{"id":37019,"date":"2016-02-13T16:59:23","date_gmt":"2016-02-13T19:59:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=37019"},"modified":"2016-02-13T16:59:23","modified_gmt":"2016-02-13T19:59:23","slug":"como-e-o-voo-que-leva-cientistas-para-estudar-o-el-nino-sobre-o-pacifico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-e-o-voo-que-leva-cientistas-para-estudar-o-el-nino-sobre-o-pacifico\/","title":{"rendered":"Como \u00e9 o voo que leva cientistas para estudar o El Ni\u00f1o sobre o Pac\u00edfico"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/voo_el_nino.jpg\" rel=\"attachment wp-att-37020\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-37020\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/voo_el_nino-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/voo_el_nino-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/voo_el_nino.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Mil e seiscentos quil\u00f4metros ao sul do Hava\u00ed, o ar a 13.700 metros acima do Pac\u00edfico equatorial era uma mistura cintilante de grossas nuvens de tempestade e neblina gelada de cirros, um produto das \u00e1guas aquecidas demais abaixo.<\/p>\n<p>Em um jato Gulfstream mais acostumado a ca\u00e7ar furac\u00f5es no Atl\u00e2ntico, pesquisadores da Administra\u00e7\u00e3o Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em ingl\u00eas) cruzavam este trecho desolado do oceano tropical em que os ventos al\u00edsios do norte e do sul se encontram. \u00c9 uma \u00e1rea que marujos paralisados pela falta de ventos chamam h\u00e1 muito tempo de calmaria equatorial, s\u00f3 que neste ano a tranquilidade passou longe dali.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o cerne do El Ni\u00f1o mais forte em uma gera\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 bombeando umidade e energia para a atmosfera e, como resultado, perturbando o clima em escala mundial.<\/p>\n<p>Com 11 pessoas a bordo, incluindo um jornalista, o avi\u00e3o decolou em uma longa viagem rumo ao oeste, afastando-se do ar mais perturbado ao sul. A cada dez minutos, em uma contagem regressiva de Mike Holmes, um dos dois diretores de voo, t\u00e9cnicos na traseira soltavam um pacote de instrumentos atrav\u00e9s de um tubo estreito no ch\u00e3o. Ligados a um pequeno paraquedas, os aparelhos ca\u00edam e iam transmitindo a velocidade do vento e sua dire\u00e7\u00e3o, umidade e outros dados atmosf\u00e9ricos para o avi\u00e3o durante a queda.<\/p>\n<p>Analisadas por cientistas e inseridas em modelos climatol\u00f3gicos, as informa\u00e7\u00f5es podem melhorar a previs\u00e3o do efeito do El Ni\u00f1o sobre o clima, ajudando os pesquisadores a compreenderem melhor o que acontece aqui, no ponto inicial.<\/p>\n<p>&#8220;Uma das quest\u00f5es mais importantes a ser respondida \u00e9 saber a qualidade com que nossos modelos atuais de clima representam a resposta da atmosfera tropical a um El Ni\u00f1o. \u00c9 o primeiro elo na cadeia&#8221;, disse Randall Dole, cientista do Laborat\u00f3rio de Pesquisa do Sistema Terra, do Noaa, e um dos principais pesquisadores do projeto.<\/p>\n<p>Um El Ni\u00f1o costuma se formar em um intervalo de dois a sete anos, quando os ventos da superf\u00edcie que geralmente sopram de leste para oeste perdem a for\u00e7a. Em resultado, a \u00e1gua quente que costuma se avolumar ao longo do Equador no Pac\u00edfico ocidental passa a girar no sentido leste. Por causa dessa mudan\u00e7a, o trecho de \u00e1gua &#8212; que este El Ni\u00f1o deixou nove graus Celsius mais quente do que o normal no Pac\u00edfico central e oriental &#8212; funciona como uma m\u00e1quina t\u00e9rmica, afetando as correntes de jato que sopram em altitudes elevadas.<\/p>\n<p>Isso, por sua vez, pode provocar mais chuva no inverno na por\u00e7\u00e3o inferior dos EUA e clima seco no sul da \u00c1frica, entre os muitos efeitos poss\u00edveis do El Ni\u00f1o.<\/p>\n<p>Auxiliados por um grande poder de processamento e dados melhores, os cientistas aprimoraram a capacidade de seus modelos preverem quando esse fen\u00f4meno vai acontecer e que for\u00e7a ter\u00e1. Em junho, o consenso entre os climatologistas usando modelos criados pela Noaa, bem como por outras institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e ag\u00eancias norte-americanas e de outros pa\u00edses, era que um El Ni\u00f1o forte iria se formar no final do ano, como de fato aconteceu.<\/p>\n<p>Entretanto, os cientistas n\u00e3o tiveram tanto \u00eaxito em prever seu efeito sobre o clima. Neste ano, por exemplo, a maioria dos modelos tinha menos certeza sobre seu significado para a sedenta Calif\u00f3rnia. At\u00e9 agora, boa parte do Estado recebeu mais chuva do que o esperado, mas n\u00e3o est\u00e1 claro se o sul californiano, em especial, ser\u00e1 inundado com tanta intensidade como durante o \u00faltimo El Ni\u00f1o forte, em 1997-98.<\/p>\n<p>Anthony Barnston, meteorologista chefe do Instituto Internacional de Pesquisa sobre o Clima e Sociedade da Universidade Columbia, que estudou a exatid\u00e3o do modelo do El Ni\u00f1o, explicou que os modelos din\u00e2micos, que simulam a f\u00edsica do mundo real, t\u00eam se sa\u00eddo melhor ultimamente ao prever se o fen\u00f4meno vai ocorrer do que modelos estat\u00edsticos, baseados em compara\u00e7\u00f5es de dados hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Segundo Barnston, com um modelo din\u00e2mico, os dados que representam as condi\u00e7\u00f5es atuais s\u00e3o inseridos no modelo, que funciona a partir disso. &#8220;Voc\u00ea liga e avan\u00e7a no tempo.&#8221; Isto pode ser feito dezenas de vezes &#8212; ou com a frequ\u00eancia que o dinheiro permitir &#8212; ajustando os dados a cada vez e nivelando os resultados.<\/p>\n<p>Com qualquer modelo, dados bons s\u00e3o cruciais. Os modelos do El Ni\u00f1o foram ajudados pelo desenvolvimento dos sat\u00e9lites e redes de boias que podem medir a temperatura da superf\u00edcie do mar e outras caracter\u00edsticas oce\u00e2nicas.<\/p>\n<p>Quando se trata de prever os efeitos do El Ni\u00f1o no clima, no entanto, \u00e9 mais dif\u00edcil de se obter dados bons. \u00c9 nesse aspecto que o projeto de pesquisa da Noaa pretende auxiliar, estudando um processo fundamental na conex\u00e3o entre o fen\u00f4meno e o clima: a convec\u00e7\u00e3o tropical profunda.<\/p>\n<p>As nuvens que o jato da Noaa cruzou eram fruto desse processo, no qual o ar acima da \u00e1gua quente do El Ni\u00f1o capta o calor e a umidade e os leva a milhares de metros de altitude. Quando o ar chega a altas atitudes &#8212; ao redor do n\u00edvel de voo do Gulfstream &#8212; a umidade se condensa em got\u00edculas, liberando energia na forma de calor e criando ventos que sopram no sentido externo.<\/p>\n<p>Os cientistas sabem que a energia liberada pode levar a uma esp\u00e9cie de reverbera\u00e7\u00e3o na corrente de jato, uma onda que, enquanto se propaga, pode afetar o clima em diversas regi\u00f5es ao redor do mundo. E sabem que os ventos gerados podem dar for\u00e7a \u00e0 corrente de jato. Esse \u00e9 um grande motivo para a Calif\u00f3rnia e boa parte do sul dos Estados Unidos normalmente ficarem mais \u00famidos durante um El Ni\u00f1o; os ventos da convec\u00e7\u00e3o fortalecem a corrente de jato a ponto de ela chegar \u00e0 Calif\u00f3rnia e ir al\u00e9m.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, para estudar a convec\u00e7\u00e3o durante um El Ni\u00f1o, os dados devem ser coletados na atmosfera bem como na superf\u00edcie do mar. \u00c9 uma tarefa herc\u00falea porque a convec\u00e7\u00e3o ocorre em uma das \u00e1reas mais remotas do planeta. Em resultado, explicou Dole, existem poucos dados reais sobre convec\u00e7\u00e3o durante o fen\u00f4meno e a maioria dos modelos, incluindo o da Noaa, tiveram de ser alimentados com palpites sobre os detalhes do processo.<\/p>\n<p>&#8220;Temos uma forte suspeita de que nossos modelos t\u00eam grandes erros na reprodu\u00e7\u00e3o de algumas dessas rea\u00e7\u00f5es. A \u00fanica maneira de saber \u00e9 fazendo observa\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>Quando no ano passado os meteorologistas come\u00e7aram a prever um El Ni\u00f1o forte, os cientistas da Noaa perceberam a oportunidade e come\u00e7aram a fazer planos para um programa de pesquisa de a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida.<\/p>\n<p>Dole estimou que normalmente levaria de dois a tr\u00eas anos para criar o programa que eles montaram em cerca de seis meses.<\/p>\n<p>De certa forma, foram ajudados pelo desenvolvimento do El Ni\u00f1o, que reduziu a atividade dos furac\u00f5es no Atl\u00e2ntico no final do ano passado. O jato realizou menos miss\u00f5es e as horas de voo dispon\u00edveis, bem como os aparelhos de medi\u00e7\u00e3o extras, foram transferidas para o projeto.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do jato &#8212; tamb\u00e9m equipado com um radar Doppler para estudar o vento &#8211;, o programa est\u00e1 lan\u00e7ando outras sondas, de um navio e de um pequeno atol nas proximidades do Equador. Uma grande aeronave teleguiada da Nasa, a ag\u00eancia espacial norte-americana, chamado Global Hawk, tamb\u00e9m foi convocada para estudar o Pac\u00edfico entre o Hava\u00ed e o continente.<\/p>\n<p>O voo do jato era o quarto dos pesquisadores, das quase duas d\u00fazias planejadas para o pr\u00f3ximo m\u00eas. O dia come\u00e7ou no Aeroporto Internacional de Honolulu cinco horas antes da decolagem \u00e0s 11h30 quando Ryan Spackman, o outro diretor da pesquisa, e colegas da Noaa discutiram o clima com Dole e outros cientistas do escrit\u00f3rio da entidade em Boulder, Colorado.<\/p>\n<p>O plano original era voar ao sul de Honolulu e ao redor de uma \u00e1rea de convec\u00e7\u00e3o &#8212; uma &#8220;c\u00e9lula&#8221; em termos meteorol\u00f3gicos &#8212; pr\u00f3xima do Equador. Todavia, quando os tr\u00eas pilotos do avi\u00e3o chegaram para receber as instru\u00e7\u00f5es v\u00e1rias horas mais tarde, o plano mudara por quest\u00f5es de seguran\u00e7a. Havia o risco de que n\u00e3o haveria como regressar da ponta sul da \u00e1rea de convec\u00e7\u00e3o sem atravessar uma tempestade, e o Gulfstream, ao contr\u00e1rio de outros avi\u00f5es para ca\u00e7ar furac\u00f5es da Noaa, n\u00e3o pode fazer isso.<\/p>\n<p>No final, cientistas e aviadores concordaram em percorrer um trecho longo da extremidade norte da \u00e1rea de convec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O plano necessitava de 30 aparelhos de medi\u00e7\u00e3o e a equipe lan\u00e7ou alguns durante o longo voo para a zona de convec\u00e7\u00e3o e, depois, o ritmo se acentuou enquanto o avi\u00e3o rumava no sentido oeste.<\/p>\n<p>Um breve ru\u00eddo sibilante era a \u00fanica indica\u00e7\u00e3o de que a sonda fora lan\u00e7ada. Os tubos cil\u00edndricos, pesando cerca de meio quilo, s\u00e3o simplesmente sugados para fora do avi\u00e3o pela diferen\u00e7a de press\u00e3o entre a cabine e o ar do lado de fora, mergulhando rapidamente quando atingem a \u00e1gua 15 minutos depois.<\/p>\n<p>Os dados come\u00e7am a ser transmitidos quase imediatamente ap\u00f3s o aparelho sair do avi\u00e3o, e s\u00e3o exibidos em tempo real em algumas das v\u00e1rias telas de computador na cabine, incluindo a monitorada por Richard Henning, o outro diretor de voo. Henning, que como Holmes \u00e9 meteorologista, se certifica de que os dados est\u00e3o limpos &#8212; gra\u00e7as \u00e0 pr\u00e1tica, ele sabe dizer rapidamente se um sensor apresentou defeito ou se a sonda gerou dados in\u00fateis &#8212; antes de encaminh\u00e1-los de v\u00e1rias formas, incluindo um formato condensado que pode ser inserido de imediato em modelos do mundo inteiro.<\/p>\n<p>Em outros pontos da cabine, os tripulantes verificavam se todos os equipamentos eletr\u00f4nicos do avi\u00e3o funcionavam direito e monitoravam o radar Doppler. Holmes, Spackman e o comandante do avi\u00e3o, Ron Moyers, falavam regularmente sobre mudan\u00e7as de curso para se aproximar da convec\u00e7\u00e3o e captar dados melhores.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s duas horas e meia voando para oeste, estava na hora de virar para nordeste e voltar para Honolulu, ainda a tr\u00eas horas de dist\u00e2ncia. O ritmo de trabalho reduziu novamente, restando poucos aparelhos de medi\u00e7\u00e3o a serem lan\u00e7ados.<\/p>\n<p>Henning e Spackman aproveitaram o resto da viagem para analisar alguns dados das sondas. Eles viram ventos saindo da parte superior da c\u00e9lula convectiva e correndo no sentido noroeste. Segundo Spackman, a rota\u00e7\u00e3o da Terra faria o vento virar para leste, onde, indubitavelmente, se juntaria \u00e0 corrente de jato do Pac\u00edfico, que afeta a Costa Oeste dos EUA.<\/p>\n<p>Spackman parecia satisfeito apesar da mudan\u00e7a de planos. &#8220;Fizemos boa ci\u00eancia hoje&#8221;, declarou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mil e seiscentos quil\u00f4metros ao sul do Hava\u00ed, o ar a 13.700 metros acima do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37020,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/voo_el_nino.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/voo_el_nino-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/voo_el_nino-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/voo_el_nino.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/voo_el_nino.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/voo_el_nino.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/voo_el_nino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/voo_el_nino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/voo_el_nino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/voo_el_nino.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Mil e seiscentos quil\u00f4metros ao sul do Hava\u00ed, o ar a 13.700 metros acima do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37019"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37019"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37019\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37020"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}