{"id":3648,"date":"2014-07-26T16:00:15","date_gmt":"2014-07-26T16:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=3648"},"modified":"2014-07-26T11:51:16","modified_gmt":"2014-07-26T11:51:16","slug":"mapa-que-monitora-tubaroes-em-tempo-real-tera-exemplares-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mapa-que-monitora-tubaroes-em-tempo-real-tera-exemplares-brasileiros\/","title":{"rendered":"Mapa que monitora tubar\u00f5es em tempo real ter\u00e1 exemplares &#8216;brasileiros&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapeamento_.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-3649\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapeamento_.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Um projeto cient\u00edfico que acompanha em tempo real tubar\u00f5es de v\u00e1rias partes do planeta vai tamb\u00e9m monitorar a partir dos pr\u00f3ximos dias exemplares que circulam pelo litoral brasileiro. O objetivo \u00e9 acompanhar o comportamento desses animais e conhecer melhor a migra\u00e7\u00e3o de diversas esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pelo projeto Ocearch, idealizada por cientistas dos Estados Unidos e que conta com um supernavio, que est\u00e1 em sua 20\u00aa expedi\u00e7\u00e3o, desta vez no Brasil.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o investiga como fomentar pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o, combatendo a sobrepesca e amea\u00e7as a diversas esp\u00e9cies de tubar\u00f5es. Uma delas \u00e9 o \u201cfinning\u201d, quando o animal \u00e9 descartado ainda vivo no mar ap\u00f3s ter sua barbatana retirada por pescadores.<\/p>\n<p>Na \u00faltima quarta-feira (23), a embarca\u00e7\u00e3o Ocearch iniciou sua viagem pelo nordeste do pa\u00eds, come\u00e7ando por Recife (PE), com o objetivo de estudar a popula\u00e7\u00e3o de tubar\u00f5es-tigre presentes no litoral. O foco tamb\u00e9m ser\u00e1 a preven\u00e7\u00e3o de ataques a humanos, principalmente em <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/pernambuco.html\">Pernambuco<\/a>, estado registrou 59 ataques de tubar\u00e3o, com 24 mortes, desde 1992.<\/p>\n<p><strong>Tubar\u00e3o via sat\u00e9lite<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"Na imagem \u00e9 poss\u00edvel analisar o percurso feito pelo tubar\u00e3o &quot;Anne Morrow&quot;, que recebeu a marca\u00e7\u00e3o em maio deste ano durante passagem da expedi\u00e7\u00e3o pelos Estados Unidos (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Ocearch)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/wL7f2c_GKhUDXjNQLKD0ZNWTN-E=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/07\/22\/mapa2.jpg\" alt=\"Na imagem \u00e9 poss\u00edvel analisar o percurso feito pelo tubar\u00e3o &quot;Anne Morrow&quot;, que recebeu a marca\u00e7\u00e3o em maio deste ano durante passagem da expedi\u00e7\u00e3o pelos Estados Unidos (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Ocearch)\" width=\"620\" height=\"354\" \/><strong>Na imagem \u00e9 poss\u00edvel analisar o percurso feito pelo tubar\u00e3o &#8220;Anne Morrow&#8221;, que recebeu a marca\u00e7\u00e3o em maio deste ano durante passagem da expedi\u00e7\u00e3o pelos Estados Unidos (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Ocearch)<\/strong><\/div>\n<p>Ao menos 200 animais j\u00e1 receberam as marca\u00e7\u00f5es nos continentes africano, europeu e americano (Am\u00e9ricas do Norte, Central e do Sul). Atualmente, 85 podem ser acompanhados.<\/p>\n<p>Os pesquisadores capturam os animais com a ajuda de lanchas, levam at\u00e9 o barco principal, equipado com laborat\u00f3rios, e l\u00e1 instalam um micro-equipamento na nadadeira, que deve permanecer no animal por, no m\u00ednimo, dois anos. Isso permitir\u00e1 checar em tempo real o movimento do tubar\u00e3o. O sinal \u00e9 captado por sat\u00e9lite quando o esp\u00e9cime vai at\u00e9 a superf\u00edcie.<\/p>\n<p>No <a href=\"http:\/\/www.ocearch.org\/#Home\" target=\"_blank\">site da Ocearch h\u00e1 um grande mapa-mundi<\/a> onde \u00e9 poss\u00edvel observar e clicar em pontos coloridos, que indicam um animal j\u00e1 marcado por cientistas da organiza\u00e7\u00e3o em viagens anteriores. No site ainda n\u00e3o h\u00e1 nenhum ponto na costa brasileira, j\u00e1 que o trabalho de pesquisa e captura de tubar\u00f5es ainda est\u00e1 na fase inicial.<\/p>\n<p>No Brasil, o navio de pesquisa americano deve permanecer at\u00e9 13 de agosto. Ser\u00e3o 20 pesquisadores brasileiros coordenados por Fabio Hazin, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), que investiga os tubar\u00f5es h\u00e1 30 anos. Quatro expedi\u00e7\u00f5es v\u00e3o acontecer em \u00e1guas de Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte, al\u00e9m do Arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha.<\/p>\n<p>Hazin explica que a popula\u00e7\u00e3o de tubar\u00f5es-tigre sofreu com altera\u00e7\u00f5es realizadas pelo homem nas proximidades de Recife. Um surto de ataques registrado nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, principalmente nas praias de Boa Viagem e Piedade, obrigou a ado\u00e7\u00e3o de medidas para conter os acidentes e evitar mortes.<\/p>\n<p>Estudos feitos pelo governo pernambucano apontaram que a constru\u00e7\u00e3o do porto de Suape e o impacto do tr\u00e1fego mar\u00edtimo permitiram a aproxima\u00e7\u00e3o desses peixes em um trecho de 20 km de praias densamente povoadas.<\/p>\n<p>Os cientistas analisaram os tubar\u00f5es dessa \u00e1rea e verificaram que, ap\u00f3s o registros de ataques, os animais seguiam para \u00e1reas mais altas do Nordeste brasileiro. A localiza\u00e7\u00e3o exata \u00e9 um dos focos da expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que 80% dos tubar\u00f5es est\u00e3o subindo para o norte, mas n\u00e3o sabemos para onde est\u00e3o indo. A ideia \u00e9 entender melhor o comportamento deles e, \u00e0 medida que obtivermos dados, poder\u00e1 permitir um aprofundamento sobre a estrutura populacional dos tubar\u00f5es-tigres\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um projeto cient\u00edfico que acompanha em tempo real tubar\u00f5es de v\u00e1rias partes do planeta vai<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3649,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapeamento_.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapeamento_.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapeamento_.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapeamento_.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapeamento_.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapeamento_.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapeamento_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapeamento_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapeamento_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapeamento_.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um projeto cient\u00edfico que acompanha em tempo real tubar\u00f5es de v\u00e1rias partes do planeta vai","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3648"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3648"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3648\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3649"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}