{"id":36655,"date":"2016-02-07T09:00:18","date_gmt":"2016-02-07T12:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=36655"},"modified":"2016-02-06T22:16:50","modified_gmt":"2016-02-07T01:16:50","slug":"pesquisa-recente-conclui-que-plantas-carnivoras-sabem-contar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisa-recente-conclui-que-plantas-carnivoras-sabem-contar\/","title":{"rendered":"Pesquisa recente conclui que plantas carn\u00edvoras sabem contar"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planta_carnivora.jpg\" rel=\"attachment wp-att-36656\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-36656\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planta_carnivora-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planta_carnivora-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planta_carnivora.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Plantas carn\u00edvoras alimentam a imagina\u00e7\u00e3o. Por isso, est\u00e3o em novelas de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (&#8220;The Day of the Triffids&#8221;), em pe\u00e7as da Broadway (&#8220;Pequena Loja dos Horrores&#8221;) e na pesquisa recente que concluiu que as dioneias, ou v\u00eanus papa-moscas, podem contar.<\/p>\n<p>N\u00e3o em voz alta, claro. E ningu\u00e9m est\u00e1 dizendo que as plantas t\u00eam consci\u00eancia de que est\u00e3o contando. Mas, mesmo assim, essa \u00e9 a primeira vez que algu\u00e9m demonstra a capacidade de contar de uma planta, segundo o pesquisador que liderou a experi\u00eancia, Rainer Hedrich, da Universidade de Wurzburg, na Alemanha.<\/p>\n<p>Hedrich, Jennifer Bohm e Sonke Scherzer, todos de Wurzburg, e uma equipe de outros cientistas relataram sua pesquisa na revista Current Biology.<\/p>\n<p>As dioneias s\u00e3o plantas carn\u00edvoras. Vivem em terra pobre e tiram os nutrientes de que precisam de insetos que apanham e dissolvem. Sua armadilha \u00e9 um par de folhas que agem como mand\u00edbulas e est\u00f4mago.<\/p>\n<p>Quando um inseto pousa e toca nos pelos que servem de gatilho na superf\u00edcie das folhas, elas se fecham. \u00c0 medida que as enzimas digestivas penetram na armadilha, ela se torna o que Hedrich chama de &#8220;est\u00f4mago verde&#8221;, e a presa gradualmente se transforma em uma sopa nutritiva.<\/p>\n<p>Os cientistas sabiam que um inseto teria que bater nos gatilhos mais de uma vez para fazer com que a armadilha se fechasse, provavelmente para evitar gastos de energia ao responder a gotas de chuva aleat\u00f3rias e aos fragmentos trazidos pelo vento.<\/p>\n<p>Em uma experi\u00eancia recente, os pesquisadores estudaram como a planta respondia aos movimentos dos pelos e determinaram que ela estava contando os impulsos el\u00e9tricos que vinham deles.<\/p>\n<p>As plantas n\u00e3o t\u00eam sistema nervoso para transmitir esses impulsos como os animais, mas um aumento na eletricidade produzida pelas mudan\u00e7as bioqu\u00edmicas pode viajar pela superf\u00edcie das c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>Os pesquisadores estimularam os gatilhos enquanto gravavam a atividade el\u00e9trica da planta. As c\u00e9lulas motoras que fecham as folhas sobre as presas agiam apenas quando recebiam dois sinais em cerca de 20 segundos. Isso significa que, de alguma maneira, as c\u00e9lulas se lembravam do primeiro sinal por um curto per\u00edodo. Depois de 20 segundos, esse primeiro impulso el\u00e9trico era esquecido, essencialmente reiniciando o processo.<\/p>\n<p>Mas fechar a armadilha sobre o inseto \u00e9 apenas o primeiro passo. A dioneia precisa tamb\u00e9m dissolver a presa. Mexer duas vezes nos pelos que servem de gatilhos n\u00e3o foi o suficiente para iniciar o mecanismo. Foi preciso mais de tr\u00eas est\u00edmulos no gatilho para avisar \u00e0s c\u00e9lulas que era hora de produzir enzimas digestivas para come\u00e7ar o processo.<\/p>\n<p>Na natureza, os gatilhos s\u00e3o ativados v\u00e1rias vezes enquanto a presa se debate na armadilha. Esse frenesi tamb\u00e9m d\u00e1 \u00e0 planta uma maneira de julgar a quantidade de enzimas digestivas necess\u00e1rias. Hedrich e seus colegas descobriram que mais sinais el\u00e9tricos vindo dos gatilhos se traduziram proporcionalmente em mais enzimas despejadas no est\u00f4mago verde.<\/p>\n<p>O doutor David Chapham, de Harvard, que estuda a bioqu\u00edmica de como as c\u00e9lulas dos animais geram sinais el\u00e9tricos de modo a transmitir informa\u00e7\u00f5es para seus sistemas nervosos, disse que ficou intrigado pelo que pareceu ser um sistema que funciona &#8220;na hora certa&#8221; de fornecer os sucos digestivos. A dioneia gasta energia para produzir as enzimas apenas quando necessita delas e faz somente a quantidade necess\u00e1ria, um mecanismo eficiente para uma planta que vive em ambientes pobres.<\/p>\n<p>O processo \u00e9 lento se for comparado com o que acontece em animais, diz ele, mas &#8220;as plantas t\u00eam muito mais tempo para reagir&#8221;.<\/p>\n<p>Hedrich disse que os sinais el\u00e9tricos s\u00e3o produzidos a partir de mudan\u00e7as bioqu\u00edmicas e que esse processo evoluiu muito cedo na hist\u00f3ria da vida. &#8220;Uma simples c\u00e9lula pode ser excitada eletricamente&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Perguntado sobre animais primitivos, como o verme C. elegans, estudado em v\u00e1rios laborat\u00f3rios em todo o mundo por muitos e muitos cientistas, ele brincou: &#8220;Acho que a dioneia \u00e9 muito mais inteligente do que o C. elegans&#8221;. Depois, rapidamente acrescentou com uma risada: &#8220;N\u00e3o diga que fui eu que falei isso&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Plantas carn\u00edvoras alimentam a imagina\u00e7\u00e3o. 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