{"id":35514,"date":"2016-01-20T13:00:23","date_gmt":"2016-01-20T16:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=35514"},"modified":"2016-01-19T21:19:57","modified_gmt":"2016-01-20T00:19:57","slug":"brasil-registra-mais-de-300-especies-da-flora-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasil-registra-mais-de-300-especies-da-flora-por-ano\/","title":{"rendered":"Brasil registra mais de 300 esp\u00e9cies da flora por ano"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/flora_brasil.jpg\" rel=\"attachment wp-att-35515\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35515\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/flora_brasil-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/flora_brasil-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/flora_brasil.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>At\u00e9 o momento, o Brasil aparece como o pa\u00eds com o maior n\u00famero de esp\u00e9cies da flora.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>O Brasil tem, atualmente, 46.097 esp\u00e9cies de plantas, fungos e algas conhecidos. De acordo com a atualiza\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/floradobrasil.jbrj.gov.br\/jabot\/listaBrasil\/PrincipalUC\/PrincipalUC.do;jsessionid=D7B8171130D3F664E951967AA8616D33\" target=\"_blank\">Lista de Esp\u00e9cies da Flora do Brasil<\/a>, publicada em dezembro de 2015 pelo Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro, o pa\u00eds registra, em m\u00e9dia, 334 novas esp\u00e9cies da flora a cada ano.<\/p>\n<p>\u201cA atualiza\u00e7\u00e3o \u00e9 constante e di\u00e1ria porque, como \u00e9 online, os cientistas entram e atualizam os dados e, automaticamente, disponibilizam para o p\u00fablico\u201d, explicou \u00e0 Ag\u00eancia Brasil a bot\u00e2nica e pesquisadora Rafaela Campostrini Forzza, coordenadora da Lista de Esp\u00e9cies da Flora do Brasil. S\u00e3o quase 600 cientistas brasileiros e estrangeiros trabalhando em rede para atualizar os dados com novas descobertas de esp\u00e9cies ou mudan\u00e7a de nomes de plantas.<\/p>\n<p>As orqu\u00eddeas s\u00e3o a fam\u00edlia de plantas com maior n\u00famero de esp\u00e9cies, distribu\u00eddas por quatro dos seis biomas brasileiros. \u201cDependendo do bioma, uma fam\u00edlia ganha da outra devido \u00e0s caracter\u00edsticas de cada fam\u00edlia de planta\u201d, ressaltou a coordenadora.<\/p>\n<p><strong>Lista virtual<\/strong><\/p>\n<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o online da Lista de Esp\u00e9cies da Flora do Brasil foi publicada em 2010, como meta da Conven\u00e7\u00e3o da Diversidade Biol\u00f3gica (CDB), da qual o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio. Em 2015, a lista foi atualizada. A lista serve para consulta de pesquisadores, que analisam os dados e contribuem com artigo ou livro sobre o tema. Foram convidados especialistas em diferentes fam\u00edlias de plantas para integrarem o grupo de cientistas respons\u00e1vel por atualizar a lista da flora brasileira, sob a coordena\u00e7\u00e3o do Jardim Bot\u00e2nico. \u201cNa verdade, \u00e9 um grande trabalho de equipe. Jamais uma institui\u00e7\u00e3o sozinha conseguiria fazer isso\u201d, disse.<\/p>\n<p>A lista \u00e9 a base do projeto Flora do Brasil Online (FBO 2020) que integra o World Flora Online (WFO ou Flora do Mundo Online, em tradu\u00e7\u00e3o livre), publica\u00e7\u00e3o virtual que reunir\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre todas as plantas conhecidas do mundo at\u00e9 2020. Segundo Rafaela Forzza, os pesquisadores esperam terminar em 2019 as contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 lista, e fazer os ajustes finais de editora\u00e7\u00e3o no ano seguinte. O trabalho ser\u00e1 lan\u00e7ado simultaneamente em todos os jardins bot\u00e2nicos do mundo que participam da rede.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, o Brasil aparece como o pa\u00eds com o maior n\u00famero de esp\u00e9cies da flora. Em seguida, est\u00e3o China, \u00c1frica do Sul e Estados Unidos. A Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 o bioma com maior diversidade no Brasil.<\/p>\n<p>A presidente do Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro, Samyra Crespo, destacou que, em m\u00e9dia, s\u00e3o registrados 1 milh\u00e3o de acessos mensais na base de dados do projeto. \u201cPode estar em qualquer lugar do mundo. Sendo estudante ou pesquisador, basta se logar e se identificar e pode acessar\u201d.<\/p>\n<p>Outro projeto \u00e9 o repatriamento de plantas brasileiras levadas por naturalistas nos s\u00e9culos 18 e 19. \u201cE elas v\u00eam em forma virtual, em 3D, imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o, que podem ser consultadas por qualquer pesquisador, em qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil\u201d. At\u00e9 o final de 2015, o acervo tinha 1,250 milh\u00e3o de exsicatas (amostra de planta seca e prensada numa estufa) digitalizadas de alta resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Rafaela Forzza, conhecer a flora da Amaz\u00f4nia ainda \u00e9 um grande desafio e necessita de \u201cum projeto de na\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cA flora \u00e9 muito mal conhecida, historicamente, e a gente n\u00e3o vence esse problema. Esse desbalan\u00e7o de conhecimento em rela\u00e7\u00e3o aos outros biomas \u00e9 muito evidente. A gente tem que acreditar que a Amaz\u00f4nia ainda \u00e9 um buraco de conhecimento. Ainda est\u00e1 no s\u00e9culo 19 de conhecimento, enquanto o resto do pa\u00eds j\u00e1 avan\u00e7ou muito\u201d, lembrando que a Amaz\u00f4nia Legal corresponde a 50% do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>O tamanho da floresta e a dificuldade de acesso refor\u00e7am a dificuldade. \u201cN\u00e3o \u00e9 meia d\u00fazia de cientistas que vai conseguir vencer isso. \u00c9 preciso um projeto de governo, de pa\u00eds, para conseguir melhorar esse conhecimento\u201d.<\/p>\n<p><strong>Crise econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n<p>Ao divulgar balan\u00e7o de 2015, apesar da crise econ\u00f4mica, a presidente do Jardim Bot\u00e2nico destaca a conclus\u00e3o do projeto de identifica\u00e7\u00e3o de novas plantas da Amaz\u00f4nia, a atualiza\u00e7\u00e3o da lista de esp\u00e9cies amea\u00e7adas e lan\u00e7amento dos planos territoriais de recupera\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies. \u201cMais de 300 esp\u00e9cies podem ser recuperadas. Em termos da ci\u00eancia, n\u00e3o tivemos nenhum preju\u00edzo\u201d. No ano passado, tamb\u00e9m foram recuperadas esculturas do Mestre Valentim, considerado o Aleijadinho do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Segundo Samyra Crespo, para reduzir o impacto dos cortes, a institui\u00e7\u00e3o buscou parcerias privadas e otimizou custos, como a ado\u00e7\u00e3o do sistema de aspers\u00e3o para regar os canteiros, o que significou em 30% de economia com \u00e1gua e ades\u00e3o ao sistema de compras p\u00fablicas. No entanto, a presidente reconhece que alguns impactos da crise ser\u00e3o conhecidos somente no final deste ano ou em 2017.<\/p>\n<p>O or\u00e7amento para 2016, que era de R$ 20 milh\u00f5es, foi cortado no in\u00edcio do ano para R$ 18 milh\u00f5es, mesmo patamar de 2013. \u201cTemos menos para pagar mais\u201d, disse a presidente, em refer\u00eancia \u00e0 repactua\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios dos servidores.<\/p>\n<p><strong>Projetos<\/strong><\/p>\n<p>A presidente aposta nos Jogos Ol\u00edmpicos, que dever\u00e3o aumentar o fluxo de visitantes, atualmente em 1 milh\u00e3o por ano. Pensando no evento esportivo, o Jardim Bot\u00e2nico vai investir em acessibilidade para pessoas com defici\u00eancia, idosos, gr\u00e1vidas e pessoas com dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 revitalizado um dos canteiros mais antigos do jardim, que \u00e9 o Canteiro Amaz\u00f4nico.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita em parceria com a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA) e tem conclus\u00e3o prevista para junho, al\u00e9m do projeto de enterramento de fios el\u00e9tricos dos postes, em conjunto com a distribuidora Light. A presidenta disse que o projeto faz parte do reconhecimento da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco) do Jardim Bot\u00e2nico como parte da paisagem cultural do Rio de Janeiro. \u201cEsses s\u00e3o os dois carros-chefe em 2016\u201d, disse Samyra Crespo.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea da ci\u00eancia, os projetos s\u00e3o a conserva\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00f5es coral\u00edneas, com o monitoramento da regi\u00e3o de Abrolhos (BA) e outros recifes de corais, com financiamento da empresa Brasoil; e o invent\u00e1rio florestal do estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Servi\u00e7o Florestal Brasileiro.<\/p>\n<p>Em 2016, o jardim deve lan\u00e7ar o primeiro programa de gera\u00e7\u00e3o de renda para mulheres de baixa renda, chamado Recicla Biju.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 o momento, o Brasil aparece como o pa\u00eds com o maior n\u00famero de esp\u00e9cies<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":35515,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/flora_brasil.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/flora_brasil-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/flora_brasil-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/flora_brasil.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/flora_brasil.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/flora_brasil.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/flora_brasil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/flora_brasil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/flora_brasil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/flora_brasil.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"At\u00e9 o momento, o Brasil aparece como o pa\u00eds com o maior n\u00famero de esp\u00e9cies","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35514"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35514"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35514\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35515"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}