{"id":39237,"date":"2016-03-21T15:00:51","date_gmt":"2016-03-21T18:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=39237"},"modified":"2016-03-21T11:11:33","modified_gmt":"2016-03-21T14:11:33","slug":"indios-munduruku-protestam-contra-hidreletricas-no-tapajos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/indios-munduruku-protestam-contra-hidreletricas-no-tapajos\/","title":{"rendered":"\u00cdndios Munduruku protestam contra hidrel\u00e9tricas no Tapaj\u00f3s"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/indios_tapajos.jpg\" rel=\"attachment wp-att-39238\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-39238\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/indios_tapajos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/indios_tapajos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/indios_tapajos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Mais de cem Munduruku\u00a0foram at\u00e9 o rio Tapaj\u00f3s, considerado sagrado pelo povo, para passar um recado para o mundo: &#8220;Barre a barragem. Mantenha o rio Tapaj\u00f3s vivo&#8221;. Segurando faixas em diversas l\u00ednguas, eles protestaram contra a constru\u00e7\u00e3o de barragens no rio que sustenta sua cultura e modo de vida, al\u00e9m de uma rica biodiversidade.<\/p>\n<p>Ao todo, h\u00e1 43 hidrel\u00e9tricas previstas para a bacia do Tapaj\u00f3s, sendo a maior delas a de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s, pr\u00f3xima a Itaituba, no Par\u00e1. Com 7,6 quil\u00f4metros de cumprimento e mais de 53 metros de altura (o equivalente a um pr\u00e9dio de 18 andares), a barragem planejada ter\u00e1 um reservat\u00f3rio de 729 km\u00b2 (extens\u00e3o maior do que a cidade de Salvador). Se constru\u00edda, S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s vai destruir 14 lagoas sazonais e perenes, mais de 7 mil hectares de pedrais (\u00e1reas com pedras nos rios importantes por abrigar diversas esp\u00e9cies de peixes, morcegos e aves), 320 ilhas e 17 corredeiras, alerta a ONG Greenpeace.<\/p>\n<p>A usina deve inundar ainda parte dos cerca de 178 mil hectares da Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu, do povo Munduruku, que teve seu processo de demarca\u00e7\u00e3o paralisado por conta dos interesses do governo na \u00e1rea para a hidrel\u00e9trica.<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\"><span class=\"credito\">Greenpeace<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img loading=\"lazy\" class=\"pinit-img\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/3f\/2016\/03\/20\/mapa-de-tapajos-1458525071343_615x300.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"312\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&#8220;Se essa usina for constru\u00edda, os impactos ambientais ser\u00e3o muito grandes e v\u00e3o al\u00e9m da inunda\u00e7\u00e3o da floresta. Os peixes que hoje vivem no rio morrer\u00e3o, v\u00e1rias plantas n\u00e3o v\u00e3o resistir e animais n\u00e3o ter\u00e3o o que comer. Uma coisa est\u00e1 ligada \u00e0 outra. Quando um rio morre, muita coisa morre com ele. Se o rio Tapaj\u00f3s morrer, nosso povo ficar\u00e1 amea\u00e7ado&#8221;, diz Adauto Akay Munduruku, chefe dos guerreiros do povo.<\/p>\n<p>Especialistas consideram a biodiversidade da regi\u00e3o do Tapaj\u00f3s excepcional at\u00e9 mesmo para padr\u00f5es amaz\u00f4nicos. Cerca de 376 km\u00b2 de floresta v\u00e3o desaparecer sob as \u00e1guas. Esp\u00e9cies como o boto-cor-de-rosa, a on\u00e7a-pintada, o tatu-canastra, que precisam circular livremente para procriar e se alimentar, sofrer\u00e3o diretamente pelo barramento do rio, diz a ONG. Sem contar as esp\u00e9cies que s\u00f3 existem na regi\u00e3o e cuja exist\u00eancia ficar\u00e1 seriamente amea\u00e7ada.<\/p>\n<p>&#8220;Ao insistir na constru\u00e7\u00e3o de grandes hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia, o Estado brasileiro atropela direitos e ignora os riscos que o barramento dos principais rios da bacia amaz\u00f4nica pode causar ao equil\u00edbrio ambiental de todo o bioma, amea\u00e7ando uma biodiversidade inestim\u00e1vel e vasta riqueza cultural dos povos ind\u00edgenas da regi\u00e3o. O reflexo disso ser\u00e1 sentido por todos os brasileiros&#8221;, afirma Danicley de Aguiar, da Campanha Amaz\u00f4nia do Greenpeace.<\/p>\n<p>Segundo an\u00e1lise cr\u00edtica do Estudo de Impacto Ambiental e Relat\u00f3rio de Impacto Ambiental (EIA\/RIMA) realizada a pedido do Greenpeace por pesquisadores refer\u00eancias em suas \u00e1reas de conhecimento, os problemas identificados no EIA s\u00e3o considerados graves e inviabilizam a avalia\u00e7\u00e3o dos efeitos da constru\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s. Os cientistas recomendam que o EIA\/RIMA seja rejeitado pelo \u00f3rg\u00e3o licenciador, pois n\u00e3o cumpre com o papel de auxiliar a tomada de decis\u00e3o e informar a sociedade sobre os reais impactos de uma obra com a dimens\u00e3o de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s do ponto de vista t\u00e9cnico, econ\u00f4mico, social e ambiental.\u00a0Atualmente o EIA\/RIMA est\u00e1 em fase de ajustes, ap\u00f3s o Ibama ter realizado uma an\u00e1lise de m\u00e9rito e apresentado pelo menos 180 pontos a serem complementados.<\/p>\n<p>&#8220;O correto \u00e9 que o licenciamento da obra seja negado pelo Ibama. Do contr\u00e1rio, o governo vai permitir a destrui\u00e7\u00e3o de uma das mais importantes \u00e1reas para a conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. N\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel que se destrua a Amaz\u00f4nia para gerar energia a qualquer custo. As energias verdadeiramente limpas, como a solar e a e\u00f3lica, j\u00e1 s\u00e3o uma realidade para suprir as necessidades de abastecimento do pa\u00eds sem condenar as florestas e suas popula\u00e7\u00f5es&#8221;, completa ele.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de cem Munduruku\u00a0foram at\u00e9 o rio Tapaj\u00f3s, considerado sagrado pelo povo, para passar um<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":39238,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/indios_tapajos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/indios_tapajos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/indios_tapajos-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/indios_tapajos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/indios_tapajos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/indios_tapajos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/indios_tapajos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/indios_tapajos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/indios_tapajos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/indios_tapajos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Mais de cem Munduruku\u00a0foram at\u00e9 o rio Tapaj\u00f3s, considerado sagrado pelo povo, para passar um","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39237"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39237"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39237\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39238"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}