{"id":37349,"date":"2016-02-19T08:00:15","date_gmt":"2016-02-19T11:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=37349"},"modified":"2016-02-18T20:38:54","modified_gmt":"2016-02-18T23:38:54","slug":"o-aquecimento-global-vai-fazer-a-neve-desaparecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-aquecimento-global-vai-fazer-a-neve-desaparecer\/","title":{"rendered":"O aquecimento global vai fazer a neve ficar mais rara at\u00e9 desaparecer?"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/neve.jpg\" rel=\"attachment wp-att-37350\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-37350\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/neve-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/neve-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/neve.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um &#8220;snowmageddon&#8221;, ou armagedon de neve, se tornou quase uma tradi\u00e7\u00e3o anual nos Estados Unidos. Hoje \u00e9 dif\u00edcil ver um ano sem algu\u00e9m, em algum lugar, em meio a uma intensa tempestade de neve. Os &#8220;sortudos&#8221; mais recentes foram os moradores de Nova York.<\/p>\n<p>Considerando que o mundo est\u00e1 cada vez mais quente em decorr\u00eancia das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas por a\u00e7\u00e3o humana, esse fen\u00f4meno pode parecer estranho para alguns. Se o mundo est\u00e1 esquentando, essas nevascas n\u00e3o deveriam ser mais raras?<\/p>\n<p>Uma resposta \u2013 que sempre aparece depois de uma forte tempestade de neve \u2013 \u00e9 dizer que o aquecimento global \u00e9 um &#8220;mito&#8221;.<\/p>\n<p>Mas mesmo se voc\u00ea concordar com o amplo consenso cient\u00edfico sobre a realidade da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, a for\u00e7a das nevascas ainda pode ser algo intrigante. Talvez o planeta ainda n\u00e3o tenha esquentado o suficiente para derreter toda a neve?<\/p>\n<p class=\"story-body__link\">A resposta verdadeira \u00e9 bem surpreendente. Nevascas extremas s\u00e3o uma consequ\u00eancia esperada de um mundo mais quente.<\/p>\n<p>Pode parecer paradoxal, mas isso porque costumamos acreditar que o clima frio \u00e9 a \u00fanica condi\u00e7\u00e3o para a neve.<\/p>\n<p>Na verdade, nevascas precisam de algo mais para acontecer: uma boa quantidade de umidade atmosf\u00e9rica. Em geral, essa umidade se forma em massas de ar quente, porque a atmosfera pode comportar 7% mais vapor d\u2019\u00e1gua sempre que a temperatura sobe 1\u00baC.<\/p>\n<p>Tais bols\u00f5es de ar quente se tornaram mais comuns com a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, e ajudam a explicar o que ocorreu na costa leste dos EUA neste inverno no hemisf\u00e9rio Norte.<\/p>\n<p>Em parte por consequ\u00eancia do aquecimento global, o oceano Atl\u00e2ntico \u00e9 mais quente hoje do que h\u00e1 algumas d\u00e9cadas. O resultado \u00e9 que o ar sobre o Atl\u00e2ntico tamb\u00e9m est\u00e1 mais quente e \u00famido.<\/p>\n<p>Quando esse ar quente encontrou o ar frio e seco do \u00c1rtico, formou-se uma tempestade de inverno \u2013 e estavam dadas as condi\u00e7\u00f5es para uma nevasca gigantesca.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <span class=\"story-image-copyright\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2016\/02\/15\/160215141441_neve3_640x360_nasa_nocredit.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"359\" \/><\/span>\u00a0<\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> Imagem de sat\u00e9lite mostra a dimens\u00e3o da \u00faltima nevasca nos EUA <\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>Daqui em diante, a costa leste dos EUA pode esperar eventos clim\u00e1ticos extremos por muitos anos, porque os ingredientes para os &#8220;armagedons de neve&#8221; ir\u00e3o continuar a ocorrer. O oceano Atl\u00e2ntico seguir\u00e1 abastecendo a regi\u00e3o com ar quente e \u00famido no inverno e o \u00c1rtico manter\u00e1 suas remessas de ar frio e seco para o sul<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 poss\u00edvel que em 30 anos o \u00c1rtico perca todo o gelo por pequenos per\u00edodos no pico do ver\u00e3o, mas no inverno a regi\u00e3o continuar\u00e1 congelada&#8221;, diz Kevin Trenberth, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Atmosf\u00e9rica, em Boulder (EUA). &#8220;Ent\u00e3o o ar frio continental continuar\u00e1 a se formar.&#8221;<\/p>\n<p>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, por\u00e9m, s\u00e3o complexas. Mesmo se um planeta mais quente ajuda a criar condi\u00e7\u00f5es para nevascas extremas em algumas regi\u00f5es, isso n\u00e3o significa necessariamente que haver\u00e1 mais neve como um todo.<\/p>\n<p>&#8220;Na compara\u00e7\u00e3o com as precipita\u00e7\u00f5es anuais de neve, eventos extremos de neve respondem de forma diferente \u00e0 mudan\u00e7a do clima&#8221;, afirma Paul O\u2019Gorman, do MIT (Massachusetts Institute of Technology).<\/p>\n<p>Em um estudo de 2014, O&#8217;Gorman usou modelos computacionais para investigar como nevascas moderadas e intensas no hemisf\u00e9rio norte poder\u00e3o mudar de padr\u00e3o no final do s\u00e9culo, caso as emiss\u00f5es de gases estufa continuem altas.<\/p>\n<p>Para regi\u00f5es localizadas a menos de 1000 metros acima do n\u00edvel do mar e que costumam ter temperaturas abaixo de zero no inverno, a conclus\u00e3o \u00e9 que as chances de nevascas extremas ir\u00e3o cair, em m\u00e9dia, apenas 8%. Mas o total de neve a atingir essas \u00e1reas em cada inverno pode cair at\u00e9 65% em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 regi\u00f5es em que o total de neve estacional dever\u00e1 cair, enquanto a intensidade de nevascas extremas n\u00e3o mudar\u00e1 muito, ou ate crescer\u00e1&#8221;, afirma O&#8217;Gorman.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <span class=\"story-image-copyright\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2016\/02\/15\/160215141556_neve4_640x360_nasa_nocredit.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"359\" \/><\/span>\u00a0<\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> A tempestade deixou o leste dos EUA coberto em branco <\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>A pr\u00f3pria esta\u00e7\u00e3o de neve tamb\u00e9m dever\u00e1 diminuir no futuro. O come\u00e7o e o fim do inverno ser\u00e3o mais quentes no hemisf\u00e9rio Norte, ent\u00e3o, segundo Trenberth, qualquer precipita\u00e7\u00e3o nesses per\u00edodos ser\u00e1 em forma de chuva, e n\u00e3o de neve.<\/p>\n<p>Em outras palavras, clima com neve poder\u00e1 de fato ser mais raro no futuro, e a esta\u00e7\u00e3o em que a neve se forma ser\u00e1 mais curta, mas os &#8220;armagedons&#8221; de gelo dever\u00e3o ser t\u00e3o intensos como os de hoje.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma m\u00e1 not\u00edcia para neg\u00f3cios que dependem da neve. &#8220;Muitos resorts de neve da costa leste dos EUA sair\u00e3o do mercado por for\u00e7a da natureza mais espor\u00e1dica das tempestades de neve, a n\u00e3o ser que encontrem novas oportunidades&#8221;, prev\u00ea Trenberth.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um &#8220;snowmageddon&#8221;, ou armagedon de neve, se tornou quase uma tradi\u00e7\u00e3o anual nos Estados Unidos.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37350,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/neve.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/neve-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/neve-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/neve.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/neve.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/neve.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/neve.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/neve.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/neve.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/neve.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um &#8220;snowmageddon&#8221;, ou armagedon de neve, se tornou quase uma tradi\u00e7\u00e3o anual nos Estados Unidos.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37349"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37349"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37349\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37350"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}