{"id":37879,"date":"2016-02-27T18:30:48","date_gmt":"2016-02-27T21:30:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=37879"},"modified":"2016-02-27T18:30:48","modified_gmt":"2016-02-27T21:30:48","slug":"o-que-aconteceu-com-os-animais-da-regiao-do-acidente-nuclear-de-chernobyl","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-que-aconteceu-com-os-animais-da-regiao-do-acidente-nuclear-de-chernobyl\/","title":{"rendered":"O que aconteceu com os animais da regi\u00e3o do acidente nuclear de Chernobyl?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/chenobyl.jpg\" rel=\"attachment wp-att-37880\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-37880\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/chenobyl-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/chenobyl-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/chenobyl.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O acidente nuclear de Chernobyl, que ocorreu em 1986 na Ucr\u00e2nia, deixou marcas que podem ser irrevers\u00edveis, com reflexos at\u00e9 os dias atuais. Hoje o local \u00e9 apenas um retrato da destrui\u00e7\u00e3o de outrora, considerado at\u00e9 mesmo \u201cassombrado\u201d por quem acredita em esp\u00edritos, al\u00e9m das altas taxas de radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O acidente nuclear catastr\u00f3fico ocorreu em 26 de abril na central el\u00e9trica da Usina Nuclear de Chernobyl, que na \u00e9poca pertencia \u00e0 Rep\u00fablica Socialista Sovi\u00e9tica Ucraniana. Uma explos\u00e3o seguida de um inc\u00eandio lan\u00e7ou part\u00edculas radioativas na atmosfera, que se espalharam por boa parte da URSS e da Europa Ocidental. O desastre \u00e9 considerado o pior acidente nuclear da hist\u00f3ria, tanto em custo quanto em mortes resultantes, al\u00e9m de ser um dos dois \u00fanicos eventos classificados em n\u00edvel 7 (classifica\u00e7\u00e3o m\u00e1xima) na Escala Internacional de Acidentes Nucleares. O outro \u00e9 o Acidente nuclear de Fukushima I, que aconteceu no Jap\u00e3o, em 2011.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, os governos tentam conter a contamina\u00e7\u00e3o radioativa e evitar uma cat\u00e1strofe maior. O processo j\u00e1 contou com mais de 500 mil trabalhadores e teve um custo quase imensur\u00e1vel de investimento. No acidente, 31 pessoas morreram, mas os efeitos a longo prazo chegaram a causar diversos casos de c\u00e2ncer e deformidades, recorrentes at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>Apesar de ter acontecido em 1986, h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas, a precipita\u00e7\u00e3o radioativa afeta rotineiramente todas as formas de vida ainda existentes no local, principalmente o ecossistema, englobando plantas e animais.<\/p>\n<p>Cientistas descobriram que o n\u00famero de alces, veados e javalis vivendo na chamada \u201cZona de exclus\u00e3o de Chernobyl\u201d \u2013 a cerca de 2.600 quil\u00f4metros quadrados da \u00e1rea de contamina\u00e7\u00e3o ao redor do local do desastre \u2013 \u00e9 similar ao n\u00famero de animais em reservas naturais n\u00e3o contaminadas nas proximidades. Na verdade, eles notaram que existe uma popula\u00e7\u00e3o selvagem sete vezes maior do que as popula\u00e7\u00f5es das reservas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-3479\" src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Chernobyl_01.jpg\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" srcset=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Chernobyl_01-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Chernobyl_01.jpg 750w\" alt=\"Chernobyl_01\" width=\"640\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>Uma pesquisa recente, realizada pela Scientific Reports, descobriu que estes animais na Zona de Exclus\u00e3o est\u00e3o desenvolvendo altas taxas de catarata e outras doen\u00e7as, justamente por conta do alto n\u00edvel de radia\u00e7\u00e3o presente no local.<\/p>\n<p>A catarata afeta diretamente o sistema imunol\u00f3gico devido a uma diminui\u00e7\u00e3o na quantidade de luz que atinge a retina. Em casos mais graves, pode levar \u00e0 cegueira total ou parcial. Como a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ultravioleta no local \u00e9 muito grande, o processo de forma\u00e7\u00e3o da catarata nesses animais foi muito acelerado.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, isso acontece, principalmente, por conta da a\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o a antioxidantes, que causa desequil\u00edbrio nos n\u00edveis de mol\u00e9culas reativas, como o oxig\u00eanio. Ele \u00e9 produzido como resultado das rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas internas e do sistema imunol\u00f3gico. Tal efeito teria provocado um processo chamado de \u201cestresse oxidativo\u201d.<\/p>\n<p>Para analisar a quest\u00e3o, cientistas estudaram 80 ratazanas de mais de 41 locais diferentes na zona de exposi\u00e7\u00e3o de Chernobyl, para considerar as varia\u00e7\u00f5es da radioatividade. Concluiu-se que as f\u00eameas apresentaram baixa taxa de fertilidade e os ratos dos locais de maior radia\u00e7\u00e3o (59,70 microsieverts por hora), apresentaram maior probabilidade de catarata.<\/p>\n<p>A \u00e1rea atingida pelo acidente engloba cerca de 30 Km, que at\u00e9 hoje s\u00e3o habit\u00e1veis, tanto por animais quanto por seres humanos. Para entrar na zona de exclus\u00e3o, \u00e9 preciso realizar an\u00e1lises em todo o corpo ao entrar e sair, para investigar se houve absor\u00e7\u00e3o de n\u00edveis radioativos al\u00e9m dos aceit\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O acidente nuclear de Chernobyl, que ocorreu em 1986 na Ucr\u00e2nia, deixou marcas que podem<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37880,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/chenobyl.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/chenobyl-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/chenobyl-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/chenobyl.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/chenobyl.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/chenobyl.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/chenobyl.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/chenobyl.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/chenobyl.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/chenobyl.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O acidente nuclear de Chernobyl, que ocorreu em 1986 na Ucr\u00e2nia, deixou marcas que podem","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37879"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37879"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37879\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}