{"id":39048,"date":"2016-03-18T14:00:13","date_gmt":"2016-03-18T17:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=39048"},"modified":"2016-03-17T21:28:09","modified_gmt":"2016-03-18T00:28:09","slug":"todo-ano-milhoes-de-aves-sao-mortas-pela-ganancia-humana-no-mediterraneo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/todo-ano-milhoes-de-aves-sao-mortas-pela-ganancia-humana-no-mediterraneo\/","title":{"rendered":"Todo ano, milh\u00f5es de aves s\u00e3o mortas pela gan\u00e2ncia humana no Mediterr\u00e2neo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ganancia_mediterraneo.jpg\" rel=\"attachment wp-att-39049\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-39049\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ganancia_mediterraneo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ganancia_mediterraneo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ganancia_mediterraneo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Todo ano no entorno do Mediterr\u00e2neo, entre 11 e 36 milh\u00f5es de aves silvestres de mais de 450 esp\u00e9cies diferentes est\u00e3o sendo mortas ou retiradas do meio selvagem, das quais muitas est\u00e3o em migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os maiores transgressores s\u00e3o Chipre, Egito, It\u00e1lia, L\u00edbano e S\u00edria, com cada um matando mais de dois milh\u00f5es de p\u00e1ssaros anualmente. Um novo relat\u00f3rio da organiza\u00e7\u00e3o de preserva\u00e7\u00e3o BirdLife International identifica tr\u00eas localiza\u00e7\u00f5es \u2013 a \u00e1rea de Famagusta, na parte turca de Chipre, a \u00e1rea da represa Menbej-Tishreen, na S\u00edria, e a \u00e1rea de El Manzala no Egito \u2013 onde mais de meio milh\u00e3o de aves s\u00e3o mortas ou capturadas a cada ano.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, a forma mais comum de matar os p\u00e1ssaros \u00e9 atirando. Para capturar com armadilhas, no entanto, os ca\u00e7adores s\u00e3o mais criativos e usam v\u00e1rias armadilhas vivas, a mais famosa entre elas s\u00e3o as redes de neblina. Normalmente elas s\u00e3o feitas de fios de nylon que s\u00e3o dispostos entre duas \u00e1rvores e se tornam completamente invis\u00edveis para os p\u00e1ssaros, que ao atingir as redes ficam enredadas e n\u00e3o conseguem escapar.<\/p>\n<p>Outro m\u00e9todo popular de captura s\u00e3o os galhos de visco, ramos cobertos com um l\u00e1tex extremamente pegajoso feito com a fervura de frutas maduras ou a partir da seiva de certas \u00e1rvores. Eles raramente matam a ave instantaneamente, ao inv\u00e9s disso, o animal sofre at\u00e9 que o ca\u00e7ador venha retir\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Estes galhos s\u00e3o colocados em arbustos para criar poleiros muito atraentes para as aves. Qualquer ave que pousar em um galho de visco ficam presas, caem de cabe\u00e7a para baixo e, conforme ela se debate para se libertar, fica cada vez mais e mais presa ao galho.<\/p>\n<div id=\"attachment_584801\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 645px;\"><a href=\"http:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/571.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-584801\" src=\"http:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/571.jpg\" alt=\"57\" width=\"635\" height=\"476\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<p>Embora a produ\u00e7\u00e3o, a venda e a posse de galhos de visco sejam ilegais no Chipre desde 1974, sua utiliza\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 difundida. Este m\u00e9todo \u00e9 tradicional do pa\u00eds e data de v\u00e1rios s\u00e9culos atr\u00e1s. No passado, as pessoas com inseguran\u00e7a alimentar usavam o mesmo para suplementar sua dieta prec\u00e1ria.<\/p>\n<p>No entanto, como o padr\u00e3o de vida do Chipre melhorou, os 2,3 milh\u00f5es de aves capturadas anualmente s\u00e3o, na maioria, usadas para lucros il\u00edcitos e sem impostos, obtidos a partir do fornecimento para os restaurantes locais com refei\u00e7\u00f5es \u00e0 base de p\u00e1ssaros, como o prato popular do Chipre, Ambelopoulia.<\/p>\n<p>Apesar disso, o Chipre n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds desenvolvido que v\u00ea os p\u00e1ssaros como uma iguaria. A It\u00e1lia, com mais de 5,6 milh\u00f5es de aves mortas a cada ano, sobe ao topo do gr\u00e1fico como o maior infrator da Uni\u00e3o Europeia. O pa\u00eds \u00e9 o segundo, atr\u00e1s apenas do Egito, no estudo geral sobre a regi\u00e3o do Mediterr\u00e2neo, onde aproximadamente 5,7 milh\u00f5es de aves morrem anualmente.<\/p>\n<p>Toda esta atividade tem cobrado sua parte em rela\u00e7\u00e3o a popula\u00e7\u00e3o de aves europeia, com mais de 40 esp\u00e9cies de aves que, outrora eram abundantes na regi\u00e3o, atualmente em decl\u00ednio. A popula\u00e7\u00e3o total de rolas europeia diminuiu em torno de 30 por cento desde o in\u00edcio do mil\u00eanio, e em alguns pa\u00edses, o n\u00famero \u00e9 pr\u00f3ximo de 90 por cento.<\/p>\n<p>Os conservacionistas afirmam que o objetivo de sua pesquisa \u00e9 destacar a necessidade de um melhor monitoramento e apoiar o desenvolvimento de uma abordagem mais coordenada pela regi\u00e3o e al\u00e9m dela. Eles tamb\u00e9m comentam que garantir a sustentabilidade das popula\u00e7\u00f5es de aves no Mediterr\u00e2neo exige um conhecimento maior, uma legisla\u00e7\u00e3o mais eficaz e uma aplica\u00e7\u00e3o da lei mais rigorosa.<\/p>\n<div id=\"attachment_584800\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 648px;\"><a href=\"http:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/561.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-584800\" src=\"http:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/561.png\" alt=\"56\" width=\"638\" height=\"477\" \/><\/a>Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todo ano no entorno do Mediterr\u00e2neo, entre 11 e 36 milh\u00f5es de aves silvestres de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":39049,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ganancia_mediterraneo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ganancia_mediterraneo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ganancia_mediterraneo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ganancia_mediterraneo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ganancia_mediterraneo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ganancia_mediterraneo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ganancia_mediterraneo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ganancia_mediterraneo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ganancia_mediterraneo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ganancia_mediterraneo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Todo ano no entorno do Mediterr\u00e2neo, entre 11 e 36 milh\u00f5es de aves silvestres de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39048"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39048"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39048\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39049"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39048"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39048"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39048"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}