{"id":3808,"date":"2014-07-28T18:00:18","date_gmt":"2014-07-28T18:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=3808"},"modified":"2014-07-27T19:30:29","modified_gmt":"2014-07-27T19:30:29","slug":"ameacado-pampa-abriga-biodiversidade-para-floresta-nenhuma-botar-defeito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ameacado-pampa-abriga-biodiversidade-para-floresta-nenhuma-botar-defeito\/","title":{"rendered":"Amea\u00e7ado, Pampa abriga biodiversidade para floresta nenhuma botar defeito"},"content":{"rendered":"<div class=\"materia-corpo entry-content\">\n<p align=\"left\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pampa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-3809\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pampa.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>O Pampa \u00e9 quase dois ter\u00e7os de Rio Grande do Sul e pouco mais de 2% de Brasil, mas o seu quinh\u00e3o protegido, em meio \u00e0s demais unidades de conserva\u00e7\u00e3o (UCs) do pa\u00eds, se apequena em 0,4% \u2013 bioma com menor representatividade no Sistema Nacional de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (SNUC). Em 2002, pouco mais de 41% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa seguia resistindo, mas em 2008 o Pampa original j\u00e1 perdia outros talhos e ficava nos 36% \u2013 segundo bioma mais devastado do pa\u00eds, atr\u00e1s apenas da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p align=\"left\">\u2013 A parcela de UCs \u00e9 insignificante se considerarmos que menos de 1% dos campos naturais permanecem conservados no sul da Am\u00e9rica do Sul e que cerca de 60% dos campos foram devastados. A disparidade entre a perda de h\u00e1bitat e as iniciativas para a sua conserva\u00e7\u00e3o faz com que os campos do globo sejam a por\u00e7\u00e3o terrestre mais amea\u00e7ada do planeta \u2013 alerta Carla Fontana, respons\u00e1vel pelo setor de Ornitologia do Museu de Ci\u00eancias e Tecnologia da PUCRS.<\/p>\n<p align=\"left\">Mas o que se perde? Mato? Capim? Um patrim\u00f4nio ambiental que sequer \u00e9 reconhecido na Constitui\u00e7\u00e3o Federal? A concep\u00e7\u00e3o, justamente, de que o Pampa n\u00e3o passa de um mon\u00f3tono manto verde est\u00e1 na raiz do processo de destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"left\">\u2013 Os campos que se estendem principalmente do Paran\u00e1 ao Rio Grande do Sul, no Brasil, no Uruguai e Argentina, sempre foram relacionados somente \u00e0 produ\u00e7\u00e3o (<i>agricultura, pecu\u00e1ria etc.<\/i>), em vez de vistos como ambiente que abriga esp\u00e9cies animais e vegetais \u00fanicas e que presta importantes servi\u00e7os ecossist\u00eamicos \u2013 diz Carla.<\/p>\n<p align=\"left\">Esse tipo de preconceito contra o fen\u00f3tipo de uma paisagem, algo como &#8220;julgar o livro pela capa&#8221;, \u00e9 tamb\u00e9m apontado por Valdir Stefenon, professor do Departamento de Biotecnologia da Universidade Federal do Pampa (Unipampa).<\/p>\n<p align=\"left\">\u2013 Por ser um bioma mais composto por \u00e1reas de campo, sem a exuber\u00e2ncia da floresta, acaba sendo negligenciado \u2013 sugere o professor, acrescentando que a intensifica\u00e7\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nas regi\u00f5es pampeanas, com projetos que re\u00fanem pesquisadores de diversas universidades, vem consolidando um movimento no sentido da valoriza\u00e7\u00e3o do bioma.<\/p>\n<p align=\"left\">Stefenon, que vem estudando esp\u00e9cies nativas nas matas de galerias, onde a diversidade \u00e9 grande a ponto de dois lugares pr\u00f3ximos apresentarem diferen\u00e7as, salienta que a riqueza da biodiversidade no Pampa \u00e9 t\u00e3o grande ou at\u00e9 maior do que em outros biomas.<\/p>\n<p align=\"left\">\u2013 Tenho alunos que trabalham com uma esp\u00e9cie arb\u00f3rea chamada a\u00e7oita-cavalo, e comparando nossos resultados com trabalhos realizados na Mata Atl\u00e2ntica paranaense, observamos que no Estado a diversidade gen\u00e9tica \u00e9 maior \u2013 relata.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Preservar x produzir<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Somente na fatia brasileira do pampa, s\u00e3o cerca de 3 mil esp\u00e9cies de plantas vasculares, entre elas aproximadamente 400 gram\u00edneas. Pica-paus, emas e caturritas comp\u00f5em um avi\u00e1rio de quase 500 esp\u00e9cies. Pelo ch\u00e3o, <strong><em><a class=\"link-corpo\" href=\"http:\/\/zh.clicrbs.com.br\/rs\/noticias\/planeta-ciencia\/pagina\/onca-sem-mata-mata-sem-onca\/\" target=\"_blank\"><strong><em>a on\u00e7a-pintada chegou a reinar no topo da cadeia alimentar<\/em><\/strong><\/a><\/em><\/strong>, garantindo o equil\u00edbrio do ecossistema, mas do campo foi sendo expulsa rumo ao escanteio: o Parque Estadual do Turvo, onde o Estado j\u00e1 \u00e9 quase Santa Catarina e Argentina e onde ainda rondam, qui\u00e7\u00e1, quatro ou cinco pintadas remanescentes.<\/p>\n<p align=\"left\">Para Stefenon, preservar n\u00e3o \u00e9 verbo que venha se opor \u00e0 agricultura, j\u00e1 que &#8220;sem o cuidado ambiental, ela vai sofrer com a degrada\u00e7\u00e3o, com a falta de forma\u00e7\u00f5es que protejam nascentes de rios e c\u00f3rregos, o que pode afetar at\u00e9 mesmo uma planta\u00e7\u00e3o de arroz&#8221;.<\/p>\n<p align=\"left\">\u2013 Estrat\u00e9gias de manejo dos agrossistemas e da pecu\u00e1ria visando a conserva\u00e7\u00e3o dos campos s\u00e3o fundamentais para a manuten\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies e seus h\u00e1bitats. Deseja-se conciliar produ\u00e7\u00e3o com conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies \u2013 sustenta Carla Fontana.<\/p>\n<p align=\"left\">Em semin\u00e1rio realizado em dezembro do ano passado na Faculdade de Economia da UFRGS, o Movimento Ga\u00facho em Defesa do Meio Ambiente, formado por ONGs, movimentos sociais, estudantes e pesquisadores, defendeu que a gangorra entre produ\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o est\u00e1 longe do equil\u00edbrio. Al\u00e9m de &#8220;afrouxar&#8221; o C\u00f3digo Florestal em 2012, o setor ruralista lograria manter o governo em uma pol\u00edtica de &#8220;crescimento a qualquer custo&#8221;, com benef\u00edcios a empresas de celulose e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de barragens, a exemplo dos empreendimentos em Jaguari e Taquaremb\u00f3, que avan\u00e7aram sobre matas ciliares.<\/p>\n<p align=\"left\">Lu\u00eds Fernando Perell\u00f3, secret\u00e1rio adjunto e diretor-geral da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), adverte que qualquer supress\u00e3o da cobertura dos campos nativos deve ser licenciada. Entre as a\u00e7\u00f5es da Sema, ele destaca a destina\u00e7\u00e3o, no ano passado, de cerca de R$ 8 milh\u00f5es de medidas compensat\u00f3rias para as UCs do Pampa e o desenvolvimento de quatro planos de bacias hidrogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p align=\"left\">Planos de gest\u00e3o de res\u00edduos junto a cidades uruguaias e projetos em propriedades rurais, para &#8220;aliar as pr\u00e1ticas conservacionistas com as econ\u00f4micas&#8221;, v\u00eam buscando estimular a conserva\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m fora das UCs, uma das linhas da Alianza del Pastizal, programa no qual o Estado se une a Uruguai, Argentina e Paraguai.<\/p>\n<p align=\"left\">\u2013 Recentemente, a Alianza criou o <i>Indice de Conservaci\u00f3n del Pastizales Naturales<\/i> (ICP), que queremos usar como instrumento oficial para medir conserva\u00e7\u00e3o dos campos, servindo, inclusive, para atestar a proced\u00eancia do gado, como um certificado de origem da carne. Estamos mudando a escala de abordagem do bioma, buscando uma aproxima\u00e7\u00e3o mais continental e tratando o territ\u00f3rio como uma parcela das pradarias temperadas da Am\u00e9rica do Sul \u2013 explica o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>P\u00e1ssaros<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Sob amea\u00e7a de desaparecer, o Pampa que paira e canta ganhou um alento no in\u00edcio do m\u00eas, com o lan\u00e7amento do livro Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional para a Conserva\u00e7\u00e3o dos Passeriformes Amea\u00e7ados dos Campos Sulinos e Espinilho. Solicitado pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e elaborado por 21 pesquisadores de todo o pa\u00eds, o livro esmiu\u00e7a riscos e tra\u00e7a estrat\u00e9gias de prote\u00e7\u00e3o para 22 esp\u00e9cies de aves moradoras do bioma.<\/p>\n<p align=\"left\">\u2013 Determinar e quantificar quais caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas de cada uma das esp\u00e9cies as tornam mais vulner\u00e1veis e entender como essas caracter\u00edsticas interagem entre si e com as componentes de origem antr\u00f3pica (a\u00e7\u00e3o humana) \u00e9 um dos grandes desafios para o desenvolvimento de estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o \u2013 anota Jeferson Bugoni, bi\u00f3logo da Universidade Estadual de Campinas e um dos autores do livro.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Plantas<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">O pampa \u00e9 uma farm\u00e1cia. Recentemente, descobriu-se que a pequenina guanxuma tem a\u00e7\u00e3o antif\u00fangica, capaz de vencer a Candida. Popularmente conhecida como &#8220;pata-de-vaca&#8221; e usada pela popula\u00e7\u00e3o para o tratamento do Diabetes, a Bauh\u00ednia forficata rende um ch\u00e1 antioxidante que reduz o n\u00edvel de a\u00e7\u00facar no sangue. Tamb\u00e9m tem potencial antioxidante e de redu\u00e7\u00e3o de peso a boa e velha erva-mate. A isso, a a\u00e7oita-cavalo soma poderes anti-inflamat\u00f3rios, antitumorais e antirreum\u00e1ticos. O jambol\u00e3o, al\u00e9m de calmante e diur\u00e9tico, faz bem \u00e0 digest\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"left\">\u2013 Muitas esp\u00e9cies, como a guanxuma, s\u00e3o tidas como daninhas e prejudiciais nos campos e lavouras. Existe muito a ser explorado, o Pampa possui uma flora diversificada e pouco estudada \u2013 diz Hemerson Rosa, doutorando em Bioqu\u00edmica na Unipampa.<\/p>\n<p align=\"left\">\u2013 Esse bioma carece de maior aprofundamento nas pesquisas atreladas a esp\u00e9cies medicinais nativas \u2013 completa Andreas Mendez, professor de Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas na universidade.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Felinos<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">O Rio Grande do Sul tinha todas as oito esp\u00e9cies conhecidas de fel\u00eddeos neotropicais encontr\u00e1veis no Brasil at\u00e9 que um estudo da PUCRS, da UFRGS e da Universidade do Maranh\u00e3o descobriu, no ano passado, um Leopardus tigrinus nordestino diferente da vers\u00e3o ga\u00facha. No total, agora s\u00e3o 11 as esp\u00e9cies de felinos na Am\u00e9rica Latina, e o RS \u00e9 onde ocorre a maior diversidade.<\/p>\n<p align=\"left\">\u2013 Aqui no Sul h\u00e1 o encontro de esp\u00e9cies tropicais, que ocorrem em florestas e ambientes quentes, com as de ambientes frios e abertos, como o gato-palheiro e o gato-do-mato-grande. Estamos no limite sul da Mata Atl\u00e2ntica e no limite norte do Pampa \u2013 explica Eduardo Eizirik, do Laborat\u00f3rio de Biologia Gen\u00f4mica e Molecular da Faculdade de Bioci\u00eancias da PUCRS.<\/p>\n<p align=\"left\">Apesar da larga distribui\u00e7\u00e3o, as popula\u00e7\u00f5es dessas esp\u00e9cies v\u00eam diminuindo, e praticamente todas est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. Atualmente, a maior causa do decl\u00ednio da popula\u00e7\u00e3o de fel\u00eddeos silvestres \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o e fragmenta\u00e7\u00e3o do seu h\u00e1bitat em consequ\u00eancia do desenvolvimento agr\u00edcola e pecu\u00e1rio, da explora\u00e7\u00e3o da madeira e minera\u00e7\u00e3o, das constru\u00e7\u00f5es de represas e hidrel\u00e9tricas, al\u00e9m do trafico ilegal e da ca\u00e7a.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>ENTREVISTA &gt;&gt;&gt; <\/strong><em>Lu\u00eds Fernando Perell\u00f3, secret\u00e1rio adjunto e diretor-geral da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema)<\/em><\/p>\n<p align=\"left\">O Brasil se comprometeu a alcan\u00e7ar, at\u00e9 2020, a prote\u00e7\u00e3o de 17% da superf\u00edcie de cada bioma. Quanto ao Pampa, esse \u00edndice \u00e9 fact\u00edvel?<\/p>\n<p align=\"left\">Considerando a meta de 10% estabelecida antes da Conven\u00e7\u00e3o de Aichi pelos pa\u00edses signat\u00e1rios da Conven\u00e7\u00e3o sobre Diversidade Biol\u00f3gica para os biomas n\u00e3o-amaz\u00f4nicos, o d\u00e9ficit atual em unidades de conserva\u00e7\u00e3o do Bioma Pampa corresponde a uma \u00e1rea total de 12.057,15 km\u00b2, o equivalente a 6,76% de seu territ\u00f3rio. Por\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave se considerarmos que das 18 unidades de conserva\u00e7\u00e3o (quatro federais e 14 estaduais) no Estado, apenas 0,64% equivalem a 13 Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Integral, a categoria mais efetiva para conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. H\u00e1 tamb\u00e9m uma concentra\u00e7\u00e3o na por\u00e7\u00e3o leste do bioma: das 18 unidades, 13 se encontram total ou preponderantemente na Plan\u00edcie\/Zona Costeira. O sistema atual tem representa\u00e7\u00e3o praticamente nula nas regi\u00f5es Planalto M\u00e9dio\/Miss\u00f5es, Serra do Sudeste e Depress\u00e3o Central. No caso da Depress\u00e3o Central j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 \u00e1reas naturais remanescentes suficientes para cria\u00e7\u00e3o de unidades de conserva\u00e7\u00e3o de grande porte. Ent\u00e3o, se j\u00e1 est\u00e1 dif\u00edcil chegar nos 10%, imagine 17%, conforme preconizado a partir das metas de Aichi.<\/p>\n<p align=\"left\">Quais s\u00e3o as maiores amea\u00e7as para a conserva\u00e7\u00e3o do Pampa?<\/p>\n<p align=\"left\">Uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es da Sema hoje \u00e9 o r\u00e1pido avan\u00e7o das lavouras de soja sobre os campos nativos. Segundo nossos monitoramentos, em 20 munic\u00edpios da Campanha e da Fronteira Oeste, o aumento da \u00e1rea de soja foi de 112% entre 2009 e 2014. Somente em Bag\u00e9 o aumento das \u00e1reas de soja representou 483%. Em 21 munic\u00edpios do Extremo Sul, o aumento das \u00e1reas de lavoura de soja chegou a 242%, sendo que em Jaguar\u00e3o se plantava 8 mil hectares de soja em 2009 e, na safra de 2014, a \u00e1rea chegou a 42 mil hectares, 425% a mais. Essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que nos preocupa muito, pois j\u00e1 temos indicativos de que \u00e1reas de lavouras n\u00e3o se convertem em \u00e1rea de pastagem com as mesmas propriedades, ou seja, a perda da biodiversidade ao converter campos nativos em lavouras \u00e9 irrevers\u00edvel.<\/p>\n<p align=\"left\">De que estrutura o Estado disp\u00f5e para fiscalizar e prevenir a destrui\u00e7\u00e3o de campos nativos? No or\u00e7amento do Estado, qual \u00e9 a por\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 Sema?<\/p>\n<p align=\"left\">A Sema conta hoje com 350 servidores lotados na sede e em 25 ag\u00eancias florestais espalhadas pelo Interior. Esse n\u00famero ainda \u00e9 pequeno, por\u00e9m j\u00e1 garantimos um concurso ainda para este ano. A Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica j\u00e1 fez o seu concurso, e a Fepam (Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental), enquanto aguarda o concurso, teve autoriza\u00e7\u00e3o para fazer uma contrata\u00e7\u00e3o emergencial. Houve ainda uma recomposi\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios em todos os tr\u00eas \u00f3rg\u00e3os ambientais, cujos or\u00e7amentos, depois de um achatamento entre 2006 e 2010, voltaram a crescer. O or\u00e7amento inicialmente previsto da Sema para 2014 era de R$ 60 milh\u00f5es, mas vamos fechar o ano com R$ 76 milh\u00f5es. Se considerarmos que em 2011 o or\u00e7amento foi de R$ 27,9 milh\u00f5es, j\u00e1 estamos falando de um aumento de mais de 270%.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pampa \u00e9 quase dois ter\u00e7os de Rio Grande do Sul e pouco mais de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3809,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pampa.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pampa.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pampa.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pampa.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pampa.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pampa.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pampa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pampa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pampa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/pampa.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Pampa \u00e9 quase dois ter\u00e7os de Rio Grande do Sul e pouco mais de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3808"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3808"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3808\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3809"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3808"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3808"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3808"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}