{"id":3662,"date":"2014-07-26T19:00:47","date_gmt":"2014-07-26T19:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=3662"},"modified":"2014-07-26T12:19:15","modified_gmt":"2014-07-26T12:19:15","slug":"estudo-mostra-que-brasil-pode-ter-a-maior-expansao-agropecuaria-do-mundo-com-desmatamento-zero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-mostra-que-brasil-pode-ter-a-maior-expansao-agropecuaria-do-mundo-com-desmatamento-zero\/","title":{"rendered":"Estudo mostra que Brasil pode ter a maior expans\u00e3o agropecu\u00e1ria do mundo com desmatamento zero"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/gado_desmate.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-3663\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/gado_desmate.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Um estudo coordenado pelo Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), em parceria com a Embrapa e o INPE e publicado no per\u00edodico \u2018<em>Global Environmental Change<\/em>\u2019 mostrou que uma melhor utiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas j\u00e1 dedicadas \u00e0 pecu\u00e1ria pode conciliar uma expans\u00e3o expressiva da agropecu\u00e1ria nacional com desmatamento zero.<\/p>\n<p>\u201cNossas an\u00e1lises mostram que o Brasil j\u00e1 possui \u00e1reas agr\u00edcolas e pecu\u00e1rias suficientes para absorver a maior expans\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do mundo nas pr\u00f3ximas tr\u00eas d\u00e9cadas, sem precisar desmatar um hectare adicional de \u00e1reas naturais\u201d, afirmou o coordenador do estudo, Bernardo Strassburg, professor da PUC-Rio e diretor executivo do Instituto Internacional para a Sustentabilidade.<\/p>\n<p>\u201cA chave \u00e9 um aumento de produtividade das \u00e1reas de pastagem. Hoje utilizamos apenas um ter\u00e7o do potencial das nossas pastagens, e se passarmos a utilizar metade deste potencial em 30 anos conseguir\u00edamos aumentar em 50% a produ\u00e7\u00e3o de carne e liberar 32 milh\u00f5es de hectares para outros cultivos como a soja e florestas plantadas. Se conseguirmos atingir 70% do potencial, ainda liberar\u00edamos outros 36 milh\u00f5es de hectares para recompor \u00e1reas nativas, t\u00e3o importantes para garantir a provis\u00e3o de \u00e1gua e outros servi\u00e7os ambientais que sustentam o pr\u00f3prio agroneg\u00f3cio, a produ\u00e7\u00e3o de energia e a economia brasileira\u201d, acrescenta Strassburg.<\/p>\n<p>\u201cO aumento da produtividade da pecu\u00e1ria no Brasil ir\u00e1 exigir esfor\u00e7os significativos , incluindo um planejamento territorial integrado, oferta de linhas de cr\u00e9dito compat\u00edveis com a pecu\u00e1ria, de prefer\u00eancia com assist\u00eancia t\u00e9cnica integrada. Estes podem ser caracterizados como um grande desafio. No estudo, entretanto, mostramos que esse aumento \u00e9 poss\u00edvel e que poderia contribuir para resolver uma variedade de problemas socioambientais, aumentar a renda do produtor, diminuir a pobreza rural e fixar o homem no campo, resultando em um setor agr\u00edcola mais sustent\u00e1vel no Brasil\u2019, afirma Agnieszka Latawiec, diretora de pesquisas do Instituto Internacional para Sustentabilidade.<\/p>\n<p>Por outro lado tal iniciativa tamb\u00e9m apresenta riscos: \u201c\u00c9 imprescind\u00edvel que uma pol\u00edtica de aumento de produtividade \u2013 e portanto do lucro \u2013 na pecu\u00e1ria seja acompanhada de esfor\u00e7os complementares para evitar um impulso por mais desmatamento\u201d, completa Bernardo Strassburg.<\/p>\n<p>Segundo Judson Valentim, pesquisador da Embrapa Acre, tecnologias desenvolvidas pela Embrapa na forma de sistemas intensivos de produ\u00e7\u00e3o bovina a pasto, associados a sistemas de integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria e lavoura-pecu\u00e1ria-floresta est\u00e3o promovendo uma revolu\u00e7\u00e3o na agropecu\u00e1ria brasileira. As cultivares de gram\u00edneas e leguminosas forrageiras desenvolvidas pela Embrapa j\u00e1 s\u00e3o adotadas em mais de 42 milh\u00f5es de hectares de pastagens cultivadas em todo o Brasil. \u201cPor serem bem adaptadas as diferentes condi\u00e7\u00f5es de clima e solo, al\u00e9m de mais produtivas e de melhor qualidade, estas pastagens proporcionaram renda adicional de R$ 8,9 bilh\u00f5es aos produtores em 2013. Esses sistemas de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1veis conciliam aumento da produ\u00e7\u00e3o e a melhoria da renda e do bem-estar dos produtores com a conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais.\u201d<\/p>\n<p>O Plano ABC (Plano Setorial de Mitiga\u00e7\u00e3o e Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas para a Consolida\u00e7\u00e3o de uma Economia de Baixa Emiss\u00e3o de Carbono na Agricultura) desenvolvido pelo governo federal \u00e9 um exemplo de pol\u00edtica p\u00fablica que estimula a ado\u00e7\u00e3o dessas pr\u00e1ticas. Produtores rurais podem requerer cr\u00e9dito para ado\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de baixa emiss\u00e3o de carbono, como recupera\u00e7\u00e3o de pastagens degradadas, Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria-Floresta (iLPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs), sistemas de Plantio Direto (SPD), Fixa\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica do Nitrog\u00eanio (FBN) e florestas plantadas; tratamento de dejetos animais. A meta \u00e9 incorporar 8 milh\u00f5es de hectares at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>Ao evitar o desmatamento e diminuir a emiss\u00e3o de metano por quilo de carne produzida, tal iniciativa tamb\u00e9m seria uma poderosa ferramenta de conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e de mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, evitando a emiss\u00e3o de at\u00e9 14,3 GtCO2.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo coordenado pelo Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), em parceria com a Embrapa e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3663,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/gado_desmate.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/gado_desmate.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/gado_desmate.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/gado_desmate.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/gado_desmate.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/gado_desmate.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/gado_desmate.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/gado_desmate.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/gado_desmate.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/gado_desmate.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo coordenado pelo Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), em parceria com a Embrapa e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3662"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3662"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3662\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3663"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}