{"id":38573,"date":"2016-03-10T11:00:38","date_gmt":"2016-03-10T14:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=38573"},"modified":"2016-03-09T21:50:27","modified_gmt":"2016-03-10T00:50:27","slug":"o-que-e-a-desertificacao-conheca-efeitos-causas-e-alternativas-de-combate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-que-e-a-desertificacao-conheca-efeitos-causas-e-alternativas-de-combate\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 a desertifica\u00e7\u00e3o? Conhe\u00e7a efeitos, causas e alternativas de combate"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/desertificacao.jpg\" rel=\"attachment wp-att-38574\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-38574\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/desertificacao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/desertificacao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/desertificacao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/component\/content\/article\/63-meio-ambiente\/4152-degradacao-dos-solos-causas-alternativas-desmatamento-acao-humana-vegetacao-erosao-lixiviacao-vocorocas-assoreamento-deslizamento-desertificacao-salinizacao-compactacao-contaminacao-poluicao-quimica-reflorestamento-conservacao-preservacao.html\" target=\"_blank\">solo<\/a> \u00e9 um dos elementos naturais essenciais para a exist\u00eancia de vida no planeta, e a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Desertifica%C3%A7%C3%A3o\" target=\"_blank\">desertifica\u00e7\u00e3o<\/a> est\u00e1 ligada com as suas muitas formas de degrada\u00e7\u00e3o, sendo caracterizada pela transforma\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea vegetativa em deserto e podendo ser causada de modo natural (varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas) ou pela atividade humana. A interfer\u00eancia do homem na realiza\u00e7\u00e3o de atividades de forma insustent\u00e1vel na terra \u00e9 o principal respons\u00e1vel por tal ocorr\u00eancia.<\/p>\n<h3>O processo e seus efeitos<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">O fen\u00f4meno pode ser descrito como a perda da capacidade produtiva dos solos, deixando-os \u00e1ridos e inf\u00e9rteis, e ocorre muitas vezes porque as atividades econ\u00f4micas desenvolvidas em determinada regi\u00e3o ultrapassam a capacidade de suporte e de sustentabilidade do solo. Isso quer dizer que a terra perde seus nutrientes e a capacidade de fazer nascer qualquer tipo de vegeta\u00e7\u00e3o, seja florestas naturais ou planta\u00e7\u00f5es feitas pelo ser humano.<\/p>\n<p>A ONU classifica como desertifica\u00e7\u00e3o apenas os danos nas \u00e1reas de ocorr\u00eancia localizadas nas regi\u00f5es de clima semi\u00e1rido, \u00e1rido e sub\u00famido seco, e esse processo provoca tr\u00eas tipos de impactos: ambientais, sociais e econ\u00f4micos; isso porque o processo afeta a produ\u00e7\u00e3o e oferta de alimentos, promove a migra\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es para os centros urbanos, gerando a pobreza, al\u00e9m de prejudicar a fauna e flora do local, com possibilidade de causar at\u00e9 a extin\u00e7\u00e3o de determinadas esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>As causas do processo s\u00e3o diversas: intensos desmatamentos, minera\u00e7\u00e3o, expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria, irriga\u00e7\u00e3o mal planejada, sobreuso ou uso inapropriado da terra, e todos esses eventos contribuem para a perda de subst\u00e2ncias do solo levando \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal, ao surgimento de terrenos arenosos, \u00e0 perda de \u00e1gua do subsolo e \u00e0 eros\u00e3o e\u00f3lica e, sem essa vegeta\u00e7\u00e3o, as chuvas v\u00e3o rareando, o solo vai ficando \u00e1rido e sem vida, e a sobreviv\u00eancia fica muito dif\u00edcil. Os moradores, agricultores e pecuaristas geralmente abandonam essas terras e v\u00e3o procurar outro lugar para viver.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O crescimento demogr\u00e1fico e a consequente demanda por energia e recursos naturais tamb\u00e9m exerce press\u00e3o pela utiliza\u00e7\u00e3o intensiva do solo e dos <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Recursos_h%C3%ADdricos\">recursos h\u00eddricos<\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Resumindo, algumas das <a href=\"http:\/\/brasilescola.uol.com.br\/geografia\/desertificacao.htm\" target=\"_blank\">principais consequ\u00eancias<\/a> da desertifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o:<\/p>\n<p dir=\"ltr\">-Elimina\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal;<br \/>\n-Redu\u00e7\u00e3o da biodiversidade;<br \/>\n-Saliniza\u00e7\u00e3o e alcaliniza\u00e7\u00e3o do solo;<br \/>\n-Intensifica\u00e7\u00e3o do processo erosivo;<br \/>\n-Redu\u00e7\u00e3o da disponibilidade e da qualidade dos recursos h\u00eddricos;<br \/>\n-Diminui\u00e7\u00e3o na fertilidade e produtividade do solo;<br \/>\n-Redu\u00e7\u00e3o das terras agricult\u00e1veis;<br \/>\n-Redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola;<br \/>\n-Desenvolvimento de fluxos migrat\u00f3rios.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">E esse fen\u00f4meno atinge, aproximadamente, 15% da superf\u00edcie terrestre, presente em mais de 110 pa\u00edses, afetando a vida de mais de 250 milh\u00f5es de pessoas; ele \u00e9, portanto, um problema de ordem global. As regi\u00f5es mais atingidas pela desertifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o: o oeste da Am\u00e9rica do Sul, o nordeste do Brasil, o norte e o sul da \u00c1frica, o Oriente M\u00e9dio, a \u00c1sia Central, o noroeste da China, a Austr\u00e1lia e o sudoeste dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>De acordo com dados do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, cerca de 13% do territ\u00f3rio brasileiro \u00e9 vulner\u00e1vel \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 formado por \u00e1reas semi\u00e1ridas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/cdn2.ecycle.com.br\/images\/stories\/desertificao2.png\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"392\" \/><\/p>\n<p><i>Imagem: Universidade Federal de Campina Grande<\/i><\/p>\n<h3>Combate a desertifica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>O problema da desertifica\u00e7\u00e3o passou a despertar o interesse da comunidade cient\u00edfica no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Contudo, somente no s\u00e9culo XXI passou a ser destacado como um s\u00e9rio problema ambiental, devido ao seu impacto social e econ\u00f4mico, j\u00e1 que o processo ocorre de forma mais acentuada em \u00e1reas correspondentes aos pa\u00edses subdesenvolvidos.<\/p>\n<p>O Brasil assinou, em 1995, acordos com programas da ONU contra a desertifica\u00e7\u00e3o. O Plano de A\u00e7\u00e3o de Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o passou a vigorar em 2000.<\/p>\n<p>Esses acordos s\u00e3o desenvolvidos em escala internacional. A conven\u00e7\u00e3o da ONU de combate \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o foi criada em 1994, e entrou em vigor em 1996. A mesma possui 193 membros, e tem por objetivo desenvolver projetos para a redu\u00e7\u00e3o da desertifica\u00e7\u00e3o, em especial nos pa\u00edses africanos.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor do Departamento de Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, \u00e9 poss\u00edvel enfrentar e conviver de forma sustent\u00e1vel com o problema, a partir de alternativas e m\u00e9todos espec\u00edficos, muitas vezes j\u00e1 utilizados por pequenos agricultores, \u201cComo exemplo temos a constru\u00e7\u00e3o de cisternas de baixo custo para armazenamento de \u00e1gua por maiores per\u00edodos e ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas corretas de irriga\u00e7\u00e3o (\u00e1gua em excesso causa o ac\u00famulo de sais mineiras que, tamb\u00e9m em excesso, fazem mal ao solo e causam a degrada\u00e7\u00e3o do solo) como pr\u00e1ticas de conv\u00edvio com a semiaridez.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0solo \u00e9 um dos elementos naturais essenciais para a exist\u00eancia de vida no planeta, e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38574,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/desertificacao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/desertificacao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/desertificacao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/desertificacao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/desertificacao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/desertificacao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/desertificacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/desertificacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/desertificacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/desertificacao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O\u00a0solo \u00e9 um dos elementos naturais essenciais para a exist\u00eancia de vida no planeta, e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38573"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38573"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38573\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38573"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38573"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38573"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}