{"id":36171,"date":"2018-08-05T00:00:34","date_gmt":"2018-08-05T03:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=36171"},"modified":"2018-08-05T14:48:27","modified_gmt":"2018-08-05T17:48:27","slug":"principais-biomas-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/principais-biomas-do-mundo\/","title":{"rendered":"Principais biomas do mundo"},"content":{"rendered":"<div class=\"articleBody\" align=\"justify\"><strong>Floresta Tropical<\/strong><\/div>\n<div class=\"articleBody\" align=\"justify\">\n<p>As florestas tropicais se desenvolvem em baixas altitudes e <strong>pr\u00f3ximas do equador<\/strong>, entre os tr\u00f3picos de C\u00e2ncer (30oN) e Capric\u00f3rnio (30oS), estando presente em ambos os hemisf\u00e9rios e encontradas principalmente na \u00c1frica, Austr\u00e1lia, \u00c1sia e Am\u00e9ricas Central e do Sul. No Brasil correspondem \u00e0 floresta amaz\u00f4nica e \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica.Todos os biomas do mundo podem ser considerados os primos pobres, quando comparados com as florestas tropicais. Isto porque este bioma, <strong>apesar de cobrir apenas 6% da cobertura da Terra, abriga mais da metade das esp\u00e9cies de plantas e animais do planeta<\/strong>. Ainda n\u00e3o existe uma hip\u00f3tese conclusiva para a grande diversidade de esp\u00e9cies existentes neste bioma, mas uma das mais empregadas \u00e9 que quando ocorriam as grandes eras do gelo, essas florestas por estarem pr\u00f3ximas aos tr\u00f3picos n\u00e3o se congelavam por completo, mas formavam \u201cilhas\u201d de florestas isoladas e ap\u00f3s milhares de anos isoladas, essas diversificavam, quando uma era do gelo terminava, essas florestas formavam, novamente, florestas cont\u00ednuas, cada vez mais diversificadas.<\/p>\n<\/div>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/static.hsw.com.br\/gif\/biomas-forest.jpg\" alt=\"Floresta tropical \u00e9 rica em biodiversidade\" width=\"638\" height=\"478\" border=\"0\" \/><br \/>\n\u00a9iStockphoto.com\/Sebastien Cote<br \/>\n<strong>A diversidade biol\u00f3gica \u00e9 a grande caracter\u00edstica das florestas tropicais<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"articleBody\" align=\"justify\">Este \u00e9 o bioma de maior produtividade biol\u00f3gica da Terra, resultado da <strong>alta radia\u00e7\u00e3o solar<\/strong>, com temperaturas que variam entre 18 e 30\u00b0 C, e do <strong>alto \u00edndice pluviom\u00e9trico<\/strong> j\u00e1 que recebe durante um ano inteiro mais de 2000 mm de chuvas. Todos os outros biomas s\u00e3o mais frios ou mais secos e todos s\u00e3o mais sazonais, ou seja, todos possuem esta\u00e7\u00f5es mais definidas com as chuvas restritas a determinadas \u00e9pocas do ano que as florestas tropicais. Na verdade, as florestas tropicais mant\u00eam uma temperatura praticamente invari\u00e1vel ao longo do ano, com pouca distin\u00e7\u00e3o entre ver\u00e3o e inverno, ocorrendo uma ou mais \u00e9pocas um pouco mais secas.<\/p>\n<p>Essas florestas s\u00e3o formadas por \u00e1rvores que alcan\u00e7am entre 18 e 46 metros de altura. A vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 nitidamente estratificada verticalmente com, no m\u00ednimo, tr\u00eas estratos, cada um com um microclima, fauna e flora espec\u00edfica e adaptada. A parte mais alta da floresta \u00e9 chamada de dossel, e possui uma grande densidade de folhas sempre verdes e galhos que se espalham para captar o m\u00e1ximo de luz solar. Quase todas as a\u00e7\u00f5es em uma floresta tropical ocorrem no seu dossel, incluindo <a href=\"http:\/\/ciencia.hsw.uol.com.br\/fotossintese.htm\">fotoss\u00edntese<\/a>, flora\u00e7\u00e3o, frutifica\u00e7\u00e3o, preda\u00e7\u00e3o e herbivoria. Devido \u00e0 densa cobertura no dossel da floresta, a parte mais inferior da floresta, chamado de sub-bosque, recebe pouca luminosidade e n\u00e3o \u00e9 denso sendo composto de esp\u00e9cies arbustivas e herb\u00e1ceas. Estas plantas s\u00e3o adaptadas para fazer fotoss\u00edntese com pouca luz, e s\u00e3o chamadas de umbr\u00f3filas. Por outro lado, uma caracter\u00edstica comum em florestas tropicais \u00e9 o fato de muitas pl\u00e2ntulas e \u00e1rvores jovens permanecem por muitos anos dormentes, esperando uma oportunidade para crescerem e alcan\u00e7arem o dossel da floresta. Esta oportunidade s\u00f3 ocorre quando uma clareira \u00e9 aberta fornecendo luz e espa\u00e7o para esta planta crescer at\u00e9 o dossel da floresta. Essa batalha travada dentro da floresta por espa\u00e7o e luz, faz com que algumas esp\u00e9cies tenham estrat\u00e9gias diferentes para alcan\u00e7ar o dossel, como as trepadeiras e lianas, que s\u00e3o plantas longas, que escalam as grandes \u00e1rvores e depois se misturam a copa das \u00e1rvores. Algumas esp\u00e9cies de plantas, chamadas ep\u00edfitas, crescem diretamente na superf\u00edcie \u00famida superior das \u00e1rvores. Estas plantas, que incluem uma variedade de orqu\u00eddeas e samambaias, formam a \u00e1rea mes\u00f3fila, o estrato da floresta abaixo do dossel; e, por n\u00e3o poderem retirar nutrientes do solo, retiram de fendas e h\u00famus das \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Nestas florestas h\u00e1 uma grande queda de folhas formando a serrapilheira, a qual \u00e9 rapidamente decomposta por esp\u00e9cies decompositoras, geralmente <a href=\"http:\/\/ciencia.hsw.uol.com.br\/microorganismo.htm\">microorganismos<\/a>, fazendo que os nutrientes sejam rapidamente liberados no solo. Devido o processo de lixivia\u00e7\u00e3o que pode levar os nutrientes para locais no solo inacess\u00edveis para as plantas quase todos os nutrientes da floresta est\u00e3o contidos nas pr\u00f3prias plantas. Isto faz que o solo de uma floresta tropical seja pobre em nutrientes.<\/p>\n<p>Nas florestas tropicais plantas de um mesmo g\u00eanero podem florescer em \u00e9pocas distintas do ano, provendo recursos durante o ano inteiro. <strong>N\u00e3o h\u00e1 uma esp\u00e9cie claramente dominante<\/strong>, situa\u00e7\u00e3o diferente das florestas de con\u00edferas no hemisf\u00e9rio norte. S\u00e3o esp\u00e9cies caracter\u00edsticas da floresta tropical as castanheiras, o guaran\u00e1, seringueiras, palmeiras, samambaias, brom\u00e9lias e orqu\u00eddeas.<\/p>\n<p>Dentre as florestas tropicais existem as florestas tropicais sazonais, tamb\u00e9m chamadas de subperenif\u00f3lias, estas s\u00e3o consideradas por alguns autores como biomas distintos. Essas florestas possuem um per\u00edodo de seca pronunciado e algumas ou todas (depende da severidade da seca), as \u00e1rvores perdem suas folhas. Essas florestas ocorrem, por exemplo, na \u00c1sia tropical e no interior do estado de S\u00e3o Paulo, onde s\u00e3o chamadas de florestas estacionais.<\/p>\n<p><strong>Savanas<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/static.hsw.com.br\/gif\/biomas-savana.jpg\" alt=\"Savanas\" width=\"344\" height=\"516\" border=\"0\" \/><br \/>\n\u00a9iStockphoto.com\/Klaas Lingbeek- van Kranen<br \/>\n<strong>Calor e chuvas esparsas s\u00e3o<br \/>\ncaracter\u00edsticas das savanas. <\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"articleBody\" align=\"justify\">As savanas ou campos tropicais localizam-se em <strong>regi\u00f5es quentes<\/strong> da Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica e Austr\u00e1lia e a precipita\u00e7\u00e3o varia de 1.000 a 1.500 mm por ano. No entanto, como as <strong>chuvas n\u00e3o s\u00e3o distribu\u00eddas uniformemente<\/strong> podem ocorrer longos per\u00edodos de seca com ocorr\u00eancia de fogo, que constitui um fen\u00f4meno importante deste ambiente, principalmente, na estrutura da vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A vegeta\u00e7\u00e3o que predomina nesse bioma \u00e9 <strong>herb\u00e1cea<\/strong>, geralmente baixa, com algumas \u00e1rvores e arbustos espa\u00e7ados entre si. Nas savanas, ao contr\u00e1rio do que ocorre nas florestas tropicais, uma \u00fanica esp\u00e9cie de gram\u00ednea ou \u00e1rvore pode dominar a paisagem por grandes \u00e1reas.<\/p>\n<p>A fauna das savanas, principalmente de grandes herb\u00edvoros e carn\u00edvoros, n\u00e3o \u00e9 superada por nenhum bioma do mundo. Nestes biomas s\u00e3o encontrados a <strong>girafa, o rinoceronte, os le\u00f5es, a capivara e aves como o avestruz e a ema<\/strong>. O fato de ocorrer longos per\u00edodos de seca os insetos s\u00e3o mais abundantes durante o per\u00edodo chuvoso e os r\u00e9pteis durante o per\u00edodo seco.<\/p>\n<p>As esta\u00e7\u00f5es s\u00e3o marcadas por abund\u00e2ncia de alimentos durante o per\u00edodo chuvoso e escassez de alimento no per\u00edodo seco, sendo que em anos mais secos os animais herb\u00edvoros sofrem com extrema fome e mortalidade. Desta forma, muitas esp\u00e9cies, principalmente de aves, n\u00e3o conseguem encontrar recursos suficientes para sobreviver neste bioma durante o ano inteiro e migram para outras \u00e1reas durante o per\u00edodo seco.<\/p>\n<div class=\"articleBody\" align=\"justify\"><strong>Florestas temperadas<\/strong><\/div>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/static.hsw.com.br\/gif\/biomas-temperada.jpg\" alt=\"Floresta temperada\" width=\"640\" height=\"424\" border=\"0\" \/><br \/>\n\u00a9iStockphoto.com\/Karen Massier<br \/>\n<strong>Entre os p\u00f3los e os tr\u00f3picos, as florestas temperadas<br \/>\nt\u00eam as esta\u00e7\u00f5es dos anos bem definidas.<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"articleBody\" align=\"justify\">\u00c9 um bioma encontrado nas regi\u00f5es situadas <strong>entre os p\u00f3los e os tr\u00f3picos<\/strong> e abrange o oeste e o centro da Europa, leste da \u00c1sia e o leste dos Estados Unidos, embora algumas fontes citem que no Chile as possua. As \u00e1rvores dominantes das florestas temperadas s\u00e3o as que perdem suas folhas (dec\u00eddua) durante o outono ficando em seguida dormentes. Por este motivo, tamb\u00e9m recebem o nome de floresta dec\u00eddua caducif\u00f3lia. O clima \u00e9 temperado com m\u00e9dias anuais moderadas e caracteriza-se pela ocorr\u00eancia de <strong>quatro esta\u00e7\u00f5es bem definidas<\/strong> com os dias de invernos curtos e baixas temperaturas, inclusive abaixo de zero, podem perdurar por at\u00e9 seis meses. Esse bioma recebe de 750 a 1.500 mm de chuva por ano distribu\u00eddo uniformemente.<\/p>\n<p>Os solos s\u00e3o geralmente abundantes em mat\u00e9ria org\u00e2nica, com uma grande riqueza de ervas que crescem durante a primavera enquanto as \u00e1rvores ainda est\u00e3o sem folhas. Diversos animais fazem parte deste bioma como <strong>ursos, raposas e veados<\/strong>. No entanto, grande parte dos animais migra no outono-inverno e os que permanecem possuem adapta\u00e7\u00f5es que lhes permitem sobreviver em baixas temperaturas, como os que hibernam ou os que armazenam comida, como os esquilos, para ser usada durante o inverno. Estas florestas s\u00e3o, geralmente, dominadas por poucas esp\u00e9cies de plantas como s\u00e3o os casos de florestas de carvalho (Quercus) e de castanheiras (Castanea) da Am\u00e9rica do norte.<\/p>\n<div class=\"articleBody\" align=\"justify\"><strong>Campos Temperados<\/strong><\/div>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/static.hsw.com.br\/gif\/biomas-pradaria.jpg\" alt=\"Campos temperados ou pradarias\" width=\"638\" height=\"271\" border=\"0\" \/><br \/>\n\u00a9iStockphoto.com\/Randolph Jay Braun<br \/>\n<strong>A agropecu\u00e1ria se confunde e muda a paisagem dos campos temperados<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"articleBody\" align=\"justify\">Os campos temperados ocorrem em todos os continentes, como as pradarias da Am\u00e9rica do Norte e os pampas da Am\u00e9rica do sul. Esses biomas possuem precipita\u00e7\u00e3o anual de 250 a 750 mm e os ver\u00f5es s\u00e3o muito mais quentes que os invernos, com<strong> n\u00edtida diferen\u00e7a nas esta\u00e7\u00f5es podendo sofrer secas sazonais<\/strong>. A vegeta\u00e7\u00e3o predominante \u00e9 herb\u00e1cea, geralmente baixa. As popula\u00e7\u00f5es de invertebrados como os gafanhotos s\u00e3o em geral muito grandes e sua biomassa pode ser maior que os vertebrados pastejadores como o bis\u00e3o e o ant\u00edlope da Am\u00e9rica do Norte. De todos os biomas esse \u00e9 o mais utilizado e transformado por a\u00e7\u00f5es humanas, muitos dos alimentos s\u00e3o produzidos nestes biomas, como planta\u00e7\u00f5es de arroz e milho e cria\u00e7\u00e3o de bovinos para leite e corte.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"articleBody\" align=\"justify\"><strong>Desertos<\/strong><\/p>\n<p>Regi\u00f5es que recebem anualmente menos de 250 mm de chuva por ano. A reduzida precipita\u00e7\u00e3o deve-se a sua localiza\u00e7\u00e3o em <strong>\u00e1reas de alta press\u00e3o, onde se originam os ventos<\/strong>, o que impede a chegada de umidade nessas regi\u00f5es, ou em \u00e1reas atr\u00e1s de altas cadeias montanhosas ou em altitudes muito elevadas, e mesmo quando ocorrem em regi\u00f5es que recebem uma maior precipita\u00e7\u00e3o, esta \u00e9 distribu\u00edda de forma muito desigual. Nos desertos, o clima \u00e9 geralmente quente, mas existem desertos frios como nas montanhas do Tibet na \u00c1sia. Devido \u00e0s grandes temperaturas nos desertos quentes as chuvas raras, fortes e de pequena dura\u00e7\u00e3o n\u00e3o se infiltram no solo, evaporando rapidamente. <strong>Ocorre uma grande oscila\u00e7\u00e3o de temperatura variando em at\u00e9 30\u00b0 C entre a manh\u00e3 e a noite<\/strong>.<\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/static.hsw.com.br\/gif\/biomas-desert.jpg\" alt=\"Deserto\" width=\"640\" height=\"424\" border=\"0\" \/><br \/>\n\u00a9iStockphoto.com\/Sean Randall<br \/>\n<strong>Os desertos t\u00eam pouca vida animal e vegetal.<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"articleBody\" align=\"justify\">A <strong>vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 rara<\/strong> e espa\u00e7ada, predominando o solo nu. A vegeta\u00e7\u00e3o dos desertos pode ser enquadrada em dois padr\u00f5es de comportamento. Muitas esp\u00e9cies s\u00e3o oportunistas e a germina\u00e7\u00e3o \u00e9 estimulada pelas chuvas imprevis\u00edveis. Estas crescem rapidamente e completam seus ciclos de vida depois de poucas semanas. Outro padr\u00e3o diferente s\u00e3o as plantas perenes com processos fisiol\u00f3gicos lentos com caules suculentos, como os cactos, que controlam a perda e falta de \u00e1gua atrav\u00e9s do fechamento dos seus est\u00f4matos.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 baixa produtividade vegetal e a indigestibilidade dessas, a diversidade animal \u00e9 baixa e muitos animais s\u00e3o n\u00f4mades, que se deslocam constantemente pela necessidade de encontrar \u00e1gua. No deserto s\u00f3 alguns animais conseguem retirar \u00e1gua do seu alimento. Entre eles h\u00e1 v\u00e1rios artr\u00f3podes, lagartos, algumas aves e roedores como os da fam\u00edlia <em>Gerbillinae<\/em> que apesar de n\u00e3o pertencerem \u00e0 fam\u00edlia dos ratos s\u00e3o chamados de ratos do deserto. Entre os mam\u00edferos que habitam o deserto um dos mais conhecidos \u00e9 o<strong> camelo<\/strong> que ao contrario que se pensava ao se alimentarem de vegetais ricos em l\u00edquido, como os cactos, n\u00e3o armazenam \u00e1gua nas suas bossas, mas sim gordura, e isto confere reservas para andar grandes dist\u00e2ncias sem beber \u00e1gua ou alimentar-se.<\/p>\n<div class=\"articleBody\" align=\"justify\"><strong>Tundra<\/strong><\/div>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/static.hsw.com.br\/gif\/biomas-tundra.jpg\" alt=\"Tundra\" width=\"369\" height=\"554\" border=\"0\" \/><br \/>\n\u00a9iStockphoto.com\/Marty Eby<br \/>\n<strong>Longos invernos e ver\u00f5es amenos na tundra.<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"articleBody\" align=\"justify\">A Tundra \u00e9 encontrada na regi\u00e3o do <strong>C\u00edrculo Polar \u00c1rtico<\/strong>, acima dos 57\u00b0 Norte. \u00c9 caracter\u00edstica do seu clima possuir apenas duas esta\u00e7\u00f5es; um <strong>inverno longo e frio, com noites cont\u00ednuas e um ver\u00e3o curto com temperaturas amenas<\/strong>. Apesar da quantidade de chuva estar concentrada no ver\u00e3o e ser inferior a 100 mm por ano, este n\u00e3o \u00e9 um fator limitante para a vida, j\u00e1 que a taxa de evapora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 baixa. As baixas temperaturas e as curtas \u00e9pocas de crescimento s\u00e3o os principais fatores limitantes da vida nesse bioma. Todo o solo passa o inverno congelado e durante o ver\u00e3o apenas uma fina camada superior, cerca de 15 cm, descongela, e, o subsolo que continua congelado \u00e9 chamado em ingl\u00eas de permafrost. Com isso, a tundra possui um solo com pouca profundidade e encharcado durante o ver\u00e3o, devido \u00e0 precipita\u00e7\u00e3o, o que possibilita o crescimento da vegeta\u00e7\u00e3o, que \u00e9 formada principalmente por gram\u00edneas, plantas lenhosas an\u00e3s e liquens. A fauna \u00e9 composta na sua maioria de animais migrat\u00f3rios que chegam durante o ver\u00e3o, mas alguns animais s\u00e3o residentes como o caribu, as raposas, as aves predadoras, o urso polar e pequenos mam\u00edferos que constroem t\u00faneis no manto da vegeta\u00e7\u00e3o, como os lemingues. <strong>Muitos dos animais residentes<\/strong>, como a Raposa-do-\u00c1rtico (<em>Alopex lagopus<\/em>), s<strong>\u00e3o mim\u00e9ticos no inverno, tornando branca a cor dos seus p\u00ealos<\/strong>. Este fato ocorre, na maioria das vezes, por mudas sazonais da pelagem.<\/p>\n<p>A tundra \u00e9 um bioma fr\u00e1gil devido \u00e0 fina camada do seu solo f\u00e9rtil, que com o aumento dos impactos antr\u00f3picos, como a explora\u00e7\u00e3o mineral, pode ter seu solo facilmente destru\u00eddo.<\/p>\n<div class=\"articleBody\" align=\"justify\"><strong>Taiga<\/strong><\/div>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/static.hsw.com.br\/gif\/biomas-taiga.jpg\" alt=\"Taiga\" width=\"640\" height=\"448\" border=\"0\" \/><br \/>\n\u00a9iStockphoto.com<br \/>\n<strong>No ver\u00e3o, o solo da Taiga se descongela<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"articleBody\" align=\"justify\">Taiga ou Floresta Setentrional de Con\u00edferas constitui um cintur\u00e3o <strong>abaixo do C\u00edrculo Polar \u00c1rtico <\/strong>que limita o dom\u00ednio da Tundra ocorrendo entre os paralelos 45\u00b0 N e 70\u00b0 Norte, da Am\u00e9rica do Norte at\u00e9 a Eur\u00e1sia. Para a maioria dos autores n\u00e3o existem correspondentes no Hemisf\u00e9rio Sul. Outros classificam a Mata de Arauc\u00e1ria, localizada no sul do Brasil, como um bioma correspondente.<\/p>\n<p>Este bioma recebe menos de 300 mm de chuva por ano distribu\u00edda durante todo ano, e como a Tundra, possui duas esta\u00e7\u00f5es bem distintas com o predom\u00ednio do inverno sobre o ver\u00e3o. O<strong> solo se congela durante o inverno<\/strong>, mas ao contr\u00e1rio do que ocorre na Tundra, <strong>no ver\u00e3o ele descongela<\/strong> totalmente. Por\u00e9m, em algumas \u00e1reas como nas florestas de spruce (Picea) parte do solo continua congelado durante todo ano.<\/p>\n<p>A forma vegetal dominante \u00e9 formada por \u00e1rvores de con\u00edfera, como os pinheiros (Pinus), abetos (Abies) e spruce (Picea), que possuem folhas adaptadas \u00e0 falta de \u00e1gua, com pequena \u00e1rea e em forma de ac\u00edculas (agulhas). A biomonotonia, que consiste em florestas onde apenas uma esp\u00e9cie de \u00e1rvore \u00e9 encontrada, caracteriza essa vegeta\u00e7\u00e3o, podendo gerar condi\u00e7\u00f5es ideais para o desenvolvimento de pragas e epidemias. Devido ao fato das \u00e1rvores deste bioma permitir pouca passagem de luz para os estratos inferiores, aliado ao fato da baixa decomposi\u00e7\u00e3o das folhas das con\u00edferas no solo, o desenvolvimento arbustivo e herb\u00e1cea \u00e9 muito baixo. Al\u00e9m disso, algumas esp\u00e9cies s\u00e3o alelop\u00e1ticas, impedindo o crescimento de outras plantas no solo e assim diminuindo a competi\u00e7\u00e3o por \u00e1gua.<\/p>\n<p>Entre os muitos animais que habitam a Taiga, como o <strong>alce, o tentinh\u00e3o e tetraz<\/strong>, os que mais chamam a aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o os que possuem oscila\u00e7\u00f5es em suas popula\u00e7\u00f5es entre presa e predador, como o caso cl\u00e1ssico da <strong>lebre americana<\/strong> e seu predador, o <strong>lince<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"articleBody\" align=\"justify\"><strong>Chaparral<\/strong><\/p>\n<p>Chaparral ou \u201cmacchie\u201d, como \u00e9 conhecido na regi\u00e3o do mediterr\u00e2neo, distribuem-se em regi\u00f5es com <strong>clima temperado ameno<\/strong>, como a Calif\u00f3rnia, M\u00e9xico, litoral do mar Mediterr\u00e2neo, Chile e Costa Meridional da Austr\u00e1lia. Estas \u00e1reas se caracterizam por possuir o <strong>inverno chuvoso e o ver\u00e3o seco<\/strong>.<\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/static.hsw.com.br\/gif\/biomas-chaparral.jpg\" alt=\"Chaparral\" width=\"640\" height=\"448\" border=\"0\" \/><br \/>\n\u00a9iStockphoto.com\/H Peter Weber<br \/>\n<strong>Moradia na regi\u00e3o pr\u00f3xima ao mar Mediterr\u00e2neo.<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"articleBody\" align=\"justify\">A vegeta\u00e7\u00e3o consiste desde arbustos at\u00e9 \u00e1rvores de pequeno e m\u00e9dio porte. Suas folhas s\u00e3o duras, grossas e permanecem sempre verdes. Sendo que, diversas esp\u00e9cies possuem micorrizas, associa\u00e7\u00e3o \u00edntima entre certos fungos e suas ra\u00edzes, o que aumenta a chance de sobreviv\u00eancia em condi\u00e7\u00f5es adversas. O fogo \u00e9 um importante fator ecol\u00f3gico, uma vez que, favorece o dom\u00ednio de gram\u00edneas. Al\u00e9m disso, uma grande quantidade de sementes s\u00f3 germina ap\u00f3s a ocorr\u00eancia de fogo, enquanto outras plantas rebrotam rapidamente ap\u00f3s serem queimadas devido ao fato de armazenarem grande parte de seus nutrientes nas ra\u00edzes.<\/p>\n<p>Entre os animais presentes no Chaparral est\u00e3o aves migrat\u00f3rias e o veado (<em>Odocoileus hemionu<\/em>), al\u00e9m de vertebrados pequenos e de cores apagadas, como coelhos, ratos, lagartos e p\u00e1ssaros que s\u00e3o residentes.<\/p>\n<div class=\"articleBody\" align=\"justify\"><strong>Caatinga<\/strong><\/div>\n<div class=\"articleBody\" align=\"justify\">\n<p>O bioma Caatinga se distribui por grandes \u00e1reas na America do Sul, no sudoeste africano e em algumas partes do sudoeste asi\u00e1tico. No entanto, alguns consideram a Caatinga como representantes do bioma de savana e outros o consideram um bioma exclusivo do Brasil.A caatinga possui condi\u00e7\u00f5es de umidade intermedi\u00e1rias entre o deserto e a savana, sendo a distribui\u00e7\u00e3o da precipita\u00e7\u00e3o irregular e moderada. A vegeta\u00e7\u00e3o pode ser formada por herb\u00e1ceas at\u00e9 \u00e1rvores de 12 metros de altura, cobrindo densas \u00e1reas ou espalhadas e agrupadas. Essas plantas s\u00e3o latifoliadas com folhas pequenas ou ausentes que caem durante o per\u00edodo seco. A perda das folhas da vegeta\u00e7\u00e3o da Caatinga \u00e9 estrat\u00e9gica. Sem folhas, as plantas reduzem a superf\u00edcie de evapora\u00e7\u00e3o quando falta \u00e1gua. Em per\u00edodos longos de estiagem a paisagem pode parecer de semi-desertos. Contudo, com o inicio da chuva as \u00e1rvores voltam a se cobrir de folhas e pequenas plantas cobrem o solo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"articleBody\" align=\"justify\"><strong>Montanhas <\/strong><\/div>\n<div class=\"articleBody\" align=\"justify\">Em regi\u00f5es montanhosas ocorre uma grande diversidade de condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, com isso em uma dada montanha podem existir um mosaico biomas subdivididos em muitas zonas. Como as serras geralmente n\u00e3o s\u00e3o cont\u00ednuas podem ocorrer isolamentos entre comunidades, por outro lado o interc\u00e2mbio de esp\u00e9cies entre biomas diferentes pode ser maior que em regi\u00f5es n\u00e3o montanhosas.<\/div>\n<div class=\"articleBody\" align=\"justify\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Floresta Tropical As florestas tropicais se desenvolvem em baixas altitudes e pr\u00f3ximas do equador, entre<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Floresta Tropical As florestas tropicais se desenvolvem em baixas altitudes e pr\u00f3ximas do equador, entre","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36171"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36171"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36171\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36171"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36171"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36171"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}