{"id":39624,"date":"2016-03-27T11:22:10","date_gmt":"2016-03-27T14:22:10","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=39624"},"modified":"2016-03-27T11:22:10","modified_gmt":"2016-03-27T14:22:10","slug":"cuidar-da-casa-comum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cuidar-da-casa-comum\/","title":{"rendered":"Cuidar da casa comum"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.ecodesenvolvimento.org\/posts\/2016\/posts\/marco\/artigo-cuidar-da-casa-comum\/images\/planeta-ecod.jpg\" alt=\"planeta-ecod.jpg\" width=\"640\" height=\"391\" \/><br \/>\n<span class=\"legenda_foto\">Cuidar da Casa Comum, desse lugar em que fomos al\u00e7ados desde \u00e0 sa\u00edda do ventre materno para cumprirmos nossa trajet\u00f3ria evolutiva, nossa caminhada terrenal, significa estabelecer la\u00e7os afetivos e harm\u00f4nicos para com a biodiversidade da qual somos \u201cparceiros\u201d e \u201cpart\u00edcipes\u201d<br \/>\nImagem: <a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/ftdk\/6990255541\/in\/photolist-bDGTrg-aCJFze-aCKcYv-aCM9jk-aCLpSe-aCNe2N-aCLtbH-aCK3XZ-aCJgCg-aCP6v1-aCLXb3-aCLDZV-aCN2kG-aCMvof-aCM92X-aCPboS-aCMuLW-aCMan3-8VkJkE-8V2khZ-hrscfa-hrs2nK-aCKPLX-aCJEzH-aCMoVL-hYpewp-aCKZf4-aCMm9i-aCPNEf-aCLWan-aCMrib-dxGM1s-aCNYu5-aCPJsd-aCPAMN-aCLTci-aL2wun-bqRkPU-aCMh8c-aCNjAE-aCPGFL-aCPHD3-aCM3VV-aCLNgx-aCNXpG-aCPBtb-aCPE87-aCPHYQ-aCQ42N-aCNEvd\" target=\"_blank\">Flavio T\/Flickr\/(cc)<\/a><\/span><\/p>\n<p><strong>Por Marcus Eduardo de Oliveira*<\/strong><\/p>\n<p>Cuidar da Casa Comum, do Planeta Terra que nos acolhe, exige, em primeiro lugar, que se leve em conta que n\u00e3o existe um ba\u00fa da natureza com recursos e energia ilimitados, inesgot\u00e1veis e infinitos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do atual e pernicioso modelo de civiliza\u00e7\u00e3o, pautado no consumismo e numa produ\u00e7\u00e3o excessiva de suntuosidades, por isso causador de desequil\u00edbrios ambientais.<\/p>\n<p>Cuidar da Casa Comum, da espa\u00e7onave Terra da qual todos somos passageiros, pressup\u00f5e, inicialmente, que tenhamos clara no\u00e7\u00e3o de que, pelo atual modo de viver da humanidade, estamos esgotando a toler\u00e2ncia da Terra em oferecer seus limitados e finitos recursos para satisfazer nossa gan\u00e2ncia material.<\/p>\n<p>Cuidar da Casa Comum, de Gaia, nos dizeres dos gregos, sup\u00f5e estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o de harmonia entre o homem e o meio ambiente, entre a sociedade e a natureza, tendo em vista que n\u00e3o estamos na Terra, antes disso, somos a Terra, uma vez que pertencemos \u00e0 natureza, que tudo nos oferece.<\/p>\n<p>Cuidar da Casa Comum, da rica natureza da qual somos parte, obriga-nos, de modo particular, a desenvolver um novo e diferente estilo de vida, de caracter\u00edstica menos artificial que o atual, a servi\u00e7o de um amplo comprometimento com toda a estrutura ecol\u00f3gica (basicamente em torno dos servi\u00e7os ambientais como controle do clima, ciclagem de nutrientes, purifica\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e do ar, manuten\u00e7\u00e3o dos solos f\u00e9rteis, poliniza\u00e7\u00e3o de plantas, dispers\u00e3o de sementes e outros) que nos auxilia no prosseguimento da vida.<\/p>\n<div class=\"olho\">Cuidar da Casa Comum, da nossa morada maior, significa considerar a Terra como algo vivo, que vive, que tem vida, que congrega diversas formas de vida<\/div>\n<p>Cuidar da Casa Comum, desse lugar em que fomos al\u00e7ados desde \u00e0 sa\u00edda do ventre materno para cumprirmos nossa trajet\u00f3ria evolutiva, nossa caminhada terrenal, significa estabelecer la\u00e7os afetivos e harm\u00f4nicos para com a biodiversidade da qual somos \u201cparceiros\u201d e \u201cpart\u00edcipes\u201d, demonstrando uma conviv\u00eancia que, para o bem de todos, tem de necessariamente ser pautada em rela\u00e7\u00f5es de reciprocidade, uma vez que pelos ensinamentos vindos da f\u00edsica qu\u00e2ntica, \u201ctudo tem a ver com tudo em todos os pontos e em todos os momentos; tudo \u00e9 rela\u00e7\u00e3o e nada existe fora da rela\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Cuidar da Casa Comum, do nosso \u00fanico habitat, significa lan\u00e7ar um novo e diferenciado olhar sobre as rela\u00e7\u00f5es da economia com a ecologia, procurando afinar os discursos dessas duas ci\u00eancias em prol da constru\u00e7\u00e3o de modelos de sustentabilidade (pelo lado da ecologia) conjugado ao alcance do desenvolvimento social e humano (pelo lado da economia); longe, portanto, da sufocante ideia do crescimento (aumento f\u00edsico da produ\u00e7\u00e3o industrial) que tem mostrado sua faceta agressiva sobre o patrim\u00f4nio ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Cuidar da Casa Comum, do \u201ceco\u201d, cujo significado \u00e9 \u201ccasa\u201d, feito nosso ninho, implica inexoravelmente propor a mudan\u00e7a do atual modelo de produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos ambientais (as sobras da explora\u00e7\u00e3o da natureza) nessa sociedade de descarte (lixo p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o industrial), t\u00e3o comum em economias viciadas na pol\u00edtica de crescimento, por um tipo de economia circular que fa\u00e7a do reaproveitamento e da reciclagem paradigmas m\u00e1ximos, preferencialmente embasado num modelo de economia verde, gerando de igual modo empregos verdes, sustentada por uma matriz energ\u00e9tica de baixo carbono, onde o consumismo n\u00e3o seja visto como sin\u00f4nimo de progresso.<\/p>\n<p>Cuidar da Casa Comum, da nossa morada maior, significa considerar a Terra como algo vivo, que vive, que tem vida, que congrega diversas formas de vida, no qual todas as partes (bi\u00f3ticas), as comunidades vivas do planeta (biocenoses), a popula\u00e7\u00e3o humana (antropocenose) se manifestem e se inter-relacionem de variados modos.<\/p>\n<p>Cuidar da Casa Comum, do nosso abrigo materno, por isso tamb\u00e9m carinhosamente chamada de M\u00e3e-Terra, \u00e9 praticar aquilo que Leonardo Boff com muita propriedade assevera: \u201ccuidar de cada ecossistema, compreendendo as singularidades de cada um, sua resili\u00eancia, sua capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o, mantendo as rela\u00e7\u00f5es de colabora\u00e7\u00e3o e mutualidade com todos os demais j\u00e1 que tudo \u00e9 relacionado e includente. Compreender o ecossistema para dar-se conta dos desequil\u00edbrios que podem ocorrer por interfer\u00eancias irrespons\u00e1veis de nossa cultura, voraz de bens e servi\u00e7os\u201d.<\/p>\n<p>Cuidar da Casa Comum, de nosso maior patrim\u00f4nio ecol\u00f3gico, por tudo isso que foi descrito, significa, obrigat\u00f3ria e respeitosamente, aceitarmos o apelo \u00e0 convers\u00e3o ecol\u00f3gica, fazendo dos principais pressupostos ambientais nossa causa maior, para assim desenvolvermos rela\u00e7\u00f5es de cordialidade junto ao meio ambiente e, principalmente, junto \u00e0 comunidade de vida da Terra.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 uno: preservar o meio ambiente para conciliar o verdadeiro progresso (econ\u00f4mico, social e humano), capaz de melhorar substancialmente o mundo por meio da conquista definitiva de bem-estar e de qualidade de vida dos povos.<\/p>\n<p>Nada pode suplantar esse ideal. A vida tem pressa. Precisamos irradiar. Para tanto, necessitamos e devemos, antes, cuidar da Casa Comum.<\/p>\n<p><em>*Marcus Eduardo de Oliveira \u00e9 economista e ativista ambiental prof.marcuseduardo@bol.com.br<\/em><\/p>\n<p>Fonte: EcoD<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cuidar da Casa Comum, desse lugar em que fomos al\u00e7ados desde \u00e0 sa\u00edda do ventre<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cuidar da Casa Comum, desse lugar em que fomos al\u00e7ados desde \u00e0 sa\u00edda do ventre","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39624"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39624"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39624\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}