{"id":35736,"date":"2016-01-23T16:23:15","date_gmt":"2016-01-23T19:23:15","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=35736"},"modified":"2016-01-23T16:25:44","modified_gmt":"2016-01-23T19:25:44","slug":"a-riqueza-das-frutas-que-vao-para-o-lixo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-riqueza-das-frutas-que-vao-para-o-lixo\/","title":{"rendered":"A riqueza das frutas que v\u00e3o para o lixo"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"articulo-subtitulo\">30% das frutas e vegetais cultivados na Am\u00e9rica Latina se perdem entre a fase de produ\u00e7\u00e3o e processamento<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/fruta_despedicio.jpg\" rel=\"attachment wp-att-35740\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-35740\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/fruta_despedicio.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"397\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/fruta_despedicio.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/fruta_despedicio-300x186.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p>No momento em que uma fruta n\u00e3o consumida \u00e9 posta no lixo, tamb\u00e9m se esvaem o trabalho de um agricultor, diversos nutrientes e uma s\u00e9rie de recursos: \u00e1gua, energia e adubo, entre outros. Agora, imagine que 45% das frutas e vegetais produzidos do mundo <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/02\/08\/internacional\/1391826914_650306.html\">s\u00e3o desperdi\u00e7ados a cada ano<\/a>, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO). S\u00f3 de ma\u00e7\u00e3s, s\u00e3o 3,7 trilh\u00f5es, segundo a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O problema pode ocorrer tanto durante o plantio quanto depois da colheita, nas etapas de processamento, <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/01\/23\/internacional\/1422038834_120138.html\">distribui\u00e7\u00e3o e consumo.<\/a> Enquanto na Am\u00e9rica do Norte o desperd\u00edcio ocorre muito mais na \u00faltima fase, a Am\u00e9rica Latina perde a maior parte de suas frutas e vegetais logo no in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o: cerca de 20% na fase de plantio e quase 10% entre a colheita e o processamento. O dado \u00e9 da <a href=\"http:\/\/www.fao.org\/save-food\/resources\/keyfindings\/infographics\/fruit\/en\/\">Save Food &#8211; Iniciativa Global para Reduzir o Desperd\u00edcio de Alimentos<\/a>, tamb\u00e9m da FAO.<\/p>\n<p>\u00c9 por esse motivo que a regi\u00e3o cada vez mais investe em projetos, especialmente entre os pequenos agricultores, que por si pr\u00f3prios nem sempre t\u00eam os conhecimentos ou os recursos para evitar a perda de alimentos.<\/p>\n<p>Em todo o Nordeste brasileiro, por exemplo, \u00e9 comum encontrar pequenas f\u00e1bricas de polpas congeladas, usadas para fazer sucos, doces e outras receitas. Al\u00e9m de dar uma vida \u00fatil maior a del\u00edcias locais como goiaba, umbu, acerola, manga e caju, elas agregam valor \u00e0s frutas in natura. Um quilo de polpa de manga chega a custar oito vezes mais que a mesma medida do produto sem beneficiamento.<\/p>\n<p>Quem conta essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma animada agricultora de Flores, cidade de apenas 288 habitantes no semi\u00e1rido de Pernambuco, Nordeste brasileiro. Ivanilda Barbosa, 45 anos, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Agricultoras do Saco dos Henriques, encontrou na fabrica\u00e7\u00e3o de polpas a solu\u00e7\u00e3o para v\u00e1rios problemas, n\u00e3o s\u00f3 o do desperd\u00edcio.<\/p>\n<p>At\u00e9 2007, a comunidade vendia apenas as frutas in natura e nem sempre conseguia escoar toda a produ\u00e7\u00e3o. \u201cElas eram desperdi\u00e7adas e acabavam ficando no ro\u00e7ado sem benef\u00edcio algum, s\u00f3 adubando a terra. Pens\u00e1vamos que poder\u00edamos ganhar alguma renda com elas e come\u00e7amos a fabricar polpas de frutas artesanalmente\u201d, lembra Ivanilda.<\/p>\n<p>No come\u00e7o, o grupo usava liquidificadores e freezers caseiros, num esfor\u00e7o bem-vindo, mas ainda insuficiente para dar conta de toda a fartura. O trabalho foi se sofisticando aos poucos, e hoje os colegas (14 mulheres e dois homens) se orgulham da pequena agroind\u00fastria que est\u00e3o montando, com capacidade de fabricar at\u00e9 12 toneladas por ano.<\/p>\n<p>Constru\u00edda com apoio do Banco Mundial e do governo de Pernambuco, a agroind\u00fastria n\u00e3o s\u00f3 se encarrega do beneficiamento como tamb\u00e9m refrigera as frutas que n\u00e3o puderem virar polpa imediatamente. Os ingredientes b\u00e1sicos s\u00e3o cultivados pelos associados ou comprados de grupos nos arredores de Flores.<\/p>\n<p>Como resultado, todos aprenderam um novo of\u00edcio, as mulheres t\u00eam uma nova fonte de renda (que lhes d\u00e1 mais poder dentro da fam\u00edlia) e o desperd\u00edcio deve ser cada vez menor nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Ivanilda sente estar contribuindo com sua sementinha em um mundo que ainda joga muita comida fora: mais precisamente um ter\u00e7o dos alimentos produzidos no planeta e 15% dos dispon\u00edveis na Am\u00e9rica Latina. \u201cMuitas pessoas n\u00e3o entenderam nosso trabalho inicialmente, mas agora vem gente at\u00e9 da Alemanha para nos conhecer\u201d, orgulha-se.<\/p>\n<p>Solu\u00e7\u00f5es criativas como a das agricultoras de Flores continuar\u00e3o crescendo em import\u00e2ncia \u00e0 medida que o planeta fica mais populoso: ser\u00e3o cerca de 9 bilh\u00f5es de pessoas em 2015. Continuaremos desperdi\u00e7ando quase metade das frutas, essas fontes t\u00e3o valiosas de nutrientes?<\/p>\n<p>Fonte: EL Pa\u00eds<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>30% das frutas e vegetais cultivados na Am\u00e9rica Latina se perdem entre a fase de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"30% das frutas e vegetais cultivados na Am\u00e9rica Latina se perdem entre a fase de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35736"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35736"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35736\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35736"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35736"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35736"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}