{"id":37138,"date":"2016-02-15T11:00:42","date_gmt":"2016-02-15T14:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=37138"},"modified":"2016-02-14T22:26:49","modified_gmt":"2016-02-15T01:26:49","slug":"por-que-as-empresas-dao-tanto-valor-aos-relatorios-de-sustentabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/por-que-as-empresas-dao-tanto-valor-aos-relatorios-de-sustentabilidade\/","title":{"rendered":"Por que as empresas d\u00e3o tanto valor aos relat\u00f3rios de sustentabilidade?"},"content":{"rendered":"<h4><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sustentabilidade.jpg\" rel=\"attachment wp-att-37139\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-37139\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sustentabilidade-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sustentabilidade-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sustentabilidade.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quem me conhece sabe que n\u00e3o sou l\u00e1 muito f\u00e3 de relat\u00f3rios de sustentabilidade. \u00c9 claro que acho que deve haver uma presta\u00e7\u00e3o de contas p\u00fablica a respeito das a\u00e7\u00f5es de sustentabilidade. Mas acho que relat\u00f3rio \u00e9 nada mais do que isso. Presta\u00e7\u00e3o de contas. Ponto.<\/h4>\n<p>Acontece que para muitas empresas, o relat\u00f3rio ganhou um protagonismo que n\u00e3o faz o menor sentido. Em tese, repito, ele \u00e9 apenas a presta\u00e7\u00e3o de contas daquilo que foi feito. <strong>DAQUILO QUE FOI FEITO<\/strong>. Relat\u00f3rio n\u00e3o passa da ponta final de todo um processo de gest\u00e3o de sustentabilidade. Por que tanto cuidado com o final se o meio e o in\u00edcio s\u00e3o, simplesmente, relegados a um segundo plano?<\/p>\n<p>Sinceramente acho que pouco deveria importar a metodologia de coleta de dados (s\u00e9rio, isso \u00e9 simples demais para a montanha de dificuldade que as empresas dizem ter nessa a\u00e7\u00e3o) ou em qual vers\u00e3o GRI o relat\u00f3rio \u00e9 baseado. Mais sinceramente ainda, \u00e9 um documento que pouca gente l\u00ea. Sem contar que a forma como os indicadores s\u00e3o reportados hoje n\u00e3o despertam nenhum interesse do mercado financeiro.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7o empresas que cobram R$ 200.000,00 (e muitas vezes at\u00e9 mais) para escrever um relat\u00f3rio. <strong>ESCREVER<\/strong>. Conhe\u00e7o empresas que mal fazem sustentabilidade e criaram uma ger\u00eancia de GRI. <strong>GER\u00caNCIA. <\/strong>Conhe\u00e7o universidade que criou linha de pesquisa de mestrado\/doutorado para GRI. Imaginem, sofrer que nem um c\u00e3o num mestrado para no final escrever uma disserta\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de relatar o que as empresas fingem que fazem para um mercado que finge que acredita.<\/p>\n<p>E a\u00ed pergunto: para que tanto investimento de dinheiro, de tempo, de esfor\u00e7o, de estrat\u00e9gia corporativa para um mero relat\u00f3rio de sustentabilidade? Ser\u00e1 que ele \u00e9 mais importante do que colocar em pr\u00e1tica a sustentabilidade dentro de uma empresa?<\/p>\n<div id=\"attachment_10003\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 649px;\"><a class=\"cboxElement\" href=\"http:\/\/i0.wp.com\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Corbis-42-75929252-900.jpg\" rel=\"attachment wp-att-10003\" data-rel=\"lightbox-gallery-niVR\" data-lightboxplus=\"lightbox[10000]\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-10003\" src=\"http:\/\/i0.wp.com\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Corbis-42-75929252-900.jpg?zoom=1.5&amp;resize=720%2C405\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" srcset=\"http:\/\/i0.wp.com\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Corbis-42-75929252-900.jpg?resize=300%2C169 300w, http:\/\/i0.wp.com\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Corbis-42-75929252-900.jpg?resize=768%2C432 768w, http:\/\/i0.wp.com\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Corbis-42-75929252-900.jpg?w=900 900w\" alt=\"Marketing &quot;verde&quot;. At\u00e9 quando?\" width=\"639\" height=\"359\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Marketing \u201cverde\u201d. At\u00e9 quando?<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9!<\/strong><\/p>\n<p>O que acontece \u00e9 que preocupadas basicamente com reputa\u00e7\u00e3o e de olho no que seus pares fazem, as empresas investem na constru\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios que beiram a fic\u00e7\u00e3o. Sim, porque o que se tem hoje s\u00e3o relat\u00f3rios que contam uma hist\u00f3ria onde acidentes n\u00e3o acontecem, onde conflitos sociais s\u00e3o problemas de f\u00e1cil solu\u00e7\u00e3o, onde fauna e flora n\u00e3o s\u00e3o impactadas pelas opera\u00e7\u00f5es industriais, onde as emiss\u00f5es de CO<sub>2<\/sub> n\u00e3o contribuem para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e, principalmente, onde as externalidades s\u00e3o apenas externalidades.<\/p>\n<p>E com um monte de livros de fic\u00e7\u00e3o (sim, relat\u00f3rios com mais de 80 p\u00e1ginas em tamanho A4 s\u00e3o livros, convenhamos!) publicados anualmente, as empresas v\u00e3o fingindo que fazem sustentabilidade. N\u00e3o, elas n\u00e3o fazem. Muito longe disso. Inclusive empresas com relat\u00f3rios impec\u00e1veis s\u00e3o verdadeiramente insustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>Acho que est\u00e1 na hora de sairmos da fase de enrola\u00e7\u00e3o e amadurecermos de fato a sustentabilidade dentro das empresas. Desde 2013 os anos v\u00eam sendo cru\u00e9is para quem \u00e9 da \u00e1rea, seja pelas muitas demiss\u00f5es, seja (para quem trabalha com consultoria) pela falta de projetos estrat\u00e9gicos, seja, principalmente, pela (falta de) profundidade do discurso de sustentabilidade corporativa. O fato \u00e9 que, passado o oba-oba da Rio+20, n\u00f3s regredimos. E regredimos feio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem me conhece sabe que n\u00e3o sou l\u00e1 muito f\u00e3 de relat\u00f3rios de sustentabilidade. \u00c9<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37139,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sustentabilidade.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sustentabilidade-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sustentabilidade-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sustentabilidade.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sustentabilidade.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sustentabilidade.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sustentabilidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sustentabilidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sustentabilidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sustentabilidade.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quem me conhece sabe que n\u00e3o sou l\u00e1 muito f\u00e3 de relat\u00f3rios de sustentabilidade. \u00c9","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37138"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37138"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37138\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37139"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37138"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37138"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37138"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}