{"id":37308,"date":"2016-02-18T11:00:02","date_gmt":"2016-02-18T14:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=37308"},"modified":"2016-02-17T22:03:16","modified_gmt":"2016-02-18T01:03:16","slug":"estudo-de-2009-alertou-para-possivel-epidemia-de-zika","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-de-2009-alertou-para-possivel-epidemia-de-zika\/","title":{"rendered":"Estudo de 2009 alertou para poss\u00edvel epidemia de zika"},"content":{"rendered":"<article class=\"article-body\" data-content-body=\"\">\n<div data-template-placeholder=\"content-placeholder\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/zica.jpg\" rel=\"attachment wp-att-37309\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-37309\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/zica-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/zica-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/zica.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/www.idpublications.com\/journals\/pdfs\/avres\/avres_mostdown_2.pdf\" target=\"_blank\">Um estudo publicado em 2009<\/a> alertava para os perigos de uma epidemia de <a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/zika-virus\"><strong>zika<\/strong><\/a>. No trabalho, os cientistas alertavam para o potencial de urbaniza\u00e7\u00e3o de tr\u00eas v\u00edrus diferentes, entre eles o zika.<\/p>\n<p>Em resumo, o trabalho alerta para as condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para que <a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/doencas\"><strong>doen\u00e7as<\/strong><\/a> transmitidas por mosquitos se espalhassem pelo mundo. Al\u00e9m da zika, o estudo fala tamb\u00e9m sobre a febre amarela e sobre o v\u00edrus mayaro.<\/p>\n<p>Os autores s\u00e3o dois virologistas, Scott C. Weaver e William K. Reisen. Entre os mecanismos que eles abordam est\u00e1 a expans\u00e3o geogr\u00e1fica de certas esp\u00e9cies de mosquitos. Eles afirmam que, com o decorrer do tempo, essa expans\u00e3o deve ser mais e mais comum. Entre os principais fatores para que isso aconte\u00e7a est\u00e3o o <a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/desmatamento\"><strong>desmatamento<\/strong><\/a> de \u00e1reas florestais e maior mobilidade ao redor do mundo. Viagens de passageiros e transportes de cargas poderiam permitir que os mosquitos vetores se espalhassem.<\/p>\n<p>Outro fator citado pelos autores para que essas doen\u00e7as fiquem mais comuns \u00e9 o <a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/aquecimento-global\"><strong>aquecimento global<\/strong><\/a>. De acordo com eles, os per\u00edodos prop\u00edcios para reprodu\u00e7\u00e3o dos insetos vetores aumentariam\u2014expandindo tamb\u00e9m os momentos de pico das doen\u00e7as.<\/p>\n<p>O maior risco, no entanto, fica por conta da transmiss\u00e3o por vetores extremamente eficientes em ambientes urbanos. Na \u00e9poca, o zika n\u00e3o era associado a isso, apesar de ter a possibilidade de transmiss\u00e3o pelo <em>Aedes aegypti<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cExistem motivos para acreditar que v\u00edrus adicionais t\u00eam potencial para urbaniza\u00e7\u00e3o, o que poderia ter consequ\u00eancias devastadoras para a sa\u00fade p\u00fablica, especialmente no mundo ocidental, onde n\u00e3o temos casos de imunidade\u201d, escrever os autores.<\/p>\n<p>\u201cCombinado com a explos\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o humana em \u00e1reas urbanas nos tr\u00f3picos, a incid\u00eancia de doen\u00e7as como <a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/dengue\"><strong>dengue<\/strong><\/a> e chikungunya continuar\u00e1 aumentando at\u00e9 que <a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/vacinas\"><strong>vacinas<\/strong><\/a> ou melhores ferramentas de controle desses vetores em ambientes urbanos sejam criadas\u201d, escrevem os cientistas.<\/p>\n<p>No final do trabalho, os especialistas ainda sugerem estudos para entender como outros v\u00edrus ainda n\u00e3o haviam se espalhado pelo mundo. Eles afirmam que isso ajudaria no desenvolvimento de estrat\u00e9gias para facilitar e prevenir surtos urbanos de novos v\u00edrus.<\/p>\n<h3>Outras amea\u00e7as<\/h3>\n<p>Os outros dois v\u00edrus citados no trabalho s\u00e3o a febre amarela e o v\u00edrus Mayaro. A febre amarela \u00e9 uma velha conhecida do mundo ocidental. Foram registrados surtos da doen\u00e7a a partir do s\u00e9culo XVI. At\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo XX, a doen\u00e7a atingia principalmente cidades portu\u00e1rias da Am\u00e9rica do Norte e do Sul.<\/p>\n<p>O outro v\u00edrus citado \u00e9 o mayaro. Ele foi isolado pela primeira vez em 1954, em Trinidad. De acordo com o trabalho, ele causa sintomas parecidos com os da dengue, como febre, dores de cabe\u00e7a e dores nos olhos.<\/p>\n<p>Segundo os especialistas, muitos casos de infec\u00e7\u00e3o do v\u00edrus mayaro s\u00e3o confundidos com dengue por falta de testes de laborat\u00f3rio para confirmar a doen\u00e7a. Uma diferen\u00e7a consider\u00e1vel com a dengue \u00e9 que o mayaro \u00e9 muito mais persistente. As dores nas articula\u00e7\u00f5es podem incapacitar o doente de semanas a meses\u2014um quadro muito mais severo do que o da dengue.<\/p>\n<p>Os cientistas alertam para evid\u00eancias de que o mayaro pode ter surtos em ambientes urbanos. Ele \u00e9 extremamente pr\u00f3ximo da chikungunya (que j\u00e1 apresentou casos urbanos), ocorr\u00eancia comum em \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0s urbanas com grande n\u00famero de <em>Aedes aegypti<\/em> e, por \u00faltimo, a possibilidade de que o <em>Aedes<\/em> passe a ser um vetor de transmiss\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n<p>\u201cA atividade epid\u00eamica de chikungunya deve servir como aviso de que v\u00edrus obscuros como o mayaro n\u00e3o podem ser subestimados como potenciais patogenias emergentes\u201d, diz o documento.<\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo publicado em 2009 alertava para os perigos de uma epidemia de zika. 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