{"id":3736,"date":"2014-07-27T14:00:42","date_gmt":"2014-07-27T14:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=3736"},"modified":"2014-07-27T11:48:15","modified_gmt":"2014-07-27T11:48:15","slug":"planta-toxica-pode-ter-matado-10-toneladas-de-peixes-em-rio-no-ac","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/planta-toxica-pode-ter-matado-10-toneladas-de-peixes-em-rio-no-ac\/","title":{"rendered":"Planta t\u00f3xica pode ter matado 10 toneladas de peixes em rio no AC"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/planta_toxica.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-3737\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/planta_toxica.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Uma planta t\u00f3xica, conhecida por &#8216;timb\u00f3&#8217;, pode ter causado a morte de ao menos dez toneladas de peixes, no Rio Campinas, em Cruzeiro do Sul (AC). O caso est\u00e1 sendo investigado pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), ap\u00f3s den\u00fancia feita pela comunidade ribeirinha, na quinta-feira (24). Entre as esp\u00e9cies est\u00e3o mandi, surubim, piau e bod\u00f3. A \u00e1rea contaminada chega a uma extens\u00e3o de\u00a0 aproximadamente 7 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Mais de 150 fam\u00edlias de cinco comunidades diferentes residem ao longo do Rio Campinas, e dependem da pesca para sobreviv\u00eancia, al\u00e9m de utilizarem tamb\u00e9m a \u00e1gua do rio para beber, tomar banho e nos afazeres dom\u00e9sticos. A situa\u00e7\u00e3o preocupa os moradores.<\/p>\n<p>\u201cEsse rio \u00e9 como se fosse nosso a\u00e7ougue, \u00e9 daqui que tiramos a nossa comida. Nem as escolas n\u00e3o podem mais fazer merenda para as crian\u00e7as porque toda \u00e1gua est\u00e1 contaminada dos peixes que est\u00e3o podres no rio. O cheiro \u00e9 muito forte\u201d, lamentou o morador da localidade Raimundo Nonato Rodrigues da Silva, de 59 anos.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"\u00c1gua contaminada pode ter matado peixes (Foto: Van\u00edsia Nery\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/pruawwJ_E723GlNOngkouK38NKw=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/07\/25\/peixes.jpg\" alt=\"\u00c1gua contaminada pode ter matado peixes (Foto: Van\u00edsia Nery\/G1)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><strong>Planta t\u00f3xica pode ter matado esp\u00e9cies<br \/>\n(Foto: Van\u00edsia Nery\/G1)<\/strong><\/div>\n<p>O sentimento \u00e9 compartilhado pelo morador Luciano Silva Cunha, de 25 anos. \u201cUma situa\u00e7\u00e3o como essa a gente s\u00f3 pensa na sa\u00fade dos nossos filhos e da nossa fam\u00edlia. Aqui quando falta uma comida \u00e9 s\u00f3 ir at\u00e9 o rio e pescar. Agora n\u00e3o sei como vai ser com o peixe todo morrendo\u201d, diz.<\/p>\n<p>De acordo com os moradores, a pr\u00e1tica de esmagar e mergulhar a planta na \u00e1gua para matar os peixes \u00e9 normalmente utilizada pelos \u00edndios da regi\u00e3o, para facilitar a pesca. No entanto, a comunidade suspeita que, desta vez, exista o envolvimento de pessoas de outras comunidades no crime. Uma equipe do Imac foi na quinta-feira (24) at\u00e9 a comunidade, onde constatou a veracidade da den\u00fancia. O gerente do \u00f3rg\u00e3o, em Cruzeiro do Sul, Isaac Ibernon, estima que o rio possa levar mais de 10 anos para se recuperar do dano.<\/p>\n<p>\u201cEsse veneno mata todos os peixes, do grande ao pequeno, s\u00e3o poucos que sobrevivem, normalmente os que est\u00e3o acima do lugar do envenenamento. S\u00e3o mais de 10 anos para o rio se recuperar e voltar a ser uma fonte de alimenta\u00e7\u00e3o. S\u00f3 o tempo e a natureza para recuperar esse dano\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o ambiental diz j\u00e1 ter ind\u00edcios das poss\u00edveis pessoas que causaram o dano e afirma que a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) foi comunicada a respeito. Os respons\u00e1veis devem ser denunciados ao Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado, por crime ambiental.<\/p>\n<p>\u201cComunicamos \u00e0 Funai porque a parte ind\u00edgena tamb\u00e9m \u00e9 prejudicada, e n\u00f3s precisamos muito da ajuda da comunidade, pois como n\u00e3o houve flagrante, precisamos identificar para que isso n\u00e3o aconte\u00e7a novamente\u201d, relatou.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 o timb\u00f3?<\/strong><br \/>\nO engenheiro de pesca Wallace Santos Batista explica que o timb\u00f3 \u00e9 um cip\u00f3 trepador encontrado nas mais diversas regi\u00f5es brasileiras, em especial na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica e \u00e9 considerada uma planta ictiot\u00f3xica, agindo principalmente atrav\u00e9s de uma toxina chamada \u201crotenona\u201d que possui a capacidade de asfixiar e matar peixes em poucos minutos. A planta tamb\u00e9m \u00e9\u00a0 conhecida como tingui, guaratimb\u00f3, timbosipo, timb\u00f3 iurari, cururu-ap\u00e9, mata-fome, entre outros.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ele ressalta que ainda n\u00e3o h\u00e1 estudos conclusivos sobre a sua a\u00e7\u00e3o t\u00f3xica em humanos. O contato com o cip\u00f3 pode causar irrita\u00e7\u00e3o na pele, coceiras e diarr\u00e9ias decorrente no contato com o veneno que se encontra.<\/p>\n<p>&#8220;Com aspecto leitoso na raiz do vegetal, afirmam que o timb\u00f3 pode at\u00e9 causar a morte se ingerida alguma de suas partes vegetativas, ele \u00e9 um\u00a0 ictiot\u00f3xco pois, na sua constitui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, cont\u00e9m o glucos\u00eddeo &#8216;timbo\u00edna&#8217;. Deste cip\u00f3, extrai-se um poderoso qu\u00edmico natural, chamado rotenona, que \u00e9 empregado no combate de\u00a0 insetos e pragas na agricultura&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Ele ainda destaca que o principal problema ocasionado pela utiliza\u00e7\u00e3o do timb\u00f3 \u00e9 que, al\u00e9m dos efeitos nocivos ainda desconhecidos, muitos peixes intoxicados afundam, n\u00e3o podendo ser\u00a0 capturados em \u00e1guas profundas. Desta maneira, milhares de peixes morrem e aparecem boiando j\u00e1 em estado de decomposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma planta t\u00f3xica, conhecida por &#8216;timb\u00f3&#8217;, pode ter causado a morte de ao menos dez<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3737,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/planta_toxica.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/planta_toxica.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/planta_toxica.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/planta_toxica.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/planta_toxica.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/planta_toxica.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/planta_toxica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/planta_toxica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/planta_toxica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/planta_toxica.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma planta t\u00f3xica, conhecida por &#8216;timb\u00f3&#8217;, pode ter causado a morte de ao menos dez","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3736"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3736"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3736\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3737"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3736"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3736"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3736"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}