{"id":38199,"date":"2016-03-04T12:00:09","date_gmt":"2016-03-04T15:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=38199"},"modified":"2016-03-03T20:12:15","modified_gmt":"2016-03-03T23:12:15","slug":"clima-extremo-mataria-brasileiros-de-calor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/clima-extremo-mataria-brasileiros-de-calor\/","title":{"rendered":"Clima extremo mataria brasileiros de calor porque corpo n\u00e3o compensaria temperatura"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/calor.jpg\" rel=\"attachment wp-att-38200\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-38200\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/calor-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/calor-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/calor.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cen\u00e1rio de aquecimento descontrolado no pa\u00eds deixaria milh\u00f5es em risco de morte por incapacidade do corpo de compensar temperatura; em algumas regi\u00f5es, nem o mosquito da dengue se adaptaria<\/em><\/p>\n<p>Esque\u00e7a o governo Dilma: o Brasil vai virar um lugar realmente desagrad\u00e1vel para viver caso as emiss\u00f5es mundiais de gases de efeito estufa prossigam sua trajet\u00f3ria atual. Nesse cen\u00e1rio, ter\u00edamos 50% de chance de ultrapassar os 3oC de aquecimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 era pr\u00e9-industrial j\u00e1 em 2030, batendo os 4oC em algum momento por volta de 2070. E a\u00ed a porca come\u00e7aria a torcer o rabo.<\/p>\n<p>Num pa\u00eds 4 graus mais quente, 9 milh\u00f5es de pessoas em 267 munic\u00edpios do Norte e do Centro-Oeste estariam em risco de, literalmente, morrer de calor. Doen\u00e7as como dengue e zika se expandiriam em Estados do Sudeste, e a regi\u00e3o Sul se tornaria prop\u00edcia ao mosquito Aedes aegypti. A mal\u00e1ria, hoje confinada \u00e0 Amaz\u00f4nia, se espalharia pelo Centro-Oeste. O risco de falta de energia seria de 100% todos os anos, a menos que centenas de bilh\u00f5es de d\u00f3lares fossem investidos em termel\u00e9tricas altamente poluentes \u2013 que agravariam ainda mais o problema. Extin\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies ocorreriam por todo o pa\u00eds, afetando inclusive a produ\u00e7\u00e3o de alimentos. O arroz e o feij\u00e3o, que formam a base da dieta dos brasileiros, teriam redu\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas em sua \u00e1rea de cultivo. E as pr\u00f3prias porcas sofreriam abortos espont\u00e2neos devido \u00e0s altas temperaturas.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio apocal\u00edptico foi tra\u00e7ado por um grupo de pesquisadores brasileiros no estudo \u201cRiscos de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas no Brasil e Limites \u00e0 Adapta\u00e7\u00e3o\u201d, cujo sum\u00e1rio executivo foi apresentado nesta quarta-feira em Bras\u00edlia. O trabalho, iniciado em 2015, \u00e9 a primeira grande revis\u00e3o de estudos sobre os impactos de um aquecimento extremo no Brasil. Ele integra um projeto internacional financiado pelo Reino Unido e idealizado pelo assessor cient\u00edfico do governo brit\u00e2nico, David King.<\/p>\n<p>As trag\u00e9dias descritas no trabalho para o futuro do Brasil n\u00e3o t\u00eam valor de profecia: trata-se de uma tentativa deliberada de investigar o que aconteceria no pa\u00eds nos piores cen\u00e1rios de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Mesmo que a probabilidade desses eventos seja baixa (e \u00e9), argumentam seus autores, o impacto potencial deles \u00e9 t\u00e3o grande que justifica a a\u00e7\u00e3o para evit\u00e1-los. Para isso, \u00e9 preciso entender e dimensionar os riscos.<\/p>\n<p>O climatologista Carlos Nobre, presidente da Capes (Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior), que coordenou o estudo juntamente com Jos\u00e9 Marengo, do Cemaden (Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), compara a a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica a um seguro: \u201cSe voc\u00ea entra num avi\u00e3o e o piloto diz que o avi\u00e3o tem uma chance em dez de chance de cair, voc\u00ea n\u00e3o embarca. Com uma chance em cem eu n\u00e3o embarco. Qualquer coisa que tenha risco de 0,1% a 1% j\u00e1 \u00e9 para n\u00f3s intoler\u00e1vel\u201d, diz. \u201cA avia\u00e7\u00e3o e a ind\u00fastria de seguros trabalham com isso, mas em mudan\u00e7as clim\u00e1ticas isso n\u00e3o evoluiu.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Nobre, em outras \u00e1reas, como a de sa\u00fade, existe uma cultura bem mais estabelecida de atender ao princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o. Ele usa um exemplo recente: \u201cAt\u00e9 hoje n\u00e3o existe uma certeza cient\u00edfica total sobre a rela\u00e7\u00e3o entre o v\u00edrus zika e a microcefalia. No entanto, os m\u00e9dicos aconselharam as mulheres a atrasar a gravidez. Imediatamente houve uma a\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica p\u00fablica que afeta a vida das pessoas\u201d, comparou. \u201cN\u00f3s n\u00e3o enxergamos isso ainda em mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Se quisermos ter avers\u00e3o a esse risco, s\u00f3 h\u00e1 uma linha a seguir, que \u00e9 reduzir as emiss\u00f5es a praticamente zero.\u201d<\/p>\n<p>Para estimar a probabilidade de graus elevados de aquecimento no Brasil, Wagner Soares, pesquisador do Cemaden, rodou 150 simula\u00e7\u00f5es dos modelos de clima usados pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas) em quatro cen\u00e1rios: desde o de emiss\u00f5es mais baixas, o chamado RCP 2.6, at\u00e9 o de emiss\u00f5es mais altas, o RCP 8.5, que assume que nada ser\u00e1 feito para conter a trajet\u00f3ria atual de emiss\u00f5es \u2014 ou seja, que o acordo do clima de Paris fracassar\u00e1.<\/p>\n<p>Os modelos clim\u00e1ticos indicam que, no cen\u00e1rio de emiss\u00f5es mais altas, o Brasil ultrapassar\u00e1 os 4oC de aquecimento j\u00e1 em 2070, os 5oC logo ap\u00f3s 2100 e os 6oC em algum momento entre 2150 e 2200, com uma probabilidade de mais de 70% de exceder os 7oC ap\u00f3s 2200. Mesmo no cen\u00e1rio mais ambicioso de corte de emiss\u00f5es, compat\u00edvel com a meta de Paris de manter o aquecimento global em 2oC, o pa\u00eds ainda tem 10% de chance de esquentar 3oC no meio deste s\u00e9culo. Os gases de efeito estufa que j\u00e1 est\u00e3o no ar, argumenta Soares, j\u00e1 descartam a manuten\u00e7\u00e3o da temperatura em 1,5oC sem um \u201covershoot\u201d \u2013 ou seja, uma subida para al\u00e9m da meta seguida de uma queda.<\/p>\n<p><strong>C\u00edrculo vicioso<\/strong><\/p>\n<p>Os impactos do pior cen\u00e1rio do IPCC foram estudados para quatro setores: agricultura, biodiversidade, sa\u00fade e energia. Em cada um deles h\u00e1 um conjunto de m\u00e1s not\u00edcias.<\/p>\n<p>Em energia, por exemplo, os cen\u00e1rios foram retirados do estudo \u201cBrasil 2040\u201d, que prev\u00ea uma redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica na vaz\u00e3o dos rios, na capacidade dos reservat\u00f3rios e, portanto, na gera\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas, como o OC reportou no ano passado. Segundo Roberto Schaeffer, da Coppe-UFRJ, coordenador do estudo, a queda na gera\u00e7\u00e3o h\u00eddrica seria de 25% no pior caso.<\/p>\n<p>Schaeffer aponta um paradoxo clim\u00e1tico no setor: as energias renov\u00e1veis s\u00e3o mais impactadas pelo aquecimento global, e pa\u00edses como o Brasil, que t\u00eam muitas renov\u00e1veis na matriz, podem se proteger adotando termel\u00e9tricas f\u00f3sseis \u2013 que esquentam ainda mais o planeta. \u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o perversa, porque a gente precisa ir para outras coisas, e essas outras coisas s\u00e3o t\u00e9rmicas a g\u00e1s, por exemplo.\u201d O custo estimado de sujar a matriz para se proteger \u00e9 de US$ 280 bilh\u00f5es at\u00e9 2040, a maior parte para bancar combust\u00edveis f\u00f3sseis para as termel\u00e9tricas.<\/p>\n<p>Os cen\u00e1rios para agricultura foram coordenados por Eduardo Assad, da Embrapa de Campinas. Assad tentou descobrir o que acontece com as principais culturas agr\u00edcolas em rela\u00e7\u00e3o ao risco clim\u00e1tico. Considera-se regi\u00e3o de alto risco qualquer \u00e1rea onde a probabilidade de uma quebra de safra seja maior que 20% num ano qualquer.<\/p>\n<p>Por esse crit\u00e9rio, a seguran\u00e7a alimentar do brasileiro teria problemas: no fim do s\u00e9culo, 57% da \u00e1rea onde se planta feij\u00e3o seria de alto risco, e a produ\u00e7\u00e3o de arroz seria confinada a \u00e1reas irrig\u00e1veis de Goi\u00e1s, norte de Mato Grosso e Par\u00e1. A soja seria reduzida a 19% de sua zona de cultivo de baixo risco. Temperaturas extremas, acima de 35oC, atingiriam o pa\u00eds inteiro, prejudicando a fisiologia das plantas \u2013 que precisam de uma diferen\u00e7a grande entre m\u00ednimas e m\u00e1ximas para frutificar \u2013 e de animais de produ\u00e7\u00e3o. \u201cCom temperaturas acima de 35oC voc\u00ea tem abortamento de flor de caf\u00e9, abortamento de porcas e, algo de que n\u00e3o se fala muito, mas que \u00e9 s\u00e9rio, morte de abelhas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Nem mosquito aguenta<\/strong><\/p>\n<p>Mais graves ainda s\u00e3o os impactos para a sa\u00fade humana. Sandra Hakon e Beatriz Oliveira, da Fiocruz, consideraram aspectos que v\u00e3o da capacidade fisiol\u00f3gica do organismo humano de suportar altas temperaturas e alta umidade (um indicador chamado \u201ctemperatura do bulbo \u00famido\u201d) at\u00e9 a probabilidade de dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as propagadas por insetos, como dengue, zika e mal\u00e1ria. Como a sa\u00fade \u00e9 multissetorial, ou seja, depende de v\u00e1rios fatores, n\u00e3o apenas do clima, previs\u00f5es s\u00e3o mais dif\u00edceis nessa \u00e1rea. Mas o que os estudos permitem vislumbrar n\u00e3o \u00e9 nada agrad\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cNo cen\u00e1rio pessimista, no final do s\u00e9culo maior parte do territ\u00f3rio brasileiro exposta a alto risco de mortalidade por de calor\u201d, disse Oliveira. Em parte do Norte e do Centro-Oeste, aumentos de 10oC a 14oC nas temperaturas m\u00e1ximas seriam verificados, elevando a temperatura de bulbo \u00famido al\u00e9m dos 35oC. A jun\u00e7\u00e3o de calor extremo e umidade elevada podem matar quem n\u00e3o tiver acesso a ar-condicionado. Em Porto Velho, essas condi\u00e7\u00f5es extremas ocorreriam tr\u00eas meses por ano \u2013 de setembro a novembro. Em Teresina, praticamente o ano inteiro. Os grupos mais vulner\u00e1veis, crian\u00e7as e idosos, seriam mais duramente atingidos \u2013 entre estes \u00faltimos, a taxa de mortalidade poder\u00e1 crescer 7,5 vezes. \u201cO que \u00e9 preocupante, pois estamos aumentando esse grupo na nossa pir\u00e2mide et\u00e1ria\u201d, lembrou a pesquisadora.<\/p>\n<p>O Aedes aegypti conquistaria novos territ\u00f3rios, como o Sul do pa\u00eds, mas aqui h\u00e1 uma surpresa: as por\u00e7\u00f5es mais quentes do Brasil, novamente o Centro-Oeste e o Norte, esquentariam tanto que ficariam menos prop\u00edcias at\u00e9 mesmo ao mosquito. Esse decl\u00ednio seria compensado, por\u00e9m, por aumentos em outras regi\u00f5es \u2013 a previs\u00e3o \u00e9 de mais dengue no Rio de Janeiro e no Esp\u00edrito Santo. \u201cA capacidade vetorial [de transmitir doen\u00e7as] do mosquito se mant\u00e9m no pa\u00eds\u201d, disse Beatriz Oliveira.<\/p>\n<p>Se os mosquitos na m\u00e9dia n\u00e3o perdem, o mesmo n\u00e3o pode se dizer de outras esp\u00e9cies: de plantas comest\u00edveis do cerrado at\u00e9 abelhas da Mata Atl\u00e2ntica, passando por peixes de \u00e1guas profundas do Atl\u00e2ntico Sul, o cen\u00e1rio de clima extremo para o Brasil \u00e9 de extin\u00e7\u00f5es \u2013 e isso pode ter impactos sobre a economia. F\u00e1bio Scarano, professor da UFRJ e diretor da Funda\u00e7\u00e3o Brasileira para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, organiza\u00e7\u00e3o integrante do OC, coordenou a avalia\u00e7\u00e3o de biodiversidade e concluiu que o quadro \u00e9 preocupante. Um dos estudos avaliados por ele, por exemplo, mostra que, num cen\u00e1rio de altos graus de aquecimento, \u00e1rvores de florestas tropicais da Am\u00e9rica do Sul poderiam ter 200 dias de crescimento a menos por ano \u2013 o que refor\u00e7a a hip\u00f3tese de Carlos Nobre, proposta na d\u00e9cada passada, de que parte da Amaz\u00f4nia pode virar uma savana.<\/p>\n<p>O quadro de extin\u00e7\u00f5es \u00e9 particularmente grave para a Am\u00e9rica do Sul, onde a alta biodiversidade se soma a altas taxas de desmatamento. Algumas esp\u00e9cies podem n\u00e3o ter nem para onde migrar. \u201cO pequi, o buriti e o murici v\u00e3o se deslocar para o sudeste do cerrado, que \u00e9 S\u00e3o Paulo, onde a gente sabe que n\u00e3o tem mais cerrado\u201d, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cen\u00e1rio de aquecimento descontrolado no pa\u00eds deixaria milh\u00f5es em risco de morte por incapacidade do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38200,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/calor.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/calor-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/calor-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/calor.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/calor.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/calor.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/calor.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/calor.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/calor.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/calor.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cen\u00e1rio de aquecimento descontrolado no pa\u00eds deixaria milh\u00f5es em risco de morte por incapacidade do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38199"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38199"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38199\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38200"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38199"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38199"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38199"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}