{"id":38422,"date":"2016-03-07T13:00:35","date_gmt":"2016-03-07T16:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=38422"},"modified":"2016-03-06T21:15:49","modified_gmt":"2016-03-07T00:15:49","slug":"nova-tecnologia-cria-biscoitos-que-poderiam-substituir-as-injecoes-diarias-de-insulina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nova-tecnologia-cria-biscoitos-que-poderiam-substituir-as-injecoes-diarias-de-insulina\/","title":{"rendered":"Nova tecnologia cria biscoitos que poderiam substituir as inje\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de insulina"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/biscoito.jpg\" rel=\"attachment wp-att-38423\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-38423\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/biscoito-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/biscoito-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/biscoito.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma esp\u00e9cie de biscoito wafer que adere ao interior da bochecha poderia banir a necessidade de inje\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de insulina em pessoas com diabetes. O m\u00e9todo cont\u00e9m aproximadamente a mesma dose de insulina normalmente administrada atrav\u00e9s de uma agulha, e os estudos iniciais sugerem que o horm\u00f4nio funcionaria de forma muito mais efetiva.<\/p>\n<p>A bolacha, conhecida como MSL-001, fornece insulina rapidamente atrav\u00e9s dos milhares de pequenos vasos sangu\u00edneos capilares, que revestem a superf\u00edcie interior da bochecha e a parte inferior da l\u00edngua. As finas paredes capilares podem absorver rapidamente o medicamento.<\/p>\n<p>Os diab\u00e9ticos precisam que a insulina seja absorvida rapidamente para evitar picos de a\u00e7\u00facar no sangue depois de refei\u00e7\u00f5es. Espera-se que essa nova tecnologia possa ajudar milhares de pacientes que n\u00e3o gostam de usar agulhas para administrar a insulina v\u00e1rias vezes ao dia.<\/p>\n<p>A insulina, que \u00e9 produzida pelo p\u00e2ncreas, ajuda as c\u00e9lulas a absorver o a\u00e7\u00facar do sangue para queimar como uma fonte de combust\u00edvel. Em pessoas com diabetes tipo 1, o p\u00e2ncreas n\u00e3o produz insulina suficiente. Nos pacientes com diabetes tipo 2, a pouca quantidade produzida ou as c\u00e9lulas tornam-se resistentes aos seus efeitos. Sem os n\u00edveis adequados de insulina, altos n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue danificam os vasos capilares que alimentam os principais \u00f3rg\u00e3os e obstruem o fluxo de sangue, causando danos irrevers\u00edveis.<\/p>\n<p>A diabetes tipo 1 tende a afetar os jovens, podendo ser acionada pelo ataque do sistema imunol\u00f3gico \u00e0s c\u00e9lulas produtoras de insulina. O tratamento envolve a reposi\u00e7\u00e3o da insulina. A diabetes tipo 2 \u00e9 mais comum e associada \u00e0 obesidade e falta de atividade f\u00edsica.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-3685\" src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/aplicand-insulina.jpg\" sizes=\"(max-width: 630px) 100vw, 630px\" srcset=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/aplicand-insulina-300x181.jpg 300w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/aplicand-insulina.jpg 630w\" alt=\"aplicand-insulina\" width=\"638\" height=\"385\" \/><\/p>\n<p>Embora possa ser controlada atrav\u00e9s de mudan\u00e7as na dieta, tais como a redu\u00e7\u00e3o de alimentos gordurosos, e medicamentos como a metformina \u2013 que baixa os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue \u2013 quanto maior a idade de algu\u00e9m, maior \u00e9 a necessidade de insulina. H\u00e1 anos os cientistas tentam encontrar formas alternativas de fornecer insulina. P\u00edlulas se mostraram complicadas, pois a insulina \u00e9 uma prote\u00edna que seria dissipada no est\u00f4mago e no intestino delgado antes de ser liberada no sangue.<\/p>\n<p>O novo wafer \u2013 pequeno tablete que se dissolve na boca \u2013 foi desenvolvido pela empresa Midatech, com sede em Oxford, na Inglaterra. Ele \u00e9 absorvido dentro de 30 segundos, liberando milhares de min\u00fasculas part\u00edculas de ouro que ajudam o transporte de insulina atrav\u00e9s das aberturas nas paredes dos vasos sangu\u00edneos. Uma vez absorvidas, as part\u00edculas separam o ouro nos rins, onde ser\u00e3o liberados pela urina, enquanto a insulina \u00e9 liberada para reduzir o a\u00e7\u00facar no sangue.<\/p>\n<p>Um estudo inicial, feito no ano passado, em 27 pacientes com diabetes tipo 1, mostrou que a insulina do wafer foi absorvida mais rapidamente do que quando injetada, sem efeitos colaterais, de acordo com uma apresenta\u00e7\u00e3o na confer\u00eancia American Diabetes Association. Um estudo est\u00e1 em andamento em 12 pacientes de diabetes tipo 1, na Austr\u00e1lia, que ser\u00e3o monitorados usando o biscoito, e depois, usando insulina injetada, para verificar se h\u00e1 uma diferen\u00e7a na forma como os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue s\u00e3o controlados e o risco de complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Philip Home, um professor de medicina diabetes da Universidade de Newcastle, disse que o biscoito poderia controlar picos de a\u00e7\u00facar no sangue ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es porque a insulina \u00e9 absorvida mais rapidamente do que atrav\u00e9s de inje\u00e7\u00f5es. Mas ele alertou que, em algumas pessoas, a dose consumida via oral poderia n\u00e3o atingir a corrente sangu\u00ednea \u2013 onde ela \u00e9 necess\u00e1ria. O que talvez signifique que diab\u00e9ticos poderiam necessitar de doses muito maiores do que as presentes nos wafers para garantir a entrada de quantidades adequadas na corrente sangu\u00ednea.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma esp\u00e9cie de biscoito wafer que adere ao interior da bochecha poderia banir a necessidade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38423,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/biscoito.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/biscoito-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/biscoito-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/biscoito.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/biscoito.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/biscoito.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/biscoito.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/biscoito.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/biscoito.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/biscoito.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma esp\u00e9cie de biscoito wafer que adere ao interior da bochecha poderia banir a necessidade","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38422"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38422"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38422\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38423"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38422"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38422"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38422"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}