{"id":37161,"date":"2016-02-15T07:30:01","date_gmt":"2016-02-15T10:30:01","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=37161"},"modified":"2016-02-15T17:18:03","modified_gmt":"2016-02-15T20:18:03","slug":"cientistas-chineses-criam-sol-artificial-na-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-chineses-criam-sol-artificial-na-terra\/","title":{"rendered":"Cientistas chineses criam &#8220;sol artificial&#8221; na Terra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sol_artificial.jpg\" rel=\"attachment wp-att-37162\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-37162\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sol_artificial-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sol_artificial-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sol_artificial.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O experimento foi breve, n\u00e3o chegou nem a dois minutos, mas os 102 segundos que durou foram suficientes para transformar uma equipe de cientistas chineses nos autores do &#8220;Sol artificial&#8221; mais longo que j\u00e1 existiu na Terra.<\/p>\n<p>Apesar de o &#8220;astro&#8221; criado ter sido ef\u00eamero, representou um grande avan\u00e7o na longa corrida para tornar realidade um dos maiores desafios cient\u00edficos do s\u00e9culo XXI: imitar as estrelas e conseguir que a fus\u00e3o nuclear seja uma fonte de energia vi\u00e1vel.<\/p>\n<p>O Instituto de Ci\u00eancia F\u00edsica da cidade chinesa de Hefei, no leste do pa\u00eds, realizou no dia 28 de janeiro esse experimento, embora a Academia de Ci\u00eancias da China tenha demorado v\u00e1rios dias para divulgar a fa\u00e7anha atrav\u00e9s de um comunicado.<\/p>\n<p>Utilizando o reator de fus\u00e3o termonuclear EAST (sigla em ingl\u00eas de Tokamak Superconductor Experimental Advanced), os pesquisadores elevaram a temperatura do hidrog\u00eanio para 50 milh\u00f5es de graus celsius, triplicando a do n\u00facleo do Sol.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esse aumento t\u00e9rmico, o hidrog\u00eanio passou de g\u00e1s a plasma, o quarto estado da mat\u00e9ria (junto a s\u00f3lido, l\u00edquido e gasoso), no qual as part\u00edculas se movimentam a tal velocidade e se chocam com tanta for\u00e7a que os el\u00e9trons se separam dos n\u00facleos dos \u00e1tomos formando um conjunto ionizado.<\/p>\n<p>A novidade do experimento chin\u00eas, no entanto, n\u00e3o est\u00e1 nessa alta temperatura, mas no tempo que conseguiram mant\u00ea-la, j\u00e1 que em dezembro uma equipe do Instituto Max Planck da Alemanha conseguir atingir 80 milh\u00f5es de graus em um teste similar.<\/p>\n<p>Enquanto os cientistas alem\u00e3es, e antes deles outros europeus, japoneses e americanos, consideraram um sucesso chegar ao pico t\u00e9rmico em uma fra\u00e7\u00e3o de segundo, os chineses o fizeram durante por um minuto e 42 segundos.<\/p>\n<p>Ao control\u00e1-lo por tanto tempo demonstra uma evolu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica que os aproxima do que a maioria dos especialistas veem ainda muito longe: a chegada de reatores nucleares de fus\u00e3o capazes de imitar o processo que acontece no Sol de forma natural.<\/p>\n<p>A fus\u00e3o \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica que consiste na uni\u00e3o de dois \u00e1tomos para formar um maior liberando uma enorme quantidade de energia no processo, mais inclusive que na fiss\u00e3o que se realiza nas usinas nucleares, onde se quebram \u00e1tomos grandes em part\u00edculas menores.<\/p>\n<p>Conseguir uma fus\u00e3o nuclear est\u00e1vel e controlada \u00e9, por seu potencial como fonte de energia limpa e obtida de um recurso quase inesgot\u00e1vel, uma das grandes ambi\u00e7\u00f5es da comunidade cient\u00edfica internacional.<\/p>\n<p>Estados Unidos, Uni\u00e3o Europeia, China, R\u00fassia, Jap\u00e3o, \u00cdndia e Coreia do Sul formaram uma alian\u00e7a incomum para explorar a viabilidade da fus\u00e3o de hidrog\u00eanio para a gera\u00e7\u00e3o de energia no projeto ITER (Reator Internacional Termonuclear Experimental), que est\u00e1 sendo constru\u00eddo no sul da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>O EAST chin\u00eas \u00e9 uma esp\u00e9cie de vers\u00e3o em pequena escala do ITER e os dados de seu \u00faltimo experimento ser\u00e3o disponibilizados aos parceiros internacionais que participam desse projeto, segundo anunciou a Academia de Ci\u00eancias da China.<\/p>\n<p>O maior obst\u00e1culo da fus\u00e3o para ser vi\u00e1vel como fonte de energia, segundo os especialistas, consiste no confinamento do plasma durante um tempo suficientemente longo em um discreto volume e da\u00ed a import\u00e2ncia da descoberta do Instituto de Ci\u00eancia F\u00edsica de Hefei, que chegou mais longe do que ningu\u00e9m nesse aspecto.<\/p>\n<p>A Academia de Ci\u00eancias da China definiu seu resultado como um &#8220;marco&#8221; e reconheceu que, para consegui-lo, foi preciso superar muitos problemas f\u00edsicos e de engenharia.<\/p>\n<p>&#8220;Foi conseguido atrav\u00e9s de um aquecimento com um plasma confinado por uma supercondu\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica&#8221;, ou seja, o plasma foi retido dentro do reator gra\u00e7as a um sistema de potentes \u00edm\u00e3s, explicou \u00e0 Efe Li Ge, pesquisador do Instituto de Ci\u00eancia F\u00edsica de Hefei.<\/p>\n<p>Mais que gerar energia, a ideia dos cientistas chineses era se concentrar no requisito pr\u00e9vio: prolongar o tempo durante o qual se pode trabalhar com o plasma a temperaturas extremas.<\/p>\n<p>Seu pr\u00f3ximo objetivo \u00e9 chegar aos 100 milh\u00f5es de graus e preserv\u00e1-los durante 1.000 segundos (16 minutos e 40 segundos).<\/p>\n<p>Antes de chegar a esse ponto, a Academia de Ci\u00eancias da China adverte que &#8220;ainda h\u00e1 muitos desafios cient\u00edficos e t\u00e9cnicos&#8221; e Li acredita que o reator termonuclear ter\u00e1 que ser &#8220;atualizado&#8221;.<\/p>\n<p>Essas afirma\u00e7\u00f5es mostram que a corrida para reproduzir um Sol na Terra pode ser que demore anos, seguramente d\u00e9cadas, mas mostram que para os esfor\u00e7os de controlar a fus\u00e3o nuclear dentro dos reatores j\u00e1 faltam 102 segundos a menos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O experimento foi breve, n\u00e3o chegou nem a dois minutos, mas os 102 segundos que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37162,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sol_artificial.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sol_artificial-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sol_artificial-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sol_artificial.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sol_artificial.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sol_artificial.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sol_artificial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sol_artificial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sol_artificial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sol_artificial.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O experimento foi breve, n\u00e3o chegou nem a dois minutos, mas os 102 segundos que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37161"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37161"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37161\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37162"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37161"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37161"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37161"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}