{"id":38456,"date":"2016-03-08T11:00:43","date_gmt":"2016-03-08T14:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=38456"},"modified":"2016-03-07T20:46:36","modified_gmt":"2016-03-07T23:46:36","slug":"pequenos-acumulos-temporarios-de-agua-abrigam-uma-biodiversidade-insuspeita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pequenos-acumulos-temporarios-de-agua-abrigam-uma-biodiversidade-insuspeita\/","title":{"rendered":"Pequenos ac\u00famulos tempor\u00e1rios de \u00e1gua abrigam uma biodiversidade insuspeita"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/poca_diversidade.jpg\" rel=\"attachment wp-att-38457\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-38457\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/poca_diversidade-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/poca_diversidade-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/poca_diversidade.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os ecossistemas aqu\u00e1ticos continentais, que abrangem lagos, lagoas, po\u00e7as, rios, riachos, reservat\u00f3rios, brejos e \u00e1reas \u00a0alag\u00e1veis, ocupam cerca de 2,4% da superf\u00edcie \u00a0terrestre. Nesse quesito, o Brasil \u00e9 um pa\u00eds privilegiado, pois det\u00e9m 12% de toda a \u00e1gua doce superficial do planeta. Entre os ecossistemas aqu\u00e1ticos continentais, h\u00e1 ambientes tempor\u00e1rios, pequenos ac\u00famulos de \u00e1gua que surgem e desaparecem. Popularmente conhecidos como po\u00e7as, eles podem ser formados pela cheia de rios, pelas chuvas, pelo afloramento \u00a0de \u00e1guas subterr\u00e2neas e pelas mar\u00e9s.<\/p>\n<p>As po\u00e7as ocorrem em \u00e1reas mais baixas da paisagem e t\u00eam uma infinidade de formas e a particularidade de secar por completo de tempos em tempos. O intervalo entre a forma\u00e7\u00e3o e o dessecamento de uma po\u00e7a pode ser mensurado em dias, meses ou anos. A enorme variedade de formas, caracter\u00edsticas e origens e a din\u00e2mica ecol\u00f3gica peculiar tornam esse tipo de ambiente extremamente importante. Po\u00e7as s\u00e3o altamente suscet\u00edveis ao que \u00a0ocorre em seu entorno e s\u00e3o consideradas ambientes muito resilientes, pois conseguem se restabelecer mesmo \u00a0ap\u00f3s eventos de seca extrema. Al\u00e9m disso, s\u00e3o cruciais para diversas esp\u00e9cies que precisam viver na \u00e1gua pelo menos em uma fase de seu ciclo de vida.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual de Maring\u00e1 t\u00eam realizado estudos em po\u00e7as na Floresta Nacional de Caraj\u00e1s, no Par\u00e1, e no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, no Rio de Janeiro. Os resultados desses estudos revelam que muita vida pode caber em uma po\u00e7a, vida essa t\u00e3o surpreendente quanto \u00a0exuberante em beleza \u00a0e que \u00a0influ\u00eancia e \u00e9 influenciada por grande parte \u00a0dos seres vivos ao seu redor.<\/p>\n<h3>A vida nas po\u00e7as<\/h3>\n<p>A biodiversidade contida nas po\u00e7as varia desde formas microsc\u00f3picas at\u00e9 vertebrados. Nesses ambientes, os seres mais frequentes e numerosos s\u00e3o bact\u00e9rias, microalgas, \u00a0protistas, invertebrados, macr\u00f3fitas (plantas \u00a0aqu\u00e1ticas) e peixes. As microalgas de \u00e1guas continentais englobam um conjunto de organismos fotossintetizantes, microsc\u00f3picos e bastante diversificados do ponto de vista taxon\u00f4mico, morfol\u00f3gico e fisiol\u00f3gico. Desempenham papel relevante na manuten\u00e7\u00e3o e no funcionamento dos ambientes aqu\u00e1ticos, constituindo-se um componente ecol\u00f3gico importante para a caracteriza\u00e7\u00e3o destes, o que faz que sejam \u00f3timos indicadores de altera\u00e7\u00f5es ambientais.<\/p>\n<p>Os invertebrados e protistas presentes nas po\u00e7as re\u00fanem uma s\u00e9rie de organismos que v\u00e3o desde pequenos protozo\u00e1rios unicelulares at\u00e9 microcrust\u00e1ceos e larvas de alguns animais, como insetos e moluscos. Esses pequenos organismos se alimentam de algas, bact\u00e9rias, detritos e at\u00e9 de outros invertebrados e protistas, servindo ainda de alimento para peixes e algumas aves.<\/p>\n<p>As macr\u00f3fitas s\u00e3o plantas vis\u00edveis a olho nu que vivem permanente ou temporariamente na \u00e1gua durante seu ciclo de vida. Elas proveem ref\u00fagio para uma ampla \u00a0diversidade de animais e podem ser usadas como \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o e como alimento dessas esp\u00e9cies, sendo consideradas um dos principais componentes da biodiversidade em po\u00e7as.<\/p>\n<p>As microalgas, os pequenos invertebrados e as macr\u00f3fitas das po\u00e7as da Floresta Nacional de Caraj\u00e1s, por exemplo, apresentam alta diversidade. Essas po\u00e7as est\u00e3o concentradas nos topos das serras, a uma altitude aproximada de 700 m, e encontram-se em depress\u00f5es das rochas que afloram na superf\u00edcie, em meio \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o t\u00edpica de canga (que se desenvolve sobre rochas ferr\u00edferas e tem baixo porte, devido \u00e0 acidez dos solos da regi\u00e3o e \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o a altas temperaturas, sendo muitas \u00a0vezes classificada como campo rupestre). Esses ambientes s\u00e3o relativamente isolados uns dos outros, havendo conex\u00f5es entre \u00a0eles devido a pequenas drenagens formadas \u00a0na \u00e9poca de chuvas.<\/p>\n<p>Altera\u00e7\u00f5es no volume de \u00e1gua nessas po\u00e7as podem determinar diferentes composi\u00e7\u00f5es do grupo de macr\u00f3fitas em cada \u00e9poca do ano. \u00c9 o que acontece com algumas esp\u00e9cies raras dessas plantas, que podem estar presentes apenas em uma \u00e9poca espec\u00edfica, durante seu per\u00edodo reprodutivo. Um exemplo \u00e9 a esp\u00e9cie <em>Utricularia physoceras<\/em>, end\u00eamica de po\u00e7as da Floresta Nacional de Caraj\u00e1s e encontrada somente na \u00e9poca das chuvas. Quando o ambiente est\u00e1 secando, essa macr\u00f3fita desaparece, mas outras \u00a0esp\u00e9cies similares podem surgir, como a <em>Utricularia neottioides<\/em>. Isso mostra que, em po\u00e7as, pode existir uma substitui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ao longo do tempo, o que eleva ainda \u00a0mais a biodiversidade das regi\u00f5es onde esse tipo de ambiente ocorre.<\/p>\n<p>No caso das microalgas, parte das esp\u00e9cies identificadas nas po\u00e7as da serra de Caraj\u00e1s \u00e9 end\u00eamica da regi\u00e3o Norte, enquanto outras s\u00e3o raramente observadas em outros ecossistemas brasileiros. Essas microalgas vivem tanto de forma livre na \u00e1gua quanto aderidas \u00e0s macr\u00f3fitas e \u00e0s rochas que formam esses ambientes. Estudos conduzidos na regi\u00e3o indicam que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s microalgas, essas po\u00e7as s\u00e3o mais diversas do que lagoas perenes vizinhas, o que evidencia a relev\u00e2ncia desses ambientes para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade regional.<\/p>\n<h3>Diversidade animal<\/h3>\n<p>Os invertebrados presentes nesses ambientes seguem o mesmo alto padr\u00e3o de diversidade. Muitas esp\u00e9cies tamb\u00e9m t\u00eam sua presen\u00e7a restrita a determinado per\u00edodo do ano, devido aos eventos de desseca\u00e7\u00e3o das po\u00e7as. Quando os ambientes come\u00e7am a encher com as chuvas, ovos resistentes depositados no sedimento eclodem, e os organismos voltam a se estabelecer na \u00e1gua. Isso acontece, por exemplo, com o crust\u00e1ceo <em>Dendrocephalus carajaensis<\/em>, esp\u00e9cie recentemente descoberta nessa regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A riqueza de esp\u00e9cies de invertebrados que habitam po\u00e7as tamb\u00e9m \u00a0\u00e9 superior \u00e0 de lagoas permanentes no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, no Norte Fluminense. Essas restingas foram formadas por eventos sucessivos de deposi\u00e7\u00e3o de areia (em fun\u00e7\u00e3o do recuo e avan\u00e7o do mar), dando origem a uma plan\u00edcie arenosa. Nas \u00e1reas mais baixas do terreno, h\u00e1 in\u00fameros \u00a0ambientes aqu\u00e1ticos, formados pelo represamento de rios, afloramento do len\u00e7ol fre\u00e1tico ou ac\u00famulo de \u00e1gua da chuva.<\/p>\n<p>Apesar de, \u00e0 primeira vista, as lagoas representarem ambientes mais amig\u00e1veis para o desenvolvimento dos invertebrados, as po\u00e7as est\u00e3o sujeitas a um ciclo de enchimento e desseca\u00e7\u00e3o que a parece ser requisito essencial para diversas esp\u00e9cies. Al\u00e9m disso, a maioria das po\u00e7as da restinga de Jurubatiba tem caracter\u00edsticas distintas das lagoas da regi\u00e3o, como \u00e1guas escuras, devido \u00e0 alta concentra\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias org\u00e2nicas complexas, e \u00e1cidas, ou seja, com baixos valores de pH (entre \u00a03,5 e 4,5), o que imp\u00f5em aos organismos condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia peculiares.<\/p>\n<p>Esp\u00e9cies que t\u00eam as melhores \u00a0adapta\u00e7\u00f5es a esses ambientes s\u00e3o mais frequentes e abundantes, como o microcrust\u00e1ceo <em>Scapholeberis armata<\/em>. O corpo desse pequeno animal \u00e9 escuro, assim como as \u00e1guas das po\u00e7as, o que dificulta sua visualiza\u00e7\u00e3o por predadores. J\u00e1 a esp\u00e9cie de macr\u00f3fita <em>Ruppia maritima<\/em>, que cobre a l\u00e2mina de \u00e1gua com p\u00f3len durante seu per\u00edodo reprodutivo, \u00e9 capaz de colonizar po\u00e7as com elevada concentra\u00e7\u00e3o de sal.<\/p>\n<p>Os peixes que vivem nessas po\u00e7as, em geral, s\u00e3o de pequeno porte, dificilmente ultrapassando 10 cm de comprimento, e t\u00eam m\u00faltiplas desovas durante o ano. Quando comparados aos invertebrados, \u00e0s microalgas e \u00e0s macr\u00f3fitas, os peixes t\u00eam menor capacidade de dispers\u00e3o entre ambientes isolados. Esse fato, aliado \u00e0 falta de ambientes pr\u00f3ximos, como rios e lagos, que contenham \u00a0popula\u00e7\u00f5es \u00a0que funcionem \u00a0como estoques para recoloniza\u00e7\u00e3o, explica a aus\u00eancia de peixes nas po\u00e7as da serra de\u00a0Caraj\u00e1s.<\/p>\n<p>Na restinga de Jurubatiba, o estudo de 15 po\u00e7as revelou que aquelas mais pr\u00f3ximas entre si e mais frequentemente conectadas \u00e0s lagoas s\u00e3o mais ricas em esp\u00e9cies de peixes. Na maioria dos casos, os peixes alcan\u00e7am as po\u00e7as nadando por meio de canais. Em outras circunst\u00e2ncias, chuvas intensas aumentam o volume das lagoas, que \u00a0extravasam e incorporam \u00a0em sua \u00e1rea po\u00e7as at\u00e9 ent\u00e3o isoladas.<\/p>\n<p>Em uma po\u00e7a formada pelo afloramento do len\u00e7ol fre\u00e1tico e com \u00e1rea de cerca de 100 m2, foram encontradas oito esp\u00e9cies de peixes. Entre elas, est\u00e1 o rivul\u00eddeo <em>Atlantirivulus jurubatibensis<\/em>, \u00fanica esp\u00e9cie de peixe end\u00eamica da restinga de Jurubatiba conhecida at\u00e9 o momento. Esse peixe, que raramente ultrapassa 5 cm de comprimento, pertence a uma fam\u00edlia cuja maioria \u00a0dos representantes produz ovos resistentes que ficam enterrados no sedimento e eclodem no per\u00edodo das chuvas, comportamento que lhes valeu o nome de \u2018peixes anuais\u2019. Entretanto, A. <em>jurubatibensis<\/em> n\u00e3o \u00e9 anual, e o dessecamento ou qualquer tipo de altera\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica das poucas po\u00e7as onde a esp\u00e9cie \u00a0vive s\u00e3o amea\u00e7as \u00a0s\u00e9rias \u00e0 sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Po\u00e7as tamb\u00e9m s\u00e3o importantes para a manuten\u00e7\u00e3o da diversidade nos ambientes aqu\u00e1ticos pr\u00f3ximos, sejam eles perenes ou tempor\u00e1rios. Em Jurubatiba, algumas lagoas sofrem redu\u00e7\u00e3o do volume h\u00eddrico em per\u00edodos de estiagem. Essa seca e a influ\u00eancia do mar adjacente promovem uma eleva\u00e7\u00e3o de salinidade, que pode ultrapassar a concentra\u00e7\u00e3o de sal mar\u00edtima. Por n\u00e3o tolerarem tais condi\u00e7\u00f5es, algumas esp\u00e9cies de peixes desaparecem. No entanto, essas esp\u00e9cies podem sobreviver em po\u00e7as onde n\u00e3o houve grande \u00a0modifica\u00e7\u00e3o de salinidade. No per\u00edodo de chuvas, voltam a ser estabelecidos canais entre esses ambientes, o que permite que as esp\u00e9cies de peixes se dispersem novamente para as lagoas de onde haviam sumido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ecossistemas aqu\u00e1ticos continentais, que abrangem lagos, lagoas, po\u00e7as, rios, riachos, reservat\u00f3rios, brejos e \u00e1reas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38457,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/poca_diversidade.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/poca_diversidade-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/poca_diversidade-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/poca_diversidade.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/poca_diversidade.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/poca_diversidade.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/poca_diversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/poca_diversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/poca_diversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/poca_diversidade.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os ecossistemas aqu\u00e1ticos continentais, que abrangem lagos, lagoas, po\u00e7as, rios, riachos, reservat\u00f3rios, brejos e \u00e1reas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38456"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38456"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38456\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38457"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}