{"id":36204,"date":"2016-01-31T11:00:49","date_gmt":"2016-01-31T14:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=36204"},"modified":"2016-01-30T20:46:22","modified_gmt":"2016-01-30T23:46:22","slug":"cientistas-peruanos-estudam-possibilidade-de-cultivar-batatas-em-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-peruanos-estudam-possibilidade-de-cultivar-batatas-em-marte\/","title":{"rendered":"Cientistas peruanos estudam possibilidade de cultivar batatas em Marte"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/batat_marte.jpg\" rel=\"attachment wp-att-36205\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-36205\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/batat_marte-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/batat_marte-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/batat_marte.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cientistas do Centro Internacional da Batata (CIP, na sigla em espanhol) no <strong>Peru <\/strong>lideram um projeto, ainda em testes, que explora a possibilidade de cultivar o tub\u00e9rculo em Marte.<\/p>\n<p>Cinco cientistas do CIP trabalham na iniciativa h\u00e1 um m\u00eas, gra\u00e7as \u00e0 proposta do pesquisador Julio Valdivia, que est\u00e1 realizando estudos para <strong>Nasa <\/strong>(ag\u00eancia especial americana) e descobriu que o solo de um local em Arequipa, no sul do pa\u00eds, \u00e9 muito similar ao de <strong>Marte<\/strong>.<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo David Ram\u00edrez, um dos integrantes do projeto, disse que terreno similar ao marciano fica no deserto do distrito de La Joya, a 50 quil\u00f4metros de Arequipa. Assim como <strong>Marte<\/strong>, a regi\u00e3o tem solo pobre, seco e com alta concentra\u00e7\u00e3o de sal.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das semelhan\u00e7as, o projeto ganha for\u00e7a porque o <strong>Peru \u00e9 o primeiro produtor de batata da Am\u00e9rica Latina<\/strong> com 4,7 milh\u00f5es de toneladas anuais. O tub\u00e9rculo tamb\u00e9m o mais representativo da <strong>agricultura <\/strong>peruana.<\/p>\n<p>O Peru tem mais de quatro mil variedades nativas catalogadas. O CIP abriga em suas instala\u00e7\u00f5es o complexo da biodiversidade, que armazena 4.500 variedades de <strong>batata <\/strong>e sete mil de <strong>batata-doce<\/strong>, constituindo assim a maior cole\u00e7\u00e3o do tipo no mundo.<\/p>\n<p>O principal virologista do CIP, Jan Kreuze, explicou que j\u00e1 foram identificados gen\u00f3tipos para serem testados, &#8220;varia\u00e7\u00f5es melhoradas&#8221; da <strong>batata<\/strong>. O primeiro passo ser\u00e1 plantar essas sementes em ambientes controlados para acompanhar seu crescimento. Os pesquisadores procuram variedades que sejam &#8220;tolerantes a ondas de calor, frio e seca&#8221;.<\/p>\n<p>O projeto \u00e9 financiado por uma pessoa que quer se manter no anonimato, mas a Nasa est\u00e1 fornecendo apoio log\u00edstico \u00e0 CIP, auxiliando no design de estufas que simulam as condi\u00e7\u00f5es de Marte.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 duas abordagens, trazer amostras de solo do deserto ao CIP e tamb\u00e9m cultivar batata l\u00e1 e ver como ela se comporta&#8221;, declarou Kreuze, que acredita que ir\u00e1 encontrar uma variedade que seja cultiv\u00e1vel em Marte.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio do contato dos europeus com os incas no s\u00e9culo XVI, a <strong>batata peruana<\/strong> chegou \u00e0 Espanha. Seu consumo se estendeu na Europa e ajudou a controlar crises de fome na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pesquisadores do projeto querem &#8220;aprender porque isso pode nos servir para cultivar tamb\u00e9m em locais extremos da Terra&#8221;, explicou o principal virologista do CIP.<\/p>\n<p>A <strong>batata <\/strong>se adapta aos locais onde a \u00e1gua \u00e9 escassa e a m\u00e3o-de-obra \u00e9 abundante, proporcionando um valor nutritivo, mais r\u00e1pido, em menor espa\u00e7o e em condi\u00e7\u00f5es mais dif\u00edceis. Ela \u00e9 tamb\u00e9m o quarto alimento b\u00e1sico do mundo, depois do <strong>milho<\/strong>, <strong>trigo <\/strong>e <strong>arroz<\/strong>, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO).<\/p>\n<p>No filme &#8220;Perdido em Marte&#8221;, de Ridley Scott, o protagonista, Matt Damon, consegue cultivar batatas em Marte. Gra\u00e7as a desafio do CIP, pode ser que essa cena saia da fic\u00e7\u00e3o e vire realidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas do Centro Internacional da Batata (CIP, na sigla em espanhol) no Peru lideram um<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":36205,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/batat_marte.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/batat_marte-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/batat_marte-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/batat_marte.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/batat_marte.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/batat_marte.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/batat_marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/batat_marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/batat_marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/batat_marte.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cientistas do Centro Internacional da Batata (CIP, na sigla em espanhol) no Peru lideram um","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36204"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36204"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36204\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}