{"id":36569,"date":"2016-02-06T16:00:51","date_gmt":"2016-02-06T19:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=36569"},"modified":"2016-02-05T21:49:27","modified_gmt":"2016-02-06T00:49:27","slug":"misteriosa-couve-flor-mineral-pode-ser-novo-indicio-de-vida-em-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/misteriosa-couve-flor-mineral-pode-ser-novo-indicio-de-vida-em-marte\/","title":{"rendered":"Misteriosa \u2018couve-flor\u2019 mineral pode ser novo ind\u00edcio de vida em Marte"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/lua.jpg\" rel=\"attachment wp-att-36570\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-36570\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/lua-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/lua-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/lua.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma misteriosa &#8216;couve-flor&#8217; mineral pode ser a mais nova pista para a busca de vida em Marte. De acordo com os cientistas Steven Ruff e Jack Farmer, da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, o estranho formato de um material chamado s\u00edlica opalina, encontrado na cratera marciana Gusev, pode indicar atividade microbiana no planeta. Se a ideia dos pesquisadores puder ser verificada, esse pode ser um forte ind\u00edcio de vida em Marte, talvez o mais significativo at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>&#8220;Devemos ter cautela, pois esta ainda \u00e9 uma proposta. At\u00e9 hoje, todos os sinais j\u00e1 encontrados em Marte puderam ser explicados por rea\u00e7\u00f5es n\u00e3o biol\u00f3gicas e, por isso, nenhuma das descobertas serviu como confirma\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca de vida em Marte&#8221; afirma o professor do Instituto de Qu\u00edmica da USP, Fabio Rodrigues.<\/p>\n<p><strong>Novas pistas &#8211;<\/strong> Em 2008, o rob\u00f4 Spirit da Nasa, descobriu os dep\u00f3sitos de s\u00edlica opalina no interior da cratera Gusev, em Marte. O material n\u00e3o chamaria a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores se n\u00e3o tivesse um formato incomum: suas camadas exteriores s\u00e3o cobertas de n\u00f3dulos min\u00fasculos, como pequenas pontas de um couve-flor. A regi\u00e3o da cratera \u00e9 conhecida pelos astr\u00f4nomos como um local que pode ter sido cheio de fontes termais e g\u00eaiseres que, com o passar dos anos, se tornou \u00e1rido, seco e desprovido de quaisquer sinais de atividade biol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Com a ideia de que esse min\u00e9rio pudesse ter sido &#8220;esculpido&#8221; por microrganismos, Ruff foi at\u00e9 o deserto do Atacama, no Chile, regi\u00e3o considerada a mais seca da Terra e a que os cientistas costumam comparar com a superf\u00edcie marciana. O solo \u00e9 semelhante e as radia\u00e7\u00f5es ultravioletas que atingem a superf\u00edcie tamb\u00e9m imitam as radia\u00e7\u00f5es recebidas pelas rochas marcianas. Apesar de Marte n\u00e3o ter a atmosfera repleta de oxig\u00eanio, como o Atacama, nem os animais que passeiam pelo local, os pesquisadores acreditam que esse deserto seja uma boa &#8220;\u00e1rea de testes&#8221; para descobrir como era Marte em seu passado mais quente e \u00famido. Assim, quando os cientistas encontram algo ali que seja parecido a um evento marciano, \u00e9 plaus\u00edvel concluir que os dois fen\u00f4menos podem ter sido formados da mesma maneira.<\/p>\n<p>Nesse local, no g\u00eaiser de El Tato, Ruff encontrou f\u00f3sseis de s\u00edlica muito similares aos identificados em Marte. Essas mesmas forma\u00e7\u00f5es foram vistas no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, e em Taupo, na Nova Zel\u00e2ndia, regi\u00f5es com muitos g\u00eaiseres. Nesses \u00faltimos, a s\u00edlica guarda vest\u00edgios fossilizados de atividades microbianas &#8211; s\u00e3o elas que d\u00e3o ao mineral a apar\u00eancia de couve-flor. Se microrganismos ajudaram a criar as forma\u00e7\u00f5es americanas e neozelandesas, provavelmente tamb\u00e9m poderiam estar envolvidos nos f\u00f3sseis do Chile e, provavelmente, de Marte. Foi essa ideia que Ruff e Farmer apresentaram no \u00faltimo encontro da American Geophysical Union, em dezembro do ano passado, incentivando a investiga\u00e7\u00e3o dos min\u00fasculos f\u00f3sseis pela comunidade astron\u00f4mica.<\/p>\n<p><strong>Vida marciana &#8211;<\/strong> &#8220;O que os cientistas viram foi um mineral de s\u00edlica, mas que n\u00e3o tinha a forma normalmente assumida por esse material. O importante n\u00e3o \u00e9 o formato da couve-flor em si, mas a diferen\u00e7a entre uma forma\u00e7\u00e3o puramente abi\u00f3tica (n\u00e3o relacionada \u00e0 vida) e uma que seria mediada por microrganismos&#8221;, diz Rodrigues. &#8220;Precisamos de mais estudo para mostrar que a forma\u00e7\u00e3o desse mineral n\u00e3o tem nada a ver com atividades n\u00e3o biol\u00f3gicas. S\u00f3 depois poderemos afirmar que ele \u00e9 um indicativo de vida.&#8221;<\/p>\n<p>Por enquanto, Ruff e Farmer est\u00e3o chamando a aten\u00e7\u00e3o dos astr\u00f4nomos para estudar a fundo as estranhas forma\u00e7\u00f5es marcianas de s\u00edlica opalina. A dupla planeja pesquisar a fundo os f\u00f3sseis encontrados no Atacama, verificar se s\u00e3o gerados por atividade biol\u00f3gica e, se forem, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 descobrir que tipo de microrganismo seria esse &#8211; e qual sua poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o com Marte.<\/p>\n<h4>Cinco evid\u00eancias para provar a exist\u00eancia da vida em Marte<\/h4>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/09\/28\/1326\/pe6Cx\/alx_ciencias-20150928-86_original.jpeg?1443457574\" alt=\"Registros f\u00f3sseis\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/p>\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Registros f\u00f3sseis<\/h3>\n<p>Na busca por vida fora da Terra, os cientistas procuram o que chamam de &#8220;bioassinaturas&#8221;, pistas moleculares que trazem ind\u00edcios diretos da exist\u00eancia de organismos. Um desses rastros seriam microf\u00f3sseis bacterianos, registros gravados ao longo dos anos em rochas que indicam a passagem de seres vivos por ali. &#8220;Como a vida extraterrestre \u00e9, provavelmente, microsc\u00f3pica, esses f\u00f3sseis tamb\u00e9m seriam min\u00fasculos, pequenos ind\u00edcios morfol\u00f3gicos da presen\u00e7a das criaturas&#8221;, explica o astr\u00f4nomo brasileiro Douglas Galante, pesquisador do Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron, em Campinas, e do N\u00facleo de Pesquisa em Astrobiologia da USP.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/06\/09\/1517\/pe6Cx\/alx_vidro-marte-20150505-01_original.jpeg?1433873852\" alt=\"Compostos org\u00e2nicos\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Compostos org\u00e2nicos<\/h3>\n<p>Outra &#8220;bioassinatura&#8221; seriam os compostos org\u00e2nicos produzidos pelos organismos. Essas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que cont\u00eam \u00e1tomos de carbono e hidrog\u00eanio em sua estrutura s\u00e3o produzidas pela atividade org\u00e2nica (como respira\u00e7\u00e3o ou excre\u00e7\u00e3o). Em dezembro de 2014, a sonda americana Curiosity detectou a emiss\u00e3o de <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/ciencia\/robo-da-nasa-encontra-moleculas-organicas-e-gas-metano-em-marte\" rel=\"\">g\u00e1s metano (CH4) em Marte<\/a>. No entanto, os cientistas ainda n\u00e3o conseguiram comprovar essas evid\u00eancias ou sua origem. Na Terra, o metano pode ser gerado por organismos vivos, na decomposi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica, e tamb\u00e9m por processos qu\u00edmicos que n\u00e3o envolvem a presen\u00e7a de vida.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/03\/12\/1728\/pe6Cx\/alx_planeta-marte-20140130-003_original.jpeg?1426192091\" alt=\"Fonte de calor\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Fonte de calor<\/h3>\n<p>Um fator fundamental para o surgimento e manuten\u00e7\u00e3o da vida \u00e9 uma fonte de calor eficiente, que promova as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas e biol\u00f3gicas necess\u00e1rias aos seres vivos. &#8220;Regi\u00f5es mais quentes s\u00e3o as mais prop\u00edcias para a habitabilidade. As fontes de calor v\u00e3o proporcionar a combina\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas org\u00e2nicas na \u00e1gua para gerar processos vitais&#8221;, explica Galante. De acordo com o astr\u00f4nomo, essa \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o essencial para a exist\u00eancia de vida ativa em qualquer planeta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/03\/12\/1727\/pe6Cx\/alx_planeta-marte-20091013-002_original.jpeg?1426192068\" alt=\"Ecossistema\" width=\"638\" height=\"479\" \/><\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>Ecossistema<\/h3>\n<p>Seres vivos fazem parte de complexos sistemas ecol\u00f3gicos, compostos pelas criaturas (meio bi\u00f3tico), o local onde vivem (meio abi\u00f3tico, onde est\u00e3o inseridos componentes como os minerais) e por todas as rela\u00e7\u00f5es dos seres com o meio e entre si. Evid\u00eancias ou vest\u00edgios de um ecossistema poderiam ser uma prova contundente da exist\u00eancia de vida. \u201cPode ser que exista um ecossistema debaixo da superf\u00edcie de Marte\u201d, astr\u00f4nomo Am\u00e2ncio Fria\u00e7a, professor do Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). &#8220;Mas \u00e9 bem mais dif\u00edcil de ser detectado do que se estivesse na superf\u00edcie.&#8221;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/03\/12\/1727\/pe6Cx\/alx_planeta-marte-20051111-001_original.jpeg?1426192046\" alt=\"DNA\" width=\"637\" height=\"478\" \/><\/div>\n<div class=\"image-caption\">\n<div class=\"image-caption\">\n<h3>DNA<\/h3>\n<p>A prova crucial para a exist\u00eancia de vida em uma regi\u00e3o extraterrestre \u00e9 a detec\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas org\u00e2nicas complexas, como o DNA. Formado de amino\u00e1cidos, nucleot\u00eddeos e outros compostos qu\u00edmicos, os genes s\u00e3o a &#8220;assinatura&#8221; dos seres vivos: comp\u00f5e a base da vida terrestre (e, possivelmente, extraterrestre). Se for poss\u00edvel recolher prote\u00ednas ou fragmentos dessas estruturas, os cientistas teriam ind\u00edcios diretos da exist\u00eancia de vida em Marte. &#8220;Contudo \u00e9 muito importante lembrar que essas subst\u00e2ncias podem ser levadas para Marte pelos humanos, em foguetes ou miss\u00f5es. \u00c9 fundamental diferenciar o que n\u00f3s levamos e o que surgiu em Marte. A melhor op\u00e7\u00e3o seria encontrar uma mol\u00e9cula t\u00e3o diferente de tudo o que j\u00e1 vimos na Terra que n\u00e3o poder\u00edamos ter d\u00favida de que \u00e9 marciana&#8221;, explica Galante. A Nasa e Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA) t\u00eam planos de enviar para Marte duas miss\u00f5es com a tarefa de encontrar esse tipode subst\u00e2ncia no planeta. Elas est\u00e3o agendadas para o fim da d\u00e9cada.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma misteriosa &#8216;couve-flor&#8217; mineral pode ser a mais nova pista para a busca de vida<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":36570,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/lua.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/lua-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/lua-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/lua.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/lua.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/lua.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/lua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/lua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/lua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/lua.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma misteriosa &#8216;couve-flor&#8217; mineral pode ser a mais nova pista para a busca de vida","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36569"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36569"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36569\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36570"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36569"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36569"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36569"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}