{"id":38623,"date":"2016-03-11T12:00:41","date_gmt":"2016-03-11T15:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=38623"},"modified":"2016-03-10T19:12:38","modified_gmt":"2016-03-10T22:12:38","slug":"cientistas-descobrem-bacteria-capaz-de-desintegrar-plastico-de-garrafa-pet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-descobrem-bacteria-capaz-de-desintegrar-plastico-de-garrafa-pet\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem bact\u00e9ria capaz de desintegrar pl\u00e1stico de garrafa PET"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/garrafa_pet.jpg\" rel=\"attachment wp-att-38624\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-38624\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/garrafa_pet-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/garrafa_pet-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/garrafa_pet.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cientistas japoneses anunciaram nesta quinta-feira (10) a descoberta de uma bact\u00e9ria capaz de decompor completamente o polietileno tereftalato &#8212; o pl\u00e1stico do qual s\u00e3o feitas as garrafas PET, um dos problemas mais graves de polui\u00e7\u00e3o no planeta.<\/p>\n<p>O microrganismo, que oferece uma perspectiva mais vi\u00e1vel para tratar o ac\u00famulo desse material no ambiente, foi encontrado em uma usina de reciclagem de lixo. A bact\u00e9ria, batizada de <em>Ideonella sakaiensis<\/em>, se alimenta quase que exclusivamente de PET.<\/p>\n<p>Segundo os cientistas, a descoberta \u00e9 de certa maneira surpreendente, porque a bact\u00e9ria aparenta ter adquirido a capacidade de degradar esse tipo de pl\u00e1stico em um processo que durou poucas d\u00e9cadas. Na escala da evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, \u00e9 um piscar de olhos.<\/p>\n<p>Em estudo na revista &#8220;Science&#8221;, o grupo liderado pelo bi\u00f3logo Shosuke Yoshida, do Instituto de Tecnologia de Kioto, descreve como uma col\u00f4nia microrganismo conseguiu degradar uma folha fina de PET em 6 semanas. Pode parecer muito tempo, mas \u00e9 r\u00e1pido para um tipo de pl\u00e1stico que leva centenas de anos para se decompor espontaneamente.<\/p>\n<p>Para decompor o PET, a bact\u00e9ria produz duas enzimas &#8212; mol\u00e9culas biol\u00f3gicas que promovem rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas &#8212; cuja fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica \u00e9 degradar esse pl\u00e1stico. O PET \u00e9 composto por uma estrutura molecular de carbono altamente est\u00e1vel, que quando atacada pela bact\u00e9ria se rompe em componentes menores, que podem ser incorporados ao ambiente sem problemas.<\/p>\n<p>O trabalho dos cientistas japoneses envolveu a an\u00e1lise de 250 amostras de bact\u00e9ria encontradas na usina de reciclagem. A descoberta \u00e9 importante, afirmam, mas \u00e9 preciso descobrir ainda meios pr\u00e1ticos de produzir essas enzimas e us\u00e1-las em larga escala para tratar res\u00edduos pl\u00e1sticos que poluem ambiente, sobretudo nos oceanos.<\/p>\n<p>De um jeito ou de outro, estudos sobre a <em>Ideonella sakaiensis<\/em> devem acelerar esse processo, j\u00e1 que tudo o que se conhecia antes era alguns fungos capazes de decompor PET parcialmente. Usar bact\u00e9rias que aniquilam totalmente o pl\u00e1stico para desenvolver um tratamento biol\u00f3gico para esse tipo de lixo deve ser bem mais f\u00e1cil, dizem os cientistas.<\/p>\n<p>O planeta produz hoje cerca de 50 milh\u00f5es de toneladas de PET por ano, e menos de 15% do material \u00e9 reciclado. O que n\u00e3o \u00e9 contido em aterros sanit\u00e1rios nem incinerado acaba indo parar em rios e mares &#8212; fragmentado em pequenos peda\u00e7os &#8212; e \u00e9 extremamente nocivo para criaturas aqu\u00e1ticas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas japoneses anunciaram nesta quinta-feira (10) a descoberta de uma bact\u00e9ria capaz de decompor completamente<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38624,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/garrafa_pet.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/garrafa_pet-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/garrafa_pet-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/garrafa_pet.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/garrafa_pet.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/garrafa_pet.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/garrafa_pet.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/garrafa_pet.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/garrafa_pet.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/garrafa_pet.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cientistas japoneses anunciaram nesta quinta-feira (10) a descoberta de uma bact\u00e9ria capaz de decompor completamente","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38623"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38623"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38623\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38624"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38623"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38623"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38623"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}