{"id":3616,"date":"2014-07-26T20:00:12","date_gmt":"2014-07-26T20:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=3616"},"modified":"2014-07-26T11:06:16","modified_gmt":"2014-07-26T11:06:16","slug":"cientistas-lancam-alerta-depois-de-ataques-mortais-de-tamanduas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-lancam-alerta-depois-de-ataques-mortais-de-tamanduas-no-brasil\/","title":{"rendered":"Cientistas lan\u00e7am alerta depois de ataques mortais de tamandu\u00e1s no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tamandua.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-3617\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tamandua.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Tamandu\u00e1s-bandeira mataram dois ca\u00e7adores em incidentes separados no Brasil, despertando a preocupa\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 perda de habitat do animal e ao risco crescente de encontros perigosos com pessoas, afirmaram cientistas.<\/p>\n<p>Os mam\u00edferos de focinho longo e pelagem densa n\u00e3o costumam ser agressivos com seres humanos e s\u00e3o considerados uma esp\u00e9cie vulner\u00e1vel pela Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN), sobretudo devido ao desmatamento e a assentamentos humanos que invadem seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>No entanto, eles t\u00eam vis\u00e3o restrita e, quando assustados, podem se defender com as garras dianteiras, que s\u00e3o t\u00e3o longas quanto canivetes.<\/p>\n<p>Os estudos de caso de dois ataques fatais de tamandu\u00e1s gigantes foram descritos na revista Wilderness and Environmental Medicine, que divulgou o artigo este m\u00eas na internet, antes de sua publica\u00e7\u00e3o em vers\u00e3o impressa, prevista para dezembro.<\/p>\n<p>&#8220;Ambos eram fazendeiros, estavam ca\u00e7ando e foram atacados por animais feridos ou encurralados&#8221;, explicou \u00e0 AFP o principal autor do estudo, Vidal Haddad, da Escola de Medicina da Universidade do Estado de S\u00e3o Paulo, em Botucatu.<\/p>\n<p>No primeiro caso, um homem de 47 anos estava ca\u00e7ando com os dois filhos e seus c\u00e3es quando deram de encontro com um tamandu\u00e1-bandeira na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre. O ca\u00e7ador n\u00e3o atirou no animal, mas se aproximou dele exibindo a faca.<\/p>\n<p>O tamandu\u00e1 ficou de p\u00e9 nas patas traseiras e agarrou o homem com as dianteiras, causando ferimentos profundos em suas coxas e bra\u00e7os.<\/p>\n<p>O ca\u00e7ador sangrou at\u00e9 a morte no local do ataque, acrescentou o artigo, destacando que o tr\u00e1gico encontro ocorreu em 1\u00ba de agosto de 2012, mas n\u00e3o tinha sido descrito na literatura cient\u00edfica at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>O outro caso ocorreu em 2010 com um homem de 75 anos, em Jangada, no Mato Grosso. Ele morreu quando um tamandu\u00e1 usou suas longas garras dianteiras &#8211; que costumam auxili\u00e1-lo a cavar na busca por formigueiros &#8211; para perfurar sua art\u00e9ria femural, situada entre a virilha e a coxa.<\/p>\n<p>&#8220;Estes ferimentos s\u00e3o muito s\u00e9rios e n\u00e3o tenho forma de saber se foi um comportamento de defesa adquirido pelos animais&#8221;, disse Haddad, que assina o artigo junto com Guilherme Reckziegel, Domingos Neto e F\u00e1bio Pimentel.<\/p>\n<p>Ele ressaltou que esses ataques s\u00e3o raros, mas disse que s\u00e3o importantes porque revelam a necessidade de as pessoas darem mais espa\u00e7o aos animais selvagens.<\/p>\n<p>&#8211; F\u00e1ceis de assustar &#8211;<\/p>\n<p>Acredita-se que os tamandu\u00e1s-bandeira (&#8220;Myrmecophaga tridactyla&#8221;) estejam extintos em Belize, El Salvador, Guatemala e Uruguai. Existem 5.000 na natureza e podem ser encontrados em algumas regi\u00f5es da Am\u00e9rica Central e do Sul.<\/p>\n<p>No total, sua popula\u00e7\u00e3o caiu cerca de 30% na \u00faltima d\u00e9cada devido \u00e0 perda de habitat, a atropelamentos, ca\u00e7a, inc\u00eandios florestais e \u00e0 queima de planta\u00e7\u00f5es de cana-de-a\u00e7\u00facar, segundo a IUCN.<\/p>\n<p>Eles t\u00eam entre 1,2 e 2 metros e podem pesar at\u00e9 45 quilos.<\/p>\n<p>A especialista em tamandu\u00e1s Flavia Miranda, que trabalha com estes animais no Brasil, manifestou sua preocup\u00e7\u00e3o com o fato de o artigo causar mais problemas para uma criatura que j\u00e1 enfrenta v\u00e1rias amea\u00e7as \u00e0 sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s temos um monte de problemas com essa esp\u00e9cie porque as pessoas acreditam que os animais trazem m\u00e1 sorte e os matam de prop\u00f3sito&#8221;, explicou em e-mail enviado \u00e0 AFP.<\/p>\n<p>&#8220;Mas eu compreendo a import\u00e2ncia do artigo porque recentemente tamb\u00e9m tive um incidente com um tamandu\u00e1 gigante que quase me custou a vida&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p>Os tamandu\u00e1s-bandeira comem principalmente insetos, mas tamb\u00e9m apreciam laranjas e abacates, segundo a cuidadora Rebecca Lohse, que trabalha com estes animais em cativeiro no Zool\u00f3gico Reid Park, em Tucson, Arizona.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o animais que podem se assustar subitamente. Avi\u00f5es passando, serras el\u00e9tricas e sopradores de folhas podem assust\u00e1-los&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>&#8220;A forma como se defendem \u00e9 ficando de p\u00e9 nas patas traseiras e agitando as dianteiras&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>&#8220;Eles t\u00eam antebra\u00e7os incrivelmente fortes e as garras t\u00eam v\u00e1rios cent\u00edmetros&#8221;, acrescentou, destacando que os cuidadores costumam evitar o mesmo espa\u00e7o dos animais, conduzindo-os para \u00e1reas cercadas diferentes quando se aproximam para limpar seus recintos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tamandu\u00e1s-bandeira mataram dois ca\u00e7adores em incidentes separados no Brasil, despertando a preocupa\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 perda<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3617,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tamandua.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tamandua.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tamandua.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tamandua.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tamandua.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tamandua.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tamandua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tamandua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tamandua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tamandua.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Tamandu\u00e1s-bandeira mataram dois ca\u00e7adores em incidentes separados no Brasil, despertando a preocupa\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 perda","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3616"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3616"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3616\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3617"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3616"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3616"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3616"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}