{"id":36413,"date":"2016-02-04T09:00:27","date_gmt":"2016-02-04T12:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=36413"},"modified":"2016-02-03T21:58:18","modified_gmt":"2016-02-04T00:58:18","slug":"o-planeta-e-o-que-voce-come","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-planeta-e-o-que-voce-come\/","title":{"rendered":"Uma quest\u00e3o de Sustentabilidade: o planeta \u00e9 o que voc\u00ea come"},"content":{"rendered":"<p><em><b><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planeta_comemos.jpg\" rel=\"attachment wp-att-36414\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-36414\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planeta_comemos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planeta_comemos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planeta_comemos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por Liliane Rocha*<\/b><\/em><\/p>\n<p>Jarg\u00e3o comum em nossa sociedade quando pensamos em pr\u00e1ticas alimentares nos diz que \u201cvoc\u00ea \u00e9 o que voc\u00ea come\u201d, mas a realidade talvez seja ainda mais complexa e interdependente, mostrando que \u00a0\u201co planeta \u00e9 o que voc\u00ea come\u201d. Sim, o que comemos n\u00e3o \u00e9 apenas uma reflex\u00e3o individual, mas coletiva.<\/p>\n<p>Abandonarei aqui o di\u00e1logo extremista, come\u00e7ando por revelar que n\u00e3o sou vegetaria. Embora, toda a minha vida tenha convidado com vegetarianos e por per\u00edodos da minha vida tenha abolido a carne vermelha, a realidade \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 uma exclus\u00e3o completa e total da prote\u00edna animal nas minhas refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Acredito que por isso mesmo, posso fazer essa reflex\u00e3o, talvez de forma menos passional e mais pautada em dados e estudos. Tamb\u00e9m acho importante dizer que muito do que compartilharei aqui est\u00e1 dispon\u00edvel com mais conte\u00fado e profundidade no document\u00e1rio <a href=\"http:\/\/www.netflix.com\/search\/Cowspiracy?jbv=80033772&amp;jbp=0&amp;jbr=0\" target=\"_blank\">Cowspiracy dispon\u00edvel no Netflix<\/a>, o trocadilho do ingl\u00eas sugere que vivemos em uma esp\u00e9cie de conspira\u00e7\u00e3o que n\u00e3o debate os impactos da agropecu\u00e1ria na vitalidade planet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Primeiramente enfocarei o vi\u00e9s da Sustentabilidade, estudos das Na\u00e7\u00f5es Unidas comprovam que a pr\u00e1tica da pecu\u00e1ria produz mais gazes de efeito estufa do que as emiss\u00f5es de TODO setor de transportes. Ou seja, a ind\u00fastria bovina produz mais gases de efeito estufa do que carros, caminh\u00f5es, \u00f4nibus e trens juntos. A ONU, junto com outras ag\u00eancias, sinaliza que a pecu\u00e1ria \u00e9 a maior fonte de degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente da atualidade.<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 fundamental quando pensamos na crise h\u00eddrica. Um dos trechos do document\u00e1rio sinaliza que \u201cpara produzir um hamb\u00farguer de 113 gramas s\u00e3o utilizados 2.498 litros de \u00e1gua. Isso significa que comer um hamb\u00farguer equivale a tomar banho por dois meses inteiros.\u201d<\/p>\n<p>Se pensarmos a fundo nessas informa\u00e7\u00f5es \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o ficarmos impactados. Quer dizer, se voc\u00ea deixou o carro em casa e anda de bicicleta, bem como toma banhos r\u00e1pidos entre 10 e 15 minutos por dia, mas come carne vermelha cotidianamente, continua gerando impacto ambiental. E n\u00e3o pouco impacto, mas sim um impacto consider\u00e1vel.<\/p>\n<p>Novamente refor\u00e7o o que comentei no come\u00e7o do texto. N\u00e3o quero dizer com isso que todos devam parar de comer carne imediatamente. No entanto, a reflex\u00e3o sobre os impactos das nossas a\u00e7\u00f5es para a sociedade e para o meio ambiente, v\u00e3o realmente al\u00e9m do que gostamos de pensar ou refletir.<\/p>\n<p>O prato que temos todo dia em nossa mesa pode agravar o quadro ambiental ou contribuir \u00a0para a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Neste sentido, fazer um dia sem carne na semana ou equilibrar a dieta alimentar ao longo do m\u00eas \u00a0pode ser mais saud\u00e1vel para o nosso organismo e mais salutar para a vida da Terra.<\/p>\n<p>Durante o document\u00e1rio, tamb\u00e9m foi imposs\u00edvel que eu n\u00e3o tivesse uma reflex\u00e3o, na dire\u00e7\u00e3o de questionar os nossos h\u00e1bitos alimentares ao longo da hist\u00f3ria. Quer dizer, ser\u00e1 que continuamos comendo antes de forma muito semelhante aos nossos antepassados que n\u00e3o tinham tanta informa\u00e7\u00e3o ou tecnologia?<\/p>\n<p>Por fim, vale a reflex\u00e3o sobre qual a import\u00e2ncia de cada ser vivo. Quando me pego nessa linha argumentativa, quase sempre me lembro de pessoas que sinalizam que a cadeia alimentar \u00e9 algo natural. Sim, \u00e9 verdade. H\u00e1 uma cadeia alimentar. \u00a0Contudo, somente o ser humano \u00e9 capaz de criar animais em isolamento, com maus tratos, horm\u00f4nios e afins para assegurar uma grande qualidade e, al\u00e9m disso, uma renda expressiva para um pequeno grupo de agropecuaristas.<\/p>\n<p>Da\u00ed concluo, o que comemos \u00e9 uma quest\u00e3o de Sustentabilidade, de import\u00e2ncia da vida (n\u00e3o somente do homo sapiens) e de pol\u00edtica. \u00c9, n\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda. O planeta \u00e9 o que a gente come. E por mais dif\u00edcil que seja mudar um h\u00e1bito alimentar que cultivamos por toda a vida, que nos foi ensinado e que facilita processos de sociabiliza\u00e7\u00e3o, realmente est\u00e1 \u00e9 mais uma mudan\u00e7a que se faz necess\u00e1ria para hoje.<\/p>\n<p>P.S: Agrade\u00e7o a amiga Virginia Castro que gentilmente tem conduzido meu caminho de volta a este mundo.<\/p>\n<p><em>*<strong> Liliane Rocha<\/strong> \u00e9 diretora Executiva da empresa Gest\u00e3o Kair\u00f3s \u00a0(<a href=\"http:\/\/gestaokairos.com.br\/\" target=\"_blank\">www.gestaokairos.com.br<\/a>), mestranda em Pol\u00edticas P\u00fablicas pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, MBA Executivo em Gest\u00e3o da Sustentabilidade na FGV, Extens\u00e3o de Gest\u00e3o Respons\u00e1vel para Sustentabilidade pela Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral, graduada em Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas na C\u00e1sper L\u00edbero. Gestora com 11 anos de experi\u00eancia na \u00e1rea de Responsabilidade Social tendo trabalhado em empresas de grande porte \u2013 tais como Philips, Banco Real-Santander, Walmart e Grupo Votorantim.\u00a0Escreve mensalmente para Envolverde sobre Diversidade e Sustentabilidade.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Liliane Rocha* Jarg\u00e3o comum em nossa sociedade quando pensamos em pr\u00e1ticas alimentares nos diz<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":36414,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planeta_comemos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planeta_comemos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planeta_comemos-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planeta_comemos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planeta_comemos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planeta_comemos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planeta_comemos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planeta_comemos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planeta_comemos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/planeta_comemos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Liliane Rocha* Jarg\u00e3o comum em nossa sociedade quando pensamos em pr\u00e1ticas alimentares nos diz","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36413"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36413"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36413\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36414"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36413"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36413"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36413"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}