{"id":35888,"date":"2016-01-26T11:00:39","date_gmt":"2016-01-26T14:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=35888"},"modified":"2016-01-25T21:45:02","modified_gmt":"2016-01-26T00:45:02","slug":"cientistas-criam-macacos-transgenicos-para-estudar-autismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-criam-macacos-transgenicos-para-estudar-autismo\/","title":{"rendered":"Cientistas criam macacos transg\u00eanicos para estudar autismo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/macaco_transgenico.jpg\" rel=\"attachment wp-att-35889\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35889\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/macaco_transgenico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/macaco_transgenico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/macaco_transgenico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cientistas chineses criaram os primeiros macacos geneticamente modificados que exibem comportamentos relacionados ao autismo. De acordo com o estudo, publicado nesta segunda-feira (25) no peri\u00f3dico cient\u00edfico <em>Nature<\/em>, o objetivo \u00e9 que os macacos ajudem na compreens\u00e3o do dist\u00farbio em humanos e no desenvolvimento de tratamentos. At\u00e9 o momento, a pesquisa do autismo \u00e9 feita em roedores, animais que possuem uma biologia bastante diferente dos primatas. Alguns cientistas, contudo, levantam quest\u00f5es sobre a efic\u00e1cia de modelos animais no estudo do dist\u00farbio, que ainda tem causas desconhecidas pela medicina.<\/p>\n<p>Para criar os macacos transg\u00eanicos, os pesquisadores da Academia Chinesa de Ci\u00eancias, em Xangai, desenvolveram macacos afetados pela duplica\u00e7\u00e3o do gene MECP2, uma falha gen\u00e9tica que, em humanos, \u00e9 respons\u00e1vel por uma s\u00edndrome rara. Essa desordem se apresenta na inf\u00e2ncia e provoca uma s\u00e9rie de sintomas &#8211; alguns iguais aos vistos no espectro do autismo, como dificuldades de intera\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, os macacos exibiram comportamentos muito similares a pacientes humanos com autismo, como padr\u00f5es repetitivos de comportamento, altos n\u00edveis de ansiedade e problemas de intera\u00e7\u00e3o social. Uma segunda gera\u00e7\u00e3o de macacos tamb\u00e9m apresentou a s\u00edndrome e os comportamentos do espectro autista. Segundo os cientistas, os macacos tinham propens\u00e3o a andar em c\u00edrculos em suas jaulas, mostrando-se defensivos e com altos n\u00edveis de stress, al\u00e9m de serem antissociais. Os sintomas se mostraram mais severos no sexo masculino, como em humanos.<\/p>\n<p>&#8220;Junto com progressos recentes na aplica\u00e7\u00e3o de novas t\u00e9cnicas de edi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica em macacos, nosso estudo abre o caminho para o uso eficiente de macacos geneticamente modificados para estudar desordens cerebrais&#8221;, afirmam os autores no estudo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores dizem que grupos de macacos assim poderiam ser criados para testar novos tratamentos para o dist\u00farbio, j\u00e1 que os animais transmitem a falha gen\u00e9tica para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es. No momento, est\u00e3o fazendo exames de imagens no c\u00e9rebro dos animais para tentar identificar que circuitos cerebrais seriam respons\u00e1veis pelo comportamento autista.<\/p>\n<p><strong>Efic\u00e1cia do modelo animal &#8211;<\/strong> At\u00e9 agora, a ci\u00eancia ainda n\u00e3o sabe ao certo quais s\u00e3o as causas do autismo. Pesquisas feitas em roedores &#8211; que n\u00e3o refletem com precis\u00e3o as complexas doen\u00e7as neurol\u00f3gicas humanas &#8211; t\u00eam ajudado a revelar quais s\u00e3o as caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas do dist\u00farbio. Contudo, outros fatores, al\u00e9m do DNA, podem estar relacionados \u00e0 exibi\u00e7\u00e3o de comportamentos do espectro autista. Algumas pesquisas trazem evid\u00eancias de que <strong><a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/saude\/estudo-encontra-relacao-entre-autismo-e-pesticida\" rel=\"\">pesticidas<\/a><\/strong> ou mesmo a <strong><a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/saude\/idade-dos-pais-influencia-o-risco-de-autismo-nos-filhos\" rel=\"\">idade dos pais<\/a><\/strong> poderiam estar por tr\u00e1s do autismo.<\/p>\n<p>Um dos desafios da \u00e1rea \u00e9 a falta de modelos animais que reproduzam fielmente os sintomas. Os macacos criados pelos pesquisadores chineses s\u00e3o os primeiros modelos animais primatas, mais pr\u00f3ximos do ser humano. Mas alguns cientistas s\u00e3o cuidadosos ao relacionar o comportamento animal derivado da s\u00edndrome gen\u00e9tica ao comportamento de humanos com o dist\u00farbio.<\/p>\n<p>Em uma reportagem que acompanha o artigo da <em>Nature<\/em>, Alysson Muotri, que pesquisa desordens mentais como as do espectro autista na Universidade da Calif\u00f3rnia, afirma que o modelo primata \u00e9 superior ao de roedores porque consegue exibir mais claramente alguns dos comportamentos autistas. Contudo, sintomas em ratos e macacos parecem ser menos severos que os vistos em humanos. &#8220;Ainda precisamos verificar se o modelo primata \u00e9 capaz de realmente gerar novos insights sobre o dist\u00farbio humano&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m alertam que os macacos com a duplica\u00e7\u00e3o do MECP2 n\u00e3o demonstram alguns sintomas importantes, como as convuls\u00f5es ou problemas cognitivos severos. Isso pode acontecer porque a express\u00e3o do gene em macacos seja regulado por mecanismos diferentes que o de humanos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas chineses criaram os primeiros macacos geneticamente modificados que exibem comportamentos relacionados ao autismo. 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