e3o temos confian\u00e7a absoluta em nossos m\u00e9todos para determinar qual a propor\u00e7\u00e3o (desse volume) \u00e9 formada de peixes. \u00c9 um n\u00famero muito incerto para prever&#8221;, afirmou o pesquisador.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Ellen MacArthur das previs\u00f5es para pl\u00e1sticos tamb\u00e9m merece aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Jenna Jambeck, que liderou o estudo sobre polui\u00e7\u00e3o por pl\u00e1sticos citado pela funda\u00e7\u00e3o, disse \u00e0 BBC que n\u00e3o estava estava confiante com o m\u00e9todo da funda\u00e7\u00e3o, de projetar os n\u00fameros de seu trabalho de 2025 para 2050.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o: quanto de pl\u00e1stico h\u00e1 nos oceanos e quanto vai haver em 2050? N\u00e3o se sabe, mas provavelmente \u00e9 muito. Quanto de peixe? Tamb\u00e9m n\u00e3o sabemos, mas com certeza \u00e9 muito.<\/p>\n<p>E quando um vai superar o outro? Definitivamente n\u00e3o se sabe. Mas todas estas quest\u00f5es trazem \u00e0 tona um problema muito real: sabemos que o pl\u00e1stico, quando vai para os oceanos, pode levar s\u00e9culos para se decompor, e seu volume est\u00e1 em constante crescimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um preocupante relat\u00f3rio, calculando que em 2050 haver\u00e1 mais pl\u00e1stico do que peixes nos oceanos,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":39687,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lixo_oceano.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lixo_oceano-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lixo_oceano-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lixo_oceano.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lixo_oceano.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lixo_oceano.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lixo_oceano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lixo_oceano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lixo_oceano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lixo_oceano.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um preocupante relat\u00f3rio, calculando que em 2050 haver\u00e1 mais pl\u00e1stico do que peixes nos oceanos,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39686"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39686"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39686\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39687"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}