{"id":37685,"date":"2016-02-24T08:00:00","date_gmt":"2016-02-24T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=37685"},"modified":"2016-02-24T07:41:03","modified_gmt":"2016-02-24T10:41:03","slug":"camadas-protetoras-do-ceu-vao-muito-alem-da-camada-de-ozonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/camadas-protetoras-do-ceu-vao-muito-alem-da-camada-de-ozonio\/","title":{"rendered":"Camadas protetoras do c\u00e9u v\u00e3o muito al\u00e9m da camada de oz\u00f4nio da estratosfera"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/camada_ozonio-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-37686\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-37686\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/camada_ozonio-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/camada_ozonio-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/camada_ozonio-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Al\u00e9m da camada de oz\u00f4nio<\/strong><\/p>\n<p>A camada de oz\u00f4nio da estratosfera, que se estende de 10 a 50 quil\u00f4metros (km) de altitude, bloqueia os raios ultravioleta nocivos \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>Mas a camada de oz\u00f4nio \u00e9 apenas uma das barreiras que a Terra disp\u00f5e contra as diversas radia\u00e7\u00f5es solares &#8211; e nem \u00e9 a mais importante.<\/p>\n<p>&#8220;A camada de oz\u00f4nio \u00e9 a \u00faltima barreira aos raios ultravioleta. E nem \u00e9 a principal. A maioria dos raios ultravioleta e ultravioleta extremo, al\u00e9m do fluxo de raios X emitidos pelo Sol, s\u00e3o absorvidos na ionosfera.<\/p>\n<p>A ionosfera \u00e9 o nosso principal escudo contra as radia\u00e7\u00f5es ionizantes provenientes do Sol,&#8221; destaca o f\u00edsico Paulo Roberto Fagundes, da Universidade do Vale do Para\u00edba (Univap), em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos.<\/p>\n<p>A ionosfera se estende entre 70 e 1.500 km de altitude.<\/p>\n<p>E a equipe do professor Fagundes est\u00e1 descobrindo que essa camada parece muito &#8220;viva&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Mesosfera, termosfera e ionosfera<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de a ionosfera ser o principal manto protetor da Terra, suas propriedades e a sua poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o com o clima e com o meio ambiente s\u00f3 recentemente come\u00e7ou a ser estudada.<\/p>\n<p>&#8220;No fundo, estamos tentando entender melhor a atmosfera, que \u00e9 o meio ambiente do planeta,&#8221; disse Fagundes, que est\u00e1 coordenando um projeto multi-institucional para coletar novas informa\u00e7\u00f5es sobre a mesosfera, termosfera e ionosfera.<\/p>\n<p>O objetivo do projeto \u00e9 estudar a varia\u00e7\u00e3o di\u00e1ria da din\u00e2mica da alta atmosfera (mesosfera e termosfera) e da eletrodin\u00e2mica da ionosfera em baixas latitudes e na regi\u00e3o equatorial, utilizando uma rede de observat\u00f3rios no setor brasileiro, dados complementares de outros setores e dados de sat\u00e9lite.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da Univap, o projeto contra com pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA), o Instituto Nacional de Geof\u00edsica e Vulcanologia (It\u00e1lia) e Universidade Nacional de La Plata (Argentina).<\/p>\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o contra a radia\u00e7\u00e3o solar<\/strong><\/p>\n<p>A alta atmosfera \u00e9 formada por um g\u00e1s muito rarefeito, constitu\u00eddo principalmente de oxig\u00eanio (O), oxig\u00eanio molecular (O2) e nitrog\u00eanio molecular (N2). As mol\u00e9culas O, O2 e N2 s\u00e3o banhadas pelo fluxo de radia\u00e7\u00f5es solares, composto dos raios ultravioleta, ultravioleta extremo e raios X, todos de alta energia.<\/p>\n<p>Ao entrar em contato com essas radia\u00e7\u00f5es, as mol\u00e9culas e \u00e1tomos absorvem sua energia, em um processo conhecido como fotoioniza\u00e7\u00e3o, durante o qual as mol\u00e9culas ou \u00e1tomos perdem um ou mais el\u00e9trons, gerando \u00edons (de carga positiva) e el\u00e9trons (de carga negativa). Da\u00ed vem o nome ionosfera: a regi\u00e3o da atmosfera onde existem el\u00e9trons e \u00edons livres.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente essa capacidade de as mol\u00e9culas e \u00e1tomos ionizarem ao absorver as radia\u00e7\u00f5es mais energ\u00e9ticas que impede que as radia\u00e7\u00f5es solares e c\u00f3smicas atinjam a superf\u00edcie terrestre.<\/p>\n<p>A totalidade dos raios X \u00e9 barrada na ionosfera, assim como a maioria dos raios ultravioleta e ultravioleta extremo. Os que conseguem escapar da ionosfera podem ou n\u00e3o ser barrados pela camada de oz\u00f4nio, dependendo da sua concentra\u00e7\u00e3o e espessura no local e no momento da incid\u00eancia &#8211; da\u00ed o risco promovido pelo aumento no buraco da camada de oz\u00f4nio sobre a Ant\u00e1rtica. Onde h\u00e1 o buraco, os raios UV atingem a superf\u00edcie em quantidades maiores.<\/p>\n<p><strong>Ciclo solar<\/strong><\/p>\n<p>O fluxo de radia\u00e7\u00e3o solar que atinge a Terra n\u00e3o \u00e9 constante. Ele muda de intensidade em fun\u00e7\u00e3o do ciclo solar, ou seja, do n\u00edvel da atividade do Sol, que varia em intervalos de 11 anos. Em per\u00edodos de atividade solar m\u00ednima, a intensidade das radia\u00e7\u00f5es solares (ultravioleta, ultravioleta extremo e raios X) na ionosfera diminui, fazendo com que uma quantidade menor de \u00e1tomos e mol\u00e9culas ionizem.<\/p>\n<p>De outra forma, quando a atividade solar est\u00e1 em seu m\u00e1ximo, o fluxo de radia\u00e7\u00e3o eleva e aumenta a quantidade de material ionizado. &#8220;O \u00faltimo m\u00ednimo solar ocorreu entre 2006 e 2012 e teve um comportamento at\u00edpico. Foi prolongado e atingiu valores muito pequenos. Agora, estamos no m\u00e1ximo solar,&#8221; disse Fagundes.<\/p>\n<p>O fluxo de radia\u00e7\u00e3o solar tamb\u00e9m sofre oscila\u00e7\u00f5es bruscas, causadas pela ocorr\u00eancia de tempestades solares. S\u00e3o erup\u00e7\u00f5es repentinas na superf\u00edcie do Sol, que aumentam dramaticamente o fluxo de radia\u00e7\u00e3o emitida e, consequentemente, de material ionizado na ionosfera.<\/p>\n<p>&#8220;A maioria dos sat\u00e9lites orbita o planeta entre 100 e 1.000 km de altitude e seu funcionamento \u00e9 muito sens\u00edvel em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade solar,&#8221; disse Fagundes.<\/p>\n<p><strong>Fluxos na atmosfera<\/strong><\/p>\n<p>O grupo j\u00e1 conseguiu demonstrar que a densidade de el\u00e9trons na ionosfera pode ser perturbada durante dias por fen\u00f4menos meteorol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>&#8220;Os meteorologistas sabem h\u00e1 muitos anos que, no hemisf\u00e9rio Norte e em menor grau no hemisf\u00e9rio Sul, existe um aumento s\u00fabito nas temperaturas na estratosfera sobre os polos durante o inverno&#8221;, disse Fagundes.<\/p>\n<p>Esse aquecimento se deve a uma mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o de um vento espec\u00edfico na regi\u00e3o do polo Norte. A consequ\u00eancia \u00e9 o aumento da temperatura na estratosfera, at\u00e9 os 30 km de altitude.<\/p>\n<p>&#8220;Come\u00e7amos a perceber que ocorrem tamb\u00e9m altera\u00e7\u00f5es na densidade de el\u00e9trons na ionosfera, em altitudes de at\u00e9 300 km. Essas altera\u00e7\u00f5es se propagam ao longo das latitudes, se deslocando do polo Norte, passando pelas latitudes m\u00e9dias do hemisf\u00e9rio Norte, pela linha do Equador, pelo Brasil e chegando at\u00e9 o sul da Argentina,&#8221; disse Fagundes.<\/p>\n<p>Uma das hip\u00f3teses sendo analisadas para explicar esse fen\u00f4meno \u00e9 que essa propaga\u00e7\u00e3o n\u00e3o termine na Argentina, mas prossiga at\u00e9 a ionosfera sobre o polo Sul. Isso poderia mostrar a exist\u00eancia de um acoplamento polo a polo na atmosfera, de forma um tanto similar \u00e0s correntes oce\u00e2nicas.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda n\u00e3o sabemos se \u00e9 esse o caso, mas, sob o ponto de vista das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, \u00e9 importante entender o funcionamento da atmosfera como um todo e da ionosfera em particular,&#8221; disse Fagundes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m da camada de oz\u00f4nio A camada de oz\u00f4nio da estratosfera, que se estende de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37686,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/camada_ozonio-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/camada_ozonio-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/camada_ozonio-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/camada_ozonio-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/camada_ozonio-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/camada_ozonio-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/camada_ozonio-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/camada_ozonio-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/camada_ozonio-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/camada_ozonio-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Al\u00e9m da camada de oz\u00f4nio A camada de oz\u00f4nio da estratosfera, que se estende de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37685"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37685"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37685\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37686"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37685"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37685"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}