{"id":38393,"date":"2016-03-07T08:00:47","date_gmt":"2016-03-07T11:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=38393"},"modified":"2016-03-06T20:42:38","modified_gmt":"2016-03-06T23:42:38","slug":"apos-descoberta-de-vazio-geografico-rondonia-ganha-area-de-500-km%c2%b2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/apos-descoberta-de-vazio-geografico-rondonia-ganha-area-de-500-km%c2%b2\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s descoberta de &#8216;vazio geogr\u00e1fico&#8217;, Rond\u00f4nia ganha \u00e1rea de 500 km\u00b2"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/vazio_geografico.jpg\" rel=\"attachment wp-att-38394\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-38394\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/vazio_geografico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/vazio_geografico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/vazio_geografico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A linha divis\u00f3ria entre os estados de Rond\u00f4nia e Mato Grosso ir\u00e1 mudar. O an\u00fancio foi feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), ap\u00f3s a descoberta de um &#8220;vazio geogr\u00e1fico&#8221; pr\u00f3ximo ao munic\u00edpio de Vilhena (RO). Com a nova demarca\u00e7\u00e3o, Rond\u00f4nia ganha uma \u00e1rea de aproximadamente 500 quil\u00f4metros quadrados, em uma faixa de extens\u00e3o de 50 quil\u00f4metros. O mapa entre os dois estados dever\u00e1 ser alterado com a corre\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>O gerente da Divis\u00e3o Territorial Brasileira do IBGE, Jos\u00e9 Henrique da Silva, explica que o decreto que criou o territ\u00f3rio, que agora \u00e9 Rond\u00f4nia, \u00e9 de 1944, e levou em considera\u00e7\u00e3o as tecnologias da \u00e9poca. Por falta de melhores mecanismos, houve um equ\u00edvoco na interpreta\u00e7\u00e3o do documento.<\/p>\n<p>&#8220;Na d\u00e9cada de 40, o Brasil n\u00e3o tinha um mapeamento que pudesse definir com precis\u00e3o essas coisas. Esse mapeamento s\u00f3 apareceu quase 50 anos depois. Na d\u00e9cada de 60 e 70 que come\u00e7ou o mapeamento dessas \u00e1reas. Aqui para a regi\u00e3o Norte, esse mapeamento s\u00f3 foi melhorado no final da d\u00e9cada de 1980&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Segundo Jos\u00e9 Henrique, o ajustamento na linha divis\u00f3ria ser\u00e1 realizado para seguir o decreto, visto que os mapas da regi\u00e3o apresentam erros na faixa entre Comodoro (MT) e Vilhena (RO). &#8220;Vai haver uma corre\u00e7\u00e3o na linha da divisa, em fun\u00e7\u00e3o de um equ\u00edvoco do passado. Toda a metodologia de trabalho mudou a partir dos anos 2000, com o avan\u00e7o de novas geotecnologias na \u00e1rea&#8221;, ressalta.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Peda\u00e7o de terra \u00e3o pertencia a nenhum dos dois estados (Foto: Rede Amaz\u00f4nica\/ Reprodu\u00e7\u00e3o)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/JfAsV4sT7Ldq0hsOjriAfct2vlY=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/03\/05\/image1_3.jpg\" alt=\"Peda\u00e7o de terra \u00e3o pertencia a nenhum dos dois estados (Foto: Rede Amaz\u00f4nica\/ Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"639\" height=\"479\" \/><strong>Ap\u00f3s v\u00e1rias reuni\u00f5es, IBGE definiu nova faixa para Rond\u00f4nia (Foto: Rede Amaz\u00f4nica\/ Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/div>\n<p>Segundo o IBGE, desde 2013, os governos de Rond\u00f4nia e Mato Grosso est\u00e3o em di\u00e1logo, para definir os limites entre os dois estados. Depois de v\u00e1rias reuni\u00f5es, com interm\u00e9dio do instituto, foi definido a nova faixa, que come\u00e7a no marco zero da BR-364 e vai at\u00e9 a foz do Rio Tolouri-inaz\u00e1.<\/p>\n<p>&#8220;A estrutura territorial brasileira est\u00e1 presa ainda a um marco territorial da d\u00e9cada de 40. Ent\u00e3o, o Brasil cresceu, e essa estrutura est\u00e1 presa no passado. Ela tem que ser modernizada. Isso que o IBGE est\u00e1 tentando conscientizar os estados para que haja essa moderniza\u00e7\u00e3o na estrutura&#8221;, salienta.<\/p>\n<p>Conforme o IBGE, a nova \u00e1rea de Rond\u00f4nia \u00e9 predominantemente rural. A partir de abril, o instituto deve fazer o levantamento de quantas propriedades e produtores existem na regi\u00e3o. A publica\u00e7\u00e3o da corre\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica deve ser realizada at\u00e9 agosto de 2015, pelo pr\u00f3prio IBGE.<\/p>\n<p><strong>Benef\u00edcios<\/strong><br \/>\nSegundo o gerente, a mudan\u00e7a dar\u00e1 melhorias ao estado de Rond\u00f4nia em v\u00e1rias aspectos. &#8220;Melhora o Cadastro Ambiental Rural (CAR) do pa\u00eds, arrecada\u00e7\u00e3o de impostos, a quest\u00e3o fundi\u00e1ria do pa\u00eds, a quest\u00e3o da cidadania, a aplica\u00e7\u00e3o de recursos. Gestores, nos n\u00edveis estadual e municipal, podem aplicar os recursos sabendo em que territ\u00f3rio est\u00e3o aplicando&#8221;, destaca Jos\u00e9 Henrique.<\/p>\n<p>O gerente salienta que o acordo entre Rond\u00f4nia e Mato Grosso \u00e9 uma atitude pioneira no Brasil. &#8220;Mais de 50 anos se passaram da \u00faltima vez que isso aconteceu. A \u00faltima foi entre Minas Gerais e Espirito Santo, na d\u00e9cada de 50. O IBGE est\u00e1 negociando com os estados tamb\u00e9m&#8221;, conclui.<\/p>\n<p>O assessor t\u00e9cnico da Secretaria de Estado do Planejamento Or\u00e7amento e Gest\u00e3o (SEPOG), Celino Guimar\u00e3es, reitera que v\u00e1rios produtores prejudicados em virtude da falha na fronteira podem adquirir o CAR a partir de agora. &#8220;O produtor agr\u00edcola hoje n\u00e3o pode pegar um financiamento em fun\u00e7\u00e3o da falta do car. Uma vez resolvido a falha na divisa, ser\u00e1 resolvido a quest\u00e3o do CAR. Outra quest\u00e3o, ser\u00e1 a regulariza\u00e7\u00e3o das propriedades, agora pertencentes a Rond\u00f4nia&#8221;, afirma Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p><strong>Sem luz<\/strong><br \/>\nO produtor rural Geraldo Pena, de 56 anos, mora h\u00e1 15 anos na gleba Gavi\u00e3o Real, na divisa entre os dois estados. Apesar de morar a 10 quil\u00f4metros de Vilhena, a propriedade pertence, at\u00e9 ent\u00e3o, ao munic\u00edpio de Comodoro, que fica a cerca de 100 quil\u00f4metros do local. Ele conta que cerca de 40 moradores da regi\u00e3o vivem diversas dificuldades por morar na linha fronteiri\u00e7a.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Geraldo tratando das galinhas em s\u00edtio que ficava no &amp;#39;vazio geogr\u00e1fico&amp;#39; (Foto: Eliete Marques\/ G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/7dgb8KIV1lQLLY-dgHfbkzzrtdc=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/03\/05\/geraldo2.jpg\" alt=\"Geraldo tratando das galinhas em s\u00edtio que ficava no &amp;#39;vazio geogr\u00e1fico&amp;#39; (Foto: Eliete Marques\/ G1)\" width=\"639\" height=\"479\" \/><strong>Geraldo tratando das galinhas em s\u00edtio que ficava no &#8216;vazio geogr\u00e1fico&#8217; (Foto: Eliete Marques\/ G1)<\/strong><\/div>\n<p>&#8220;O estado de Rond\u00f4nia instalou energia el\u00e9trica e pedimos para que colocasse energia para n\u00f3s, pois estava a poucos metros de nossas casas. Mas eles disseram que n\u00e3o podiam, pois a gente era de Mato Grosso. Est\u00e1 todo mundo sem luz&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ele fala da precariedade das estradas da regi\u00e3o e problemas na compra de materiais para o s\u00edtio. &#8220;A gente comprava vacinas, veneno e outras coisas em Vilhena, depois eles n\u00e3o aceitaram mais. Disseram para procurar Comodoro, para que eles recolhessem os impostos. Para arrumar uma m\u00e1quina para vir aqui \u00e9 a maior dificuldade. Pedimos para a secretaria de obras de Vilhena para fazer uma ponte, mas eles disseram que n\u00e3o podiam, pois a gente era do Mato Grosso&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Segundo Geraldo, a mudan\u00e7a ser\u00e1 ben\u00e9fica aos produtores da \u00e1rea. &#8220;Aqui \u00e9 mais perto para tudo, e poderemos ter a escritura definitiva do sitio&#8221;, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A linha divis\u00f3ria entre os estados de Rond\u00f4nia e Mato Grosso ir\u00e1 mudar. O an\u00fancio<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38394,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/vazio_geografico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/vazio_geografico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/vazio_geografico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/vazio_geografico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/vazio_geografico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/vazio_geografico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/vazio_geografico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/vazio_geografico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/vazio_geografico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/vazio_geografico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A linha divis\u00f3ria entre os estados de Rond\u00f4nia e Mato Grosso ir\u00e1 mudar. 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