{"id":38426,"date":"2016-03-07T14:00:57","date_gmt":"2016-03-07T17:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=38426"},"modified":"2016-03-07T14:25:58","modified_gmt":"2016-03-07T17:25:58","slug":"interferencia-desordenada-do-ser-humano-no-meio-ambiente-afeta-saude-do-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/interferencia-desordenada-do-ser-humano-no-meio-ambiente-afeta-saude-do-planeta\/","title":{"rendered":"Interfer\u00eancia desordenada do ser humano no meio ambiente afeta sa\u00fade do planeta"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/saude_planeta.jpg\" rel=\"attachment wp-att-38427\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-38427\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/saude_planeta-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/saude_planeta-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/saude_planeta.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por Marcus Eduardo de Oliveira*<\/strong><\/p>\n<p>De certa forma, a hist\u00f3ria da humanidade \u00e9 marcada por profundas e constantes transforma\u00e7\u00f5es &#8211; avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, urbaniza\u00e7\u00e3o, explos\u00e3o populacional, dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es -, para citar apenas esses poucos exemplos.\u00a0Inexoravelmente, essas \u2013 e quaisquer outras \u2013 transforma\u00e7\u00f5es, cedo ou tarde, acabam nos acertando em cheio; raz\u00e3o pela qual sempre percebemos o mundo em fren\u00e9tico movimento.<\/p>\n<p>Dentro desses poucos exemplos citados, vale dar especial aten\u00e7\u00e3o, primeiramente, a taxa de urbaniza\u00e7\u00e3o. Se, em 1800, apenas 3% dos indiv\u00edduos no mundo viviam em cidades, duzentos anos depois &#8211; dados de 2010 &#8211; metade da popula\u00e7\u00e3o mundial \u00e9 citadina.<br \/>\nPara o ano de 2060, h\u00e1 uma previs\u00e3o de que 80 por cento da popula\u00e7\u00e3o mundial estar\u00e1 habitando os centros urbanos, abandonando assim os costumes da vida rural.<\/p>\n<p>Em 1900, quando a popula\u00e7\u00e3o mundial contava 1,6 bilh\u00e3o de habitantes, apenas 12 cidades mundiais possu\u00edam mais de 1 milh\u00e3o de moradores. Cinquenta anos depois, esse n\u00famero de cidades saltou para 83. Hoje, com 7,2 bilh\u00f5es de habitantes, existem 23 megacidades com popula\u00e7\u00e3o superior a 10 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<div class=\"olho\">\u00c9 comum parte consider\u00e1vel da humanidade n\u00e3o dar devida aten\u00e7\u00e3o \u00e0s duas for\u00e7as mais poderosas que conferem sentido ao universo: a vida e o amor<\/div>\n<p>Para 2050, com proje\u00e7\u00f5es indicando uma popula\u00e7\u00e3o global de 9,5 bilh\u00f5es de pessoas, ser\u00e3o 50 as cidades mundiais que ter\u00e3o popula\u00e7\u00e3o superior a 10 milh\u00f5es de indiv\u00edduos, pressionando por servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, desequilibrando mais ainda a situa\u00e7\u00e3o ambiental, agravando um pouco mais a j\u00e1 combalida sa\u00fade do planeta.<\/p>\n<p>Esse incha\u00e7o populacional das megacidades, obviamente, permite ent\u00e3o degradar a qualidade de vida dos povos de diferentes maneiras, quer seja nas in\u00f3spitas condi\u00e7\u00f5es de moradia, no ar que se respira, no ca\u00f3tico tr\u00e2nsito, no aumento da marginalidade e da inseguran\u00e7a, na explos\u00e3o do subemprego com sal\u00e1rios aviltados pelo excesso de m\u00e3o de obra entre outros.<\/p>\n<p>Com isso, nem \u00e9 preciso ressaltar que transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e cient\u00edficas, independentemente dos setores em que se manifestam, mudam completamente padr\u00f5es de comportamento social e humano. \u00c0s vezes, para o bem; outras, nem tanto.<\/p>\n<p>No est\u00e1gio atual em que as coisas est\u00e3o cada vez mais interligadas, afinal, tudo se conecta a tudo, uma vez que nada est\u00e1 separado, \u00e9 comum parte consider\u00e1vel da humanidade n\u00e3o dar devida aten\u00e7\u00e3o \u00e0s duas for\u00e7as mais poderosas que conferem sentido ao universo: a vida e o amor.<\/p>\n<p>Por conta disso, a maioria \u2013 mas n\u00e3o todos &#8211; dos indiv\u00edduos se afastam n\u00e3o raras vezes da busca espiritual, deixando de lado suas cren\u00e7as religiosas, relegando, pois, a segundo plano a pr\u00e1tica de alguns princ\u00edpios e valores \u00e9ticos, preferindo no lugar um mergulho no mundo material \u2013 objeto de cobi\u00e7a para uma pretensa vida hedonista, recheada de satisfa\u00e7\u00e3o e prazer, a partir da acumula\u00e7\u00e3o de bens e do usufruto de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Isso, inequivocamente, leva a civiliza\u00e7\u00e3o a um completo isolamento dos princ\u00edpios mais elementares da vida, bem como das mais importantes rela\u00e7\u00f5es sociais. N\u00e3o obstante, opera-se no interior das pessoas a falsa sensa\u00e7\u00e3o de se achar pertencente a uma ra\u00e7a superior, verdadeiros \u201csenhores absolutos do universo\u201d; muitos se julgam, comumente, capazes de subjugar a tudo e todos, incluindo \u00e0s leis da natureza, usadas e exploradas ao pr\u00f3prio bel-prazer dos povos.<\/p>\n<p>Talvez isso explique, em linhas gerais, a ruptura do ser humano com a natureza, do homem com o meio ambiente, da criatura com as coisas naturais (a \u00e1gua, o ar, o solo, as plantas, os animais) feitas pelo Criador.\u00a0Tal conduta leva \u00e0 configura\u00e7\u00e3o de uma crise maior, por isso sist\u00eamica, tal qual a vivenciada atualmente.<\/p>\n<p>Desse modo, somos for\u00e7ados a pensar que, desde que a modernidade colocou o indiv\u00edduo no centro de tudo, o aparecimento e acirramento de diversas crises \u2013 econ\u00f4mica, cultural, ambiental, agr\u00edcola, de aus\u00eancia de valores morais &#8211; foi ent\u00e3o facilitada, e cada vez mais se imiscui em nosso conv\u00edvio.<\/p>\n<p>Ademais, n\u00e3o \u00e9 nossa inten\u00e7\u00e3o analisar aqui de forma pormenorizada cada uma dessas crises. Mesmo assim, tr\u00eas delas \u2013 aus\u00eancia de valores morais, econ\u00f4mica e ambiental \u2013 merecem, en passant, algumas breves notas.<\/p>\n<p>Dessas tr\u00eas crises, a m\u00eddia parece sempre dar mais destaque a econ\u00f4mica. Diante disso, os diferentes governantes, agindo como esp\u00e9cies de \u201cm\u00e9dicos-salvadores\u201d da enfermidade global, adotam sempre o mesmo tipo de rem\u00e9dio milagroso: doses excessivas de crescimento industrial injetado nas veias econ\u00f4micas, a partir da recupera\u00e7\u00e3o e do incentivo ao consumo.<\/p>\n<p>No entanto, esse \u201ccorpo m\u00e9dico\u201d, n\u00e3o raras vezes, faz vistas grossas aos efeitos colaterais do medicamento aplicado, n\u00e3o se dando conta de que o aumento brutal do consumo verificado nas \u00faltimas d\u00e9cadas no mundo globalizado constitui, essencialmente, uma das causas principais (sen\u00e3o a principal) da patologia consumista que s\u00f3 faz agravar a j\u00e1 combalida sa\u00fade do planeta, decorrente do esgotamento dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos e da acintosa deple\u00e7\u00e3o natural imposta pelo modo de produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica global.<\/p>\n<div class=\"olho\">Essa crise, como n\u00e3o poderia deixar de ser, tamb\u00e9m apresenta idiossincrasias pr\u00f3prias<\/div>\n<p>Tal qual uma infec\u00e7\u00e3o generalizada, da crise econ\u00f4mica resulta ent\u00e3o a crise ambiental; por sinal, de propor\u00e7\u00f5es e consequ\u00eancias mais graves que a primeira.<\/p>\n<p>Mapeando a origem da atual crise ambiental, a meu ver, ela pode ser contada justamente a partir da posi\u00e7\u00e3o central que o indiv\u00edduo passou a ocupar na civiliza\u00e7\u00e3o, quando decidiu tomar decis\u00f5es pautadas numa l\u00f3gica que, de tr\u00eas s\u00e9culos para c\u00e1, tem ditado o ritmo e o estilo de vida da humanidade.<\/p>\n<p>Qual seria essa l\u00f3gica? A que faz do consumismo esp\u00e9cie de escada de acesso \u00e0 melhoria de vida pessoal, como se a aquisi\u00e7\u00e3o (e o ac\u00famulo) de coisas materiais resultassem automaticamente em mais felicidade e bem-estar.<\/p>\n<p>Envolvido na busca das coisas materiais, quase que literalmente \u201cconsumido\u201d pela ideologia consumista, adepto da financeiriza\u00e7\u00e3o da economia e da homogeneiza\u00e7\u00e3o cultural, sequioso de alcan\u00e7ar o progresso pessoal em curt\u00edssimo prazo, o homem de hoje, erroneamente chamado de moderno, insiste em quantificar &#8211; pela via monet\u00e1ria &#8211; a vida em toda sua plenitude.\u00a0Lamentavelmente, isso parece conduzir os indiv\u00edduos \u00e0 terceira crise que mencionamos: a aus\u00eancia de valores morais.<\/p>\n<p>Essa crise, como n\u00e3o poderia deixar de ser, tamb\u00e9m apresenta idiossincrasias pr\u00f3prias: come\u00e7a a partir do \u201cvalor\u201d e da prioridade conferidas ao mercado de consumo e as mercadorias, aos bens e servi\u00e7os consumidos, a partir do momento em que os indiv\u00edduos passam a ser conduzidos pelo mercado publicit\u00e1rio, pela mania consumista, e, n\u00e3o obstante, acabam sendo \u201cabduzidos\u201d pela obsolesc\u00eancia programada, pela moda e pelo constante apelo de marketing.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, em pouco tempo a ind\u00fastria da publicidade se tornou o segundo maior or\u00e7amento mundial, perdendo apenas para a ind\u00fastria b\u00e9lica.<\/p>\n<p>Voltando a aten\u00e7\u00e3o para o ser humano, \u00e9 fato indiscut\u00edvel que em nenhum outro momento da hist\u00f3ria a humanidade se viu assim, mergulhada numa sociedade de descarte, em que \u201ccomprar algo novo\u201d tem mais import\u00e2ncia que consertar o usado; em que o \u201cter\u201d tem mais \u201cpeso e valor\u201d &#8211; em alguns casos at\u00e9 mesmo valor sentimental &#8211; do que o \u201cser\u201d.<\/p>\n<p>A taxa de derreli\u00e7\u00e3o material da humanidade nunca foi t\u00e3o abusiva e t\u00e3o sem sentido. Somos hoje transformadores de lixo; descartamos tudo. Na m\u00e9dia, cada indiv\u00edduo consegue produzir 1 quilo de lixo por dia. No mundo, a cada 24 horas, dois milh\u00f5es de toneladas de esgoto e outros efluentes s\u00e3o lan\u00e7ados nas \u00e1guas do mundo, de acordo com estudos publicados pela UNESCO\/WWAP-2003.<\/p>\n<p>Por tudo isso \u00e9 recorrente a afirma\u00e7\u00e3o de que essa crise de aus\u00eancia de valores morais passa tamb\u00e9m pelo tratamento desdenhoso que a civiliza\u00e7\u00e3o confere \u00e0 natureza, sempre subordinando-a \u00e0s condutas econ\u00f4micas que respondem, por sua vez, por mais produ\u00e7\u00e3o, sem a pr\u00e1tica m\u00ednima de \u00e9tica alguma, sem o menor cuidado e parcim\u00f4nia quanto aos limites existentes na natureza, especialmente no que concerne ao uso dos recursos naturais e energ\u00e9ticos.<\/p>\n<p>A prova cabal disso \u00e9 que a humanidade, desde os anos 1980, vem usando 20% a mais do que o planeta \u00e9 capaz de oferecer. Se a sa\u00fade do planeta j\u00e1 estava debilitada, imaginemos um corpo (a Terra) 20% mais quente, em termos febris.<\/p>\n<div class=\"olho\">A sa\u00fade prec\u00e1ria do planeta, como pode ser facilmente observada, \u00e9 causa direta da interfer\u00eancia desordenada do ser humano no meio ambiente<\/div>\n<p>Colocando essa quest\u00e3o num terreno mais s\u00f3lido, explicitamente o elo existente entre produ\u00e7\u00e3o, consumo, seres humanos e biodiversidade, mostra uma rela\u00e7\u00e3o bem conflituosa, resultando em consider\u00e1vel perda, altera\u00e7\u00e3o e fragmenta\u00e7\u00e3o de habitats, e destrui\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio natural.<\/p>\n<p>Consoante a isso, as Pegadas Ecol\u00f3gica e Hidrol\u00f3gica &#8211; medidas de demandas da humanidade sobre os recursos naturais renov\u00e1veis da terra &#8211; evidenciam de forma clara a insuport\u00e1vel press\u00e3o exercida pelos humanos sobre o Planeta.<\/p>\n<p>Em torno disso, os n\u00fameros n\u00e3o mentem: 10% das terras f\u00e9rteis do mundo j\u00e1 viraram desertos; a cada ano, 13 milh\u00f5es de hectares, equivalente ao territ\u00f3rio da Gr\u00e9cia, s\u00e3o desmatados para dar lugar a atividades agropastoris.<\/p>\n<p>O mundo j\u00e1 perdeu, apenas nos \u00faltimos 50 anos, 35 por cento dos manguezais, 40 por cento das florestas e 50 por cento das \u00e1reas alagadas. O estoque de peixes, em \u00e2mbito global, nesse momento em que escrevo, est\u00e1 80 por cento menor.<\/p>\n<p>Assim, j\u00e1 adentramos na fase da defauna\u00e7\u00e3o, termo que indica a a\u00e7\u00e3o de defaunar, ou seja, remover ou destruir uma popula\u00e7\u00e3o de animais. A taxa de exterm\u00ednio de esp\u00e9cies \u2013 plantas e animais \u2013 ocasionada pela a\u00e7\u00e3o humana, tem sido estimada de 50 a 100 vezes superior \u00e0 perda por causas naturais. Por dia, a humanidade elimina quase 150 tipos diferentes de organismos vivos \u2013 componentes bi\u00f3ticos.<\/p>\n<p>A sa\u00fade prec\u00e1ria do planeta, como pode ser facilmente observada, \u00e9 causa direta da interfer\u00eancia desordenada do ser humano no meio ambiente. Em outras palavras, por conta de nosso consumo excessivo, de nosso estilo de vida, de nosso jeito agressivo de lidarmos com o mundo natural, somos agentes causadores da enfermidade ecol\u00f3gica que tem desequilibrado as condi\u00e7\u00f5es naturais da Terra.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 como esconder o sol diante de uma peneira: a combalida sa\u00fade do planeta tem tudo a ver com a nossa a\u00e7\u00e3o sobre o meio ambiente. Contra fatos, n\u00e3o h\u00e1 argumentos.<\/p>\n<p><em>*Marcus Eduardo de Oliveira \u00e9 economista e ativista ambiental prof.marcuseduardo@bol.com.br<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Marcus Eduardo de Oliveira* De certa forma, a hist\u00f3ria da humanidade \u00e9 marcada por<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38427,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/saude_planeta.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/saude_planeta-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/saude_planeta-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/saude_planeta.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/saude_planeta.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/saude_planeta.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/saude_planeta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/saude_planeta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/saude_planeta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/saude_planeta.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Marcus Eduardo de Oliveira* De certa forma, a hist\u00f3ria da humanidade \u00e9 marcada por","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38426"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38426"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38426\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38427"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38426"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38426"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38426"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}