{"id":39626,"date":"2016-03-27T11:54:35","date_gmt":"2016-03-27T14:54:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=39626"},"modified":"2016-03-27T11:54:35","modified_gmt":"2016-03-27T14:54:35","slug":"deserto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/deserto\/","title":{"rendered":"Deserto"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/3\/3f\/DeathValleyDunes4.jpg\/800px-DeathValleyDunes4.jpg\" alt=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/3\/3f\/DeathValleyDunes4.jpg\/800px-DeathValleyDunes4.jpg\" width=\"639\" height=\"426\" \/>Em geografia, um deserto \u00e9 uma forma de paisagem ou regi\u00e3o que recebe pouca precipita\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica. Como conseq\u00fc\u00eancia, os desertos t\u00eam a reputa\u00e7\u00e3o de serem capazes de sustentar pouca vida. Comparando-se com regi\u00f5es mais \u00famidas isto pode ser verdade, por\u00e9m, examinando-se mais detalhadamente, os desertos freq\u00fcentemente abrigam uma riqueza de vida que normalmente permanece escondida (especialmente durante o dia) para conservar umidade. Aproximadamente 2 nonos da superf\u00edcie continental da Terra \u00e9 deserto.<\/p>\n<p>As paisagens des\u00e9rticas t\u00eam alguns elementos em comum. O solo do deserto \u00e9 principalmente composto de areia, e dunas podem estar presentes. Paisagens de solo rochoso s\u00e3o t\u00edpicas, e refletem o reduzido desenvolvimento do solo e a escassez de vegeta\u00e7\u00e3o. As terras baixas podem ser plan\u00edcies cobertas com sal. Os processos de eros\u00e3o e\u00f3lica (isto \u00e9, provocados pelo vento) s\u00e3o importantes fatores na forma\u00e7\u00e3o de paisagens des\u00e9rticas.<\/p>\n<p>Os desertos algumas vezes cont\u00eam dep\u00f3sitos minerais valiosos que foram formados no ambiente \u00e1rido ou que foram expostos pela eros\u00e3o. Por serem locais secos, os desertos s\u00e3o locais ideais para a preserva\u00e7\u00e3o de artefatos humanos e f\u00f3sseis.<\/p>\n<p><strong>Tipos de deserto<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/8\/81\/D%C3%A9sert-du-Thar.jpg\" alt=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/8\/81\/D%C3%A9sert-du-Thar.jpg\" width=\"639\" height=\"421\" \/>Deserto Thar na \u00cdndia<\/p>\n<p>A maioria das classifica\u00e7\u00f5es repousa numa combina\u00e7\u00e3o de n\u00famero de dias de chuva por ano, a quantidade pluviom\u00e9trica anual, temperatura, umidade e outros fatores. Em 1953, Peveril Meigs dividiu as regi\u00f5es des\u00e9rticas da terra em tr\u00eas categorias, de acordo com o total de chuva que recebiam. Por este sistema, hoje amplamente aceito, terras extremamente \u00e1ridas s\u00e3o as que t\u00eam pelo menos 12 meses consecutivos sem chuva; terras \u00e1ridas t\u00eam menos de 250 mil\u00edmetros de chuva anual, e terras semi-\u00e1ridas t\u00eam uma m\u00e9dia de precipita\u00e7\u00e3o anual entre 250 e 500 mil\u00edmetros. As terras \u00e1ridas e extremamente \u00e1ridas s\u00e3o os desertos, e terras semi-\u00e1ridas cobertas de gram\u00edneas geralmente s\u00e3o chamadas de estepes.<\/p>\n<p>No entanto, a aridez sozinha n\u00e3o fornece uma descri\u00e7\u00e3o exata do que \u00e9 um deserto. Por exemplo: a cidade de Phoenix, na Arizona recebe menos de 250 mm (10 polegadas) de chuva por ano, e \u00e9 imediatamente reconhecida como sendo localizada em um deserto. Por\u00e9m, algumas regi\u00f5es g\u00e9lidas do Alasca ou da Ant\u00e1rtida tamb\u00e9m recebem menos de 250 mm de chuva por ano, e n\u00e3o podem ser consideradas desertos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/9\/94\/Namib_desert_dunes.jpg\/800px-Namib_desert_dunes.jpg\" alt=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/9\/94\/Namib_desert_dunes.jpg\/800px-Namib_desert_dunes.jpg\" width=\"639\" height=\"449\" \/>Dunas no Deserto do Namibe (Angola)<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a reside numa coisa chamada evapotranspira\u00e7\u00e3o. A evapotranspira\u00e7\u00e3o \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o de perda de \u00e1gua por evapora\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica da \u00e1gua do solo, junto com a perda de \u00e1gua tamb\u00e9m em forma de vapor, atrav\u00e9s dos processos vitais das plantas. O potencial de evapotranspira\u00e7\u00e3o \u00e9, portanto, a quantidade de \u00e1gua que poderia evaporar numa dada regi\u00e3o. A cidade de Tucson, no Arizona, recebe uns 300 mm (12 polegadas) anuais de chuva, no entanto, uns 2500 mm, (100 polegadas) de \u00e1gua poderiam evaporar no per\u00edodo de 1 ano. Em outras palavras, significa que quase 8 vezes mais \u00e1gua poderia evaporar da regi\u00e3o do que normalmente cai. J\u00e1 as taxas de evapotranspira\u00e7\u00e3o em regi\u00f5es do Alasca s\u00e3o bastante inferiores; ent\u00e3o, mesmo recebendo precipita\u00e7\u00f5es m\u00ednimas, estas regi\u00f5es espec\u00edficas s\u00e3o bem diferentes da defini\u00e7\u00e3o mais simples de um deserto: um lugar onde a evapora\u00e7\u00e3o supera o total da precipita\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica.A principal caracteristica de um deserto \u00e9 a seca.<\/p>\n<p>Dunas no Deserto do Namibe (Angola).Dito isto, h\u00e1 diferentes formas de desertos. Desertos frios podem ser cobertos de neve; estes locais n\u00e3o recebem muita chuva, e a que cai permanece congelada como neve compacta. Estas \u00e1reas s\u00e3o comumente chamadas de tundra, quando nelas existe uma curta esta\u00e7\u00e3o com temperaturas acima de zero graus Celsius e alguma vegeta\u00e7\u00e3o floresce neste per\u00edodo; ou de regi\u00f5es de capa de gelo, se temperatura permanece abaixo do ponto de congelamento durante todo o ano, deixando o solo praticamente sem formas de vida.<\/p>\n<p>A maioria dos desertos n\u00e3o-polares ocorre por que eles t\u00eam pouqu\u00edssima \u00e1gua. A \u00e1gua tende a refrescar, ou pelo menos a moderar, os efeitos do clima onde ela \u00e9 abundante. Em algumas partes do mundo, os desertos surgem devido \u00e0 exist\u00eancia de barreiras \u00e0 chuva, quando as massas de ar perdem a maior parte de sua umidade sobre uma cadeia de montanhas; outras \u00e1reas s\u00e3o \u00e1ridas em virtude de serem muito distantes das fontes mais pr\u00f3ximas de umidade (isto \u00e9 verdade em algumas \u00e1reas do Globo em latitudes m\u00e9dias, particularmente na \u00c1sia).<\/p>\n<p>Os desertos tamb\u00e9m s\u00e3o classificados por sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e padr\u00e3o clim\u00e1tico predominante, como ventos al\u00edsios, latitudes m\u00e9dias, barreiras anti-chuvas, costeiros, de mon\u00e7\u00e3o, e polares. Antigas \u00e1reas des\u00e9rticas presentes em regi\u00f5es n\u00e3o-\u00e1ridas formam os chamados paleodesertos. H\u00e1 ainda os desertos extra-terrestres, em outros planetas.<\/p>\n<p><strong>Desertos em regi\u00f5es de ventos al\u00edsios<\/strong><\/p>\n<p>Os ventos al\u00edsios ocorrem duas faixas do globo divididas pela Linha do Equador, e se formam pelo aquecimento do ar junto \u00e0 regi\u00e3o equatorial. Estes ventos secos dissipam a cobertura de nuvens, permitindo que mais luz do sol aque\u00e7a o solo. A maioria dos grandes desertos da Terra est\u00e1 em regi\u00f5es cruzadas por ventos al\u00edsios. O maior deserto do nosso planeta, o Saara no norte da \u00c1frica, que j\u00e1 experimentou temperaturas de 57\u00b0 C, \u00e9 um deserto de ventos al\u00edsios.<\/p>\n<p><strong>Desertos de latitudes m\u00e9dias<\/strong><\/p>\n<p>Desertos de latitudes m\u00e9dias ocorrem entre os paralelos 30\u00b0 e 50\u00b0 N. e tamb\u00e9m na mesma faixa no hemisf\u00e9rio sul, em zonas de alta press\u00e3o subtropicais. Estes desertos est\u00e3o em bacias de drenagem distantes dos oceanos e t\u00eam grandes varia\u00e7\u00f5es de temperaturas anuais. O deserto de Sonora, no sudoeste da Am\u00e9rica do Norte \u00e9 um t\u00edpico deserto de latitude m\u00e9dia. O deserto de Tengger, na China \u00e9 um outro exemplo.<\/p>\n<p><strong>Desertos devido a barreiras ao ar \u00famid<\/strong>o<\/p>\n<p>Desertos deste tipo se formam devido a grandes barreiras montanhosas que impedem a chegada de nuvens \u00famidas nas \u00e1reas a sotavento (ou seja, protegidas do vento, que traz a umidade). \u00c0 medida em que o ar sobe a montanha, a \u00e1gua se precipita e o ar perde seu conte\u00fado \u00famido. Assim, um deserto se forma do lado oposto. O Deserto da Jud\u00e9ia em Israel e Palestina, s\u00e3o exemplos, assim como o deserto do Vale da Morte, nos EUA, que \u00e9 formado pelos ventos Chinook que formam uma zona de sombra de chuva no local.<\/p>\n<p><strong>Desertos costeiros<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/a\/a9\/Atacama1.jpg\" alt=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/a\/a9\/Atacama1.jpg\" width=\"640\" height=\"432\" \/>Deserto de Atacama, no Chile<\/p>\n<p>Deserto de Atacama, no Chile.Desertos costeiros geralmente s\u00e3o nas bordas ocidentais de continentes pr\u00f3ximas aos Tr\u00f3picos de C\u00e2ncer e de Capric\u00f3rnio. Eles s\u00e3o afetados por correntes oce\u00e2nicas costeiras frias, que correm paralelas \u00e0 costa. Devido aos sistemas de vento locais dominarem os ventos al\u00edsios, estes desertos s\u00e3o menos est\u00e1veis que os de outros tipos. No inverno, nevoeiros, produzidos por correntes frias ascendentes, freq\u00fcentemente cobrem os desertos costeiros com um manto branco que bloqueia a radia\u00e7\u00e3o solar.<\/p>\n<p>Os desertos costeiros s\u00e3o relativamente complexos, pois eles s\u00e3o o produto de sistemas terrestres, oce\u00e2nicos e atmosf\u00e9ricos. Um deserto costeiro, o Atacama, \u00e9 o mais seco da Terra. Nele, uma chuva poss\u00edvel de ser medida &#8211; isto \u00e9, de 1 mm ou mais &#8211; pode ocorrer uma vez a cada 5 ou at\u00e9 a cada 20 anos. Dunas em forma de lua crescente s\u00e3o comuns desertos costeiros, como o Namibe, na \u00c1frica, onde prevalecem os ventos do continente para o mar.<\/p>\n<p><strong>Desertos de mon\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Mon\u00e7\u00e3o,&#8221; derivada de uma palavra \u00e1rabe que significa &#8220;esta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica&#8221;, refere-se a um sistema de ventos com acentuada revers\u00e3o sazonal. As mon\u00e7\u00f5es se desenvolvem em resposta a varia\u00e7\u00f5es de temperatura entre os continentes e os oceanos. Os ventos al\u00edsios do sul do Oceano \u00cdndico, por exemplo, despejam pesadas chuvas na \u00cdndia ao chegarem \u00e0 costa. Conforme a mon\u00e7\u00e3o cruza a \u00cdndia, ela perde sua umidade no lado oriental da cadeia montanhosa Aravalli. O deserto do Rajast\u00e3o na \u00cdndia, e o deserto Thar no Paquist\u00e3o, s\u00e3o parte de uma regi\u00e3o de deserto de mon\u00e7\u00e3o a oeste da cadeia de montanhas.<\/p>\n<p><strong>Desertos polares<\/strong><\/p>\n<p>Desertos polares s\u00e3o \u00e1reas com precipita\u00e7\u00e3o anual inferior a 250 mm e uma temperatura m\u00e9dia no m\u00eas mais quente do ano inferior a 10\u00b0 C. Os desertos polares do planeta cobrem quase 5 milh\u00f5es de km\u00b2 e s\u00e3o principalmente leitos de rocha ou plan\u00edcies de cascalho. Dunas de areia n\u00e3o s\u00e3o t\u00edpicas destes desertos, por\u00e9m dunas de neve comumente ocorrem em \u00e1reas onde a precipita\u00e7\u00e3o local \u00e9 mais abundante. As mudan\u00e7as de temperatura em desertos polares freq\u00fcentemente ultrapassam o ponto de congelamento da \u00e1gua. Esta altern\u00e2ncia gelo-degelo deixa marcas caracter\u00edsticas no solo, que chegam a 5 metros de di\u00e2metro.<\/p>\n<p>Os vales secos da Ant\u00e1rtida t\u00eam permanecido livres de gelo h\u00e1 milhares de anos. Em campos de gelo permanente se encontram ecossistemas simples. Sobre a neve antiga se desenvolvem algas, os nutrientes tendem a concentrar-se \u00e0 medida que neve e gelo se evaporam. Algumas destas algas s\u00e3o de cor vermelha brilhante. Existem ecossistemas marinhos ativos no gelo e na \u00e1gua, debaixo do grande mar de gelo que cobre o oceano polar.<\/p>\n<p>Um ecossistema diversificado de algas e pequenos consumidores vive no lado inferior do gelo; estes sistemas utilizam luz solar que penetra no gelo durante o ver\u00e3o, como fonte de energia. As \u00e1guas que fluem por debaixo do gelo tamb\u00e9m carregam mat\u00e9ria org\u00e2nica produzida em outros lugares, abastecendo de alimento uma grande popula\u00e7\u00e3o de peixes. Muitos mam\u00edferos marinhos vivem de pescado; Assim, focas, orcas(baleias) e ursos polares est\u00e3o no topo da cadeia alimentar polar.<\/p>\n<p><strong>Paleodesertos (desertos &#8220;f\u00f3sseis&#8221;)<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisas em mares de areia (vastas regi\u00f5es de dunas) antigos, mudan\u00e7as em bacias lacustres, an\u00e1lises arqueol\u00f3gicas e de vegeta\u00e7\u00e3o indicam que as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas mudaram consideravelmente em vastas \u00e1reas do planeta num passado geol\u00f3gico recente. Durante os \u00faltimos 12.500 anos, por exemplo, partes de alguns desertos j\u00e1 foram bem mais \u00e1ridas do que s\u00e3o hoje. Cerca de 10% da terra situada entre a latitude 30\u00b0 N. e 30\u00b0 S. \u00e9 hoje coberta por mares de areia. No entanto, 18.000 anos atr\u00e1s, mares de areia formando dois imensos cintur\u00f5es ocupavam quase 50% desta \u00e1rea. Tal como ocorre hoje, florestas tropicais e savanas ocupavam a zona entre estas duas faixas.<\/p>\n<p>Sedimentos f\u00f3sseis de desertos com at\u00e9 500 milh\u00f5es de anos foram encontrados em muitas partes do globo. Padr\u00f5es de sedimentos de dunas foram encontrados em \u00e1res que hoje n\u00e3o s\u00e3o des\u00e9rticas. Muitas destas &#8220;rel\u00edquias&#8221; de dunas hoje recebem entre 80 e 150 mm de chuva por ano. Algumas antigas regi\u00f5es de dunas hoje s\u00e3o ocupadas por florestas tropicais \u00famidas.<\/p>\n<p>As montanhas de areia chamadas Sand Hills s\u00e3o um campo de dunas inativo de 57.000 km\u00b2 no centro de Nebraska. O maior mar de areia no hemisf\u00e9rio ocidental est\u00e1 hoje estabilizado por vegeta\u00e7\u00e3o, e recebe cerca de 500 mm de chuva por ano. As dunas de Sand Hills chegam aos 120 m de altura. O deserto do Kalahari tamb\u00e9m \u00e9 um paleodeserto.<\/p>\n<p><strong>Desertos em outros planetas<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/6\/6e\/Gusev_Spirit_01.jpg\/800px-Gusev_Spirit_01.jpg\" alt=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/6\/6e\/Gusev_Spirit_01.jpg\/800px-Gusev_Spirit_01.jpg\" width=\"639\" height=\"476\" \/>Aspecto do deserto marciano fotografado pela sonda espacial Spirit, em 2004<\/p>\n<p>Marte \u00e9 o \u00fanico dentre os outros planetas do sistema solar no qual j\u00e1 se identificou fen\u00f4menos e\u00f3licos. Apesar de sua press\u00e3o atmosf\u00e9rica na superf\u00edcie ser apenas 1\/100 da terrestre, os padr\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica em Marte formaram um mar de areia circumpolar com mais de 5 milh\u00f5es de km\u00b2, maior que os maiores mares de areia da Terra. Os mares de areia marcianos consistem principalmente de dunas em forma de meia-lua em \u00e1reas planas pr\u00f3ximas \u00e0 camada perene de gelo do p\u00f3lo norte do planeta. Campos de dunas menores ocupam o fundo de muitas crateras nas regi\u00f5es polares marcianas.<\/p>\n<p>Definir um deserto somente pela aus\u00eancia de chuva, ao inv\u00e9s de tamb\u00e9m considerar fatores e\u00f3licos, classificaria como tal todos os fen\u00f4menos similares a este fora do nosso planeta. O \u00fanico corpo celeste onde se considera poss\u00edvel que exista precipita\u00e7\u00e3o \u00e9 Tit\u00e3, a lua de Saturno; ela n\u00e3o tem \u00e1gua em estado l\u00edquido, no entanto \u00e9 poss\u00edvel que tenha metano e outros hidrocarbonetos em estado l\u00edquido.<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas dos desertos<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/7\/70\/White6.jpg\" alt=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/7\/70\/White6.jpg\" width=\"640\" height=\"543\" \/>Dunas de gesso no deserto White Sands, no Novo M\u00e9xico (EUA).<\/p>\n<p>A areia cobre apenas 20% dos desertos terrestres. A maior parte da areia est\u00e1 em len\u00e7\u00f3is de areia e bancos de areia&#8211;vastas regi\u00f5es de dunas onduladas que lembram as ondas no mar.<\/p>\n<p>Quase 50% das superf\u00edcies dos desertos s\u00e3o plan\u00edcies onde a a\u00e7\u00e3o e\u00f3lica &#8211; removendo os pequenos gr\u00e3os de areia -exp\u00f4s cascalho solto composto principalmente de pedriscos \u00e1speros, mas \u00e0s vezes com pedras arredondadas.<\/p>\n<p>Outras superf\u00edcies de terras \u00e1ridas s\u00e3o compostas de leitos de pedra aflorados e expostos, solos des\u00e9rticos e dep\u00f3sitos fluviais, incluindo dep\u00f3sitos aluviais, leitos secos, lagos do deserto e o\u00e1sis. Afloramentos de leitos de pedra normalmente ocorrem como pequenos montes, cercados por extensas plan\u00edcies erodidas.<\/p>\n<p>O\u00e1sis s\u00e3o \u00e1reas com vegeta\u00e7\u00e3o irrigada por fontes subterr\u00e2neas, po\u00e7os ou por irriga\u00e7\u00e3o. Muitos s\u00e3o artificiais. Os o\u00e1sis s\u00e3o freq\u00fcentemente o \u00fanico lugar nos desertos que permitem ao homem efetuar plantios e fixar moradia permanente.<\/p>\n<p><strong>Solos<\/strong><\/p>\n<p>Os solos que se formam em climas \u00e1ridos s\u00e3o predominantemente minerais com pouca mat\u00e9ria org\u00e2nica. A repetida acumula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em alguns solos forma muitos dep\u00f3sitos de sal. O carbonato de c\u00e1lcio precipitado de uma solu\u00e7\u00e3o pode cimentar areia e cascalho em blocos duros, que chegam a ter espessuras de at\u00e9 50 metros.<\/p>\n<p>O caliche \u00e9 um dep\u00f3sito avermelhado, quase marrom, ou tendente ao branco, encontrado em muitos solos de deserto. Ele normalmente ocorre em forma de n\u00f3dulos ou como cobertura de gr\u00e2nulos minerais formados pela complicada intera\u00e7\u00e3o entre a \u00e1gua e o g\u00e1s carb\u00f4nico liberado pelas ra\u00edzes das plantas ou pela decomposi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica.<\/p>\n<p><strong>Vegeta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/0\/0a\/Saguaro_Arizona_USA..jpg\/800px-Saguaro_Arizona_USA..jpg\" alt=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/0\/0a\/Saguaro_Arizona_USA..jpg\/800px-Saguaro_Arizona_USA..jpg\" width=\"639\" height=\"479\" \/>Cacto Saguaro, no deserto do Arizona (EUA)<\/p>\n<p>Pode medir at\u00e9 15 metros de altura. A maioria das plantas do deserto s\u00e3o tolerantes \u00e0 seca e \u00e0 salinidade, tais como as xer\u00f3fitas. Algumas armazenam \u00e1gua em suas folhas, ra\u00edzes e caules. Outras plantas do deserto t\u00eam longas ra\u00edzes que penetram at\u00e9 o len\u00e7ol fre\u00e1tico, firmam o solo e evitam a eros\u00e3o. Os caules e folhas de algumas plantas reduzem a velocidade superficial dos ventos que carregam areia, protegendo assim o solo da eros\u00e3o.<\/p>\n<p>Os desertos normalmente t\u00eam uma cobertura vegetal esparsa por\u00e9m muito diversificada. O deserto de Sonora no sudoeste americano tem a vegeta\u00e7\u00e3o des\u00e9rtica mais complexa da Terra. O gigantesco cactus saguaro fornece ninhos \u00e0s aves do deserto e funciona como &#8220;\u00e1rvore&#8221;. O saguaro cresce lentamente mas pode viver 200 anos. Aos 9 anos, ele tem cerca de 15 cm de altura. Aos 75 anos, o cactus desenvolve seus primeiros ramos. Quando totalmente adulto, o saguaro chega a 15 metros de altura e pesa quase 10 toneladas. Eles povoam o deserto de Sonora e refor\u00e7am a impress\u00e3o de que os desertos s\u00e3o \u00e1reas ricas em cactus.<\/p>\n<p>Apesar dos cactus serem normalmente considerados plantas dos desertos, outros tipos de plantas se adaptaram \u00e0 vida em meio \u00e1rido. Isto inclui plantas da fam\u00edlia da ervilha e do girassol. Os desertos frios t\u00eam como vegeta\u00e7\u00e3o predominante gram\u00edneas e arbustos.<\/p>\n<p><strong>\u00c1gua<\/strong><\/p>\n<p>A chuva \u00e0s vezes cai nos desertos, e tempestades no deserto freq\u00fcentemente s\u00e3o violentas. Um recorde de 44 mm em 3 horas de chuva j\u00e1 foi registrado no Saara. Grandes tempestades no Saara podem despejar quase 1 mm de chuva por minuto. Canais normalmente secos, chamados de arroios ou wadis, podem encher ap\u00f3s chuvas pesadas, e chuvas r\u00e1pidas os tornam perigosos.<\/p>\n<p>Apesar de poucas chuvas ca\u00edrem nos desertos, estes recebem \u00e1gua corrente de fontes ef\u00eameras, alimentadas pela chuva e neve de montanhas adjacentes. Estas correntes enchem os canais com uma camada de lama e freq\u00fcentemente transpotam consideraveis quantidades de sedimento por um ou dois dias. Apesar de a maioria dos desertos se situarem em bacias com drenagem fechada ou interior, uns poucos desertos s\u00e3o atravessados por rios &#8216;ex\u00f3ticos&#8217;, isto \u00e9, com nascentes e parte do curso fora da \u00e1rea des\u00e9rtica. Tais rios infiltram no solo e perdem por evapora\u00e7\u00e3o grandes quantidades de \u00e1gua large em suas jornadas pelos desertos, por\u00e9m seus volumes de \u00e1gua s\u00e3o tais que mant\u00eam sua perenidade. O rio Nilo, o Colorado e o Rio Amarelo s\u00e3o rios ex\u00f3ticos que correm em meio a desertos para levarem seus sedimentos at\u00e9 o mar.<\/p>\n<p>Lagos se formam onde a chuva ou \u00e1gua de degelo no interior das bacias de drenagem \u00e9 suficiente. Os lagos dos desertos s\u00e3o geralmente rasos, tempor\u00e1rios e salgados. Por serem rasos e terem um gradiente de profundidade reduzido, a for\u00e7a do vento pode fazer as \u00e1guas do lago se espalharem por v\u00e1rios quil\u00f4metros quadrados. Quando os pequenos lagos secam, deixam uma crosta de sal no fundo. A \u00e1rea plana formada com argila, lama ou areia encrustrada com sal, \u00e9 conhecida como salar, ou, no M\u00e9xico, &#8220;playa&#8221;.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de cem &#8220;playas&#8221; nos desertos norte-americanos. Muitas s\u00e3o rel\u00edquias de grandes lagos que existiram durante a \u00faltima era glacial, quase 12.000 anos atr\u00e1s. O Lago Bonneville era um lago com 52.000 km\u00b2 e quase 300 metros de profundidade entre Utah, Nevada e Idaho durante a \u00faltima glacia\u00e7\u00e3o. Hoje os remanescentes do Lago Bonneville incluem o Grande Lago Salgado em Utah, o Lago Utah e o Lago Sevier. Como as &#8220;playas&#8221; de hoje s\u00e3o solos \u00e1ridos formados durante um passado mais \u00famido, elas cont\u00eam pistas \u00fateis sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Os terrenos planos do fundo de antigos lagos e &#8220;playas&#8221; os tornam excelentes pistas de corrida e de testes para avi\u00f5es e ve\u00edculos espaciais. Recordes de velocidade em ve\u00edculos terrestres s\u00e3o comumente estabelecidos na chamada Bonneville Speedway, uma pista no fundo do Grande Lago Salgado. \u00d4nibus espaciais pousam na &#8220;playa&#8221; de Rogers Lake, na base a\u00e9rea de Edwards, na Calif\u00f3rnia.<\/p>\n<p><strong>Recursos minerais<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/5\/5e\/MountSinaiView.jpg\" alt=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/5\/5e\/MountSinaiView.jpg\" width=\"640\" height=\"480\" \/>Deserto Sinai, no Egipto<\/p>\n<p>Alguns dep\u00f3sitos minerais se formaram, foram enriquecidos ou preservados por processos geol\u00f3gicos que ocorrem em regi\u00f5es \u00e1ridas, como conseq\u00fc\u00eancia do clima. A \u00e1gua no solo lixivia os minerais e os redeposita em zonas pr\u00f3ximas ao len\u00e7ol fre\u00e1tico. Este processo de lixivia\u00e7\u00e3o concentra estes minerais em dep\u00f3sitos que podem ser minerados.<\/p>\n<p>A evapora\u00e7\u00e3o em terras \u00e1ridas aumenta a acumula\u00e7\u00e3o mineral em \u00e1reas onde se formam lagos tempor\u00e1rios. Os salares ou &#8220;playas&#8221; podem ser fontes de dep\u00f3sitos minerais formados por evapora\u00e7\u00e3o. A evapora\u00e7\u00e3o em bacias fechadas precipita minerais tais como o gesso, sais (incluindo o nitrato de s\u00f3dio ou salitre, e o cloreto de s\u00f3dio), e os boratos. Os min\u00e9rios formados nestes dep\u00f3sitos ap\u00f3s evapora\u00e7\u00e3o dependem da composi\u00e7\u00e3o e da temperatura das \u00e1guas salinas no momento de sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dep\u00f3sitos de evapora\u00e7\u00e3o significativos ocorrem no Deserto da Grande Bacia nos EUA, dep\u00f3sitos que ficaram famosos pela explora\u00e7\u00e3o e posterior transporte em lombo de mulas desde o Vale da Morte at\u00e9 a ferrovia. O boro, obtido do b\u00f3rax e de boratos depositados, \u00e9 um elemento essencial na manufatura de vidros, cer\u00e2micas, esmaltes, produtos qu\u00edmicos para a agricultura e farmac\u00eauticos. Grandes quantidades de boratos s\u00e3o extra\u00eddas de dep\u00f3sitos de evapora\u00e7\u00e3o na Calif\u00f3rnia.<\/p>\n<p>O deserto do Atacama, no Chile, Am\u00e9rica do Sul, \u00e9 \u00fanico entre os desertos do mundo em termos de abund\u00e2ncia de minerais salinos. O nitrato de s\u00f3dio (salitre) foi explorado para a manufatura de explosivos e fertilizantes no Atacama desde meados do s\u00e9culo XIX. Quase 3 milh\u00f5es de toneladas m\u00e9tricas foram exploradas durante a Primeira Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Entre os minerais valiosos encontrados em zonas \u00e1ridas temos o cobre nos desertos dos EUA, Chile, Peru e Ir\u00e3; min\u00e9rios de ferro, chumbo e zinco na Austr\u00e1lia; cromita na Turquia; al\u00e9m de dep\u00f3sitos de ouro, prata e ur\u00e2nio na Austr\u00e1lia e nos EUA. Minerais n\u00e3o met\u00e1licos tais como o ber\u00edlio, a mica, l\u00edtio, argilas, pedra-pomes e esc\u00f3ria tamb\u00e9m ocorrem em regi\u00f5es \u00e1ridas. O carbonato de s\u00f3dio, sulfatos, boratos, nitratos e compostos de l\u00edtio, bromo, iodo, c\u00e1lcio e estr\u00f4ncio v\u00eam de sedimentos e evapora\u00e7\u00e3o de \u00e1guas salinas pr\u00f3ximas \u00e0 superf\u00edcie, formadas por corpos subterr\u00e2neos de \u00e1gua, em geral durante per\u00edodos geol\u00f3gicos recentes.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o de Green River no Colorado, em Wyoming, e Utah cont\u00e9m dep\u00f3sitos aluviais e salares de evapora\u00e7\u00e3o criados num enorme lago cujo n\u00edvel variou por milh\u00f5es de anos. Dep\u00f3sitos economicamente importantes de soda (isto \u00e9, bicarbonato de s\u00f3dio hidratado, uma importante fonte de compostos deste metal), e grandes dep\u00f3sitos de xisto betuminoso foram criados em ambientes \u00e1ridos.<\/p>\n<p>Algumas das \u00e1reas mais produtivas em petr\u00f3leo na Terra s\u00e3o encontradas em regi\u00f5es \u00e1ridas e semi-\u00e1ridas da \u00c1frica e do Oriente M\u00e9dio, apesar de as jazidas de petr\u00f3leo terem se formado originalmente no leito do mar. Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas recentes transformaram os locais destas jazidas em regi\u00f5es \u00e1ridas.<\/p>\n<p>Outras jazidas de petr\u00f3leo, entretanto, podem ter tido origem e\u00f3lica, e atualmente s\u00e3o encontradas em zonas \u00famidas. A regi\u00e3o de Rotliegendes, uma jazida de petr\u00f3leo no Mar do Norte, est\u00e1 associada com extensos dep\u00f3sitos por evapora\u00e7\u00e3o. Muitas das principais jazidas petrol\u00edferas dos EUA podem ter se originado entre areias levadas pelo vento. Antigos dep\u00f3sitos aluviais tamb\u00e9m podem ser reservat\u00f3rios de hidrocarbonetos.<\/p>\n<p>Fonte: Wikip\u00e9dia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em geografia, um deserto \u00e9 uma forma de paisagem ou regi\u00e3o que recebe pouca precipita\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em geografia, um deserto \u00e9 uma forma de paisagem ou regi\u00e3o que recebe pouca precipita\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39626"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39626"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39626\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39626"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39626"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39626"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}