{"id":39526,"date":"2016-03-26T14:00:57","date_gmt":"2016-03-26T17:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=39526"},"modified":"2016-03-25T21:17:25","modified_gmt":"2016-03-26T00:17:25","slug":"peixe-que-caminha-como-um-anfibio-traz-novas-evidencias-sobre-a-evolucao-das-especies","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/peixe-que-caminha-como-um-anfibio-traz-novas-evidencias-sobre-a-evolucao-das-especies\/","title":{"rendered":"Peixe que caminha como um anf\u00edbio traz novas evid\u00eancias sobre a evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/peixe-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-39527\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-39527\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/peixe-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/peixe-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/peixe-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em um novo estudo, publicado na \u00faltima ter\u00e7a-feira no <em>Scientific Reports<\/em>, da revista Nature, cientistas afirmam ter encontrado um peixe que caminha como um anf\u00edbio. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Nova Jersey (NJIT, na sigla em ingl\u00eas) encontraram a esp\u00e9cie rara escalando cachoeiras na Tail\u00e2ndia. As caracter\u00edsticas n\u00e3o s\u00e3o vistas em nenhum outro peixe vivo e trazem novas evid\u00eancias sobre a evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies que se adaptaram h\u00e1 420 milh\u00f5es de anos para caminharem sobre a terra.<\/p>\n<p>Ao examinar um v\u00eddeo da chamada <em>Cryptotora thamicola<\/em> caminhando, Broke Flammang, pesquisadora do NJIT, identificou que o peixe alternava os passos das &#8220;patas&#8221; traseiras com as frontais, realizando o mesmo movimento que os animais que andam sobre a terra. Para analisar mais de perto a criatura, Flammang quis levar um esp\u00e9cime para seu laborat\u00f3rio, o que lhe foi imediatamente negado, j\u00e1 que o peixe \u00e9 extremamente raro &#8211; com menos de 2.000 adultos vivos.<\/p>\n<p>Para contornar as dificuldades do estudo, Flammang contou com a ajuda de Apinum Suvarnaraksha, pesquisador da <em>Maejo University<\/em>, na Tail\u00e2ndia, que foi at\u00e9 as cavernas do local para capturar novas imagens e dados sobre a esp\u00e9cie. Al\u00e9m disso, a especialista conseguiu permiss\u00e3o para escanear em alta resolu\u00e7\u00e3o um esp\u00e9cime de um museu tailand\u00eas, sem oferecer qualquer risco \u00e0 vida do animal. Juntando todos os dados, a equipe conseguiu realizar uma impress\u00e3o 3D da anatomia de <em>Cryptotora<\/em>, revelando detalhes de seu esqueleto.<\/p>\n<p>Nos peixes comuns, a p\u00e9lvis \u00e9 composta por pequenos ossos e \u00e9 utilizada apenas para evitar que eles girem em torno de si, servindo como um instrumento de equil\u00edbrio. Em <em>Cryptotora<\/em>, no entanto, os cientistas observaram que a p\u00e9lvis \u00e9 uma regi\u00e3o complexa, com muitos ossos que s\u00e3o interligados com a espinha. Isso revelou a aproxima\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie com os tetr\u00e1podes.<\/p>\n<p><strong>Evolu\u00e7\u00e3o &#8211;<\/strong> Os vertebrados terrestres primitivos, chamados tetr\u00e1podes, desenvolveram adapta\u00e7\u00f5es para conseguir caminhar firmemente sobre a superf\u00edcie da terra. Esse processo dependeu da evolu\u00e7\u00e3o da p\u00e9lvis, que se conectou com a espinha e membros para garantir o movimento das patas como vemos nas salamandras e outros anf\u00edbios. Seguindo um padr\u00e3o evolucionista, os tetr\u00e1podes surgiram de uma \u00fanica linhagem de peixes que conseguiu habitar o solo, utilizando o mesmo movimento alternado de patas &#8211; visto na rara esp\u00e9cie de peixe.<\/p>\n<p>&#8220;Esses resultados s\u00e3o significativos uma vez que representam o primeiro exemplo de adapta\u00e7\u00f5es comportamentais e morfol\u00f3gicas em um peixe vivo, que converge com as caracter\u00edsticas apresentadas pelos tetr\u00e1podes&#8221;, explicou a equipe internacional de pesquisadores no estudo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um novo estudo, publicado na \u00faltima ter\u00e7a-feira no Scientific Reports, da revista Nature, cientistas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":39527,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/peixe-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/peixe-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/peixe-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/peixe-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/peixe-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/peixe-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/peixe-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/peixe-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/peixe-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/peixe-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em um novo estudo, publicado na \u00faltima ter\u00e7a-feira no Scientific Reports, da revista Nature, cientistas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39526"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39526"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39526\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39527"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}