{"id":38932,"date":"2016-03-16T15:00:08","date_gmt":"2016-03-16T18:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=38932"},"modified":"2016-03-15T12:49:43","modified_gmt":"2016-03-15T15:49:43","slug":"o-brasil-tinha-mares-repletos-de-invertebrados-no-periodo-devoniano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-brasil-tinha-mares-repletos-de-invertebrados-no-periodo-devoniano\/","title":{"rendered":"O Brasil tinha mares repletos de invertebrados no per\u00edodo devoniano"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/invertebrado.jpg\" rel=\"attachment wp-att-38933\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-38933\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/invertebrado-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/invertebrado-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/invertebrado.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quando se pensa em paleontologia, a primeira imagem que quase sempre vem \u00e0 cabe\u00e7a \u00e9 a de um dinossauro. H\u00e1 quem recorde os mamutes ou tigres-dentes-de-sabre. Mas quem \u00e9 que vai lembrar de moluscos e invertebrados? \u201cPouco se fala dos invertebrados no Brasil, diz Jeanninny Carla Comniskey, doutoranda em paleontologia. Os paleont\u00f3logos, segundo ela, \u201csofrem\u201d com a falta de interesse sobre invertebrados e com o pequeno n\u00famero de profissionais na \u00e1rea. Ela est\u00e1 se especializando num grupo de animais denominados tentaculit\u00f3ideos, que viveram no per\u00edodo devoniano, h\u00e1 400 milh\u00f5es de anos, nos mares gelados que ent\u00e3o cobriam partes do territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, o Brasil encontrava-se pr\u00f3ximo ao Polo Sul. \u201cOs trabalhos publicados no hemisf\u00e9rio Norte nem citam a exist\u00eancia de tentaculitoideos no Brasil e na Am\u00e9rica do Sul\u201d, queixa-se Comniskey. Seus autores professam a teoria tradicional. \u201cAcham que n\u00e3o poderia haver tentaculit\u00f3ideos por aqui, pois as \u00e1guas eram frias e n\u00e3o seria poss\u00edvel haver uma grande diversidade de g\u00eaneros e esp\u00e9cies. Possu\u00edmos poucos g\u00eaneros se comparado ao hemisf\u00e9rio Norte, \u00e9 verdade, por\u00e9m eles aparecem em grandes quantidades e em diversos afloramentos.\u201d Os tentaculitoideos, segundo ela, n\u00e3o s\u00f3 existiam por aqui como tamb\u00e9m eram numerosos. H\u00e1 registros na Argentina, Bol\u00edvia, Brasil, Peru e Uruguai. No Brasil, os registros da bacia sedimentar do Paran\u00e1 s\u00e3o os mais abundantes e conhecidos.<\/p>\n<p>Comniskey realizou a primeira revis\u00e3o sistem\u00e1tica das esp\u00e9cies achadas nas outras bacias, as do Amazonas e do Parna\u00edba. \u201cO objetivo era estudar todos os hol\u00f3tipos [os esp\u00e9cimes-tipo que definem uma esp\u00e9cie].\u201d A paleont\u00f3loga pesquisou 39 amostras de cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas com 153 esp\u00e9cimes (34 do Amazonas e 119 do Parna\u00edba), todos do devoniano m\u00e9dio. Verificou a ocorr\u00eancia de cinco esp\u00e9cies, menos que as sete conhecidas do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>O trabalho faz parte do dossi\u00ea \u201cMacroinvertebrados do Devoniano Brasileiro e suas afinidades paleobiogeogr\u00e1ficas,\u201d\u00a0<a href=\"http:\/\/www.museu-goeldi.br\/editora\/bn\/artigos\/cnv10n1_2015\/conhecimento%28comniskey%29.pdf\" target=\"_blank\"><b>publicado<\/b><\/a> no Boletim do Museu Em\u00edlio Goeldi, Ci\u00eancias Naturais, e que comp\u00f5e um painel do estado atual do conhecimento dos grupos de invertebrados do devoniano brasileiro.\u00a0Comniskey\u00a0\u00e9 doutoranda na Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ribeir\u00e3o Preto (FFCLRP) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Sua pesquisa \u00e9 <a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/143457\/revisao-sistematica-paleoecologia-e-tafonomia-da-classe-tentaculitoidea-ocorrentes-no-devoniano-br\/\" target=\"_blank\"><b>apoiada<\/b><\/a> pela FAPESP.<\/p>\n<p>\u201cPouco se conhece sobre o bicho que habitava a concha\u201d, diz Comniskey. Sabe-se apenas que os tentaculitoideos viviam dentro de uma pequena concha com cerca de 1,8 cm, de formato cuneiforme, delgada e comprida, que podia ser lisa ou ter an\u00e9is. \u201cAcredita-se que da ponta da concha emergiam tent\u00e1culos, da\u00ed o nome do grupo. Aqueles animais viviam no fundo do mar, n\u00e3o se sabe se solit\u00e1rios ou em grupos.\u201d<\/p>\n<p>A preserva\u00e7\u00e3o das conchas \u00e9 a \u00fanica evid\u00eancia no registro f\u00f3ssil da passagem dos tentaculitoideos pelo planeta, pois eles desapareceram h\u00e1 360 milh\u00f5es de anos, na extin\u00e7\u00e3o em massa que p\u00f4s fim ao devoniano. \u201cUma linha de pensamento defende que os tentaculitoideos guardam afinidade com os vermes. Diferentemente, acredito que eles t\u00eam mais afinidade com os moluscos.\u201d<\/p>\n<p>Comniskey comparou as sete esp\u00e9cies da bacia do Paran\u00e1 com as cinco dos afloramentos do Amazonas e do Parna\u00edba. \u201cOlhando o material percebe-se que s\u00e3o esp\u00e9cies distintas. O tamanho e o formato das conchas difere, assim como a espessura dos an\u00e9is.\u201d As esp\u00e9cies do Paran\u00e1 s\u00e3o mais antigas, t\u00eam em torno de 410 milh\u00f5es de anos. J\u00e1 as esp\u00e9cies do norte do Brasil viveram h\u00e1 380 milh\u00f5es de anos. \u201cIsso pode indicar que a bacia do Paran\u00e1 n\u00e3o manteve contato com as outras duas, pelo menos no devoniano.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m do problema j\u00e1 citado da temperatura das \u00e1guas, outra raz\u00e3o para que a exist\u00eancia desse grupo de invertebrados marinhos no Brasil seja praticamente desconhecida no exterior tem a ver com o seu estado de preserva\u00e7\u00e3o. Os f\u00f3sseis de tentaculitoideos do Brasil deixam a desejar, quando comparados \u00e0queles de outras regi\u00f5es. \u201cO estado de preserva\u00e7\u00e3o \u00e9 pobre. O material \u00e9 muitas vezes fragmentado e achatado, comprimido\u201d, diz Comniskey. Isto pode ter a ver com a anatomia desses primos distantes dos moluscos. A concha dos tentaculitoideos \u00e9 dividida em quatro partes: a c\u00e2mara embrion\u00e1ria, a regi\u00e3o juvenil, a regi\u00e3o adulta e a da abertura, de onde sa\u00edam os tent\u00e1culos. \u201cEm sua maior parte, s\u00f3 se acham as partes adulta e da abertura. Os f\u00f3sseis s\u00e3o encontrados em arenitos e siltitos, o que d\u00e1 uma ideia de que aqueles animais poderiam ter vivido tanto perto da \u00e1rea de arrebenta\u00e7\u00e3o das praias, quanto em ambientes mais profundos.\u201d<\/p>\n<p>Longe da inexist\u00eancia, havia sim diversidade entre os g\u00eaneros de tentaculitoideos brasileiros. Diversidade que tende a aumentar: a pesquisadora recentemente submeteu ao peri\u00f3dico <i>Zootaxa<\/i> um outro trabalho com a descri\u00e7\u00e3o de sete novas esp\u00e9cies para a bacia do Paran\u00e1.<\/p>\n<p><b>A Era dos Peixes<\/b><\/p>\n<p>O devoniano \u00e9 mundialmente conhecido como a Era dos Peixes. Foi quando eles evolu\u00edram e dominaram os oceanos. Havia magn\u00edficos peixes dotados de carapa\u00e7as \u00f3sseas chamados dunkleosteus. Foi quando surgiram os primeiros tubar\u00f5es. Mas nada, nenhum resto de peixe jamais foi encontrado nas rochas brasileiras. S\u00f3 conchas. H\u00e1 registro de uma ocorr\u00eancia apenas na Bol\u00edvia. \u201cMeu sonho \u00e9 achar peixes do devoniano no Paran\u00e1\u201d, diz Comniskey.<\/p>\n<p>Pesquisadores buscam encontrar peixes do devoniano no Paran\u00e1 h\u00e1 pelo menos 40 anos. \u201cE ningu\u00e9m achou nada. Se existisse, j\u00e1 ter\u00edamos encontrado\u201d, explica o paleont\u00f3logo Renato Pirani Ghilardi, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Bauru. \u201cAchamos que h\u00e1 um problema de preserva\u00e7\u00e3o nas bacias devonianas brasileiras\u201d, explica o pesquisador, que co-organizou o dossi\u00ea de Macroinvertebrados do Devoniano Brasileiro. O clima e as condi\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas e oce\u00e2nicas da regi\u00e3o n\u00e3o contribuiem para a preserva\u00e7\u00e3o dos f\u00f3sseis. \u201cO esqueleto dos peixes \u00e9 composto de fosfato, e as conchas dos invertebrados, de quitina e carbonato. Parece que n\u00e3o tem jeito de os f\u00f3sseis fosfatados serem preservados.\u201d<\/p>\n<p>As primeiras expedi\u00e7\u00f5es de coleta de material devoniano no Brasil datam da virada dos s\u00e9culos 19 para o 20. Muito pouco foi estudado. \u201cH\u00e1 caixas e mais caixas cheias de f\u00f3sseis guardadas, por exemplo, no Departamento Nacional de Produ\u00e7\u00e3o Mineral (DNPM), que nunca foram abertas.\u201d E n\u00e3o o foram por uma raz\u00e3o simples: faltam paleont\u00f3logos de invertebrados. No caso daqueles que estudam os vertebrados, h\u00e1 dezenas de profissionais no pa\u00eds. \u201cMas s\u00f3 sete ou oito de invertebrados, em institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa\u201d, conta Ghilardi.<\/p>\n<p>Apesar de poucos em n\u00famero, esses pesquisadores est\u00e3o revelando um panorama de biodiversidade impressionante para o devoniano brasileiro. Al\u00e9m dos tentaculitoideos, existiam cerca de 15 esp\u00e9cies de trilobitas, um grupo enorme de artr\u00f3podes extintos. Tamb\u00e9m havia cnid\u00e1rios, hoje representados pelas \u00e1guas-vivas; bivalves ancestrais do mexilh\u00e3o; e dez esp\u00e9cies de braqui\u00f3podes, animais pequenos semelhantes aos moluscos que ainda hoje vivem fixos no fundo do mar.<\/p>\n<p>O estado de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 sofr\u00edvel. \u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer microscopia eletr\u00f4nica porque n\u00e3o se preserva o esqueleto, s\u00f3 o molde dos bichos\u201d, diz\u00a0Ghilardi. \u201cA partir do estudo das rochas, no entanto, consegue-se inferir a temperatura da \u00e1gua, a quantidade de oxig\u00eanio em solu\u00e7\u00e3o, e at\u00e9 se havia atividade vulc\u00e2nica. Da\u00ed \u00e9 poss\u00edvel saber que, nos pontos onde aqueles animais viviam, a \u00e1gua era fria e o ambiente an\u00f3xico, com pouco oxig\u00eanio.\u201d<\/p>\n<p>Ghilardi observa que um dos eventos marcantes do devoniano, a extin\u00e7\u00e3o Kacak, p\u00f4de ser identificado nos f\u00f3sseis brasileiros. \u201cFoi um evento que extinguiu muitas esp\u00e9cies. As que conseguiram sobreviver apresentaram redu\u00e7\u00e3o de tamanho, da\u00ed serem conhecidas como fauna lilliputiana\u201d, alus\u00e3o a Lilliput, uma ilha ficcional do cl\u00e1ssico <i>As viagens de Gulliver<\/i>, de Jonathan Swift, habitada por gente min\u00fascula.<\/p>\n<p>As rochas do devoniano brasileiro tamb\u00e9m preservam restos de plantas pequenas e alguns insetos. \u201cNo devoniano, a vida macrosc\u00f3pica come\u00e7ava a se espalhar pelos continentes. Os pioneiros foram a flora e os insetos.\u201d<\/p>\n<p>A biodiversidade devoniana no Brasil precisa ser melhor estudada, principalmente em termos de paleobiologia e de rela\u00e7\u00f5es biogeogr\u00e1ficas. \u201cPrecisamos abandonar a paleontologia de gaveta e come\u00e7ar a entender as rela\u00e7\u00f5es evolutivas entre todos aqueles animais. Precisamos come\u00e7ar a fazer a ci\u00eancia do s\u00e9culo 21.\u201d<\/p>\n<p>O artigo <i>Macroinvertebrados do Devoniano Brasileiro e suas afinidades paleobiogeogr\u00e1ficas,\u00a0<\/i>de Comniskey e Ghilardi, tamb\u00e9m assinado por Elvio Pinto Bosetti, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paran\u00e1, e publicado no Boletim do Museu Em\u00edlio Goeldi, Ci\u00eancias Naturais, pode ser lido no endere\u00e7o <b><a href=\"http:\/\/www.museu-goeldi.br\/editora\/bn\/artigos\/cnv10n1_2015\/conhecimento%28comniskey%29.pdf\" target=\"_blank\">www.museu-goeldi.br\/editora\/bn\/artigos\/cnv10n1_2015\/conhecimento(comniskey).pdf)<\/a><\/b>.<\/p>\n<div class=\"galeria\">\n<h2 class=\"title\">Veja mais fotos<\/h2>\n<ul class=\"wrap_thumb\">\n<li class=\"thumb\"><a class=\"link_img\" href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/agencia-novo\/imagens\/galeria\/22842\/1.jpg\" data-lightbox=\"image_galery\" data-title=\"Tentaculitoideos do g\u00eanero &lt;i&gt;Homoctenus sp&lt;\/i&gt; da bacia do Paran\u00e1\/ Cole\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio de Paleontologia da UFPR\/Jeanninny Carla Comniskey\"> <img src=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/agencia-novo\/lib\/timthumb.php?src=\/agencia-novo\/Control\/..\/imagens\/galeria\/22842\/1.jpg&amp;w=140&amp;h=93\" alt=\"\" \/> <\/a><\/li>\n<li class=\"thumb\"><a class=\"link_img\" href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/agencia-novo\/lib\/timthumb.php?src=\/agencia-novo\/Control\/..\/imagens\/galeria\/22842\/2.jpg&amp;h=700\" data-lightbox=\"image_galery\" data-title=\"Tentaculitoideos do g\u00eanero &lt;i&gt;Homoctenus sp&lt;\/i&gt; da bacia do Paran\u00e1\/ Cole\u00e7\u00e3o do N\u00facleo de Estudos Paleontol\u00f3gicos da UERJ\/Jeanninny Carla Comniskey\"> <img src=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/agencia-novo\/lib\/timthumb.php?src=\/agencia-novo\/Control\/..\/imagens\/galeria\/22842\/2.jpg&amp;w=140&amp;h=93\" alt=\"\" \/> <\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se pensa em paleontologia, a primeira imagem que quase sempre vem \u00e0 cabe\u00e7a \u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38933,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/invertebrado.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/invertebrado-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/invertebrado-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/invertebrado.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/invertebrado.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/invertebrado.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/invertebrado.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/invertebrado.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/invertebrado.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/invertebrado.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quando se pensa em paleontologia, a primeira imagem que quase sempre vem \u00e0 cabe\u00e7a \u00e9","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38932"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38932"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38932\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38933"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38932"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38932"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38932"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}