{"id":35428,"date":"2016-01-19T08:00:46","date_gmt":"2016-01-19T11:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=35428"},"modified":"2016-01-18T20:11:49","modified_gmt":"2016-01-18T23:11:49","slug":"poluicao-plastica-nos-mares-problemas-para-a-fauna-e-para-o-ser-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/poluicao-plastica-nos-mares-problemas-para-a-fauna-e-para-o-ser-humano\/","title":{"rendered":"Polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica nos mares: problemas para a fauna e para o ser humano"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/lixo_oceaNOI.jpg\" rel=\"attachment wp-att-35429\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35429\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/lixo_oceaNOI-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/lixo_oceaNOI-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/lixo_oceaNOI.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores da <a href=\"http:\/\/www.uwa.edu.au\/\" target=\"_blank\"><i>The University of Western Australia<\/i><\/a> e da <a href=\"http:\/\/www.csiro.au\/org\/WfO-overview\" target=\"_blank\"><i>CSIRO Wealth from Oceans Flagship<\/i><\/a> fizeram um estudo, ao fim de 2013, em que puderam apurar que a cada quil\u00f4metro quadrado de \u00e1gua da superf\u00edcie do mar australiano est\u00e1 contaminado por cerca de quatro mil pequenos fragmentos de pl\u00e1stico. Essa pesquisa permitiu o primeiro mapeamento de pl\u00e1sticos flutuantes marinhos no litoral australiano. O professor Charitha Pattiaratchi afirmou que, em <a href=\"http:\/\/www.conservation.org.br\/como\/index.php?id=8\" target=\"_blank\">hotspots<\/a> (&#8220;pontos quentes&#8221; &#8211; regi\u00f5es de grande biodiversidade), pl\u00e1sticos foram encontrados no mar perto de \u00e1reas densamente povoadas, em regi\u00f5es em que as correntes oce\u00e2nicas convergem. Mas esse problema est\u00e1 muito mais pr\u00f3ximo do que podemos imaginar<\/p>\n<p>No litoral brasileiro, a maior parte de lixo marinho \u00e9 pl\u00e1stico. Fatores como o descarte incorreto dos banhistas, de embarca\u00e7\u00f5es e falta de coleta seletiva em determinadas regi\u00f5es faz com que esse res\u00edduo s\u00f3lido entre em contato no ambiente marinho e acarrete diversos tipos de problemas para o ecossistema.<\/p>\n<p>No pa\u00eds, o aumento de consumo de peixe aumentou 196% entre 2002 e 2010, conforme \u00faltimo levantamento feito pelo <a href=\"http:\/\/www.mpa.gov.br\/\" target=\"_blank\">Minist\u00e9rio da Pesca e Aquicultura (MPA)<\/a>. Isso tem gerado preocupa\u00e7\u00f5es, uma vez que existe o problema com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 toxicidade do pl\u00e1stico em animais marinhos. Pesquisas realizadas no Brasil comprovaram que alguns peixes apresentam alto \u00edndice de toxinas pesadas em seu organismo e isto est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 polui\u00e7\u00e3o de rios e oceanos.<\/p>\n<p>O professor Alexander Turra do <a href=\"http:\/\/www.io.usp.br\/Lab_manejo\" target=\"_blank\">Laborat\u00f3rio de Manejo, Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o Marinha do Instituto Oceanogr\u00e1fico<\/a>, criado no ano de 2012, quer coletar e monitorar o lixo marinho com o objetivo de compreender a fonte do res\u00edduo, identificar caracter\u00edsticas como: tipos, materiais, porcentagem, n\u00famero e peso. O projeto monitora seis praias do litoral de S\u00e3o Paulo e est\u00e1 em expans\u00e3o para abranger um maior n\u00famero de praias.<\/p>\n<h2>Consequ\u00eancias e envolvimentos<\/h2>\n<p>Problemas como <a href=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/component\/content\/article\/35\/1259-os-oceanos-estao-virando\" target=\"_blank\">forma\u00e7\u00e3o de ilhas de pl\u00e1sticos nos oceanos<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/component\/content\/article\/35-atitude\/1144-plastico-nos-mares-causa\" target=\"_blank\">asfixia<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/component\/content\/article\/38\/646-um-oceano-de-sacolinhas.html\" target=\"_blank\">ingest\u00e3o<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/component\/content\/article\/38\/757-baleias-e-golfinhos-sofrem\" target=\"_blank\">envenenamento em animais marinhos<\/a>, s\u00e3o resultantes do lixo humano nos mares. Estudos realizados no atum destinado ao consumo humano detectaram <a href=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/component\/content\/article\/35\/1267-microplasticos-um-dos\" target=\"_blank\">micropl\u00e1sticos<\/a> em seu est\u00f4mago, o que significa que tamb\u00e9m estamos expostos a esse problema. \u201cH\u00e1 cada vez mais evid\u00eancias de que animais marinhos, que v\u00e3o desde o pl\u00e2ncton \u00e0s baleias, ingerem grandes quantidades de pl\u00e1sticos carregados de poluentes, que possa ent\u00e3o ser incorporado na cadeia alimentar\u201d, explica Doutor <a href=\"http:\/\/www.oceans.uwa.edu.au\/\" target=\"_blank\">Reisser, PHD do <i>UWA Oceans Institute<\/i><\/a>.<\/p>\n<p>Os pl\u00e1sticos t\u00eam altos \u00edndices de <a href=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/component\/content\/article\/35-atitude\/1310-poluicao-marinha-provoca-tumores-em-tartarugas-.html\" target=\"_blank\">absor\u00e7\u00e3o de poluentes e subst\u00e2ncias t\u00f3xicas<\/a> e podem sofrer altera\u00e7\u00e3o com a exposi\u00e7\u00e3o aos raios ultra violetas e a \u00e1gua salgada, juntando-se ao pl\u00e2ncton. Logo, um peixe ou qualquer tipo de animal marinho que se alimente desses materiais corre o risco de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 investimentos em tecnologias que podem ajudar nesse controle do lixo humano, como o desenvolvimento do &#8220;<a href=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/component\/content\/article\/37\/1424-robo-marinho-promete\" target=\"_blank\">rob\u00f4 aqu\u00e1tico<\/a>&#8221; que navega pelos oceanos coletando pl\u00e1sticos e do &#8220;<a href=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/component\/content\/article\/37-tecnologia-a-favor\/1624-estudante\" target=\"_blank\">filtro auto-sustent\u00e1vel marinho<\/a>&#8220;, que filtra o res\u00edduo de diversos tamanhos. E tamb\u00e9m h\u00e1 o processamento do pl\u00e1stico encontrado no oceano para utilizar na produ\u00e7\u00e3o de embalagens como a &#8220;<a href=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/component\/content\/article\/37\/1240-empresa-cria-garrafa-com\" target=\"_blank\">garrafa feita de pl\u00e1stico do oceano<\/a>&#8220;. Essas iniciativas junto com outras podem contribuir na redu\u00e7\u00e3o desse material nos oceanos, mas ainda s\u00e3o muito iniciais.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea tem d\u00favidas de onde descartar aquele material que voc\u00ea n\u00e3o utiliza mais, clique <a href=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/postos\/reciclagem.php\" target=\"_blank\">aqui<\/a> para ver locais onde voc\u00ea possa descartar corretamente e evite contribuir para aumentar a polui\u00e7\u00e3o marinha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da The University of Western Australia e da CSIRO Wealth from Oceans Flagship fizeram<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":35429,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/lixo_oceaNOI.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/lixo_oceaNOI-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/lixo_oceaNOI-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/lixo_oceaNOI.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/lixo_oceaNOI.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/lixo_oceaNOI.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/lixo_oceaNOI.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/lixo_oceaNOI.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/lixo_oceaNOI.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/lixo_oceaNOI.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores da The University of Western Australia e da CSIRO Wealth from Oceans Flagship fizeram","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35428"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35428"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35428\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35429"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35428"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35428"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35428"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}