{"id":36084,"date":"2016-01-29T21:35:14","date_gmt":"2016-01-30T00:35:14","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=36084"},"modified":"2016-01-29T21:36:39","modified_gmt":"2016-01-30T00:36:39","slug":"laudo-tecnico-revela-que-agua-do-rio-doce-esta-impropria-para-consumo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/laudo-tecnico-revela-que-agua-do-rio-doce-esta-impropria-para-consumo\/","title":{"rendered":"Laudo t\u00e9cnico revela que \u00e1gua do Rio Doce est\u00e1 impr\u00f3pria para consumo"},"content":{"rendered":"<div id=\"stcpDiv\">\n<div class=\"image featured\"><img loading=\"lazy\" class=\"attachment-featured wp-post-image\" src=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/20151210050557-3-614x460.jpg\" alt=\"Rio Doce Lama Mariana Expedi\u00e7\u00e3o\" width=\"638\" height=\"478\" \/><\/div>\n<p align=\"center\"><em>A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica divulgou laudo t\u00e9cnico com resultados obtidos em Expedi\u00e7\u00e3o pela bacia do rio Doce. Dos 18 pontos analisados em campo, 16 apresentaram o IQA (\u00cdndice de Qualidade da \u00c1gua) p\u00e9ssimo, e 2, regular. Relat\u00f3rio aponta que a \u00e1gua est\u00e1 impr\u00f3pria para o consumo em todo o trecho analisado.<\/em><\/p>\n<p>A equipe da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica realizou de 6 a 12 de dezembro de 2015 uma expedi\u00e7\u00e3o pelos munic\u00edpios afetados pelo rompimento da barragem na cidade de Mariana (MG), com o objetivo de coletar sedimentos para an\u00e1lises laboratoriais e monitorar a qualidade da \u00e1gua do rio Doce e afluentes impactados pela lama e rejeitos de min\u00e9rios. Ao todo, foram analisados 18 pontos em campo, percorridos 29 munic\u00edpios e coletados 29 amostras de lama e \u00e1gua para an\u00e1lise em laborat\u00f3rio. Desses 18 pontos, 16 apresentaram o IQA (\u00cdndice de Qualidade da \u00c1gua) p\u00e9ssimo e 2 obtiveram \u00edndice regular.<a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/analise-rio-doce-mariana-vegetacao1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-104346 alignright\" src=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/analise-rio-doce-mariana-vegetacao1-300x213.jpg\" alt=\"analise rio doce mariana vegetacao\" width=\"300\" height=\"213\" \/><\/a><\/p>\n<ul>\n<li><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/RioDoceSOS\">Acesse aqui o laudo e o relat\u00f3rio na \u00edntegra.<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das \u00c1guas da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, afirma que a expedi\u00e7\u00e3o constatou que condi\u00e7\u00e3o ambiental do rio Doce \u00e9 p\u00e9ssima em 650 km de rios. \u201cEm todo o trecho percorrido e analisado por nossa equipe a \u00e1gua est\u00e1 impr\u00f3pria para o consumo humano e de animais\u201d, observa.<\/p>\n<p>O estudo aponta que a turbidez e o total de s\u00f3lidos em suspens\u00e3o est\u00e3o em concentra\u00e7\u00f5es muito acima do que estabelece a legisla\u00e7\u00e3o. Ela variou de 5.150 NTU (<i>Nephelometric Turbidity Unit<\/i>, unidade matem\u00e1tica utilizada na medi\u00e7\u00e3o da turbidez) na regi\u00e3o de Bento Rodrigues e Barra Longa, \u00e0 1.220 NTU em Ipatinga (MG), aumentando gradativamente na regi\u00e3o da foz, em Reg\u00eancia (ES). \u201cO m\u00e1ximo aceit\u00e1vel deveria ser de 40 NTU\u201d, diz Malu<strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo ela, os dados refor\u00e7am a gravidade do dano ambiental. \u201cInfelizmente, as chuvas acabam por arrastar mais lama para o leito do rio e a situa\u00e7\u00e3o tende a ficar ainda mais complicada. A lama e os metais pesados n\u00e3o mascararam ou diminu\u00edram as concentra\u00e7\u00f5es de poluentes provenientes de esgoto sem tratamento e de insumos agr\u00edcolas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A coordenadora ressalta, ainda, que o rio Doce j\u00e1 apresentava uma condi\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria antes do rompimento da barragem de rejeito de min\u00e9rio. \u201cAgora, com base no monitoramento que vem sendo realizado de forma independente pela sociedade e por autoridades, esperamos que seja poss\u00edvel planejar a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o de m\u00e9dio e longo prazo para a bacia\u201d, conclui.<\/p>\n<div id=\"attachment_104428\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 650px;\">\n<p><a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Doce-agua.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-104428 \" src=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Doce-agua.jpg\" alt=\"trajeto rio doce\" width=\"640\" height=\"498\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Trajeto percorrido pela expedi\u00e7\u00e3o. Imagem: SOS Mata Atl\u00e2ntica\/ INPE.<\/p>\n<\/div>\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o foi realizada com o apoio da Yp\u00ea \u2013 Qu\u00edmica Amparo, da Universidade Municipal de S\u00e3o Caetano do Sul (USCS), da ProMinent Brasil e de outros grupos de especialistas volunt\u00e1rios, como o GIAIA (Grupo Independente de Avalia\u00e7\u00e3o de Impacto Ambiental). Contou tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o do eco esportista Dan Robson, que navegou trechos com um caiaque especialmente equipado para realizar an\u00e1lises da qualidade da \u00e1gua e da profundidade do leito dos rios e dos reservat\u00f3rios ao longo do percurso. Al\u00e9m disso, parte dos testes foi realizada em campo com equipamentos especiais para a medi\u00e7\u00e3o de metais, sondas de medi\u00e7\u00e3o e espectrofot\u00f4metro. <b><\/b><\/p>\n<p>A an\u00e1lise da \u00e1gua foi realizada com base nos par\u00e2metros de refer\u00eancia estabelecidos na legisla\u00e7\u00e3o vigente no pa\u00eds, a Resolu\u00e7\u00e3o Conama 357\/5, que estabelece a classifica\u00e7\u00e3o das \u00e1guas e aponta o IQA. A equipe da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica utilizou um kit desenvolvido pelo programa Rede das \u00c1guas, empregado no projeto Observando os Rios, que re\u00fane volunt\u00e1rios de diversos Estados do pa\u00eds, localizados em \u00e1reas de Mata Atl\u00e2ntica, para o monitoramento de qualidade da \u00e1gua em rios, c\u00f3rregos e lagos.<b> <\/b> O kit segue metodologia para avalia\u00e7\u00e3o do IQA a partir de um total de 16 par\u00e2metros, que incluem n\u00edveis de oxig\u00eanio, demanda bioqu\u00edmica de oxig\u00eanio, nitrato, coliformes, fosfato, pH, temperatura, turbidez, odor cor e presen\u00e7a de peixes, larvas brancas e vermelhas. A classifica\u00e7\u00e3o da qualidade das \u00e1guas \u00e9 feita em cinco n\u00edveis de pontua\u00e7\u00e3o: p\u00e9ssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e \u00f3timo (acima de 40 pontos).<\/p>\n<h3><b>Metais pesados e bact\u00e9rias<\/b><\/h3>\n<p><b> <\/b>De acordo com as coletas e an\u00e1lises f\u00edsico-qu\u00edmicas realizadas, que obedeceram \u00e0s normas estabelecidas pelo <i>Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater, <\/i>todos os pontos avaliados est\u00e3o em desacordo com o que \u00e9 preconizado na legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n<p>Confira na tabela abaixo a descri\u00e7\u00e3o dos <strong>metais pesados<\/strong> encontrados nas amostras:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/metais-pesados-tabela-rio-doce.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-104429\" src=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/metais-pesados-tabela-rio-doce.jpg\" alt=\"metais pesados tabela rio doce\" width=\"640\" height=\"675\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os gr\u00e1ficos abaixo indicam os n\u00edveis de<strong> turbidez, alum\u00ednio, magn\u00e9sio e mangan\u00eas<\/strong> identificados em cada ponto de coleta:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Rio-Doce-Grafico-Turbidez.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-104433\" src=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Rio-Doce-Grafico-Turbidez.jpg\" alt=\"Rio Doce Grafico Turbidez\" width=\"640\" height=\"316\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Rio-Doce-Grafico-Aluminio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-104430\" src=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Rio-Doce-Grafico-Aluminio.jpg\" alt=\"Rio Doce Grafico Aluminio\" width=\"639\" height=\"315\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Rio-Doce-Grafico-Magnesio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-104431\" src=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Rio-Doce-Grafico-Magnesio.jpg\" alt=\"Rio Doce Grafico Magnesio\" width=\"637\" height=\"329\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Rio-Doce-Grafico-Manganes.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-104432\" src=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Rio-Doce-Grafico-Manganes.jpg\" alt=\"Rio Doce Grafico Manganes\" width=\"640\" height=\"314\" \/><\/a><\/p>\n<p>J\u00e1 para <strong>bact\u00e9rias<\/strong>, os resultados obtidos das an\u00e1lises f\u00edsico-qu\u00edmicas s\u00e3o:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/bacterias-tabela-rio-doce.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-104434\" src=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/bacterias-tabela-rio-doce.jpg\" alt=\"bacterias tabela rio doce\" width=\"638\" height=\"419\" \/><\/a><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/bit.ly\/RioDoceSOS\"><strong>Acesse aqui o laudo e o relat\u00f3rio na \u00edntegra.<\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Apoie esta iniciativa e outros projetos da Funda\u00e7\u00e3o<\/b><br \/>\nOs projetos da SOS Mata Atl\u00e2ntica contam com o apoio de empresas e pessoas espalhadas por todo o pa\u00eds para serem realizados. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode ajudar.<b><a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/apoie\/\" target=\"_blank\"> Fa\u00e7a uma doa\u00e7\u00e3o ou seja um filiado!<\/a><\/b><\/p>\n<\/div>\n<div>Fonte: SOS Mata Atl\u00e2ntica<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica divulgou laudo t\u00e9cnico com resultados obtidos em Expedi\u00e7\u00e3o pela bacia<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica divulgou laudo t\u00e9cnico com resultados obtidos em Expedi\u00e7\u00e3o pela bacia","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36084"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36084"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36084\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36084"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36084"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36084"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}