{"id":37583,"date":"2016-02-22T11:00:38","date_gmt":"2016-02-22T14:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=37583"},"modified":"2016-02-21T20:51:46","modified_gmt":"2016-02-21T23:51:46","slug":"das-150-especies-brasileiras-de-maracuja-apenas-duas-tem-valor-comercial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/das-150-especies-brasileiras-de-maracuja-apenas-duas-tem-valor-comercial\/","title":{"rendered":"Das 150 esp\u00e9cies brasileiras de maracuj\u00e1, apenas duas t\u00eam valor comercial"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/maracuja-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-37584\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-37584\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/maracuja-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/maracuja-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/maracuja-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Existem cerca de 520 esp\u00e9cies conhecidas de maracujazeiro. Elas crescem como trepadeiras, cip\u00f3s ou arbustos nas florestas tropicais das Am\u00e9ricas, mas predominam na Amaz\u00f4nia. O Brasil abriga ao menos 150 esp\u00e9cies. A Col\u00f4mbia, 170. S\u00e3o os centros de diversidade do maracuj\u00e1. Apesar de tamanha variedade, s\u00f3 duas esp\u00e9cies foram domesticadas e t\u00eam valor comercial, como alimento ou ent\u00e3o nas ind\u00fastrias de bebidas, cosm\u00e9ticos e farmac\u00eautica. S\u00e3o elas o maracuj\u00e1-amarelo ou maracuj\u00e1-roxo, mais azedos (<em>Passiflora edulis<\/em>), e o maracuj\u00e1-doce (<em>P. Alata<\/em>), que se come de colher \u2013 da\u00ed o nome tupi da fruta, mara kuya, que quer dizer \u201calimento na cuia\u201d. Algumas esp\u00e9cies selvagens t\u00eam ainda uso ornamental.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o maior produtor mundial de maracuj\u00e1 e tamb\u00e9m o maior consumidor. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), em 2014 foram produzidas 823 mil toneladas, sendo que 75% da produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 concentrada no Nordeste. A produ\u00e7\u00e3o e a \u00e1rea plantada decuplicaram desde os anos 1980, gra\u00e7as aos melhoramentos gen\u00e9ticos feitos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa).<\/p>\n<p>Da\u00ed a import\u00e2ncia de pesquisar e conservar a riqu\u00edssima diversidade do maracuj\u00e1. Mas h\u00e1 um problema: \u00e0 exce\u00e7\u00e3o das duas esp\u00e9cies domesticadas, todas as demais s\u00e3o selvagens e pouqu\u00edssimo estudadas. Suas propriedades s\u00e3o desconhecidas da ci\u00eancia. \u201c\u00c9 um desafio do ponto de vista da conserva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o sabemos quase nada sobre a variabilidade gen\u00e9tica da maioria das esp\u00e9cies de maracuj\u00e1 selvagem\u201d, alerta a pesquisadora Anete Pereira de Souza, do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/p>\n<p>Anete Pereira de Souza \u00e9 a respons\u00e1vel pelo projeto \u201cVariabilidade gen\u00e9tica e molecular em acessos de maracuj\u00e1 (Passiflora spp.) comerciais e selvagens, visando conserva\u00e7\u00e3o ex situ e melhoramento de plantas\u201d, <a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/87767\/variabilidade-genetica-e-molecular-em-acessos-de-maracuja-passiflora-spp-comerciais-e-selvagens\/\" target=\"_blank\">veja aqui<\/a>, apoiado pela FAPESP.<\/p>\n<p>A maioria das esp\u00e9cies selvagens de maracuj\u00e1 floresce em florestas \u00famidas e quentes. \u201cEste \u00e9 o grande problema com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Qualquer altera\u00e7\u00e3o h\u00eddrica ou da temperatura pode significar a perda de um grande n\u00famero de esp\u00e9cies\u201d, afirma Anete.<\/p>\n<p><strong>Prospec\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em outras palavras, muitas esp\u00e9cies selvagens correm simplesmente o risco de desaparecer antes mesmo que tenhamos a chance de conservar amostras da sua variabilidade gen\u00e9tica, uma fonte promissora e insubstitu\u00edvel para futuros melhoramentos nas esp\u00e9cies domesticadas. \u201cH\u00e1 genes de resist\u00eancia contra doen\u00e7as que a gente poderia usar para melhorar as esp\u00e9cies cultivadas\u201d, diz a pesquisadora. A \u00fanica amostragem do genoma do maracuj\u00e1 foi publicada por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>Confira a mat\u00e9ria completa na <a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/estudo_quer_identificar_as_150_especies_brasileiras_de_maracuja\/22675\/\" target=\"_blank\">Ag\u00eancia Fapesp<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem cerca de 520 esp\u00e9cies conhecidas de maracujazeiro. 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