{"id":35234,"date":"2016-01-16T14:00:46","date_gmt":"2016-01-16T17:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=35234"},"modified":"2016-01-15T21:12:43","modified_gmt":"2016-01-16T00:12:43","slug":"modelo-de-recuperacao-da-caatinga-e-testado-em-pernambuco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/modelo-de-recuperacao-da-caatinga-e-testado-em-pernambuco\/","title":{"rendered":"Modelo de recupera\u00e7\u00e3o da caatinga \u00e9 testado em Pernambuco"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/caatinga.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35235\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/caatinga-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/caatinga-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/caatinga.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores do N\u00facleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental da Universidade Federal do Vale do S\u00e3o Francisco (Nema\/Univasf) desenvolveram e est\u00e3o testando um modelo de <strong>recupera\u00e7\u00e3o da mata da caatinga<\/strong>. O experimento, iniciado no final de 2014, apresenta resultados positivos em uma \u00e1rea no munic\u00edpio de Cabrob\u00f3 (PE) e, se comprovado como eficiente, ser\u00e1 implantado em \u00e1reas impactadas pelas obras do Projeto de Integra\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>O modelo de <strong>recupera\u00e7\u00e3o do bioma<\/strong> envolve o replantio de mudas, a conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e a prote\u00e7\u00e3o das plantas dos ataques de animais da regi\u00e3o. O processo \u00e9 &#8220;simples, efetivo e de baixo custo&#8221;, ideal para as condi\u00e7\u00f5es do semi\u00e1rido, afirma o coordenador do Nema, Renato Garcia, que sobrevoou o viveiro e aprovou os resultados parciais.<\/p>\n<p>Os pesquisadores plantaram, em uma \u00e1rea de aproximadamente 5 hectares ao lado da esta\u00e7\u00e3o de bombeamento, mais de 5 mil mudas de 23 esp\u00e9cies nativas da caatinga, origin\u00e1rias de matrizes resistentes a estiagem prolongada. Al\u00e9m disso, cerca de 2 mil \u00e1rvores adultas, de 25 esp\u00e9cies, fornecer\u00e3o sementes.<\/p>\n<p>Para driblar a escassez de chuvas e conservar a pouca \u00e1gua dispon\u00edvel, a equipe do Nema criou bacias topogr\u00e1ficas artificiais, escavadas com m\u00e1quinas pesadas e com di\u00e2metro entre 20 e 30 metros\u00a0\u2013\u00a0as \u00e1guas das chuvas escorrem para a depress\u00e3o, o que facilita o seu ac\u00famulo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os pesquisadores montaram uma prote\u00e7\u00e3o contra tr\u00eas animais que normalmente se alimentam dessas plantas: bodes, carneiros e jegues, comuns da regi\u00e3o. Cercas-vivas feitas de xique-xique, esp\u00e9cie de cacto com espinhos de at\u00e9 10 cent\u00edmetros, e macambira, um tipo de brom\u00e9lia com espinhos pequenos e incisivos, mant\u00eam os animais longe do espa\u00e7o de recupera\u00e7\u00e3o de forma mais eficiente que as cercas de arames, geralmente depredadas ou furtadas.<\/p>\n<p><strong>Projeto de Integra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Gerenciado pelo Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o Nacional (MI), o Projeto de Integra\u00e7\u00e3o do Rio de S\u00e3o Francisco \u00e9 a mais relevante iniciativa do governo federal dentro da Pol\u00edtica Nacional de Recursos H\u00eddricos. O objetivo \u00e9 garantir a seguran\u00e7a h\u00eddrica para 390 munic\u00edpios no Nordeste Setentrional, onde a estiagem ocorre frequentemente, beneficiando mais de 12 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>Cerca de R$ 1 bilh\u00e3o est\u00e1 sendo destinado a a\u00e7\u00f5es socioambientais e de recupera\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica, o mais significativo volume de investimentos nessas \u00e1reas do semi\u00e1rido. As a\u00e7\u00f5es desenvolvidas pelos 38 programas ambientais do projeto possibilitam cientistas e sociedade a aprofundar o conhecimento sobre a caatinga, sobre fauna, flora, aspectos econ\u00f4mico-sociais, arqueol\u00f3gicos e sociais de pequenas comunidades rurais, ind\u00edgenas e quilombolas mapeados na \u00e1rea de impacto do projeto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do N\u00facleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental da Universidade Federal do Vale do S\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":35235,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/caatinga.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/caatinga-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/caatinga-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/caatinga.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/caatinga.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/caatinga.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/caatinga.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores do N\u00facleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental da Universidade Federal do Vale do S\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35234"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35234"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35234\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35235"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35234"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35234"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}