{"id":38123,"date":"2016-03-03T07:00:02","date_gmt":"2016-03-03T10:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=38123"},"modified":"2016-03-02T21:45:52","modified_gmt":"2016-03-03T00:45:52","slug":"cientistas-criam-em-laboratorio-moscas-capazes-de-voar-com-muito-mais-agilidade-que-as-comuns","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-criam-em-laboratorio-moscas-capazes-de-voar-com-muito-mais-agilidade-que-as-comuns\/","title":{"rendered":"Cientistas criam em laborat\u00f3rio moscas capazes de voar com muito mais agilidade que as comuns"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca.jpg\" rel=\"attachment wp-att-38124\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-38124\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por causa da incr\u00edvel capacidade que as moscas t\u00eam de fugir de nossos ataques, chegamos a pensar que elas s\u00e3o mestres das performances a\u00e9reas.<\/p>\n<p>No entanto, uma nova pesquisa realizada pela <em>Royal Veterinary College<\/em>, da Universidade de Londres, revelou que os insetos voadores est\u00e3o longe de serem os mais \u00e1geis quando o assunto \u00e9 voar. Sendo assim, cientistas criaram diversas varia\u00e7\u00f5es de moscas-de-fruta com formas de asas diferentes e descobriram que algumas dessas asas podem ser muito mais \u00e1geis e manobr\u00e1veis do que as que ocorrem naturalmente.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3736 \" src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca-geneticamente-modificada_01.jpg\" sizes=\"(max-width: 634px) 100vw, 634px\" srcset=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca-geneticamente-modificada_01-206x300.jpg 206w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca-geneticamente-modificada_01.jpg 634w\" alt=\"mosca-geneticamente-modificada_01\" width=\"638\" height=\"929\" \/><\/p>\n<figure id=\"attachment_3736\" class=\"wp-caption aligncenter\"><\/figure>\n<figure id=\"attachment_3736\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Os pesquisadores suprimiram v\u00e1rios genes para ver quais deles iriam alterar a forma das asas das moscas. As imagens acima mostram as diferentes formas de asas que os cientistas foram capazes de produzir.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Utilizando c\u00e2meras de alta velocidade, os pesquisadores foram capazes de rastrear essas moscas e reconstruir seus voos em um simulador. De acordo com eles, os insetos com a maior agilidade no ar conseguiriam manobrar e escapar mais f\u00e1cil do ataque de predadores, como as lib\u00e9lulas. No entanto, essas nova asas vieram acompanhadas de efeitos colaterais, como menos efici\u00eancia, j\u00e1 que essa nova agilidade fez com que elas queimassem muito mais energia.<\/p>\n<p>De acordo com Dr. Richard Bromphrey, um especialista em biomec\u00e2nica que liderou a pesquisa, esse \u00e9 um exemplo cl\u00e1ssico de troca feita pela natureza, nesse caso \u201cagilidade versus economia de energia\u201d. \u201c<em>\u00c9 semelhante ao caso dos ve\u00edculos, voc\u00ea precisa optar por um maior desempenho ou economia de combust\u00edvel<\/em>\u201d, disse ele.<\/p>\n<p>O cientista tamb\u00e9m afirma que esse experimento, publicado pela revista <em>Nature<\/em>, foi feito a partir de uma t\u00e9cnica chamada de interfer\u00eancia de RNA, que visou bloquear a express\u00e3o de certos genes, manipulando o desenvolvimento das asas. Sendo assim, eles foram capazes de criar moscas-de-fruta com bases mais amplas e asas mais pontudas. Utilizando os simuladores, calcularam a velocidade, acelera\u00e7\u00e3o e giro desses insetos. \u201c<em>\u00c9 fant\u00e1stico ser capaz de compreender o equil\u00edbrio desse complexo sistema a partir de genes e desenvolvimento, que podem influenciar no desempenho do voo<\/em>\u201d, disse o especialista.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3735 \" src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca-geneticamente-modificada_02.jpg\" sizes=\"(max-width: 634px) 100vw, 634px\" srcset=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca-geneticamente-modificada_02-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca-geneticamente-modificada_02-160x120.jpg 160w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca-geneticamente-modificada_02.jpg 634w\" alt=\"mosca-geneticamente-modificada_02\" width=\"639\" height=\"479\" \/><\/p>\n<figure id=\"attachment_3735\" class=\"wp-caption aligncenter\"><\/figure>\n<figure id=\"attachment_3735\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">As novas asas permitiram um melhor voo (verde) comparado com as esp\u00e9cies sem modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica (azul).<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo Dr. Robert Ray, geneticista no Instituto Francis Crick e um dos autores do estudo, utilizando a tecnologia gen\u00e9tica para alterar a morfologia da asa, os cientistas tamb\u00e9m foram capazes de gerar formas que s\u00e3o evolutivamente mais acess\u00edveis a esse organismo. \u201c<em>Nossa t\u00e9cnica gera formas de asa que poderiam surgir por sele\u00e7\u00e3o natural \u2013 fazendo de nossa abordagem uma poderosa e nova t\u00e9cnica para abordar a intera\u00e7\u00e3o entre forma e fun\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, disse.<\/p>\n<p>As moscas-de-frutas utilizadas para o experimento t\u00eam apenas dois objetivos em suas curtas vidas: frutas podres e reprodu\u00e7\u00e3o. No entanto, os cientistas descobriram uma maneira de \u201cler\u201d a mente desses insetos e ver como os pequenos c\u00e9rebros agem quando sentem o cheiro de uma banana. Utilizando mol\u00e9culas fluorescentes para marcar os neur\u00f4nios das moscas, conseguiram observar como as c\u00e9lulas se comunicavam entre si.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" id=\"molvideoplayer\" title=\"MailOnline Embed Player\" src=\"http:\/\/www.dailymail.co.uk\/embed\/video\/1270381.html\" width=\"639\" height=\"639\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>As marcas fluorescentes continuaram a brilhar por cerca de 10 minutos at\u00e9 uma hora, o que significa que os pesquisadores puderam observar o que estava acontecendo na mente desses insetos por um per\u00edodo razo\u00e1vel. Sendo assim, eles visualizaram desde como seu corpo se comporta em ambientes frios e quentes at\u00e9 mesmo a diferen\u00e7a na rea\u00e7\u00e3o olfativa quando elas estavam perto de bananas ou aroma de jasmim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por causa da incr\u00edvel capacidade que as moscas t\u00eam de fugir de nossos ataques, chegamos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38124,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mosca.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por causa da incr\u00edvel capacidade que as moscas t\u00eam de fugir de nossos ataques, chegamos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38123"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38123"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38123\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}