{"id":37840,"date":"2016-02-26T10:00:23","date_gmt":"2016-02-26T13:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=37840"},"modified":"2016-02-25T21:07:15","modified_gmt":"2016-02-26T00:07:15","slug":"maior-lua-de-plutao-pode-ter-abrigado-oceano-sob-superficie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/maior-lua-de-plutao-pode-ter-abrigado-oceano-sob-superficie\/","title":{"rendered":"Maior lua de Plut\u00e3o pode ter abrigado oceano sob superf\u00edcie"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/atmosfera_plutao.jpg\" rel=\"attachment wp-att-37841\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-37841\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/atmosfera_plutao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/atmosfera_plutao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/atmosfera_plutao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Novas imagens da sonda <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/ciencia\/missao-new-horizons-faz-aproximacao-historica-de-plutao-nesta-terca-feira\" rel=\"\">New Horizons<\/a>, da Nasa, sugerem que a maior lua de Plut\u00e3o pode ter sido lar para um grande oceano submerso sobre a superf\u00edcie do astro. De acordo com uma nota da \u00faltima semana da ag\u00eancia espacial americana, o oceano de Caronte se congelou h\u00e1 muito tempo e se expandiu, causando imensas ranhuras no solo. <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/ciencia\/o-misterio-da-agua\" rel=\"\">Ind\u00edcios da presen\u00e7a de \u00e1gua<\/a> s\u00e3o sempre comemorados pelos astr\u00f4nomos, que buscam locais no espa\u00e7o que possam abrigar organismos vivos, rastreando as condi\u00e7\u00f5es que proporcionaram o surgimento dos seres por aqui, como a \u00e1gua ou mol\u00e9culas org\u00e2nicas complexas.<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7as geol\u00f3gicas &#8211;<\/strong> De acordo com a Nasa, a superf\u00edcie de Caronte \u00e9 repleta de cumes, declives e vales com at\u00e9 sete quil\u00f4metros de profundidade. Segundo os especialistas, o conjunto de ranhuras no solo pode ter sido provocado por esse grande oceano, que teria se congelado sob a superf\u00edcie do astro. Nesse processo, ele teria se expandido (como acontece com a \u00e1gua ao congelar), causando as fissuras na superf\u00edcie, vistas pela New Horizons. &#8220;\u00c9 como o que Bruce Banner faria com sua camiseta ao se tornar o Incr\u00edvel Hulk&#8221;, explicou a ag\u00eancia espacial americana no comunicado.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, a camada externa de Caronte era essencialmente composta por gelo formado de \u00e1gua. Quando a lua era jovem, o calor provocado pela atividade de elementos radioativos e tamb\u00e9m proveniente do interior do astro aqueceram essa camada, que derreteu e passou a ser um oceano subterr\u00e2neo. Quando Caronte esfriou, a \u00e1gua congelou e se expandiu, produzindo as falhas geol\u00f3gicas.<\/p>\n<p><strong>Abismos em Caronte &#8211;<\/strong> O sistema capturado em imagens feitas pela New Horizons tem cerca de 1.800 quil\u00f4metros de largura e crateras profundas. \u00c9 uma \u00e1rea extensa &#8211; o Grand Canyon, nos Estados Unidos, tem 446 quil\u00f4metros de largura, com abismos de at\u00e9 1,6 quil\u00f4metro de profundidade.<\/p>\n<p>Outras luas do Sistema Solar ainda mant\u00eam oceanos atuais de \u00e1gua l\u00edquida sob a superf\u00edcie. De acordo com os astr\u00f4nomos, alguns desses oceanos, em Europa e Ganimedes, as duas luas de J\u00fapiter, e em Enceladus, uma das luas de Saturno, s\u00e3o considerados os melhores lugares para procurar vida microbiana.<\/p>\n<section id=\"galeria_lista-os-principais-candidatos-a-terra-2-0\" class=\"galeriaUbbersite\">\n<div class=\"galeria-multimidia galeria-multimidia-embedada galeria-lista-embedada\" data-per-page=\"6\" data-controls-pos=\"after\" data-publicidade=\"none\">\n<div class=\"galeria-multimidia-inner\">\n<h4>Os principais candidatos a Terra 2.0<\/h4>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/07\/23\/1536\/pe6Cx\/alx_nasa_original.jpeg?1437676621\" alt=\"Kepler-425b\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/p>\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Kepler-425b<\/h3>\n<p>Anunciado pela Nasa em 23 de julho de 2015, o Kepler-425b est\u00e1 na zona habit\u00e1vel de uma estrela-an\u00e3 do tipo G2, a mesma categoria do Sol. Com o di\u00e2metro 60% maior que o da Terra e ao redor de uma fonte de luz com a mesma temperatura do Sol, ele tem grandes possibilidades de abrigar \u00e1gua l\u00edquida. Localizado na constela\u00e7\u00e3o Cygnus, a 1.400 anos-luz (cada ano-luz equivale a 9,46 trilh\u00f5es de quli\u00f4metros), o planeta \u00e9, provavelmente, rochoso e d\u00e1 uma volta ao redor de sua estrela em 385 dias, o que faz com que ele tenha um ano apenas 5% maior que o terrestre. A imagem acima \u00e9 uma compara\u00e7\u00e3o feita pela ag\u00eancia espacial americana entre a Terra e o novo planeta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/01\/06\/1813\/pe6Cx\/alx_exoplaneta_original.jpeg?1420575197\" alt=\"Kepler-438b e Kepler-442b\" width=\"639\" height=\"608\" \/><\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Kepler-438b e Kepler-442b<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> Candidatos a explonetas mais parecidos com a Terra j\u00e1 descobertos, eles orbitam estrelas an\u00e3s vermelhas, menores e mais frias do que o Sol. Enquanto a \u00f3rbita do primeiro \u00e9 de 35 dias, o Kepler-442b completa uma \u00f3rbita em sua estrela a cada 112 dias. Com di\u00e2metro apenas 12% maior do que o do planeta azul, o Kepler-4386 tem 70% de chance de ser rochoso, afirmam os pesquisadores, enquanto o outro, cerca de 30% maior do que a Terra, tem 60%.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"image-caption\"><\/div>\n<div class=\"image-caption\"><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/10\/0223\/pe6Cx\/planeta-kepler-original.jpeg?1402461811\" alt=\"Kepler-186f\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Kepler-186f<\/h3>\n<p>A 500 anos-luz da nossa gal\u00e1xia (cada ano-luz equivale a 9,46 trilh\u00f5es de quil\u00f4metros) e orbitando a zona habit\u00e1vel de uma estrela an\u00e3, esse \u00e9 o <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/ciencia\/cientistas-anunciam-descoberta-de-planeta-rochoso-e-com-agua-liquida\" target=\"_blank\" rel=\"\">\u00fanico planeta a ter o mesmo tamanho da Terra<\/a>. Com isso, os cientistas estimam que ele seja composto de rochas, ferro, \u00e1gua e gelo e tenha uma atmosfera parecida com a do mundo onde vivemos. Al\u00e9m disso, ele tem um movimento de rota\u00e7\u00e3o semelhante ao nosso, o que garante uma temperatura bem distribu\u00edda em todas as suas faces. Essa soma de caracter\u00edsticas indica que ele pode ter \u00e1gua na forma l\u00edquida, um dos fatores fundamentais para a exist\u00eancia de vida sobre sua crosta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/09\/1310\/pe6Cx\/kepler62-20130418-original.jpeg?1402460808\" alt=\"Kepler-62e\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Kepler-62e<\/h3>\n<p>Descoberto em abril de 2013, <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/ciencia\/astronomos-revelam-os-planetas-mais-semelhantes-a-terra-ja-encontrados\" rel=\"\">est\u00e1 na zona habit\u00e1vel da estrela Kepler 62<\/a>, um pouco menor e mais fria que o Sol. Estar na zona habit\u00e1vel significa a presen\u00e7a prov\u00e1vel de \u00e1gua. Ele fica a 1.200 anos-luz da Terra e tem tamanho 60% superior ao do nosso planeta. Sua \u00f3rbita \u00e9 de 122 dias e os cientistas estimam que ele pode ser rochoso, como Marte, ou formado de oceanos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/09\/0212\/pe6Cx\/kepler22b-exoplaneta-mundo-planeta-nasa-620-original.jpeg?1402459683\" alt=\"Kepler-22b\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Kepler-22b<\/h3>\n<p>Localizado a 600 anos-luz da Terra, <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/ciencia\/nasa-descobre-primeiro-planeta-na-zona-habitavel-de-uma-estrela-parecida-com-o-sol\" target=\"_blank\" rel=\"\">tem 2,4 vezes o raio do nosso planeta e est\u00e1 bem no meio da zona habit\u00e1vel de uma estrela muito parecida com o Sol<\/a>. Foi encontrado em 2011 e demora 290 dias para dar a volta ao redor de sua estrela, o que faz com que, possivelmente, tenha as mesmas condi\u00e7\u00f5es do nosso mundo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/09\/0922\/pe6Cx\/photo-1355907972411-1-0-original.jpeg?1402460504\" alt=\"Tau Ceti e\" width=\"639\" height=\"399\" \/><\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Tau Ceti e<\/h3>\n<p>Trata-se do planeta na zona habit\u00e1vel da estrela Tau Ceti, que fica na constela\u00e7\u00e3o da Baleia, a 12 anos-luz do nosso Sol, e \u00e9 muito semelhante a ele. <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/ciencia\/estrela-proxima-protege-planeta-potencialmente-habitavel\" target=\"_blank\" rel=\"\">Tem cerca de cinco vezes a massa da Terra<\/a> e os cientistas ainda n\u00e3o sabem se sua composi\u00e7\u00e3o \u00e9 rochosa ou gasosa, como os planetas gigantes.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novas imagens da sonda New Horizons, da Nasa, sugerem que a maior lua de Plut\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37841,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/atmosfera_plutao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/atmosfera_plutao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/atmosfera_plutao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/atmosfera_plutao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/atmosfera_plutao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/atmosfera_plutao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/atmosfera_plutao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/atmosfera_plutao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/atmosfera_plutao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/atmosfera_plutao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Novas imagens da sonda New Horizons, da Nasa, sugerem que a maior lua de Plut\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37840"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37840"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37840\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37841"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}