{"id":37157,"date":"2016-02-15T16:00:52","date_gmt":"2016-02-15T19:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=37157"},"modified":"2016-02-14T23:01:17","modified_gmt":"2016-02-15T02:01:17","slug":"apenas-seis-empresas-controlam-mercado-mundial-de-transgenicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/apenas-seis-empresas-controlam-mercado-mundial-de-transgenicos\/","title":{"rendered":"Apenas seis empresas controlam mercado mundial de transg\u00eanicos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/transgenico.jpg\" rel=\"attachment wp-att-37158\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-37158\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/transgenico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/transgenico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/transgenico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A\u00e7\u00e3o das transnacionais \u00e9 norteada pela pol\u00edtica do fato consumado na introdu\u00e7\u00e3o de produtos, press\u00e3o sobre os agricultores e influ\u00eancia direta sobre os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos<\/p>\n<p>Basta dar uma olhada na lista de cultivos geneticamente modificados j\u00e1 liberados para plantio comercial em territ\u00f3rio brasileiro pela Comiss\u00e3o T\u00e9cnica Nacional de Biosseguran\u00e7a (CTNBio) \u2013 cinco tipos de soja, 18 de milho e 12 de algod\u00e3o, al\u00e9m de uma de feij\u00e3o \u2013 para se ter a no\u00e7\u00e3o exata de que o clube dos transg\u00eanicos \u00e9 para pouqu\u00edssimos s\u00f3cios. Com exce\u00e7\u00e3o da nacional Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), todos os cultivos liberados at\u00e9 hoje no Brasil utilizam tecnologia transg\u00eanica e defensivos agr\u00edcolas produzidos pelas seis grandes empresas transnacionais que tamb\u00e9m lideram o setor de transgenia em n\u00edvel global: Monsanto (Estados Unidos), Syngenta (Su\u00ed\u00e7a), DuPont (EUA), BASF (Alemanha), Bayer (Alemanha) e Dow (EUA).<\/p>\n<p>O monop\u00f3lio praticado pelas transnacionais no mercado agr\u00edcola brasileiro se reproduz em todo o mundo. Um relat\u00f3rio divulgado em mar\u00e7o pelo Grupo ETC, organiza\u00e7\u00e3o socioambientalista internacional que atua no setor de biotecnologia e monitora o mercado de transg\u00eanicos, revela que as seis maiores empresas, apelidadas de \u201cGene Giants\u201d (Gigantes da Gen\u00e9tica), controlam atualmente 59,8% do mercado mundial de sementes comerciais e 76,1% do mercado de agroqu\u00edmicos, al\u00e9m de serem respons\u00e1veis por 76% de todo o investimento privado no setor.<\/p>\n<p>Baixe os dados em uma tabela com as propriedades de cada transg\u00eanico<\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o de mercado, por si s\u00f3, j\u00e1 seria pass\u00edvel de cr\u00edticas, mas ambientalistas, associa\u00e7\u00f5es de defesa do consumidor e advers\u00e1rios dos transg\u00eanicos em geral tamb\u00e9m repudiam severamente os m\u00e9todos utilizados ao longo dos anos pelas Gene Giants para consolidar seu monop\u00f3lio. Nos pa\u00edses onde atuam, a a\u00e7\u00e3o das empresas transnacionais, ainda hoje, \u00e9 norteada pela pol\u00edtica do fato consumado na introdu\u00e7\u00e3o de seus produtos (com pr\u00e1ticas como a distribui\u00e7\u00e3o ilegal de sementes ou a contamina\u00e7\u00e3o deliberada de lavouras convencionais), a press\u00e3o sobre os agricultores para a ado\u00e7\u00e3o da tecnologia transg\u00eanica e dos produtos qu\u00edmicos agr\u00edcolas a ela associados e a influ\u00eancia direta sobre os \u00f3rg\u00e3os nacionais do poder p\u00fablico respons\u00e1veis por deliberar sobre a libera\u00e7\u00e3o de organismos geneticamente modificados.<\/p>\n<p>\u201cNo Brasil, essas transnacionais compraram praticamente todas as pequenas e m\u00e9dias empresas de sementes, al\u00e9m de dominarem a cadeia agroalimentar desde a produ\u00e7\u00e3o de sementes, agroqu\u00edmicos e agrot\u00f3xicos at\u00e9 a parte de log\u00edstica, transporte e exporta\u00e7\u00e3o. Os agricultores hoje no Brasil est\u00e3o submetidos aos interesses dessas transnacionais. Isso \u00e9 um problema grave para um pa\u00eds que quer ter soberania alimentar e condi\u00e7\u00f5es melhores de produ\u00e7\u00e3o para garantir alimentos de qualidade \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u201d, diz Darci Frigo, advogado da organiza\u00e7\u00e3o socioambientalista Terra de Direitos. Nesses dez anos de reinado transg\u00eanico no pa\u00eds, diz Frigo, a perda da diversidade alimentar j\u00e1 \u00e9 realidade: \u201cEssas empresas v\u00eam homogeneizando a dieta com poucos produtos. Basicamente, aqueles produtos que interessam a elas do ponto de vista da aplica\u00e7\u00e3o de determinados agrot\u00f3xicos ou outros insumos, com a chamada venda casada\u201d.<\/p>\n<p>Um dos m\u00e9todos utilizados pelas transnacionais, diz Frigo, \u00e9 cooptar cooperativas agropecu\u00e1rias para fazer a distribui\u00e7\u00e3o das suas sementes e, \u00e0 medida que as empresas de sementes v\u00e3o sendo compradas e o mercado dominado, colocar \u00e0 venda apenas a semente com a qual ter\u00e3o mais lucro: \u201cAqui no Brasil, muitas vezes, os agricultores iam comprar as sementes convencionais e n\u00e3o as encontravam mais, ou as encontravam em quantidades muito pequenas, o que os obrigava a, n\u00e3o tendo outra op\u00e7\u00e3o, comprar as sementes que, por exemplo, a Monsanto impunha no mercado. Ent\u00e3o, essa imposi\u00e7\u00e3o do pacote tecnol\u00f3gico, a imposi\u00e7\u00e3o da transgenia, se deu a ferro e fogo. Quando os agricultores se deram conta, haviam entrado em um caminho sem volta\u201d.<\/p>\n<p>A captura dos agricultores \u00e9 tamb\u00e9m apontada pelo pesquisador Paulo Brack, professor do Instituto de Bioci\u00eancias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): \u201cSe voc\u00ea falar com um agricultor ga\u00facho sobre a op\u00e7\u00e3o de n\u00e3o plantar transg\u00eanicos, ele simplesmente vai te dizer que n\u00e3o existe mais semente convencional. O mercado foi tomado pelas sementes transg\u00eanicas. Hoje, ele est\u00e1 dominado, e voc\u00ea n\u00e3o tem nem mais a alternativa de plantar culturas convencionais. Isso \u00e9 um esc\u00e2ndalo, porque vai contra a economia do pr\u00f3prio agricultor, que perde a possibilidade de fazer a sua pr\u00f3pria semente e tem de pagar royalties para as empresas. O c\u00edrculo est\u00e1 se fechando, e o governo deveria resguardar, no m\u00ednimo, a possibilidade de produ\u00e7\u00e3o de sementes convencionais e sementes crioulas\u201d, diz.<\/p>\n<p>Influ\u00eancia<\/p>\n<p>Talvez as mais conhecidas pe\u00e7as de den\u00fancia sobre os m\u00e9todos utilizados pelas gigantes do setor de transgenia, o livro e o filme \u201cO mundo segundo a Monsanto\u201d, ambos da francesa Marie-Monique Robin, relatam a trajet\u00f3ria hist\u00f3rica da empresa estadunidense, desde o seu envolvimento nas pesquisas sobre a bomba at\u00f4mica (que acabou jogada sobre os civis japoneses nos anos 1940) e a cria\u00e7\u00e3o do agente laranja (utilizado para matar civis na guerra do Vietn\u00e3 nos anos 1960) at\u00e9 sua chegada \u00e0 tecnologia transg\u00eanica e ao novo papel de \u201cempresa agr\u00edcola\u201d nos anos 1990.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sWxTrKlCMnk\" width=\"640\" height=\"495\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Durante todas essas d\u00e9cadas, relata Robin, a Monsanto jamais deixou de exercer forte influ\u00eancia sobre os agentes p\u00fablicos que ocupavam postos em \u00f3rg\u00e3os de estrat\u00e9gica import\u00e2ncia como, por exemplo, a ag\u00eancia que regula o mercado de alimentos, drogas e produtos qu\u00edmicos nos Estados Unidos (FDA, na sigla em ingl\u00eas). Livro e filme t\u00eam tamb\u00e9m uma parte especialmente dedicada \u00e0 Am\u00e9rica do Sul, onde mostram os m\u00e9todos utilizados pela Monsanto para introduzir ilegalmente a soja transg\u00eanica RR na lavouras do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>No Brasil, o m\u00e9todo b\u00e1sico de a\u00e7\u00e3o das Gene Giants para consolidar a posi\u00e7\u00e3o de seus produtos no mercado tamb\u00e9m alia a press\u00e3o sobre os agricultores \u00e0 tentativa de influenciar setores estrat\u00e9gicos da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica: \u201cH\u00e1 uma influ\u00eancia muito grande no direcionamento da pesquisa e tamb\u00e9m no \u00e2mbito do Congresso Nacional e do financiamento das campanhas eleitorais. Isso determina que os temas de interesse das empresas de biotecnologia acabem entrando na l\u00f3gica do parlamento. A bancada ruralista presta servi\u00e7o \u00e0 transgenia, apesar de os agricultores serem dominados pelo cartel formado por essas empresas, porque os parlamentares recebem apoio para suas campanhas eleitorais\u201d, diz Darci Frigo.<\/p>\n<p>Segundo o dirigente da Terra de Direitos, \u00e9 tanta a for\u00e7a das gigantes da transgenia no Brasil atualmente que elas at\u00e9 mesmo reduziram sua propaganda: \u201cAs empresas abandonaram o discurso de que transg\u00eanico diminui o uso de agrot\u00f3xicos porque j\u00e1 estabeleceram seu dom\u00ednio sobre os agricultores e o mercado, e agora ningu\u00e9m mais vai discutir essa diminui\u00e7\u00e3o. As autoridades n\u00e3o questionam e o Minist\u00e9rio da Agricultura n\u00e3o se estrutura para fazer uma real fiscaliza\u00e7\u00e3o do que acontece no terreno. \u00c9 grande a influ\u00eancia dessas empresas por meio da press\u00e3o sobre os parlamentares ou por meio das a\u00e7\u00f5es de coopta\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela fiscaliza\u00e7\u00e3o, como a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), para liberar agrot\u00f3xicos, ou a CTNBio, para liberar transg\u00eanicos\u201d, diz Frigo.<\/p>\n<p>iTunes transg\u00eanico<\/p>\n<p>Mais recentemente, setores antitransg\u00eanicos manifestaram seu rep\u00fadio \u00e0 iniciativa de algumas empresas transnacionais que anunciaram o compartilhamento gratuito de tecnologias relativas a seus produtos para pesquisadores de pa\u00edses em desenvolvimento. Nos Estados Unidos, um acordo inicialmente elaborado pela Monsanto, e agora posto em pr\u00e1tica pela General Electric (GE), promete liberar aos agricultores informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre diversos produtos da empresa que j\u00e1 tiveram suas patentes expiradas: \u201cCom isso, querem fazer que uma pr\u00e1tica monopolista pare\u00e7a um ato de caridade\u201d, diz o relat\u00f3rio do Grupo ETC.<\/p>\n<p>A medida de maior impacto, no entanto, foi anunciada em janeiro pela Syngenta. A transnacional su\u00ed\u00e7a lan\u00e7ou na internet o que define como uma \u201cplataforma de compartilhamento de inova\u00e7\u00e3o na agricultura\u201d, onde disponibiliza gratuitamente para pesquisadores algumas t\u00e9cnicas e caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas de suas sementes patenteadas. Ironicamente batizada pelo movimento socioambientalista como o \u201ciTunes dos Transg\u00eanicos\u201d, o site da Syngenta \u00e9 definido pelo Grupo ETC ao mesmo tempo como \u201cuma tentativa de imposi\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia tecnol\u00f3gica para o Sul\u201d e \u201cuma jogada concebida expressamente para acalmar o movimento contra o patenteamento de plantas que ganha for\u00e7a na Europa\u201d.<\/p>\n<p>Briga por royalties<\/p>\n<p>No que diz respeito a patentes, o poder de persuas\u00e3o das empresas que controlam o setor de transg\u00eanicos tamb\u00e9m tem seus limites. Absoluta no mercado brasileiro de soja transg\u00eanica, a Monsanto mant\u00e9m h\u00e1 anos uma complicada rela\u00e7\u00e3o com os produtores do gr\u00e3o no pa\u00eds por conta da cobran\u00e7a de royalties relativos \u00e0 sua tecnologia RR. Em junho deste ano, uma decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), motivada por uma a\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja-MT), determinou que a empresa suspendesse a cobran\u00e7a de royalties, considerada indevida. A decis\u00e3o obrigou a Monsanto a fazer um acordo com os produtores brasileiros para o ressarcimento de R$ 212 milh\u00f5es cobrados indevidamente nas safras 2010\/2011 e 2011\/2012.<\/p>\n<p>Diretor t\u00e9cnico da Aprosoja-MT, Nery Ribas afirma que, se dependesse das poucas informa\u00e7\u00f5es transmitidas aos produtores pela Monsanto ao longo de todos esses anos de rela\u00e7\u00e3o, a cobran\u00e7a indevida n\u00e3o teria sido percebida: \u201cAntes, a dificuldade em obter informa\u00e7\u00f5es era muito grande, mas, com a contrata\u00e7\u00e3o de consultorias especializadas, conseguimos demonstrar que a patente havia vencido em agosto de 2010. Ou seja, j\u00e1 havia sido cobrado indevidamente em duas safras\u201d, diz.<\/p>\n<p>A Aprosoja-MT liderou ent\u00e3o um movimento pelo fim da cobran\u00e7a dos royalties que acabou tendo efeitos em todo o Brasil: \u201cEntramos com a a\u00e7\u00e3o e ganhamos em todas as inst\u00e2ncias. A Monsanto reconheceu o erro e estendeu esse benef\u00edcio para todo o pa\u00eds. J\u00e1 n\u00e3o cobrou os royalties nessa \u00faltima safra [2012\/2013] e, depois de muita discuss\u00e3o, chegamos a um acordo. Aquilo que nos foi indevidamente cobrado, v\u00e3o ter de pagar em dobro. A legisla\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 muito clara: cobrou indevidamente, tem de pagar em dobro\u201d, diz Ribas.<\/p>\n<p>O acordo ser\u00e1 efetivado na comercializa\u00e7\u00e3o da nova tecnologia transg\u00eanica para soja desenvolvida pela Monsanto no Brasil, conhecida como Intacta: \u201cO que temos para receber, relativo a esses dois anos, nos vai ser pago em forma de b\u00f4nus no uso da nova tecnologia. Por quatro anos, a Monsanto conceder\u00e1 um b\u00f4nus que o produtor poder\u00e1 utilizar na aplica\u00e7\u00e3o da tecnologia. Em vez de R$ 115 por hectare, que \u00e9 o pre\u00e7o dos royalties j\u00e1 definido pela Monsanto para a Intacta, ser\u00e3o cobrados R$ 96,50. Ou seja, haver\u00e1 R$ 18,50 a menos por hectare durante quatro anos\u201d, diz o dirigente da Aprosoja.<\/p>\n<p>Nery Ribas diz que o cultivo de transg\u00eanicos \u201ctem suas desvantagens, e uma delas \u00e9 a obriga\u00e7\u00e3o de pagamento de royalties\u201d \u00e0s empresas detentoras da tecnologia: \u201cN\u00e3o somos contra a tecnologia e n\u00e3o somos de maneira nenhuma contra pagar pela tecnologia, mas desde que seja bom, justo e interessante para os dois lados. O que vinha ocorrendo \u00e9 que o monop\u00f3lio de uma \u00fanica empresa sobre a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica fez que ela cobrasse um pre\u00e7o que nunca foi discutido pelos produtores. A Monsanto chegava, determinava o valor e pronto. N\u00e3o se discutia valor, forma de cobran\u00e7a etc. Nunca se discutiu isso, e o produtor, pela utiliza\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios, nunca questionou e sempre pagou, mas sempre reconhecendo que era muito caro\u201d, diz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00e7\u00e3o das transnacionais \u00e9 norteada pela pol\u00edtica do fato consumado na introdu\u00e7\u00e3o de produtos, press\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37158,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/transgenico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/transgenico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/transgenico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/transgenico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/transgenico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/transgenico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/transgenico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/transgenico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/transgenico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/transgenico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A\u00e7\u00e3o das transnacionais \u00e9 norteada pela pol\u00edtica do fato consumado na introdu\u00e7\u00e3o de produtos, press\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37157"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37157"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37157\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}